História My Dolls... - Capítulo 9


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Categorias Yu-Gi-Oh!
Personagens Arthur Hawkins, Joey Wheeler (Katsuya Jonouchi), Kisara, Leonhart Von Schroeder, Mai Valentine (Mai Kujaku), Maximillion Pegasus, Mokuba Kaiba, Mutou Sugoroku, Personagens Originais, Rebecca Hawkins, Ryo Bakura, Seto Kaiba, Shizuka Kawai (Serenity Wheeler), Siegfried Von Schroeder, Téa Gardner (Anzu Mazaki), Tristan Taylor (Hiroto Honda), Valon, Yami Yugi, Yugi Muto
Tags Blueshipping, Família, Mokuba Kaiba, Personagens Originais, Polarshipping, Revolutionshipping, Romance, Seto Kaiba
Visualizações 14
Palavras 2.445
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EIS QUE A PESSOA É TÃO INTELIGENTE QUE TEM O CAP PRONTO E NÃO POSTA!! OH INTELIGÊNCIA RARA!

Capítulo 9 - "Ela Estava Morrendo?"


Fanfic / Fanfiction My Dolls... - Capítulo 9 - "Ela Estava Morrendo?"

"(...) Mas você me faz querer agir como uma garota

Pintar as unhas, usar salto alto

Sim, você me deixa tão nervosa
(...)

Você me faz brilhar

Mas eu disfarço, não vou demonstrar
(...)

Quando você surge, eu fico paralisada

E toda vez que tento ser eu mesma

Dá tudo errado...

Isso não é justo
(...)

Mas você me faz querer agir como uma garota

Pintar as unhas e usar perfume,

Para você.

Você me deixa tão nervosa
(...)

Então estou armando minhas defesas

Porque não quero me apaixonar!"

-Heart Attack.

Quando o CEO parava brevemente o que estava fazendo e fechava os olhos por um segundo com o cenho franzido, a albina sabia que uma aspirina era bem-vinda. A depender do modo como ele levantava as sobrancelhas ou cruzava os braços Kisara conseguia perceber se o mesmo sentia-se satisfeito ou aborrecido. Também às vezes o moreno entrelaçava os dedos em frente à face e fixava o olhar nela, isso significava que ele estava pensando em algo que ela havia dito. Ou quando o CEO abaixava um pouco a cabeça e a franja cobria seus olhos com os lábios posicionados de maneira enigmática, era sinal claro para a albina que ele se encontrava "mergulhado".

Mas isso não era tudo, tinha diversos atos que Kisara conhecia bem o significado e outros da qual estava aprendendo, como o ato de pressionar ou massagear as têmporas demonstrava que Kaiba se encontrava estressado ou perto de uma eminente explosão. Da qual ela só presenciara duas vezes, uma no primeiro mês como sua secretária, dia que ela teve a certeza, ah e como teve, que seria despedida, e outra há três meses, onde o moreno ficará respirando fogo por alguns dias.

O dia que Kisara o viu surtar a primeira vez foi impressionantemente assustador, a albina nunca tinha visto alguém tão furioso e frustado, e extraordinariamente ela foi a única com quem ele não gritou. As lembranças daquele dia estavam bem frescas na sua memória, ela ainda estava aprendendo a exercer corretamente a sua função. E Kisara já se encontrava nervosa pelo fato de todos dizerem que Kaiba era cruel e insensível como o pai, o que parecia verdade devido a expressão indiferente somada a voz grave dele junto com aquelas íris profundas como o mar ele fazia jus ao apelido que as fãs criaram, Príncipe de Gelo.

Ela viu veias saltando no pescoço do moreno quando ele estapeou a mesa, fazendo-a dar um pulo e estremecer, a voz dele estava carregada de fúria a medida que reclamava(gritava) com seus funcionários, chamando de incompetentes os que fizeram qualquer erro, pequeno ou grande. Foram pelo menos nove minutos de tensão até a tempestade apaziguar, e Kisara finalmente se pronunciar com palavras bem escolhidas, leves e um tanto trêmulas, mas envés de despedi-la como os outros 27 funcionários o CEO apenas dera-lhe instruções normalmente.

