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História My Distraction - Capítulo 28


Escrita por: e bea031205


Capítulo 28 - Capítulo 26


Charllotte passava as mãos no cabelo de Cinco em uma tentativa de acalmar a si mesma.
Ela e o garoto estavam no banco de trás do carro, enquanto Allison e Diego estavam no dá frente.
O latino dirigia o mais rápido possível em direção a mansão dos Hargreeves, assim eles poderiam achar um jeito de cuidar do grande machucado na barriga de Five que até então estava desacordado.
Foi um sacrifício ter trazido ele até o carro, porque tinham que descer pelo alçapão e pelas escadas e levá-lo até o carro.
Não foi algo rápido, mais agora já estavam quase chegando na mansão dos Hargreeves.
Ela sentia seu corpo em um completo misto de confusão e sentimentos.
Sentia seu coração parar de bater aos poucos e a preocupação subir por todo o seu corpo.
Five não podia morrer.
Ele simplesmente não podia.
Porque Charllotte temia que se o garoto de 58 anos morresse, então era como se ela morresse também.
Era estranho.
Era algo completamente estranho.
Se a alguns dias atrás perguntassem a ela como a mesma se sentia em relação ao Hargreeves, a mesma diria que o odiava.
Agora se perguntassem a Gillis o que ela sentia por Five, ela diria que o ama.
Lotte arregalou os olhos e abriu a boca em total desespero.
Ela amava Cinco?
Por Deus ela amava Cinco.
Ao mesmo tempo em que percebia isso, ela se perguntava o por quê de ter se apaixonado pelo garoto ranzinza e uniforme de criança.
Mas ela sabia o por quê.
É claro que sabia.
Five a trazia segurança, de um modo que ninguém nunca trouxe a ela, a garota confiava sua vida ao garoto, e tinha certeza que ele faria o que estivesse ao seu alcance para que ela permanecesse viva, e ela faria a mesma coisa por ele, sem pensar duas vezes.
Charllotte amava Cinco, de uma maneira diferente que amou sua irmã e sua mãe.
Era diferente de qualquer outro tipo de amor, mais era bom, era muito.
– Preciso que fique vivo meu amor- ela murmurou baixinho para que apenas os dois pudesse escutar, e depois passou a mão pelo rosto dele mias uma vez, tirando os cabelos que estavam no rosto dele.
O garoto estava com a cabeça em seu colo, enquanto as pernas estavam esticadas sobre o banco de trás do carro, isso fazia o rosto do garoto estar bem debaixo do rosto dela.
A garota suspirou e olhou pela janela para poder ver se a casa que se lembrava estava perto.
Poucos minutos depois o carro de Diego parou a frente da casa e Allison e o latino se apressaram para poder levar o garoto para dentro da casa.
Charllotte podia simplesmente pegar e levar Cinco no colo sem esforço, mais a mesma tremia e sentia que se fizesse isso, derrubaria o mesmo no chão.
Por causa disso Allison segurou o garoto pelas pernas, enquanto número dois segurava seus braços e a cabeça do garoto.
Dessa forma os três começaram a entrar dentro da casa.
– Você bem que podia ter um poder de super-força Charllotte- Diego disse enquanto eles passavam pela porta da mansão.
– E eu tenho- a garota disse e recebeu um olhar raivosa da parte do homem- só não consigo levá-lo,eu estou tremendo demais para isso, e aliás não tenho uma super-força igual a Luther.
Os dois irmãos continuaram tentando levar o menino até o garoto, enquanto Lotte enxugava suas lágrimas.
– A gente devia levar ele para o hospital- Allison finalmente disse algo.
– Um garoto com ferimentos de estilhaços, levantaria suspeitas- o homem disse com dificuldade.
– É- a mulher não pode deixar de concordar, seria estranho, muito estranho- mas não tem nada mais suspeitos do que o sótão do Harold Jenkins- a atrais continuou enquanto colocava o garoto sobre o sofá da sala e depois retirava seu casaco.
– Ele tá perdendo muito sangue, o que vamos fazer?- Lotte perguntou enquanto se aproximava do pequeno corpo frágil e desacordado de Cinco e se agachou no chão para poder segurar a mão do mesmo.
