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História My Distraction - Capítulo 2


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


*INSPIRADA* na história da @Prettygirl_Me

Capítulo 2 - Capítulo 1


Charllotte por lado estava feliz por finalmente poder sair do escritório, e de dentro do prédio da comissão por alguns instantes.

O lugar era tão visitado por ela, que se perguntassem, Lotte poderia dizer a localização de cada cômodo do local, como se sua mente já tivesse um mapa da comissão.

Por outro lado, Charllotte estava inrritada por ser mandada novamente pro ano de 2019.

Ela já tinha feito missões ali, e uma delas, a que mais havia doido na garota.

Também estava com raiva, porque para participar da missão, eles testaram uma máquina em fase de teste nela, certamente deu um pouco errado e acabou colocando a menina novamente em seu corpo de adolescente de 14 anos.

A Gillis surtou quando isso aconteceu, mas lhe prometeram que assim que cumprisse com o que lhe deseginado, voltaria ao normal, e ela realmente esperava que isso acontecesse.

Seus cabelos lisos morenos, estavam presos em um rabo de cavalo alto.

Vestia um moletom cor de vinho, jeans girlfriend clara, e em seus pés um par de all star surrado preto.

Charllotte estava sentada em um balcão de uma loja de rosquinha da cidade.

Ela queria logo procurar o ex-agente e acabar logo com isso.

Mas a única coisa que a deram para ajudar, foi uma foto e um rastreador.

Gillis, por um momento pensou que a comissão devia ser muito burra, no primeiro instante que tivesse a chance, Five, o seu alvo, se fosse esperto tiraria imediatamente o rastreador, e assim a comissão voltaria a quase estaca zero.

Ela balançava os pés pra frente e pra trás, diversas vezes.

Estava ansiosa, a adrenalina invadia seu sangue.

Se conteu e apertou a campainha que ficava em cima do balcão, para chamar a garçonete.

O tintinliar do objeto fez uma senhora em um uniforme cor de rosa ridículo, segundo a opinião de Lotte, aparecer e dar um sorriso amigável para ela.

– Olá, querida. Está esperando sua mãe?- perguntou a senhora.

E Charllotte revirou os olhos.

Uma coisa que odiava em ser criança, era que os adultos nunca os levam a sério.

Pensam que somos um bando de burrinhos ainda, coitados, não fazem ideia do que as mentes das crianças poderiam fazer.

– Sim- a Gillis disse mentindo- minha mãe logo estará aí.

– Ok, está bem. Quer comer algo enquanto espera, meu bem?- a garçonete perguntou.

– Ou claro...- Charllotte olhou para a plaquinha no uniforme- Agnes, pode me ver uma rosquinha de morango e... vocês tem chá?- a idosa negou- pode me ver também uma água então.

Agnes saiu em busca do pedido da menina, e em questão de segundos reapareceu com o pedido da menina em mãos.

– Obrigada.

Ela abriu a garrafa de água e bebeu um gole, e sentiu o líquido descer por sua garganta seca.

Em seguida deu uma mordida no doce, e ao sentir o gosto do açúcar estremeceu, adorava coisas com açúcar e aquilo era muito bom.

O sininho da porta foi escutado no ambiente, e em seguida os passos leves de alguém.

A pessoa andava com tanta delicadeza e precisão, como se andasse em um campo minado, e a qualquer passo em falso...BUM...tudo esplodiria.

Olhou por sua visão periférica um garoto de mais ou menos 13 anos se sentar alguns balcos de distância, da garota.

Olhou atentamente o menino, ele vestia um uniforme engraçado.

Charllotte terminou seu donut e empurrou o prato para frente sem retirar os olhos do garoto.

Ele tinha cabelos castanhos e os olhos, chutaria que eles fossem claros.

Viu o menino dar um sorriso de canto, e assim fez Lotte desviar o olhar do garoto estranho.

O sininho da porta soou mais uma vez, e Charllotte bebeu mais um gole de água.

Os passos dessa vez eram pesados e fortes.

E um senhor de idade apareceu se sentando perto do garoto.

Charllotte, então pensou que os dois estariam juntos.

Depois, acha ela de alguns minutos a garçonete de rosa apareceu novamente.

– Me desculpe, a pia estava entupida. Agnes surgiu, retirando uma caneta para anotar os pedidos de ambos. – Então, o que vai ser? - A senhora olhava para o homem com expectativa, e o garoto parecia levemente irritado por não ter sido atendido primeiro.

– Ah...quero uma bomba de chocolate.

- Certo. – Ela anotou. –Posso trazer para o garoto um copo de leite ou algo assim?

O olhar confuso que o homem a lançou a senhora fez a Gillis agora saber que os dois não estavam juntos, e isso a fez abrir um sorriso em diversão.