E na segunda e última vez que ela o vira explodir o mesmo também não gritara com ela, isso pra albina era no mínimo estranho. Era esse tipo de pensamento que preenchia a mente de Kisara agora. Que olhava o preço dos morangos pela quarta vez por não estar prestando atenção.

A garota de cabelos brancos olhou ao redor captando o movimento das pessoas no mercado, os sons das máquinas dos caixas, dos carrinhos de compras e a temperatura fresca do local. Aquilo a fez voltar para seu corpo e sair mentalmente do ambiente de trabalho da KaibaCorp, às vezes era difícil se desligar daquele lugar, até quando cochilava sua mente ia para lá, pensando nos trabalhos, como o agendamento de amanhã...mais uma vez ela estava voltando para a empresa! Rapidamente Kisara balançou a cabeça e concentrou-se apenas em chegar em casa logo.

-KISS! VOCÊ TROUXE MORANGOS PRA MIM!-exclamou a pequena Edina que abraçou a albina que colocava as compras no balcão.

-Comprou os repolhos que eu pedi, Sara?-perguntou a madrasta assim que ela entrou na cozinha, Kisara apenas assentiu. -Diga pro seu tio que em 30 minutos o jantar estará pronto.

-E onde ele está?-questionou enquanto pegava escondido um bombom na geladeira.

-Na sala dele, lá em cima.-a mulher virou a tempo de ver a enteada jogar o doce na boca. -Depois não venha me dizer que é minha culpa você ficar gorda!-reclama batendo o pano de prato no ombro da albina.

-Mas a culpa é sua sim, é você que faz os doces. Você é a tentadora, Fumi. Deve ser por isso que o tio Take casou com você.-Kisara correu escada acima assim que terminou a frase sabendo que podia levar uma panelada pelo que disse.

-Faz sentido.-comentou Edina fazendo movimentos com as mãos.

-Viu? Até a sua sobrinha concorda!-gritou Kisara do topo da escada.

-Cala boca, Sara, e vai logo tomar seu banho!-mandou a madrasta Fumi.

Depois de deixar algumas algumas de suas perturbações descer pelo ralo junto com a água e espuma do banho, a garota foi até seu quarto de pintura. Não era uma área muito organizada, ao contrário do quarto dela, e ninguém tinha o direito de entrar ou mexer ali sem que ela deixasse, sendo assim o quarto ficava trancado.

Apesar de às vezes aquela bagunça incomodar, a albina encarava aquele lugar como uma fração do seu coração, do seu íntimo, uma pequena mistura do coração e da razão.

Havia material de pintura espalhado por todo lado, pincéis, lápis, tintas, tesoura, gizes, carvão, muitas folhas, algumas telas em branco empilhadas no canto, outras pintadas e inacabadas, e geralmente as favoritas penduradas nas paredes.

Kisara preparou uma tela para ser preenchida por alguns sentimentos seus mas só depois de preencher a barriga de alimentos. Trancando seu Inku no Kokoro*, nome que ela deu pro quarto, ela foi até a sala do tio. O mesmo se encontrava tão concentrado que nem notou a sobrinha entrar e acabou soltando um grito fino quando ela falou com ele.

-Desculpa aí, mas a Fumi tá chamando pra jantar.

-Tá parecendo mais chamada pra infartar.-disse Take guardando suas pastas. -E então? Como foi o trabalho?

"Bom, tirando o pequeno sentimento de atração fortíssimo que tenho pelo meu chefe, Seto Kaiba, o Príncipe de Gelo, que corre o risco de virar paixão, tá tudo bem."

-Cheio. Muitas contas, protocolos, contratos, algumas reuniões, projetos e mais meio milhão de coisas a serem alistadas.-ela disse quando se sentaram à mesa.

-É, ser secretária do CEO da Corporação Kaiba, não é fácil.

Após jantarem e brigarem para decidir quem lavaria a louça, que no caso foi o tio Take, Kisara foi para seu Inku no Kokoro*. Ali, numa tela média com tinta ela pintou a íris de alguém, uma íris com variações azuis.
A albina abriu um pequeno sorriso quando terminou sua obra.

 

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Era engraçado o quanto Edina se parecia com Mokuba, a mesma altura, o cabelo negro idêntico, o porte do corpo, com exceção da voz e roupas que os diferenciava.

-Qual é a graça?-questionou em tom bem alto a meia prima para a albina que tinha um sorriso estampado no rosto.

