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História My Distraction - Capítulo 6


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


*INSPIRADA* na história da @Prettygirl_Me

Capítulo 6 - Capítulo 5


Estratégia...

1.Meios desenvolvidos para conseguir alguma coisa.
2.Forma ardilosa que se utiliza quando se quer obter alguma coisa.
3.[Por Extensão] Habilidade, astúcia, esperteza: contornou a dificuldade com estratégia.

Charllotte andava a bastante tempo pelos corredores extensos da grande casa dos Hargreeves, casa não, mansão.
Ela andava sem parar procurando por algum corredor conhecido, mas nada em nenhum deles parecia ser o mesmo.
O bom é que a garota segurava um pão com pasta de amendoim na metade,  e ela dava pequenas mordidas no mesmo enquanto andava.
Percebia que a casa era realmente um sinônimo de luxo.
Ela nem se lembrava da última vez que tinha entrado em uma casa como aquela.
Talvez a muito tempo atrás, em um passado que ela realmente abominava.
Se lembrava das paredes finas e mal gastas do lugar, das vozes de diversas crianças soando em seus ouvidos.
Ela se lembrava bem, da grande casa, que abrigava diversas crianças, da casa onde tinha passado 3 anos de sua vida medíocre de antigamente.
Em seus diversos pesadelos diários, aquela casa sempre aparecia em sua mente, e as lembranças dela.
Oh, coisas que jamais ela gostaria de viver novamente.
Que nunhuma pessoa gostaria de viver.
Ela virou em um dos corredores e pode notar finalmente algo semelhante, andou mais um pouco, até encontrar uma escada.
Glória adeus, pensou que ficaria perdida ali para sempre.
Rapidamente enfiou na boca o resto do sanduíche e o matigou rápido, antes de o engolir.
Ela andou de pressa pelo chão de madeira lustroso e bem limpo do lugar.
Poderia até dizer que o chão era tão limpo e bem cuidado, que ela podia ver seu terrível e horroroso reflexo refletido nele.
Andou até as escadas, e desceu uns dois degraus quando escutou a voz de uma mulher.
Ela não reconhecia, mas parecia extremamente inrritadiça e chorosa.
– Oh, Patrick... não!- podia sentir que a mulher que falava, a qualquer momento iria se desfazer em lágrimas. Escutou o estrondo de algo se chocando a outra coisa.
– Você está bem?- dessa vez Lotte reconheceu a voz. Era Vanya. E de onde estava podia ver o rosto da mais baixa. Preocupação estava estampada em sua face.
– Sim- a voz da outra mulher soou nos ouvidos da Gillis, dessa vez ela parecia mais firme, não como a segundos atrás, quando estava chorosa.
– Bem, eu nunca conheci seu ex-marido, mas...ele me parece um babaca- Vanya disse tentando de alguma forma consolar a outra. Seria ela mais uma irmã de Cinco? Aquela que estava no retrato?
– Descreveu muito bem- a voz disse em quase um sussurro.
– Quer saber de uma coisa... você fica muito melhor aqui- A mais baixa proferiu, e a agente pode escutar alguns pequenos passos
– Não! Eu fico muito melhor com a minha filha!- a voz da outra mulher agora soava inrritada novamente. Ela viu Vanya estremecer.
E Charllotte ficou com raiva, como ela podia tratar a pequena morena daquela maneira.
– Ah, claro...- Vanya tentou aliviar a situação- eu, me desculpa eu não... - ela foi interrompida pela outra voz.
– Olha, se eu quisesse um concelho, eu certamente não pediria a você- Lotte arregalou os olhos ao escutar a voz.  Se contendo para não sair dali e se entrometer na conversa, para falar poucas e boas para a mulher que insuntava Vanya.
Por que sempre eram tão cruéis com ela? Five e agora a aquela mulher.
Será que não percebiam que aquilo machucava a mais baixa.
