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História My Distraction - Capítulo 5


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


Era pra gente ter postado esse capítulo ontem, mas...o sono bateu, então.
Leiam ele agora, kkkk.
Não esqueçam de votar tá bom, isso ajuda e anima muito nós duas para podermos escrever.

Bjsss 😘

*INSPIRADA* na história da @Prettygirl_Me

Capítulo 5 - Capítulo 4


Ajudar...

1.ação de auxiliar, de socorrer; assistência.

2.favor que se presta a alguém; obséquio.

O prédio da MARITECH era grande e bonito.
Era enorme, em uma parte do edifício se viam grandes janelas de vidro, onde os raios solares refletiam.
Tijolos faziam parte de uma grande maioria da construção, e tinham um pequeno lance de escadas, que levavam a grande entrada da empresa, e ao lado direito da entrada, o nome da fábrica de próteses corporais estampava bem na frente do prédio, para que todos que passassem ali pudessem notar o edifício.
Lotte tinha certeza que o local possuía diversas câmeras e sistemas de segurança de alta qualidade.
Se perguntava o por quê, de tanta segurança, além do garoto ao seu lado, quem ousaria ou pensaria em roubar próteses corporais?
Apesar de todas a segurança, o local era bonito.
Quem quer o tivesse projetado, era bom no que fazia.
Charllotte se lembrou da época de sua adolescência, a muito tempo atrás em um destino distante e horrível.
Poucas coisas boas haviam acontecido quando era adolescente.
Mas, lembrava que queria ser arquiteta, até estudava bastante sobre isso, porém parecia que não era aquilo que o destino e o futuro aguardava para ela, e sim estar sentada em um carro com um menino rabugento e mal humorado, que observava o prédio com atenção.
Os dois passaram a noite inteira sentados, em um silêncio esmagador, Charllotte mexendo em seu próprio cabelo e cantarolando uma música baixinho e Cinco observando o prédio, como um maluco psicopata.
Five já tinha se acostumando com a menina ao seu lado, tanto que nem se importou quando ela começou a cantar baixinho, nunca admitiria, mas escutar ela cantar o fez relaxar por algum tempo.
Já a menina tinha observado muito seu alvo, o seu jeito, sua personalidade.
O jeito reservado do garoto a fazia ter vontade de lhe dar um belo de um soca na cara, era tão reservado, que não explicou o que pretendia saber sobre o olho, apenas o seguiu.
Também tinha percebido o quanto ele era calculista e ordenado, mas também de ser extremamente teimoso e sentimental.
E de não fazer ideia do que é ser social, e o significado de trabalho em equipe.
O lugar tinha aberto suas portas a 7 AM, no momento em que às pessoas começaram a entrar no local para trabalhar ou comprar uma das próteses, o garoto ao seu lado quis entrar dentro do edifício nesse mesmo momento, por sorte, a agente o convenceu que não seria nada estratégico duas crianças entrarem lá a esse horário da manhã e desacompanhados de um responsável competente.
Ele não queira lhe dar ouvidos de primeira, mas concordou, depois de pensar e reconhecer que aquilo seria loucura.
Infelizmente, ela não o pode segurar por muito tempo, assim que o relógio do visor do carro bateu 9 AM, Cinco, colocou a mão no bolso esquerdo, o mesmo que tinha guardado o olho anteriormente.
O pegou na mão o analisando um pouco antes de sair do carro. Abriu a porta do automóvel e depois a depois a fechou, começando a caminhar até às portas do estabelecimento.
Charllotte não pode fazer nada mais do que suspirar e acompanhar o ex-agente.
Bateu a porta do carro assim que saiu do veículo, e deu uma pequena corridinha para poder alcançar o garoto que já estava bem a sua frente.
- Ei- ela o puxou pela manhã do casaco- o que vai dizer? Vai apenas chegar lá e falar: Oi, eu Preciso saber de quem é esse olho, sei lá eu estava andando e i jogado em um parquinho, deve ter...- ela fez um gesto de um olho saindo- saltado pra fora.
Cinco apenas revirou os olhos e respondeu a pergunta curto e grosso como sempre.
- Você vai ver- e voltou a andar para dentro da empresa.