-Ah, nada. Você não vai entender.-ela disse fazendo sinais, pegando sua bolsa e saindo porta a fora. -Tchau!

 

Kisara olhou para a bagunça razoável em sua mesa de trabalho e desabou na cadeira, girando uma caneta entre os dedos. Aquelas reuniões e encontros precisariam de mais de um dia para serem concluídos e isso a deixava perturbada, pois teriam que passar mais de um dia em Portugal. Seria a primeira viagem de trabalho dela de longa duração com Kaiba, a mesma já havia ido para outros países antes com ele mas ela nunca tinha ficado mais de um dia, sempre iam e voltavam no mesmo dia.

A garota arfou contrariada, ela estava tentando ao máximo ficar longe do Príncipe de Gelo mas o universo parecia sempre jogá-la em cima dele. 

"Tudo bem, será apenas mais uma viagem de muitas."

A albina continuou o trabalho mesmo sentindo sua têmpora direita latejar. Mas quando sentiu a dor de cabeça aumentar ela apoiou a testa na mesa agoniada com o fato torturante das horas não passarem, pois ela haviam chegado às 05:10 e o relógio ainda marcava 05:40.

Kisara começou a bater suavemente a testa contra mesa em meio à murmúrios lamentosos e reclamativos.

"Por que minha cabeça dói tanto? Por que meu trabalho parece cada vez mais complicado?"

"Por que não posso gostar de alguém como uma pessoa normal? Por que não posso me apaixonar tranquilamente?"

"Por que não tenho a privacidade que quero? Por que não posso nem chorar em paz?"

"Por quê?"

A frustração corria pelo corpo dela, ainda com a testa apoiada na mesa a albina enfiou os dedos dentro do cabelo e ficou alguns minutinhos ali, parada naquela posição.

-Kisara.

O som daquela voz vinda do telefone quase a fez engasgar.

-Sim, senhor?-respondeu.

-Kisara, preciso de você aqui.-a voz do CEO parecia uma ameaça de morte.

-Estou a caminho.

Ela estava surpresa, o que Kaiba estava fazendo lá pela manhã? Ele não tinha que estar no colégio? A menos que já tivesse chegado a data de ele sair. Ah não... Isso significaria passar mais tempo com Seto Kaiba.

"O que foi que eu fiz pra merecer isso?!" Ela queria gritar.

Adquirindo sua postura profissional Kisara bateu na porta do escritório do CEO.

-O que aconteceu com o batom?-questionou Kaiba repentinamente com as sobrancelhas juntas, fazendo parecer uma exigência.

-Hã?-a albina levou a mão aos lábios e então lembrou-se que não tinha passado batom hoje. -Ah, eu...esqueci de passar.-disse sem olhar nos olhos dele que apenas voltou sua atenção para tela do computador.

"Ele notou isso?"

Kisara tinha uma infinidade de batons das mais lindas cores, muitos mesmo, pra dar, vender, alugar e emprestar. E todo dia ela usava um diferente, mas a mesma nunca imaginou que o Príncipe de Gelo iria notar isso, e até fazer questão disso. O modo como ele juntou as... Pare de pensar nisso! Ela bateu a pasta que carregava com força na testa e saiu daquele escritório deixando um moreno intrigado.

 

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A albina paralisou, enquanto seu coração acelerava seus lábios abriram um sorriso alegre e assim ela pulou nos braços dela. E por um triz elas não foram ao chão.

-Baka!-Kisara apontou para a loira acusadoramente. -Não me avisou nada!

-Era uma surpresa. E ficou claro que você gostou.-a amiga devolveu se sentando a mesa. -Fiquei surpresa de te encontrar aqui, nesse restaurante...é...

-Luxuoso?-a secretária completou a frase de Mai. -Bem, algumas coisas mudaram. Precisamos colocar as conversas em dia.-um garçom se aproximou e Kisara fez pedidos pelas duas.

-Percebi. O que aconteceu nos últimos 14 meses que eu não sei? Poderíamos começar pela sua roupa de gala.-a loira disse com os olhos semicerrados. -Está assaltando que baú?

-Isso é roupa de trabalho.-ela fingiu estar ofendida. É claro que aquilo não era um uniforme mas como a secretária que era roupas formais podiam ser tidas como uniformes.

