História My Dream Of Love - Capítulo 3


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Categorias Lauren Jauregui, Miley Cyrus, One Direction, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Lauren Jauregui, Zayn Malik
Visualizações 3
Palavras 2.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Zayn


Fanfic / Fanfiction My Dream Of Love - Capítulo 3 - Zayn

Lauren On

Londres

Terça-feira

05:10 a.m.

-PAPAI.- acordo em um solavanco me sentando na cama. Havia tido outro sonho com meu pai, o terceiro desde que ele havia falecido.

Passo a mão sobre a minha testa e o suor escorre por entre meus dedos, levanto então decidida e tomar um banho frio para ver se melhoro. Tiro minha camiseta e minha calcinha e entro dentro do box, ligando o chuveiro no mais frio possível e fico ali por cerca de 40 minutos.

Paro em frente a porta do closet e não sei qual roupa vestir. O dia hoje aparentava estar frio e mórbido. Pego um conjunto de lingerie preto, uma calça jeans da mesma cor com alguns rasgos na mesma, uma blusa de mangas vermelha e minha jaqueta de couro preta também.

Desço as escadas correndo e ouço minha mãe gritar da cozinha para eu não correr nas escadas para evitar um acidente. Entro na cozinha e estão todos sentados à mesa comendo e eles parecem surpresos ao me ver ali, a essa hora.

-Que caras são essas? Credo.- me sento ao lado de Gemm e me sirvo uma xícara de café.

-Caiu da cama filha? Geralmente é um sacrifício fazer você acordar.- Mamãe comenta.

-É verdade maninha. Não eram nem 05:30 da manhã quando ouvi o barulho do chuveiro do seu quarto sendo ligado. Está tudo bem?- Harry perguntou em um tom preocupado.

-Eu só não estava conseguindo dormir Harry, nada de mais. Desculpe se te acordei.

-Não, tudo bem.

Ninguém mais falou nada durante o resto do café da manhã, em alguns minutos me levanto e me retiro, subindo novamente para meu quarto. Vou ao banheiro para  escovar os dentes e passo uma maquiagem básica, somente para esconder um pouco das minha olheiras, saio do banheiro de novo e pego meu coturno, que eu já havia deixado ao lado da cama junto de um par de meias, o colocando  nos pés. Pego minha mochila em cima do pequeno sofá e minha touca e desço novamente.

-Mamãe, vai sair com seu carro hoje?- pergunto assim que parei no pé da escada e vejo a mesma sentada no sofá vendo alguma reportagem qualquer na TV.

-Provavelmente não querida.

-Posso pegar emprestado? Quero passar em um lugar depois da aula e não quero ficar dependendo do Harry.

-Claro querida. No final de semana vamos a uma concessionária para você escolher um carro, ok?

-Na verdade, eu estava querendo comprar uma moto mamãe.- vejo dona Anne fazer uma careta no mesmo instante que termino minha frase.

-Já conversamos sobre isso.

-Mas mãe….

-Só vá para a aula logo, mais tarde conversamos sobre isso.- ela me interrompe.

-Ok, tchau dona Anne.- lhe dou um beijo na bochecha e pego as chaves de seu carro em cima da mesinha de centro.

Assim que entro no carro pego minha touca e arrumo em minha cabeça, de um modo que ela fica meio caída, jogo minha mochila no banco do carona enquanto coloco meu cinto de segurança e dou partida no carro em seguida.

Olho pelo relógio do meu celular e ainda são 06:40 da manhã, como eu não estou com nenhuma pressa de chegar naquela escola, passo no posto para abastecer e também parei em uma cafeteria pelo caminho. Peço um copo médio de café e em menos de 7 minutos estou de volta ao carro, dou partida no mesmo novamente e ligo o rádio, colocando em uma estação qualquer.

-Loving can hurt, Loving can hurt sometimes (Amar pode doer Amar pode doer às vezes)- cantarolo levemente a letra da música que tocava na rádio.-But it's the only thing that I know, When it gets hard, You know it can get hard sometimes, It is the only thing that makes us feel alive (Mas é a única coisa que eu sei, Quando fica difícil, Você sabe que pode ficar difícil às vezes, É a única coisa que nos faz sentir vivos)- essa música me lembra meu pai. Agora nosso amor está em uma fotografia, assim como diz na música.

Balanço levemente a cabeça e tento a todo custo esquecer por um minuto toda a dor que tem dentro de mim.

Assim que entro com o carro no estacionamento da escola consigo ver um aglomerado de alunos no outro lado, onde seria uma “área livre” que contém algumas árvores e bla bla bla. Estaciono na primeira vaga que vejo e pego meu copo de café e minha mochila, saindo do carro e indo em direção aos alunos que estavam em forma de roda observando algo.

Reviro meus olhos ao ver que no centro daquela rodinha idiota estava a tal Natalia, com mais uma garota ruiva ao seu lado, e na sua frente a mesma menina morena de ontem. Como eu sou meio desprovida de altura empurro alguns caras, que mais parecem armários de tão altos, para o lado e me meto lá na frente para poder observar melhor.

