1. Spirit Fanfics >
  2. My Distraction >
  3. Capítulo 8

História My Distraction - Capítulo 9


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


*INSPIRADA* na história da @Prettygirl_Me

Aí mano, bonitinho mais triste 🥺
Confesso que nos duas choramos enquanto escrevíamos.
Somos muito trouxas✌️

Capítulo 9 - Capítulo 8


Passado...

1.que passou; decorrido, pretérito.
"acontecimentos p."
2.imediatamente anterior.
"semana p."

26 de março de 1999
Condado de Oakland( Michigan )

A pequena casa de tijolos estreita, ficava em uma rua pouco movimentada do lado Sul, do Condado de Oakland.
Era noite, mais ou menos umas 20 horas da noite.
As estrelas já estavam no céu que tinha uma coloração azul escura.
As duas meninas brincavam na pequena sala de estar que tinham.
Os sofás da cor verde musgo e o tapete branco do lugar, no centro da sala uma pequena mesa de vidro transparente, que tinha um vaso de flores bonito e detalhado, onde as flores de begônia vermelhas descansavam.
A tv estava desligada e a janela tinha as cortinas brancas escancaradas.
As duas meninas brincavam no tapete sentadas em cima de seus próprios joelhos.
A mais nova que tinha a faixa de seus 9 anos estava brincando com sua boneca e a sua irmã mais velha de 11 anos, estava fazendo um trabalho da escola.
A noite já caía, e as duas ainda esperavam seu pai que já devia ter chegado do trabalho, mas até agora nada.
Os ponteiros dos relógios batiam sem parar, fazendo a de olhos verdes ficar incomodada e jogar sua pequena boneca para o lado, fazendo assim o pequeno vazo se espatifar no tapete, o fazendo ficar molhado e as flores caírem.
A mais velha arregalou os olhos, se seu pai visse o vaso quebrado ficaria super bravo.
Era o vaso preferido de sua mãe, e agora estava quebrado em pedaços.
– Olha o que fez Jane!- ela disse se levantando do chão é indo pegar a vassoura para poder pelo menos tirar os pedaços de vidro do chão.
– Eu...foi sem querer Sabrina, eu não queria quebrar o vaso da mamãe- a menina sentia as pequenas lágrimas caírem de sua face e cair no vestido rosa que usava.
A irmã mais velha ainda estava brava, mas deu um sorriso para a irmã, que logo se acalmou um pouco.
Ela recolhia os pedaços do vaso quebrado com cuidado, para não espalhar mais o vidro.
A porta então foi aberta com um estrondo o que fez as duas meninas se assustarem ao ver o seu pai em um estado deplorável.
– Sabe que dia é hoje?- ele falava alto e com a voz grogue, estava bêbado com certeza- é hoje eu e sua mãe faríamos 13 anos de casados, mas...- ele fez um barulho estranho- ela não tá mais aqui, não é uma desgraça- ele olhou para os pedaços de vidro no chão e sua cara ficou enfurecida.
– Suas idiotas quebraram o vaso preferido da mãe de vocês, não servem nem para manterem a casa arrumada  e em ordem, são um bando de incompetentes mesmo.
O homem já gritava alto fazendo as duas meninas se assustarem.
– Me desculpe papai, foi sem querer- a mais nova dizia enquanto soluçava.
– Charllotte Jane Willians!- ele gritou o nome completo da menina que se encolheu.- sempre soube que era uma inútil e uma...uma aberração!- o homem andou com passos lentos até a garotinha, que se abraçou ao corpo de sua irmã mais velha, que estava ao seu lado- você não devia nem existir, devia estar morta! E é isso que eu vou fazer, acabar com você sua incompetente!
Ele se aproximou mais tentando pegar a garota, mais a outra entrou em seu caminho o impedindo.
A garrafa de cerveja que estava na mão do homem, caiu no chão fazendo a mesma quebrar e se estilhaçar em pedaços fazendo o tapete branco ficar manchado com a cor da bebida alcoólica.
– Saí da frente Sabrina, você não tem nada a ver com isso!- o homem gritou enfurecido, mas a garota continuou na frente da irmã a protejendo- então eu não vejo outra alternativa- ele empurrou a menina que cambaleou e caiu em cima da mesinha de vidro, fazendo a quebrar igual aos outros objetos.
Os cacos de vidro voaram, fazendo um dos cacos voarem no braço da garota de vestido rosa.
A mais velha tinha cacos da mesa por todo o seu corpo e o sangue vermelho saí dele, ela estava desacordada, pelo menos era o que a garotinha achava.
A de olhos verdes claros correu até a irmã checando seus batimentos cardíacos, mas ele já não existiam, ela apoiou s cabeça da irmã em seu colo, e pode ver que a cabeça sangrava mais que todas as outras partes do corpo.
Ela chorava, seu próprio pai tinha matado sua irmã, sua própria filha.
– Você matou ela seu monstro!- a mais nova gritou e recebeu um tapa no rosto pelo mesmo.
A garota largou a cabeça da irmã no chão e se levantou tentando enxugar as lágrimas, que insistiam em cair.
Quando se levantou, correu para pegar um candelabro que tinham na sala, an intenção de se defender.
O homem riu.
– Acha que pode se defender com isso, sua vadiazinha. Sua irmã já morreu mesmo que fosse uma boa filha, e agora é a sua vez.
Ele correu até a menina, mas a mesma o nocauteou com o objeto que tinha em suas mãos.
O homem caiu no chão atordoada enquanto gritava pelas pancadas.
Porém a raiva consumia a garota e ela não podia deixá-lo viver, não depois dia que tinha feito com sua irmã.
Ela subiu em cima do homem e com o candelabro de metal, batia diversas vezes na cabeça do homem.
O sangue vermelho carmesim, espirravan em sua face e em seu vestido rosa claro. Ela bateu, e bateu diversas vezes.
E por mais que aquilo fosse horrível, ela sorriu, o homem merecia morrer, precisava pagar pela morte de sua irmã.
O homem já não respirava, e ela finalmente parou de bater o candelabro na cabeça do homem.
Ela sangrava demais, o bom era que também não estava mais vivo.
A menina percebeu o que tinha feito, mas não chorou.
Foi aí que uma pequena parte de bondade e humanidade se esvaziaram do corpo da pequena Charllotte.
Que se sentou perto da irmã, retirando seu par de all star preto dos pés dela, e depois substituindo suas sapatilhas pelos tênis.
Ela então depois disso correu pela porta que tinha ficado aberta.
Ela sentia o sangue vermelho em seu rosto começar a secar, mas não se importava, nada mais importava.
Decidiu então que não se chamaria mais Charllotte Jane Willians.
Se alguém perguntasse seu nome, ela apenas responderia.
Charllotte Gillis.
O sobrenome de solteira de sua mãe.