Se o prédio já era bonito por fora, seu interior era mais facinante ainda.
Era claro e o branco dominava a maioria das coisas ali.
A mulher que estava logo na frente da entrada, apenas deu um sorriso amigável para os dois adolescentes e Charllotte foi a única que o retribuiu.
Mas, depois parou de dar atenção as duas crianças.
Lotte já imaginava que isso aconteceria, eles estavam em um corpo de crianças, e nunca os adultos levam as crianças a sério, Cinco deveria se lembrar disso.
Os murmúrios de diversas vozes podiam ser escutado, e isso fez Lotte se lembrar do escritório da comissão.
A maldita Comissão.
Quando a agente pensou que ninguém nunca nenhuma das pessoas ali fossem proferir uma palavra aos dois, um cara de jaleco branco, notou as duas crianças enquanto saia de um corredor da esquerda, ele andou até eles com uma cara de confusão e a Gillis podia entender porque ele estava confuso.
Novamente, eles eram duas CRIANÇAS.
- Ann...em que posso ajudá-los?- Cinco andou até ele e mostrou o olho.
- Eu preciso saber de quem é isso- Charllotte apenas continuou no mesmo lugar, esperando o fracasso de Cinco, que ela sabia que aconteceria em questão de minutos.
- Onde achou isso?- o homem perguntou enquanto o Hargreeves o olhava com um pequeno sorriso sarcástico.
- Não te interessa- o homem o olhou com os olhos arregalados com a resposta grosseira do menino, que apenas olhou para o olho pensando em uma desculpa, de onde tinha achado o olho. Ele apenas balançou a cabeça, se arrependeria daquilo- ah tá...eu achei jogado em um parquinho, pode se que sei lá- ele estralou a língua no seu da boca formando um barulho- tenha caído.- e Lotte abriu um sorriso, ela tinha falado- Eu e minha namorada queremos devolver pro dono.
- Ah...que crianças mais atenciosas- disse a recepcionista simpática.
- É...procura o nome aí da pra ser?- respondeu o menino grosseiro, como sempre.
A agente apenas revirou os olhos, aquele menino era mesmo bem sem educação.
- Olha me desculpe, mas os registros dos pacientes são confidências- o homem disse a Five- isso significa que...- cinco interrompeu inrritado.
- Eu sei o que isso significa.
- Mas, vamos fazer o seguinte. Você me entrega esse olho e eu devolveu para o dono. Tenho certeza que ela ou ele vão agradecer muito, posso...- o homem se aproximou como na intenção de pegar a prótese, mas o menino se afastou bruscamente o interrompendo novamente.
- Você não vai tocar nesse olho- ele proferiu grunhindo. E depois colocou o olho novamente no bolso.
A menina apenas observava a cena revirando os olhos.
Ele era a merda de um velho teimoso.
- Escuta aqui rapazinho...- Cinco o puxou pela gola da camisa social Branca e deu um pequeno chute com o joelho na barriga do mais velho. Nesse ato impulsivo do ex-agente, dez a Gillis se assustar por um momento.
- Não! Escuta você imbecil. Eu vim de muito longe por isso, passei por coisas que esse seu cérebro de ervilha nunca entenderia e tão me de logo a informação que eu preciso, e eu te deixo em paz.- ele disse olhando raivoso para homen de jaleco branco, que parecia assustado- Ah, e se me chamar de meu jovem mais uma vez, eu jogo a sua cabeça, naquela parede.
Charllotte abriu um sorriso, todo aquele escândalo apenas porque o homem o chamou de rapazinho.
A secretária então fez um barulho que fez a agente olhar para ela.
- Ah...meu Deus- ela disse assustada.
- Chama o segurança.
- Ah tá legal- ela respondeu ao homem, enquanto puxava o telefone da bancada.
Charllotte andou até Cinco e tocou em seu braço suavemente, em um sinal de alerta.
E o garoto soltou o homem, que ajeitou a roupa.
Five apenas saiu com a cara emburrada, e a inrritação emanando dele.
- Sinto muito por isso, ele sempre foi sentimental e mal humorado desse jeito mesmo, sempre disse a mãe dele, que o emu namorado precisava de um psiquiatra,mas ela nunca me escutou. Sabe como é, ninguém nunca dá ouvidos a uma criança- a Gillis disse sorrindo antes de sair andando até Five.