- O garoto quer café. Puro. – O mais novo disse, sério, e Agnes arregalou levemente os olhos em surpresa, por o menino ter soado tão grosso. Ele não parecia ter gostado de ter sido tratado como criança.

– Criança fofa. – Ela olhou para o homem, que parecia confuso pela mulher pensar que era pai ou algo do tipo do garoto.

O menino apenas deu um sorriso de ironia e sarcasmo para a idosa que arregalou os olhos.

Agnes saiu indo pegar os pedidos.

O menino soltou um suspiro e começou a falar com o homem, o que despertou por pouco tempo o interesse de Charlotte.

– Não me lembro desse lugar ser uma espelunca- o moreno começou dizendo ao mais velho- vinha aqui quando criança. Fugia com meus irmãos e comiamos rosquinhas até vomitarmos. Tempos mais simples não é?

E quando o homem o encarou concordando, Charllotte não pode conter o riso. O menino falava como se fosse um velho amargurado de 60 anos. Ela se perguntou se era assim que falava, porque se fosse, era engraçado. O menino a olhou arqueando as sobrancelhas, e A agente pode ter a visão dos olhos do menino.

Verde acinzentado.

– Você quer dizer ontem, não é?- a garota alfinetou o encarando.- eu te dou no máximo, uns 12 anos pirralho- apoiou seu cotovelo no balcão e colocou sua cabeça em cima da mão. Ainda encarando o menino com um sorrisinho no rosto.

Agnes voltou com os pedidos dos dois e deu mais um de seus sorrisos. O homem se ofereceu então para pagar o do garoto, que agradeceu ao mais velho, que retirou a carteira do bolso e entregou o dinheiro a garçonete, seu voltou, pra sei lá onde ela costumava ficar.

– Deve saber como andar na cidade-  a voz do menino se fez presente no local, e Charllotte direcionou o seu olhar ao homem, que vestia a jaqueta de algum lugar que não sabia indentificar do lugar onde estava sentada.

– Espero que sim. Dirijo a 20 anos.

– Bom. Eu preciso de um endereço.- para quê? Pensou a agente, ele havia se perdido da mamãezinha e agora precisava do endereço de casa? Ela então nisso parou de escutar o que os dois conversavavam. Aquele pirralho, tinha algo de estranho, os sentidos da adolescente sabiam disso. Mas, não era isso que tinha que se concentrar.

E sim em sua missão.

Achar o Cinco, matar ele, sair o mais rápido possível desse ano, voltar a sua idade normal, e voltar ao seu trabalho chato na comissão.

O homem mais velho logo saiu do local e Lotte olhou para o menino.

– O que um pirralho como você, faz sozinho nesse lugar, a essa hora da noite?- Charllotte o perguntou tentando quebrar o silêncio.

O garoto se virou a olhando com um sorrisinho irônico no rosto, e a menina retribuiu o sorriso com ironia igualmente.

– Você fala como se fosse muito mais velha- respondeu. Se esquivando da pergunta da menor. Ela deu risinho, ela era sim mais velha.

– Olha quem fala, senhor idoso- ele continuou com o sorriso- você parece àqueles velhos amargurados, que fizeram parte da guerra, e se casou com alguém chamada Peneloppe.- o garoto soltou um risinho

– Eu prefiro Dolores, se me permite dizer- ele disse,e bebeu um gole da xícara de café branca, e Charllotte fez uma careta, por causa disso, como ele conseguia beber algo tão nojento e ruim- mas, o que uma menininha faz por aqui, a essa hora?- ele perguntou não muito interessado em saber a resposta.

– Com certeza eu sou mais velha que você pirralho- Ela disse. Com certeza ela era mais velha que ele, pelo menos era o que ela pensava.

– Tenho certeza que não- ele disse convicto disso. Quantos anos ele tinha afinal?

A porta foi aberta e dessa vez Charllotte pode escutar diversos passos entrarem no estabelecimento.

Ela estreitou os olhos para poder ver quem entrará.

Ela reconhecia todos eles e muito bem. Eram quatro no total. Com artilharia da pesada e roupas pretas.

Por mais que seus passos soassem silenciosos, os ouvidos da agente eram bons, o bastante para escutar.

O menino ao seu lado a olhou de canto do olho, e sussurrou algo que a menina não entendeu, ele então se levantou.

Andou alguns passos para perto da menina, em seguida, segurou o braço da menina com força, e uma luz azul os envolveu.

Ela e o menino apareceram atrás do balcão.

– Fique aqui e quieta- foi a única coisa que ele disse antes da luz azul cobrir seus olhos e ele desaparecer.

Ela mordeu o lábio e então percebeu o que estava acontecendo ali.