Dias atuais.

Charllotte observando as prateleiras enormes da sala de estar.
Ela olhava os títulos com cuidado, para tentar encontrar o livro escrito por Vayna.
Ela levou um tempo até finalmente encontrar a obra literária.
Ela logo o achou e leu seu título novamente, para ter certeza que era o correto e pelo nome, realmente era.
" Extraordinary minha vida como número sete "
Ela caminhou com o livro em mãos até uma poltrona e se sentou antes de abrir o livro e ler sua dedicatória.

Pai eu pensei
por que não?


-V


Lotte pensou bem antes de ler.
Será que seria estranho ler uma autobiografia de alguém que ela conhecia?
Estava curiosa demais para pensar nisso, então virou a página com a dedicatória e começou a ler o exemplar do livro.
Cinco concerteza demoraria para chegar, então tinha um bom tempo para desfrutar do livro.
Será que ela finalmente entenderia um pouco melhor Vanya e toda a família Hargreeves?
Será que entenderia Five?
Não sabia, só podia esperar que sim z porque realmente gostaria de entende-los.


Já se passava mais de 40 minutos que a Gillis lia o livro, e nada do ex-agente aparecer.
Ela já estava na metade do livro, quando escutou os passos leves de alguém e os pesados de outra pessoa, até que pode escutar a voz de Allison.
– Cinco?- ela disse e Charllotte se levantou andando até a escada, finalmente a margarida tinha resolvido aparecer- o que houve com você?- dessa vez a voz da Hargreeves exalava preocupação.
– Você está bem?- a voz agora era diferente de todas que já tinha escutado,era de um homem certamente.- A gente pode te ajudar em alguma coisa?
A Gillis subiu um degraus da escada e pode ver Cinco, e em suas costas um grande saco verde.
Um homem alto e forte estava lá e se aproximou como se fosse tocar o ombro do garoto, mas a mão de Five, segurou seu pulos fortemente o impedindo.
– Não há nada que possa fazer- a voz dele soou triste? Não havia grosseria, muito menos sarcasmo ou inrritação.
Estava cabisbaixa...sem esperança.
Charllotte não podia ver o rosto do menino de onde estava, mas podia imaginar que ele não estava com uma das suas melhores aparências.- Nada que nenhum de vocês possa fazer.
Sabia como cinco se sentia.
Era horrível, foi assim, quando ela era mais nova, depois de...daquilo, pensava que não podia ser feliz de novo, que ela não tinha salvação...e ainda continuava sentindo isso.
Ela terminou de subir as escadas, e assim pode ver o rosto do garoto, sentiu seu coração se apertar e não sabia explicar por que.
Ela tocou o ombro do garoto que se virou seu rosto para ela.
Os dois se olharam nos olhos, verde no verde, como se tentassem entender um ao outro, mas sem sucesso.
– O que houve?- ela perguntou ao garoto.
– Nada- ele disse e depois saiu andando, quebrando no contato que os dois tinham.
– Eu...eu vou falar com ele- ela ia ir até o ex-agente, mas o grandalhão a chamou.
– Quem é você?-a garota se virou e deu um pequeno sorriso.
– Prazer Luther, sou Charllotte- se depois correu para tentar alcançar o garoto.
Ela torcia para que ele não tivesse se teletransportartado, assim poderia ver onde ele estaria indo.
Ele andou por diversos corredores até chegar em uma porta que ele abriu.
Charllotte entrou atrás dele e viu ele largar a bolsa na cama, e se sentar nela também, olhando para a janela que o quarto tinha.
O quarto não era grande, mas era aconchegante de alguma forma.
Havia um guarda roupa do lado da porta, uma escrivaninha, que tinha alguns materiais de quando Cinco era criança e a cama que ficava perto da janela.
O garoto olhava para a bolsa que tinha trazido, e Charllotte se perguntava o que tinha de tão importante nela.
Ela andou até o menino e parou na sua frente e se sentou no chão, olhando para Five.
– Quer me contar o que houve?- ela perguntou, e o garoto continuou não olhando para ela. Lotte respirou fundo- eu fiquei proucupada, onde você foi?
Ele continuou não falando nada.
Apenas ficaram ali em um silêncio, que parecia ser eterno para Lotte.
Ela já não tinha esperanças que ele falasse algo.
Estava realmente proucupada com o garoto.
Mas, os olhos dele focaram no de Charllotte.
