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História My Distraction - Capítulo 22


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


Finalmente outro capítulo, Desculpa pela demora galera 💓

Capítulo 22 - Capítulo 20


Medo...

1.
PSICOLOGIA
estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência.
"m. ao se sentir ameaçado"
2.
temor, ansiedade irracional ou fundamentada; receio.
"m. de tomar injeções"
3.
apreensão em relação a (algo desagradável).
"m. de decepcionar"

Medo é uma coisa que todos nós sentimos em nossas vidas.
Medo de fazer algo, ou medo de algum animal, e até mesmo medo da morte.
Charllotte costumava temer, ter medo do dia em que alguém meteria uma bala no meio da testa dela e ela cairia morta no chão.
Mas, agora sentia que se morresse se sentiria livre... Talvez, ela já tivesse vívido o bastante para finalmente deixar o mundo e ir para o lugar onde ela deveria ir após dia morte, com certeza o inferno.
A Gillis não sabia quantas pessoas tinha matado em sua vida, apenas se arrependia de cada uma delas.
Charllotte sempre gostou de mexer nas coisas dos outros, ainda mais quando essa pessoa tinha muitas coisas a esconder.
Impressionantemente, não havia nada de interessante a não ser coisas relacionadas a comissão.
Lotte suspirou e se jogou na cadeira, encostando as costas nela antes de voltar a esperar a gestora que parecia não chegar nunca.

(...)