Charllotte sabia como era se sentir inferior, sabia como era horrível, sempre receber insultos e nunca poder dizer nada para se defender, e ver Vanya ali, se sentindo da mesma forma, a fez lembrar de quando era uma garotinha assustada, que sempre abaixava a cabeça quando a insultavam.
Queria ir lá e poder brigar, mas se eram mesmo irmãs, tinham que rosolver seus próprios problemas sozinhas.
Lotte se lembrou que ela e sua irmã mais nova sempre resolviam seus problemas conversando, e agora esperava que as duas resolvessem os seus da mesma maneira, mas ao continuar escutando a conversa, percebeu que não seria dessa forma.
– O que quer dizer com isso?- a voz trêmula de Vanya, fez a agente sentir pena dela.
– Você não tem Filhos!- a voz raivosa da outra mulher falou com uma entonação de desdém- Nunca teve um relacionamento!
– Isso não é verdade- a voz baixa da morena soava triste, enquanto tentava se defender.
– Então sabe como é amar alguém? Sabe, quando você está longe daquela pessoa, você não conseguisse respirar? Que morreria... realmente morreria, pra saber que ela está bem, que está feliz. - as palavras da moça, fizeram Vanya abaixar a cabeça como se tivesse sido atingida por aquelas palavras. De alguma forma, as palavras também fizeram Charllotte sentir uma pontada de dor. A fez lembrar de sua família, de sua pequena irmã e dele. Ela já tinha sentido àquilo, a muito tempo, mas tinha. Ela sabia o que era amar alguém, amar tanto que faria qualquer coisa por aquela pessoa.
Talvez pular na frente de um trem para salva-la, ou dar sua última fatia de pizza a essa pessoa, só porque ela queria muito, ou fazer qualquer coisa que essa pessoa pedisse, apenas, só por um momento a ver um sorriso estampado em seu rosto, porquê tudo o que você quer, quando ama uma pessoa e saber que ela está bem e feliz, exatamente igual as palavras da outra mulher haviam dito.
Ela tinha amado alguém da mesma forma, e ele, bem pensou que tinha, mas agora, só sentia culpada pelo que fez, a muito tempo, na missão que deu errado.
O que a fez voltar a realidade e lembrar das duas pessoas que discutiam, bem, pelo menos só a outra.
Por mais que naquele curto tempo, ela tinha odiado a mulher que gritava com Vanya, as palavras dela, a fizeram repensar se ela era mesmo uma pessoa ruim, ou se apenas estava tendo um dia ruim.
– Você se distanciou de tudo e todos, sempre foi assim- ela viu Vanya ficar mais triste ainda do que estava.
Charllotte não aguentou e desceu as escadas de onde estava, afim de não deixar a mulher proferir mais palavras que não machucassem mais, a pequena Vanya.
Ela apenas fez isso, porquê se lembrou, que gostaria que alguém a defendesse quando não podia, mas essa pessoa nunca apareceu.
– Oi Vanya e seja lá quem você for. E não precisa me dizer o seu nome, eu não me importo. Só porque seu dia está sendo ruim, ou se sua vida insignificante, não é boa e interesse, não significa que você possa falar com ela dessa maneira.- a mulher a sua frente era extremamente bonita, parecia aquelas modelos de capa de revistas.
– Me desculpe, quem é você?- a mulher pareceu confusa.
– Charllotte, muito prazer- ela disse enquanto olhava cara a cara com a mulher que insuntava Vanya,- olha eu não tenho a mínima ideia de quem você seja, mas sei pelo que pode escutar que tem uma filha. E se alguém insultasse a sua filha dessa forma, se a tratasse mal. O que você faria?
– Eu...- ela ia dizer algo mas a agente a interrompeu.
– Não era pra você responder, apenas para refletir. Não sei se sabe o que é isso.- a Gillis estava inrritada, odiava ver pessoas sendo rebaixadas por outras, ainda mais alguém que ela conhecia.