– Temos que tirar os estilhaços- Diego respondeu a pergunta da garota e se levantou, para poder pegar matérias que fossem necessários para aquele tipo de situação.
Foi aí que ele paralisou ao ver Grace subindo as escadas funcionando normalmente.
– Mãe?- ele chamou o robô que se virou para poder ver que falava com ele.
– Diego aonde você vai?- a número três perguntou ao ver o irmão indo em direção as escadas do lugar.
– Ah, oi Diego querido- Grace respondeu com seu costumeiro e gentil tom de voz.
– O que é...- ele tentou dizer mais nada saia, então ele pegou o pulso da robô loira para poder ver o local aonde tinha feito o corte a alguns dias- como você ainda tá...? Andando por aí?- ele perguntou e a mulher riu.
– Um pé na frente do outro- ela disse simpática- porque, como é que você faz?- a robô perguntou divertida.
E o moreno a olhou por alguns instantes para ver se realmente a figura em sua frente era real, e se não era apenas uma ilusão de sua mente.
– Pre- Precisamos de ajuda- ele disse voltando ao normal- Cinco sofreu um acidente e agora está machucado- o latino disse a mulher, que fez uma expressão preocupada.
– O que houve?- ela perguntou com sua voz melodiosa.
– Não temos tem para isso mãe- ele pegou o braço da robô e a puxou para a sala onde Lotte e Allison estavam ajoelhadas tentando estancar o sangue que vinha da barriga de Cinco- ele está perdendo muito sangue- o homem disse ao levá-la até a sala e mostrar o estado deplorável do menino de agora 13 anos.
– Aí meu Deus- a loira robô disse vendo o machucado- meu pequeno Five querido- ela se aproximou do garoto e o pegou no colo com a sua incrível força e começou a subir com ele em seus braços até a o quarto do mesmo.
Allison e Diego apenas permaneceram na sala, sabiam que Grace faria o melhor para ver o Hargreeves mais novo bem e melhor, mas Charllotte estava aflita, se Five morresse, então para ela nada mais importaria.
Por isso seguiu a robô que andava apressadamente pelos corredores.
A Gillis dava uma corridinha rápida para tentar alcanca- lá e parou quando viu a mesma adentrar o quarto do garoto.
A agora ex-agente se apoiou na porta e cruzou os braços, vendo a mulher fazer o devido curativo na pessoa que ela mais amava e que ainda estava viva.
A robô deitou o menino sobre a cama e caminhou até o armário do mesmo, trazendo de lá uma pequena maletas de primeiros socorros.
Logo Grace começou a cantarolar uma musiquinha enquanto se concentrava em cuidar do menino.
Ela tirou com cuidado o blazer do mesmo e o dobrou colocando sobre a cadeira que tinha no quarto, depois seu suéter, fazendo a mesma ação de antes.
E por último levantou a camisa branca do garoto, até a altura do peito do mesmo, e assim pode ver a grande ferida vermelha aberta que tinha ali.
Lotte se aproximou em passos lentos para poder ver melhor a situação e aproveitou e se sentiu na ponta da cama do menino e pegou a mão do número Cinco, segurando fortemente, como se a qualquer momento ele fosse sumir.
A robô lançou o gentil sorriso a garota morena de olhos verdes, antes de passar uma pano molhado na ferida para poder limpa- lá e poder ver melhor a situação que o ferimento se encontrava.
A robô fazia aquilo com tanta calma e sutileza que a menina sabia que ele estava em boas mãos, ou melhor mecanismos, ou... Pra ela não fazia diferença, sabia que Five seria bem cuidado, mesmo assim não podia deixar ele ali, sentia a necessidade de ficar com ele, não importasse o momento.
A loira logo pegou uma agulha e uma linha e começou a custurar a barriga de Cinco que em nenhum momento se mecheu, aliás estava desacordado.
Charllotte olhou para cima e pediu a Deus para que Cinco ficasse bem.
A menina não era nem de longe uma pessoa religiosa, e se fosse teria cometido diversos pecados e nunca seria perdoada.
Mas naquele momento ela não se importava se ela orava para qualquer um Deus ou santo que existisse em todo o mundo, queira apenas que Five ficasse bem.
Porque se não, então nada teria sentido.