– Eu... fui em uma loja de departamentos- e a garota franziu o cenho.
Que diabos ele tinha ido fazer em uma loja de departamento?
– O que foi fazer lá?- ele quebrou o contato visual que os dois tinham, e olhou para bolsa.
– Precisava ver a Dolores- ele dizia baixo.
Ele não sabia o porquê de estar contanto sobre isso para Charllotte, Five só sentia que com ela, podia compartilhar tudo.
Confiava nela, parecia estranho, ele nunca confiava em ninguém. E em dois dias, confiava mais nela, do que em todos os seus irmãos.
Talvez ele já tivesse se acostumado com a menina ali.
Podia até dizer, que quando foi àquela loja naquela noite, para buscar o manequim, tinha sentido a falta dela.
E não entendia por que estava sentindo isso em relação a Lotte.
– E você achou ela?- a voz doce da menina, fez Cinco se libertar de seus próprios pensamentos.
Charllotte achava estranho que o menino tinha ido ver Dolores em uma loja.
Depois entendeu o porque quando Cinco abriu a bolsa verde ao seu lado, e revelou um manequim.
Agora sim entendia o que ele tinha ido fazer em uma loja, sequestrar o manequim!
Ela usava uma blusa branca com bolinhas pretas, estava só o seu tronco, sem pernas ou braços.
Aquela era Dolores.
Ela arregalou os olhos,e atentou encontrar as palavras certas para poder dizer a ele que aquilo era um manequim.
– Five... você, sabe que a ãn, a Dolores é...uma manequim né?- será que manequins tinham gênero?
Ele a olhou e revirou os olhos, estava demorando para ele fazer isso.
– Eu sei que ela não é uma pessoa- disse simplório. Ela soltou o ar que nem tinha percebido que segurava, graça a Deus ele sabia eu aquilo não era um humano de verdade.
– Bem isso bom- ela disse confusa. Não sabia o que era pior, ele não saber que ela era um manequim e amar ela, ou saber que ela era um manequim e amar ela. O garoto balançou a cabeça em negação. Qual era o problema com a garota?- Bem, isso me deixa aliviada...sabe saber que você sabe que ela não é uma pessoa de verdade, ainda não pirou totalmente na batatinha- ela soltou um riso nasal- E tá tudo bem, tem milhares de pessoas no mundo que são apaixonadas por objetos. Você não tá sozinho nesse barco- e ele riu e Charllotte o acompanhou, os dois riam, como se fossem amigos a anos.
– Você é uma tonta- o garoto disse depois que cessaram as risadas.
A garota se levantou e sentiu na cama, do outro lado da Dolores.
– Oi, Five me disse que passaram um tempão juntos. Sabe, como aguentou, tenho certeza que você conseguiria alguém melhor- ela disse para o manequim.
– Sabe que estou ouvindo você, não é Charllotte?- Cinco disse e a garota apenas riu.- já chega, eu não sou chato- ele disse bravo.
Tinha voltado aparecer com ele novamente.
– Claro, que é pirralho.
Ele olhou para Dolores e começou a falar.
– Quando eu estava lá, no apocalipse, eu...senti uma solidão que ninguém conseguiria imaginar. Não havia nada, e nem ninguém...eu me senti tão solitário, e mal. Depois vi todos os meus irmãos, mortos. E percebi que se eu não tivesse sido imprudente, iria ter o mesmo destino que eles.- ele dizia as palavras com dor, se esforçando para colocá-las para fora.
– Cinco... não precisa dizer se não quiser- ela disse colocando Dolores perto dos travesseiros e se sentando do lado de Five.
– Eu preciso- disse grosseiro. Mas Charllotte não se incomodou, já está acostumada.- Quando eu a encontrei, eu não comia a dias, não falava com ninguém a dias. S ela estava lá, talvez na mesma situação que eu, então eu a peguei, me apaixonei, porque era a única coisa que me lembrava a humanidade.- ele dizia e Lotte podia ver em seus olhos que ele se lembrava de como era lá- Mas, eu não estou louco.
A Gillis por um ato de impulso abraçou o garoto pelo pescoço.
Não sabia porque tinha feito aquilo, talvez soubesse que ele precisava de um abraço.
– Eu sei que não está maluco- ela disse, e se surpreendeu quando ele a abraçou de volta. Ficaram ali, alguns minutos no abraço, até eles se separarem e para amenizar o clima estanho começou a falar- Eu estou com fome- e o garoto soltou um pequeno sorriso.
– Eu também.
– Então em ajuda a encontrar a cozinha, porque eu não faço ideia de onde ela fica.