Não sabia muito sobre Vanya. Com que ela trabalhava? Ou como era sua personalidade? Ou até mesmo, como ela era quando era mais jovem, mas tinha algo que era bom naquela pequena mulher z algo que fazia ela lembrar de uma pessoa importante para ela, e não deixaria que a insultassem, muito menos, a mulher fazer isso na sua frente.
– Se realmente amasse sua filha... realmente amasse... você não estaria aqui perdendo o seu tempo, insultando outras pessoas, quando poderia estar indo, de táxi ou avião, ou de qualquer outro meio de locomoção vê-la, e passar um tempo com ela. Não aqui, perdendo tempo e gastando sua saliva.
– Ei, Charllotte, já chega- Vanya disse tocando em seu ombro- Tá tudo bem.
A Gillis apenas olhou mais uma vez com a cara feia para a mulher, antes de sair inrritada.
Por Deus, tinha 50 anos e ainda agia como uma criança.
Como podia perder tempo com aquilo, quando podia estar, atrás de Cinco, e acabar logo com isso para voltar logo para a porcaria da comissão.
Mas, não! Estava ali discutindo.
Que incrível Charllotte, o que ele pensaria se estivesse ali.
A acharia uma boba? E ficaria inrritado com ela, por estar se desviando de sua missão?
Certamente a segunda opção era a mais provável, ele sempre dizia isso, naquele último dia mesmo, ele tinha falado aquilo, e as palavras foram o gatilho para ela fazer o que fez.
As palavras da mulher ainda insistiam em ficar em sua mente, e fazer as memórias se repetirem.
De novo, de novo, e de novo...
Atira logo, Charllotte.
Cale a boca.
Vamos logo.
Cala a boca.
Charllotte pelo amor de Deus, acabe logo com isso.
Eu disse pra calar a porra da sua boca.
As primeiras lágrimas começaram a sair de seus olhos, e ela as enxugava rapidamente. Não podia chorar, não podia, não ali.
Ela tateou os bolsos do casaco com as mãos trêmulas, procurando o pequeno frasco de remédios.
Assim que o achou, abriu a tampa com cuidado e despejou um comprimido... não... despejou dois comprimidos na mão, e os colocou na boca, engolindo as duas pedrinhas brancas.
Depois, voltou a guardar o pote no bolso do casaco.
– Você tá legal?- a voz de Vanya se fez presente atrás dela, e Charllotte se virou para poder encarar a mulher.
– Me desculpe Vanya, eu sinto muito, eu só perdi o controle- a Gillis respondeu um pouco arrependida por ter dito palavras tão duras a outra moça.
– Tá, tudo bem, você só estava me defendendo. A única que fez isso em toda a minha vida, obrigada Lotte- e a mais nova sorriu. Vanya lembrava muito a sua irmã- posso te chamar assim certo?
– Claro que sim Vanya. E que ver você ali, sendo insultada, me fez lembrar de mim mesma quando eu era mais Nova. Acho que de alguma forma, eu me vi no seu lugar naquele momento.- Charllotte disse falando a verdade, realmente a verdade par a a mulher a sua frente- Mas, afinal, quem era aquela?
– Minha irmã. Alisson- ela murmurou e finalmente retirou sua mão do ombro de Charllotte.- você tá bem? Digo...como passou a noite? Eu conversei com Cinco se você estava bem, e ele me garantiu que sim. Mas, como deve saber, a definição de "Estar bem" para ele, e diferente pra nós.
– Eu estou bem sim. Não podia deixar o pirralho vagando, por aí sozinho. Imagina o estrago que ele pode fazer, se não estiver sendo supervisionado por alguém.
Vanya riu e a menina a acompanhou.
– Disse que falou com Cinco, Certo?- Lotte perguntou e a morena assentiu- onde ele está? Estou procurando por ele a muito tempo, mas a única coisa que eu consegui foi voltar pra sala.
– Ele está no quarto dele- Vanya soltou uma risada nasal- você sobe essa escada, vira pra esquerda e depois pra direta, e a quinta porta e a dele.
Charllotte, já tinha escutado a mesma instrução duas vezes, uma por Pogo e a hora por Vanya, mas mesmo assim ainda não entendia como chegar ao quarto do ex-agente.