(...)

Lotte ainda segurava com força a mão de Five.
Grace no entanto já tinha terminado de prestar o socorro ao garoto apenas ajeitava melhor o mesmo na cama do quarto e alisava as roupas de seu " filho"
– Agora é só espera-lo acordar- a robô disse sorrindo para a garota, que respondeu com um sorriso genuíno.
Foi aí que ela pode escutar os passos de alguém pesado vindo para perto da porta, que ela deduziu ser de Diego e depois os passos suaves de Allison contra o piso de madeira que cobria a casa inteira.
E em seguida veio a conversa entre eles, q qual Charllotte apenas escutava.
– e aí?- o latino disse para a irmã sem encarar a mesma.
– A Vanya não atende o telefone de casa- a Hargreeves começou- e a resepicionista da escola de música, disse que ela nem apareceu na aula de hoje- a mulher completou.
Os dois agora estavam atrás de Vanya que concerteza estaria com Leonard Peabody, ou melhor dizer Harold Jenkins, o causador do apocalipse em bem poucos dias.
A Gillis escutou os passos do latino se distanciarem da porta indo embora pelo corredor, mais a voz de Allison o empediu de continuar
– Diego tá tudo bem?- a atriz perguntou se desencontrando da porta e olhando para o moreno.
– Tá- o mesmo disse mais Charllotte sabia que ele mentia- sei lá é surreal vê-lo assim- ele disse se referindo a Cinco e Lotte apenas concordou com ele mentalmente enquanto tentava deter as lágrimas que queriam sair ao ver o menino naquela situação. Ela entendia que ele apenas queria salvar o mundo, mas o que custava ele ter dito antes pouparia todo àquela angústia e preocupação que ela sentia naquele momento, teria sido tão mais fácil- eu quero contar para ela que...- ele disse mudando de assunto e dizendo sobre alguém, mais mudou de ideia no último segundo- não temos mais tempo, temos que ir- o mesmo disse e quando recomeçou a andar a atriz voltou a falar.
– Eu não sei não Diego- a mulher pegou o braço do latino- o Cinco tá lá dentro inconsciente, precisamos dele.
– Não vamos conseguir sem ele- o latino aumentou o tom de voz.
– Nós fizemos isso lembra? E acabamos todos nós mortos- ela disse brava- ah, sei lá, eu acho melhor eu voltar e ver a Claire antes que tudo isso...- Diego a interrompeu.
– Você não pode fugir disso Allison- ele disse- foi exatamente assim que começou toda essa bagunça- a atriz olhou para o irmão e Lotte que segurava a mão dele- o Luther tava certo.- Allison virou a cabeça devagar e olhou para o irmão com a sombrancelhas levantadas por ele dizer que alguém além dele estava certo.
– Achei que você nunca falaria isso- a mesma disse sorrindo.
– É, bom- o moreno começou- Temos que ficar juntos. E aliás, ele está em boas mãos- os dois olharam para Charllotte que acariciava agora o rosto do moreno de olhos verdes gentilmente.
– Por onde começamos?- a atriz perguntou.
– Não tem nenhum outro endereço no arquivo, mas tem o endereço de um parente- o latino falou enquanto a irmã cruza os braços- a avó do Jenkins, ela morava perto da estrada Jack Pary- e então voltou a andar para poder ir para o carro.
– Será que ele levou a Vanya lá?- a mulher perguntou e seguiu o irmão.
– É um bom lugar para começar- ele disse simples.
E dessa forma os dois foram em direção ao possível local onde podiam achar Harold Jenkins, e agora com Cinco machucado e Lotte entretida demais em saber se ele ficaria bem, nem percebeu que os dois irmãos não estavam mais ali.
Grace deu mais uma pequena olhada no curativo que tinha feito antes de se levantar .
– Se precisar de alguma coisa e só me chamar querida- ela disse simpática a Lotte antes de sair do quarto.
Charllotte suspirou e depois respirou fundo e andou em direção ao quarto de Allison para poder pegar uma camiseta limpa no armário da mesma.
Precisava de um banho, precisava relaxar.
Mais assim que notou a mesinha de Cinco com suas roupas sujas da última vez que ela esteve ali, ela andou até lá sorrindo.
Pegou as mesmas e as levantou, vendo o frasco laranja de seus remédios caírem no chão.
A garota pegou o mesmo em suas mãos e abriu a tampa branca e olhou dentro do pote laranja, para poder ver os grandes comprimidos brancos que ela sempre costumava ingerir.
Então andou até a janela do quarto e virou o pote pela janela, vendo assim todas as pequenas pedras de remédio brancos caindo e se espatifando no asfalto do beco que ficava ali.
Ela sorriu antes de tacar também o pote laranja na rua com força.
Ela não precisaria mais daquilo.
Ela estava bem e podia muito bem controlar a si própria.
Tinha seu porto seguro ao seu lado, por mais que desacordado trazia a ela a estranha sensação de segurança.
Ela se virou com um sorriso e olhou para o moreno de olhos verdes que descansava sobre a cama.
Andou até ele e abaixou a cabeça dando um pequeno beijo nos lábios rosados do menino antes de sair do quarto sorrindo indo em direção ao quarto de Allison.
Pela primeira vez ela sentia que pertencia a algum lugar.
E para ela era estranho pensar dessa forma, mais os Hargreeves tinham se tornado sua família.
Sua família.
Então dessa forma ela finalmente estava em casa, finalmente se sentia feliz e viva.
Ela sorriu.
Agora tinha muitos motivos para sorrir.


Notas Finais


Essa resto de semana estaremos bem ocupadas por isso sem capítulos, mas na próxima semana vai ter no vós caps quentinhos ♥️🤗


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