Cinco não sabia o que sentia os ver o prédio da empresa atemporal e assassina que trabalhou por alguns anos.
Ela continuava da mesma forma de como sempre era.
Do mesmo jeito e a mesma maneira, é claro que estaria, aliás a última vez que tinha trabalhado ali, foi a poucos dias.
Ele torcia para que seu plano maluco desse certo, caso o contrário, teria que trabalhar ali por mais alguns anos, a parte boa era que com um pouco de sorte poderia encontrar Charllotte naquele aglomeramento de pessoas a sua volta.
Todas andando com suas roupas de cor azul para dentro do prédio, perdidos apenas em fazer as coisas do jeito que tinham que ser feitas, da maneira correta.
O Hargreeves mais novo andava como de costume, com a postura ereta e as mãos enfiadas dentro do uniforme da academia.
– Eu tenho que admitir número Cinco- a de cabelos brancos começou a dizer- em todo tempo em que eu estive aqui, eu nunca conheci alguém tão bom quanto você- Five olhou de canto para a mulher com um pouco de deboche em seu rosto, ela estava dizendo tudo aquilo apenas 0ara agrada-lo, e em parte estava funcionando, mas o moreno era esperto o suficiente para saber que aquilo não era verdade.
Existia alguém melhor que ele, e o mesmo sabia disso.
– Hazel e Cha-Cha por exemplo, são talentosos é claro- a mulher continuou a dizer sem parar- mas, não conseguem pensar fora da caixa. Charllotte é uma ótima funcionária também, mas descontrolada demais, se tivesse um pouco mais de auto-controle seria uma excelente profissional- o Hargreeves apenas olhava ao seu redor tentando ignorar a mulher que falava sem parar.- Sua coragem- ela passou o braço pelos ombros do garoto- seu conceito empreendedor, até que me lembra bastante de mim mesma.-Five queria muito revirar os olhos, mas tentou manter sua postura normal.- é claro, sem a menor falta modéstia- eles continuaram a andar até quase chegar a entrada da empresa - se der tudo certo para você aqui, você pode até se tornar um bom sucessor número Cinco.
Os dois entraram dentro do prédio e dentro dele haviam o dobro de pessoas do que no jardim e entrada do lugar.
A gestora retirou seu grande casaco preto e o entregando para um homem que logo o pegou rapidamente.
– Eu queria discutir a logística da segurança da minha família o mais breve possível- o menino disse ao começar a seguir a mulher para subirem as escadas- assim como a substituição desse corpo- o menino queria logo se livrar de sua aparência de 13 anos de quando ainda era um garoto, além do mais, ninguém levava totalmente a sério uma criança, e o Hargreeves mais novo odiava isso.
– Que rutesparte- a mulher respondeu enquanto subia as escadas e o menino a acompanhava ao seu lado direito.- é revigorante, eu devo admitir.- ela continuou a dizer- vai com calma Cinco tudo tem sua hora- Five mentalmente pedia para que a gestora parace de falar, além de ser extremamente inrritante, a voz da de cabelos brancos era insuportável aos ouvidos do moreno- na verdade agora que você finalmente aceitou voltar a trabalhar conosco, você tem todo o tempo do mundo.
Eles então finalmente chegaram ao andar de cima, a mulher se dirigiu para um dos lados.
O Hargreeves no entanto deu uma boa olhada em tudo a sua volta, aliás ele nunca ficava realmente dentro da saúde da comissão quando trabalhava ali, ele ficava a maioria de seu tempo viajando de lugar em lugar com aquela maleta pesada.
Os dois então passaram por uma porta de vidro, entrando em uma ambiente novo.
– A comissão trabalha em prol de um equilíbrio delicado, entre a cronológia dos eventos e o livre arbítrio da humanidade- a de cabelos brancos dizia enquanto os dois andavam. O Hargreeves mais novo apenas permanecia com suas mãos juntas ao bolso do shorts de cor azul, ele tentava ao máximo ignorar todas as palavras que a gestora dizia, o que era uma tarefa complicada, considerando o fato em que a voz dela era tão inrritante, que não consegui se ouvir outra coisa. Foi aí que o olhar de Cinco se cruzou com a sala da maletas, e logo seu plano de gênio começou a ser bolado em sua mente geniosa- a maleta não faz mais parte do seu kit Cinco, liberte sua mente- a de cabelos brancos passou o braço pelos ombros do pequeno garoto- você é da diretoria agora, um de nós.
Mesmo assim o menino não conseguia se livrar do pensamento dos diversos objetos  pretos dentro daquela pequena sala.
Ele queria que tudo aquilo acabasse logo.
Os dois agentes então voltaram a caminhar então por entre os corredores largos e extensos da comissão, e logo a gestora recomeçou a falar, ou melhor explicar sobre a comissão, como se Cinco já não soubesse o que eles faziam ali.
– Todas as pessoas nesse andar, são supervisores de casos- a de cabelos brancos retirou o braço dos ombros do moreno de olhos esverdeados- cada funcionário é responsável por um grande efeito por vez- então os dois chegaram a uma porta, a qual a de sua vez, podia se ver diversos funcionários da comissão sentados em suas respectivas mesas fazendo o seu trabalho.
– Nossa, são tantos- o menino respondeu de certa forma surpreendido, aliás por que tantas pessoas gostariam de fazer parte daquilo?
– É impressionante não é?- a gestora perguntou enquanto também olhava na mesma direção do que o mais novo ao seu lado.- fazer parte de uma coisa...- ela então buscou a palavra certa para sua fala- tão grandiosa.-Os dois passaram mais alguns poucos segundos ali, ouvindo os murmurios dos funcionários, sem contar seus telefones que tocavam sem parar.- vem comigo- a mulher recobrou os sentidos e logo voltou a recomeçar a andar, seja lá para onde estava levando o garoto.
O Hargreeves deu uma última olhada no local, antes de voltar a seguir a mais velha, que logo voltou a falar sem parar.