Os dois chegaram na cozinha, e Cinco se sentou na mesa e observou a garota, fuçando na geladeira.
Ela pegou um monte de ovos e colocou na bancada, em seguida pegou o sal, e uma frigideira para fritar todos eles.
– Sabe Charllotte, a única coisa que eu sei é seu nome. Com quem você mora?
A garota engoliu um seco, não gostava de falar sobre sua infância.
E também não podia falar a verdade, então mentiu.
– Eu moro com minha tia. Ela tá viajando então, não vai se importar de eu não estar em casa.
Cinco apenas fingiu que acreditava nela, no fundo sabia que a garota mentia, e queria saber a verdade, mas não agora, estava com fome demais para isso.
Ela colocou os ovos em dois pratos e depois os levou a mesa, entregando para o garoto.
Foi um lanche silencioso para ambos, nenhum deles ousavam falar nada, estavam perdidos em muitos pensamentos para conseguirem conversar.
Quando a refeição acabou, Lotte bocejou e foi colocar o prato na pia.
E Cinco imitou o ato.
Ela bocejou de novo e sentiu seu corpo cansado.
– Eu acho que precisa dormir- a voz de Five, disse atrás dela enquanto os dois subiam as escadas.
– Eu preciso de um banho, eu estou grudenta- ela disse murmurando sonolenta, e o ex-agente deu um riso nasal.
– Acho que pode pegar alguma roupa de Allison no antigo armário dela se tiver alguma, depois pode tomar um banho no banheiro do meu quarto.
A garota parou de andar no corredor e ficou estática, e se virou para Cinco que se perguntava o porquê de ela ter parado de andar.
– Você tá bem pirralho? Tá com febre? Bateu a cabeça em algum lugar ou algo do tipo?- ela perguntava incrédula, para ele. Estava sendo gentil, algo que não era o forte do menino.
– Eu tô bem.
Ela ainda com os olhos arregalados se virou e continuou a andar.