O garoto andava de um lado para o outro na frente do prédio.
As mãos estavam enfiadas dentro de seus bolsos na calça, e sua cabeça estava baixa olhando para o chão, em uma tentativa de ter alguma ideia para obter a informação que ele precisava.
– Eu avisei- a voz da menina souu nos ouvidos de Cinco, que levantou a cabeça olhando para ela e revirando os olhos em seguida.– O que vai fazer agora?
– Eu estou bolando um plano, se você não está vendo, e me ajudaria muito que você calasse a merda da sua boca- ele respondeu inrritado.
– Eu só estou dizendo... rapazinho- Charllotte começou a falar novamente, e Five a olhou inrritado pelo apelido- não sei se percebeu mas...parecemos duas crianças, e ninguém nunca vai nos levar a sério. Precisamos de alguém adulto, que nos acompanhe, e que não faça perguntas, aí sim vamos conseguir, a informação que precisamos- ele a olhou dessa vez como se as palavras da garota tivessem despertado uma ideia mirabolante em sua mente.
– Você tem dinheiro aí?- a garota assentiu- quanto?
– Acho que devo ter uns 20 dólares- a agente respondeu e o ex-agente abriu um sorriso.
– Eu tenho plano, vamos- o Hargreeves então começou a andar de volta até o carro, estacionado do outro lado da rua.
Ele abriu a porta e entrou, já ligando o motor, e Lotte se apressou para entrar do outro lado.
– Qual é o plano?- ela perguntou curiosa.
– Vamos buscar o meu irmão- ele disse simplório, enquanto começou a te dizer.
– E pra onde vamos?- a Gillis perguntou e Cinco revirou novamente os seus olhos.
– Pra minha casa.