-E que tipo de trabalho seria esse?-questionou Mai parecendo curiosa.

-Sou secretária de Kaiba.

-Seto Kaiba?!-exclamou. -Como você fez essa artimanha? Que feitiço usou? Porque você não tem nenhum curso superior.

-Até hoje eu estou tentando descobrir.-o garçom pôs os pratos à mesa.

-Teá me disse que você tinha conseguido um emprego, por isso andava muito ocupada e que vocês quase não saiam mais. Mas ela sabe qual é o emprego?

-Claro.-disse Kisara dando de ombros.

-Muito bonito, contou pra ela mas pra mim não.-falou indignada.

-Não era importante.

-Pois bem, mas o importante agora é você me contar como isso tudo aconteceu.

-Isso vai ficar pra outra hora.-a albina olhou o celular. -Meu horário de almoço acaba em 11 minutos.

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-Mas eu tenho uma dúvida, Boneca, se você vivia no México e até é mexicana, como você sabe falar japonês?-questionou Mokuba entrando na sala da albina acompanhado da garota da semana passada que usava um vestido lilás florido, qual era o nome dela mesmo? Julia? Judy? Não, é Julie.

-Kisara, você pode organizar isso pra mim?-o garoto colocou alguns documentos na mesa dela.

-Bem, CupPoc, é que a vovó sempre conversava comigo em japonês, eu só usava o espanhol com as outras pessoas e às vezes eu a vovó até misturávamos os dois idiomas resultando em combinações engraçadas.-explicou a garota articulando com as mãos.

Kisara olhou os documentos. "O que é isso tudo?". Documentos de identidade da Julie, de certidão de nascimento, um documento de tutela aprovado por juiz e um nome... Julie Kaiba?

-O que eu devo fazer, Sr. Mokuba?-a secretária perguntou sentido-se extremamente confusa.

-Preciso que consiga as últimas aprovações judiciais desse documento de tutela, e a renovação da identidade da Julie.

-Pra quê tudo isso, Mokie?-a outra questionou.

-Está na hora de você fazer parte da família oficialmente, Srta. Kaiba.-disse o menino com um grande sorriso.

-Mokie, seu espertinho, o Seto sabe disso?!-repreendeu Julie. -Tenho certeza que não. E se ele não gostar, melhor, e se ele explodir de raiva?

"Como assim Srta. Julie Kaiba?"

A albina estava totalmente perdida, no começo ela pensou que a garota até fosse a esposa de Kaiba mas se assim fosse Mokuba a teria chamado de Sra. Kaiba e não Srta., eles devia se parentes, mas de que grau?

Ela levou as mãos à cabeça perturbada. Ela não devia se importar com isso, mas se importava. "Qual é o meu problema?!"

-Kisara,-chamou Julie-devemos estar fazendo uma bagunça na sua cabeça.

"Estão mesmo"

-Na verdade, Julie é nossa irmã.-revelou o garoto quase sussurrando.

Irmã, irmã, irmã...irmã? IRMÃ?!!

-O Quê?!-exclamou Kisara boquiaberta.

-Exatamente.-os irmãos disseram. -Eu estou pedindo pra você fazer isso porque sei que não vai contar, já que o Seto não quer que saibam, não agora.-explicou o menor.

Finalmente a albina analisou Julie e percebeu a quanto foi desatenta, estava na cara que aquela garota era uma Kaiba. Na semana anterior ela tinha percebido que Julie era energética e tinha autoestima para com seu comportamento, o que refletia bem Mokuba e Kaiba. Além da aparência, observando melhor, Julie tinha as feições e o cabelo de Seto Kaiba enquanto sua delicadeza nos movimentos e seus olhos violetas vinham de Mokuba.

Kisara deu um tapa na própria testa. Julie era o encaixe, feminino, perfeito, da mistura dos irmãos Kaiba.

A albina não queria, mas notou que sentiu um certo alívio percorrer lá dentro.

 

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A senhora observava seu reflexo de perto quando irrompeu em uma tose, rouca e engasgada. Ela observou um líquido escarlate escorrendo por entre os dedos e da boca. Lavando-os, um pensamento inquietante ocorreu-lhe:

"Ela estava morrendo?"


Notas Finais


Inku no Kokoro: Coração de Tinta.


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