– Eu acho que vou ficar e esperar ele aqui mesmo.- ela disse dando um sorrisinho amarelo.
– Tudo bem. Se estiver peça para Pogo preparar algo pra você, eu já vou indo- a mulher disse e saiu apressada, mas, antes  de sair pela porta, voltou alguns passos para trás- e obrigada Lotte.
Antes que a agente também pudesse se despedir de Vanya, a mesma já não se encontrava alí, parecia apressada.
É claro que estaria, era uma mulher adulta, com compromissos e deveres, tinha uma vida, precisava trabalhar pra sustentar o apartamento e ela mesma.
Charllotte suspirou e sentiu a barriga roncar novamente.
Se depois do sanduíche, ainda estava com fome, imagine Five, que não tinha comido nada.
Decidiu então preparar um lanche para Cinco, então andou até a cozinha, que era o único lugar da casa que ela podia se lembrar aonde era.
Certamente se ela estivesse na comissão agora, estaria sentada na sua mesa, revisando os milhares de documentos das pastas vermelhas empilhadas em sua mesa.
E pensar que depois que matasse Cinco, teria que encarar as papeladas.
Era por isso que adorava missões de campo, porque pelo menos não ficava parada em nenhuma cadeira.
Nunca gostaria de ser promovida, porque se fosse teria que assinar documentos pelo resto da vida, e àquilo não era algo que ela queria.
Ela chegou a cozinha, e vasculhou o armário achando o pacote de pão.
Em seguida abriu a geladeira pegando a pasta de amendoim, e depois pegando uma faca na gaveta do armário.
Ela começou a passar o creme no pão, mas seus pensamentos insistiram em vagar para seu passado.
O que teria acontecido com ela se a comissão não achasse que ela tinha talento para fazer parte da empresa atemporal?
Será que ela teria vívido na medíocre condição que vivia?
Esperava que não, mas por mais que o local fosse uma empresa assassina e mentirosa, haviam salvado sua vida, tinham tirado ela do fundo do poço, lhe dado uma vida. E tinha que ser grata por isso não é?
Mas, deveria voltar a confiar na empresa?
Haviam mentindo pra ela, e ela odiava que mentiseem para ela.
– Aí- ela estava tão imersa em pensamentos, que não notou que a faca fez um corte em seu dedo.
Ela o colocou na boca para parar o sangramento.
E embrulhou os sanduíches já prontos no papel toalha e saiu da cozinha.
Seguiu então em direção, ao carro, depois de sair da casa.
Pode ver sentado no banco da frente do motorista, Cinco que a olhava com inrritado.
Ela tirou o dedo indicador da boca, e deu um pequeno sorriso, mas isso não amenizou a situação.
Ela se apressou a entrar no banco do passageiro.
E notou que atrás deles estava sentado um homem que sorriu quando a menina entrou no carro.
– Onde você estava, pedi que ficasse no carro- a voz de Five soou.
– E eu pensei que você era um palhaço- ele a olhou bravo.- e também onde ficou a parte" eu volto logo"? Eu estava com fome tá legal, precisava comer... trouxe até comida pra você seu pirralho ingrato.
– Eu gostei dela- o homem seu parecia meio drogado disse- meu nome é Klaus, eu sou o querido irmão dele.
– Charllotte, prazer.
– O que houve com seu dedo?- cinco perguntou olhando pra mão direita dela.
– Contratempos, nada que te interessa.
Ele apenas revirou os olhos e ligou o carro, terminando de comer o sanduíche que a menina o tinha entregado.
– Ela vai com a gente? Ela também vai ser minha filha? Se for assim eu quero um acréscimo- Klaus disse indignado- não ela pode ser a namorada do Cinco. Seus pais, aqueles vagabundos- ele disse, e a agente arregalou os olhos dando uma risada.- eles não aprovavam o namoro, mas eu como um bom pai, provei pra eles que meu filho não era nem um moleque...
Five suspirou, seria um longo caminho.




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