– Sempre que alguém escolhe o caminho errado, e a linha do tempo é alterada a comissão recebe um relatório dos agentes de campo direto do local- a gestora começou a explicar, fazendo então o menino olhar para ela e prestar um pouco de mínima atenção ao que ela falava- esses relatórios de campos são categorizados e enviados a um supervisor de caso, que determina, se alguém deve ser...- ela então procurou a palavra que melhor se encaixaria na frese e que não fosse ruim demais- eliminado da equação para garantir que o evento ocorra como deveria.
Os dois então entraram dentro de uma sala e onde o Hargreeves pode ver os milhares de tubos e uma senhora sentada em uma cadeira que trabalhava com eles.
– Com base nessa determinação o supervisor de caso envia instruções através de tubo para assassinos temporais, como você foi uma vez número Cinco.
O menino no entanto não prestava atenção nas palavras da mulher e sim não tubos que tinha ali.
Com isso sua mente trabalhava em um novo plano, talvez mais arriscado que o original, mas o que daria melhor resultado, e para isso precisaria ter acesso aos tubos.
– Alguma dúvida?- a de cabelos brancos perguntou vendo que o menino havia se perdido olhando para os diversos objetos que tinha ali e que faziam um barulho engraçado e ao mesmo tempo um pouco inrritante. Five logo voltou a realidade virando a cabeça para encarar a mulher, enquanto suas mãos continuavam enfiadas dentro do bolso do shorts da academia, como de costume.- até agora?
– É- o menino afirmou- quem era o supervisor que cuidava do meu caso?
Se soubesse dessa preciosa informação, talvez pudesse saber mais informações sobre o apocalipse e dar um fora daquele lugar, que não aguentava ficar mais nem um minuto.
A gestora riu, mas não percebeu de imediato o que ele pretendia fazer com resposta de sua pergunta.
Ela então aproximou as mãos e passou levemente o dedo pela face do garoto.
– você está falando sobre o apocalipse- ela então voltou a olhar para a senhora que ali trabalhava e dando um pequeno sorriso, antes de começar a sair dali para levar Cinco trabalharia, e também a quem cuidava do cá só do menino.
O Hargreeves mais novo apenas revirou os olhos e seguiu a mulher de vestido.
Cinco olhava para os corredores e as pessoas que passavam por ele, na esperança de encontrar o rosto que tão bem conhecia e que agora queria a companhia, não devia ter falado com Charllotte daquele jeito, e agora sua tinha uma chance de arrumar toda a bagunça que fizera, e também encontrar as informações necessárias que precisava para deter o fim do mundo.
A gestora então o levou a outra sala.
Havia mais de uma dúzia de funcionários lá dentro, bem menos em relação a outra sala cheia de funcionários que tinha visto a bem pouco tempo.
A de cabelos brancos então seguiu até uma das mesas que tinha ali, parando a frente de uma mulher.
Enquanto Five a acompanhava, ele atraia o olhar de alguns funcionários, que olhavam para ele com curiosidade, aliás o Hargreeves era um menino.
– Cinco está é a Dorothy- a mais velha apontou para a mulher que estava sentada a frente da mesa, e que sorriu amigávelmente para o menino, que apenas olhou para ela com um certo tédio no olhar.
– Oi- a morena disse acenando.
– Ela é responsável por tudo que é relacionado pelo apocalipse- a gestora disse dando um tapinha amigável no ombro da mulher, e logo a de cabelos brancos ficou surprendida com se se lembrasse de alguma coisa- inclusive foi ela que marcou a sua aparição a primeira vez em 2019.
– Sem ressentimentos- a mulher disse sorridente olhando para o menino que apenas revirou os olhos com o tamanho bom humor da mulher, ou como se chamava Dorothy.
– É você nos colocou em maus lençóis, enganando não só dois, mas três dos nossos supostos melhores assassinos temporais- a gestora disse e colocou a mão sobre o ombro do garoto, que apenas encarava tudo com sua cara de tédio costumeira. A seguinte fala da mulher de cabelos brancos foi em um tom mais alto do que ela falava antes, para que todos ali presentes pudessem escutar o que ela tinha a dizer - se isso não é sinal de um provável futuro líder- todos pararam o que estavam fazendo para poder olhar a mulher que agora gritava - eu não sei o que é- ela deu uma risadinha antes de soltar o ombro do garoto- eu desconfio, que você goste de um desafio Cinco- a de cabelos brancos disse se aproximando da mesa vazia e pegando uma pasta vermelha que tinha ali- e é por isso que o primeiro caso que eu separei para você- ela balançou a pasta no ar  e depois entregou ao menino que pegou os papéis dentro da pasta chamativa- é complexo.- o Hargreeves mais novo, então pegou o documento o abrindo para poder observar todas as informações que continham no arquivo e poder definir sobre o que ele era - pena que Joseph Spah decidiu não sabotar o tanque de combustível, teria sido tudo tão mais fácil- a mulher disse se lamentando, e Five tirou os olhos do documento para poder encarar a de cabelos brancos- enfim se tiver qualquer dúvida, estou ali atrás de você- ela disse antes de apontar para porta a fora e sorrir para o menino e depois saiu andando com leveza como sempre para fora da sala cheia de funcionários, Cinco então apenas se sentiu na cadeira desconfortável, antes de começar a trabalhar no caso que lhe foi dado.
Se quisesse que seu plano fosse bem sucedido, tinha que ganhar a confiança da gestora e por isso seu trabalho devia ser impecável.
Ele apenas desejava que ainda tivesse um pequeno prazo de tempo, para que pudesse resolver as coisas com Charllotte.
Ele não iria pedir desculpas, é claro que não, ele ainda era Cinco Hargreeves, apenas pediria para que ela voltasse e que ele precisava dela.
Five apenas suspirou e começou a fazer o seu trabalho, aliás a única coisa que podia fazer no momento era ter esperança, e era isso que ele teria, até o fim.