[...]
A fechada da casa de Cinco era segundo a opinião de Charllotte, uma das mais bonitas de todo o bairro.
A porta era grande e bonita, havia nela a imagem de dois guarda chuvas, igual a tatuagem no braço do ex-agente.
Qual era o problema daquela família com sombrinhas de chuva?
Todo o trajeto até ali, tinha sido estremamente silencioso, a menina pode até perceber que o garoto, odiava ter que levá-la para os lugares, e Charllotte só queria poder dar um belo de um soco na cara daquele garoto, inrritante.
Mas, ela continuaria ali seguindo ele pelos cantos e o ajudando, por mais que ele ficasse inritadiço e sentimental, ele sabia que no fundo precisava de ajuda para deter a ameaça do apocalipse que aconteceria daqui a sete dias.
Five saiu do carro e fechou a porta, e antes que Lotte pudesse repetir o ato, o menino a parou.
– Fique aqui dentro, eu não demoro.
Ela revirou os olhos e viu o garoto se afastar.
Mas, é claro que ela não obedeceria as ordens do ex-agente.
Por isso saiu do automóvel e andando até os pequenos portões que antes tinham sido abertos por Cinco.
Chegou assim na frente da porta, e girou a maçaneta para poder entrar.
Ela se viu então em uma pequena entrada onde estava uma mesa circular.
As escadas para o andar de cima, que devia ser enorme, considerando o tamanho que somente a faixada da casa tomava quase uma quadra inteira da rua, lá fora.
A menina andou devagar, e pode ouvir o som de seu all star batendo no chão.
A casa parecia silenciosa, como se não houvesse nem um ser vivo ali, então ela começou a andar para frente, onde pode ver a luz do sol entrar pela janela da sala.
Assim que ultrapassou um arco, a primeira coisa que pode ver foi um grande retrato de cinco pendurando na parede.
– Por Deus, o pirralho é rico- ela murmurou, enquanto analisava o grande cômodo da casa.
A melhor forma de saber a personalidade de alguém, e conhecer a casa onde essa passou a sua infância, onde aprendeu o que é certo e errado, onde aprendeu andar e falar.
Olhando pelo lugar onde ela passou a maior parte de sua infância, só por olhar um pouco o local onde viveu, pode saber o que essa pessoas vai se tornar no futuro.
E aquela casa, era personalidade de Cinco em pessoa.
Solitária, um pouco hostil na decoração, silenciosa, misteriosa...
Ela andou um pouco mais até perceber a pintura de homem de idade na parede, aquele devia ser o pai de Five.
Ela por um momento se lembrou do garoto ao olhar a pintura de seu velho, pareciam iguais ao seus olhos.
É como diz uma frase do filósofo Jean Paul Sartre: " A existência procede a essência".
Ela observou também em um canto da parede o retrato de 6 crianças e novamente, o senhor do outro retrato.
Todos eles usavam o mesmo uniforme e uma máscara preta cobrindo seus olhos.
Uma delas era familiar, e ao se aproximar mais, pode ver Cinco, e aqueles pareciam ser seus outros irmãos, mas onde estaria Vanya na pintura?
– Posso ajudá-la em algo senhorita?- a menina saltou a escutar uma voz atrás dela, e se virou assustada.
Aquilo era um macaco falante?
– O meu deus... você é um...um macaco falante- ela disse assustada, e viu o primata dar um pequeno sorriso, como se não estivesse ofendido com a fala da garota.
– Meu nome é Pogo, sou o moderno da casa , foi criado pelo Sr. Reginald Hargreeves. É um prazer conhecer a senhorita.
– Prazer, eu acho. Meu nome é Charllotte- ela disse, e deu um pequeno sorriso- Só Charllotte...eu sou amiga do Cinco.
Ela pode ver a sobrancelhas do macaco se levantarem um pouco, fazendo uma cara de surpresa.
– Amiga, do senhor Cinco. Fico surpreso que ele tenha alguma amiga, dês de pequeno ele nunca foi uma pessoa muito sociável.
– É eu sei bem disso- Ela deu uma pequena risada, ao se lembrar do ex-agente.
– Sabe onde ele deve estar? Ia procurar ele, mas essa casa é enorme... nem sei bem por onde começar.
– A sim, ele subiu para o seu antigo quarto. Que fica lá em cima na escada a direita, a quinta porta no corredor.
A menina não entendeu nada, por isso desistiu de procurar o garoto e decidiu que precisava ir ao banheiro antes.
– O acho que não entendi nada, pode me dizer a onde fica o banheiro então?
– A claro senhorita, temos um banheiro aqui em baixo, fica ali na cozinha- ele apontou então para um buraco que existia na parede, que certamente levava a cozinha da mansão Hargreeves.
– Obrigada Pogo.
Ele apenas fez um aceno com a cabeça e a menina correu para a cozinha, logo achando a porta do banheiro.
Assim que entrou, girou a trança e apoiou seu braços na pia, se olhando no espelho.
Seu cabelo estava despenteado, e seus olhos pareciam ter grandes olheiras.
Foi aí que percebeu que não dormia a tempos, e só de pensar e dormir, seu corpo projetou uma longo e cansado bocejo.
A quanto tempo não dormia? Uns três dias? Uma semana?
Ela não fazia ideia de quanto tempo não se deitava em uma cama quente e macia.
Ela ligou a torneira e com as mãos fez uma concha, e em seguida tacou a água em seu rosto, em uma tentativa de ficar acordada, o que melhorou um pouco, mas não foi o suficiente, para tirar o seu cansaço.
Enxugou o rosto em uma toalha, e depois voltou a fechar a torneira.
Ela então soltou os cabelos bagunçados, descabelados e embaraçados.
Passou os dedos entre eles na intenção de pentealos e tentar amenizar a situação, mas de nada adiantou.
Ela amarrou eles novamente em um rabo de cavalo alto.
Sentiu calor e então tirou o seu moletom vinho, amarrando ele na cintura, ficando apenas com sua regata branca.
Ela se olhou mais uma vez no espelho, a situação de sua aparência tinha sido resolvida, um pouco pelo menos, mas ela ainda estava horrível.
Charllotte suspirou e saiu do banheiro.
Agora sua principal missão era achar Cinco, e ela temia que levaria um bom tempo, considerando que a casa era enorme.
Sentiu sua barriga roncar, então decidiu fazer um lanche, antes de poder procurar Cinco, aliás, saco vazio não para em pé, pelo menos era o que a sua mãe adotiva lhe dizia, quando ela era pequena.
Primeiro uma refeição e depois a busca pelo garoto rabugento.




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