Five a levou até o quarto da irmã, e remexeu no armário, logo entregando roupas limpas e uma toalha para ela.
Os dois se dirigiram até o quarto do moreno, e Charllotte tratou de correr ao banheiro, para tomar um banho descendente.
Ela tirou suas peças de roupa e as dobrou, colocando sobre a pia.
Lotte prendeu o cabelo em um coque mal feito, para seu cabelo não molhar na água.
Sentiu seus ombros relaxarem, sob a água quente que saí do chuveiro.
Ficou um pouco ali, apenas com os olhos fechados enquanto a água cai.


Ela demorou bastante tempo no banho, mas não se importou, precisava daquilo.
Ela colocou as peças íntimas limpas e depois colocou a calça de moletom pretaz que ficou um pouco larga, e a regata branca que cinco tinha dado a ela.
Quando ia saindo do banheiro escutou o barulho de um pote caindo do túnel.
Era uma mensagem da comissão.
Ela o achou depois de abrir um dos azulejos.
Ela pegou o pote e o abriu pegando a mensagem.


26/03


Para Charllotte Gillis


10% do pagamento total vai ser
retirado pela demora do serviço.
E vão ser descontandos 10% a cada dia.


Boa sorte!


Ela tremia quando colocou o tudo de volta no lugar onde estava.
Porque ninguém a avisou que era aquele dia.
O dia.
Ela saiu do banheiro enquanto sua respiração pesava e sai descontrolada.
Lágrimas caiam de seus olhos.
Ela não conseguia respirar.
Caiu de joelhos no chão, e as lágrimas caiam como Cachoeiras.
Ela precisava do frasco de remédios, mas estavam longe e ela não conseguiria pegá-los.
Também não podia gritar por ajuda.
Ela soluçava enquanto as lembranças do fátidico dia passavam em sua mente.
Para ela, a irmã tinha morrido a 41 anos.
Se ela vivesse certamente na linha temporal corretamente, a irmã dela tinha morrido a 19 anos.
E a mentir da sua idade, a irmã tinha morrido a 5 anos.
Mas, não importava quantos anos se passaram, ou tinham se passado, continuaria sendo igual, a mesma dor.
Ela não conseguia respirar, sentia que a qualquer momento iria desmaiar.
– Charllotte o que houve?- era Cinco que estava vestido com um pijama azul, e os cabelos molhados.- ei o que houve?
Ele se aproximou dela e agachou para poder ficar da mesma altura que a agente.
Ela não conseguia falar, mas precisava se esforçar, precisava dos remédios.
– M-Meu ca-casaco, no banheiro, pre-preciso dele.
O garoto se levantou e trouxe a peça vinho a entregando.
Ela vasculhou os bolsos e logo pegou o pequeno pote laranja.
Ela tremia, porém conseguiu abrir e pegou dois comprimidos e colocou na boca, engolindo a seco.
Segundos se passaram e ela sentiu o corpo voltar ao normal.
Ela ainda estava com o rosto molhado, mas respirava normalmente.
– O que é isso?- o ex-agente perguntou a menina, em questão ao frasco alaranjado.

– Calmantes, para ansiedade- a voz dela saí grogue.
– O que houve?- ele parecia preocupado.
– Hoje é dia 26 de março- ela disse e voltou a chorar novamente- o dia que a minha irmã morreu.
O garoto olhava para a menina que antes parecia tão confiante e agora estava desbando em sua frente.
Ele meio desajeitado abraçou a menina, que enterrou a cabeça no vão do pescoço dele.
Ela chorava alto e soluçava.
Five não tinha ideia dia eu dizer para reconforta-la.
Ele só não sabia que já fazia isso.
Minutos se passaram, até que os soluços pararam, e a respiração ficara leve.
Ela tinha dormido.
Cinco se soltou dela com cuidado e a pegou no colo colocando ela na cama e a cobrindo com a coberta.
Ele a olhou, talvez comesasse a gostar dela naquele momento.


Notas Finais


Se preparem porque ainda tem muito mais tragédia no passado da Lotte.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...