(...)

A de cabelos brancos caminhou pelos corredores do lugar assim que deixou Cinco, agora em seu mais novo escritório, a mulher torcia então para que o menino não lhe causasse nem mais nenhum problema, caso o contrário seria um ponto a menos aos olhos da diretoria e assim, podia dar um tchau para o posto que ocupava ali, o que tanto trabalhou para conseguir.
Ela andou até  a sua sala cantarolando um canção, esperando abrir a porta do lugar e fumar sem ter ninguém por perto.
Ao contrário disso assim que abriu a porta branca da sala, pode ver a cabeleireira morena da menina sentada em uma das cadeiras que tinha ali.
A gestora deu um sorrisinho um tanto de tédio antes de se aproximar e se sentar em sua cadeira, olhando assim de frente para a menina de olhos esverdeados.
Charllotte então parou de brincar com as balas que tinha pegado e encarou a mulher a sua frente.
– Não esperava te ver aqui, querida- a mais velha disse sorridente para Lotte, que apenas revirou os olhos com tédio.- se veio saber sobre o seu novo corpo ele ainda não está...- a gestora continuou a dizer, mais foi cortada pela morena.
– Não, não é sobre isso- ela disse rápido,para impedir que a mulher continuasse a falar. Será que alguém já lhe disse que sua voz era extramente inrritante? Porque por Deus era mesmo- eu preciso de mais dos meus remédios. Não tomo ele a alguns dias e preciso deles- a menina disse rápida.
– Oh, entendo- a mulher mais velha se encostou na cadeira e jogou a cabeça para trás antes de voltar a posição em que antes estava- sinto muito querida, mas todos nos dá diretoria achamos que você não precisa mais deles e alias isso está tomando um bom dinheiro para toda a comissão, então sinto muito, não podemos te dar mais deles- a gestora disse e sorriu para menina que sentiu seus nervos tremerem.
Só podia estar de brincadeira, todos aqueles babacas sabiam o estrago que ela podia causar e mesmo assim não queriam lhe dar o bendito frasco laranja dos comprimidos.
– Ótimo- ela se levantou brava- mas, se eu acabar com tudo isso, a culpa não vai ser minha- a garota então começou a andar rápido e assim que chegou a porta do local a voz da de cabelos brancos soou em suas costas.
– Acho que antes de ir, gostaria de saber que o número Cinco está na comissão- Lotte apenas abriu a porta e saiu só local, fechando a porta com tamanha brutalidade.
A Gillis passou as mãos pelo cabelo, tentando controlar a sua respiração que tinha saído de seu controle.
Ela pensava em Five, pensava no que o moreno estava fazendo ali, e ainda mais porque não o tinham matado.
Mas o mais importante para ela, era tentar encontrar o Hargreeves, precisava nem que fosse a última vez, poder olhar para ele, antes que o moreno sumisse de sua vida para sempre.
E talvez, só talvez a menina gostasse de Five.
De alguma forma o menino ranzinza a tinha conquistado, e por mais que estivesse a ponto de explodir a qualquer momento, a sensação de poder vê-lo já a acalmava por dentro.
Era estranho, mas era bom.
E Charllotte sabia daquilo.
Por isso deu um sorriso de canto antes de andar até a sala que trabalhava, talvez, na hora do lanche podia procurá-lo, e poder vê-lo uma última vez.
Apenas mais uma maldita vez.


Notas Finais


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E valeu a todos pelo apoio 😉♥️


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