Quem é você? E o que a comissão quer com você, ein?

– Essa foi rápida- ela escutou o moreno dizer- Pensei que teria mais tempo até ser encontrado.- sua voz soava calma. E por um instante Charllotte desejou ver o que acontecia, mas era contra as regras.

Um agente não pode se meter na missão de outros agentes, e Lotte nunca quebrava nenhuma regra, e essa não seria a primeira.

– Certo, vamos ser todos profissionais, sim?- a garota conhecia aquela voz, se a missão daquele cara era matar o garotinho, ele já estava considerado morto. Aquele cara, era bom no que fazia- de pé e venha conosco. Eles querem conversar.

– Não tenho nada a dizer- Charllotte suspirou. Queria mesmo ver o que estava acontecendo. Mas, não estava afim de entrar no meio do fogo cruzado.

– Não precisa ser assim. Acha que eu quero atirar em uma criança? E ir pra casa com isso na minha consciência?

– Eu não me preocuparia com isso- então Lotte, franziu o rosto.- porque você não vai pra casa.

A sequência de tiros começou e a agente tapou os ouvidos com as mãos, tentando abafar um pouco o barulho.

Ela se encolheu ainda mais onde estava, de forma alguma ela queria ser acertada por uma das balas.

Depois, de uma enorme quantidade de tiros, ela já não tinha esperança de que o menino permanecia vivo, ela escutou "Hey, idiotas!", Teve certeza que ele ainda permanecia de pé. Não pode deixar de sorrir, quem quer que fosse o garoto, ele era bom.

Quando finalmente todos os tiros cessaram, ela começou a se levantar devagar, e ter certeza que nenhum deles iria atirar nela.

A primeira coisa que viu foi o menino em cima de um dos caras com as mãos em sua cabeça, e em seguida quebrando o pescoço dele. Morto. Ela passou os olhos pelo local, e todos estavam mortos.

Pelo que via, todos haviam atirado em si mesmo, um nos outros.

Ele era bom.

O menino assim que a viu, andou até ela parando a sua frente.

– O que, acabou de acontecer aqui?- ela perguntou desnorteada. O Moreno a olhou procurando algum resquício de pavor ou medo, mas nada encontrou e isso despertou sua curiosidade.

Ela estava confusa, e não conseguia pensar direito, por isso não conseguiu fingir que tinha medo.

– Você está bem?- ele perguntou e desviou olhar procurando algo.

– Acho que sim- ela murmurou baixo.

O garoto se locomoveu pelo local procurando por algo, que ela não sabia o que era.

Ele observava os corpos sem um pingo de remorso, como se fizesse isso todos os dias.

Ele de repente se abaixou e pegou algo no chão.

Um localizador.

Ele tateou o corpo e retirou de algum de seus bolsos uma faca.

Andou até o balcão.

– Você deveria ir- ele disse. Mas aquilo não soou como uma sugestão e sim como uma ordem. O garoto olhou para ela.- Não diga nada do que viu a ninguém, não quero ter que te matar também.- ele pegou a faca e estendeu o braço direito na mesa. E com a mão esquerda segurou a lâmina de metal.- acho que não vai querer ver Isso- mas Charllotte não lhe deu ouvidos.

Quando percebeu que a menina não desviaria o olhar deu de ombros e enfiou a faca no braço.

Ela olhava pra ele confusa, porque alguém cortaria o próprio antebraço?

Fez um corte de pelo menos 6 centímetros, e depois colocou o dedo indicador e o polegar lá dentro.

Segundos depois retirou de lá uma grande peça de metal, parecido com um comprimido.

Ela arregalou os olhos.

Ele se levantou e a encarou e depois seguiu para a porta, andando em passos lentos enquanto o sangue vermelho descia pelo seu braço.

Ela não podia deixar ele ir assim.

Enquanto o tentava alcançar, ela olhou mas uma vez para os corpos deixados no chão.

Ao seu olhar se ficar em um dos corpos espeseficos pode ver um papel saindo do bolso de um deles.

Ela andou até lá, se certificado que o menino não a via.

Então puxou o papel olhando para a foto a sua frente.

E não pode acreditar no que via. Aquilo só podia ser brincandadeira.

Ela pegou o papel e enfiou no bolso da calça, e depois olhou novamente para todos os corpos antes de sair.

Saiu então do estabelecimento destruído para chegar até o garoto.

– Hey cara- ele parou- mais quem diabos é você?

Number Five se virou, e a encarou dando um sorrisinho ladino. Ela estremeceu, o garoto estava calmo demais.

Pois é, talvez a missão de Charllotte fosse mais fácil do que ela pensava.

Ou não...

Mas ela tinha acabado de achar o seu alvo.



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