-Oq-oque vocês querem comigo?- a menina morena está visivelmente nervosa com toda essa situação. Ela olha com um jeito meio apavorado para todas essas pessoas, também não é para menos, já que devem ter mais de 50 pessoas olhando para ela nesse momento.

-Você não se lembra do que aconteceu ontem queridinha?- o tom de deboche é algo realmente notável no tom de voz da Natalia.- Qual é seu nome mesmo?- perguntou chegando  mais perto da menina.

-A-Alice.

-A-alice, voc-você não lem-lembra de on-ontem?- todos dão risada quando Natalia começa a gaguejar tentando imitar a tal Alice.

-Meu Deus. Supera isso garota. - falo para mim mesma em um sussurro. Mas acho que não foi tão baixo assim já que a menina histérica, vulgo Natalia, se virou de forma furiosa para o lado em que eu estava.

-Quem foi que disse isso?

-Eu! Por que?- digo agora falando mais alto e dando um passo em sua direção.

-Espera, você a menina nova que discutiu comigo na aula ontem, não é?

-Eu mesma. Agora será que você pode parar com seu showzinho idiota e deixar a menina em paz? Tá na cara que ela não derrubou a droga daquele suco em você de propósito garota.- disse tudo de uma vez, já estava de saco cheio dessa garota, isso que eu conheci ela ontem.

-Quem você pensa que é menina?

-Lauren Jauregui Styles, prazer.- digo de forma irônica.- Agora por favor, chega né meu anjo, ninguém mais aguenta esse teu showzinho.

-Mas que droga está acontecendo aqui logo cedo?

Uma voz grossa soou atrás de mim e praticamente todos arregalam os olhos. Me viro calmamente para trás e dou de cara com o Sr.Smith, diretor da escola e padrasto da Natalia. Pronto, agora a garota vai dar um escândalo e eu vou me foder, igual ontem na aula de história, tô até vendo.

-Bom dia diretor, tudo bom com o senhor?- perguntei tentando fugir do assunto. Na real eu nem sei qual é o assunto, eu só não quero me dar mal por ter tentado defender outra pessoa.
 

Alice On

-Bom dia diretor, tudo bom com o senhor?-Lauren, se não me engano era esse o nome que ela havia dito agora pouco, pergunta ao diretor certamente tentando mudar de assunto. Não queria que ela se desse mal por ter me defendido, ela parece ser uma garota legal.

-Estou ótimo senhorita, agora alguém pode me explicar qual o motivo dessa aglomeração toda?- ele realmente não parece estar com paciência hoje, assim como TODOS os outros dias.

-Sabe senhor…-

-Sr.Smith.- um garoto chegou correndo a onde nós estávamos, ele parecia ofegante.- Acho que alguém está pichando o muro da frente novamente.

-MAS QUE DROGA.- ele está ficando vermelho, aposto que se ele tivesse cabelos ele estaria os puxando agora.- Senhoritas, irei resolver esse problema lá na frente e logo logo eu volto para saber direitinho o que estava acontecendo aqui.

-Sim senhor.- falo de forma baixa, tão baixa que acho que ele nem escutou.

-Hey, Alice.

-An, oi Kimberly?

-Vem, vamos embora daqui antes que ele volte.

-Mas ele disse p…..

- Alice, vamos logo. Cê sabe que se ele voltar e nós estivermos aqui, a Natalia vai falar coisas sem verdade alguma pra foder com a gente né?

-É, você tem razão.

A maioria dos alunos que antes estavam observando tudo já haviam ido embora, certamente para evitar confusões futuras para si.

-Obrigada Lauren.- me pronunciei novamente assim que começamos a andar em direção a entrada da escola.

-De nada Alice, aliás, pode me chamar apenas de Lau.

Apenas faço um sinal de positivo com a cabeça e nós continuamos a andar.

Enquanto ainda andávamos trocamos poucas palavras, ela apenas perguntou se estava tudo realmente bem comigo. Devo admitir que era legal estar ali conversando com ela, eu não tenho muitos amigos por aqui e passo a maior parte do tempo com minha prima Miley.

-Hey Alice, qual aula você tem agora?- ouço Lauren perguntar enquanto pega alguns livros no seu armário.

-Dois primeiros períodos são de literatura.

-Bom, então vamos indo né? Pelo visto temos bastante aulas juntas.

Eu não disse mais nada, apenas continuei andando ao seu lado e a guiando pelos corredores até a sala da Sra.Bernardes.

Ao chegarmos na sala, olho para as últimas carteiras e vejo minha prima sentada lá lendo um livro. Vou me aproximando dela calmamente com Lauren atrás de mim.

-Olá Miley.- digo assim que me sento no lugar vago ao seu lado.- Sente aqui Lau.- aponto para a cadeira na minha frente.

-Alice.- ela me abraça de forma desajeitada.- Como você está? Eu ouvi os cochichos pelo corredor sobre o que aconteceu agora a pouco.

-Eu estou bem Mili.- abro um mínimo sorriso.- Lauren se meteu na minha “conversa” com a Adams. Falou umas verdade para ela.- digo e aponto para Lauren que está sentada na minha frente.

-Oh, prazer Lauren.- as duas se comprimentam com um sorriso- Achei legal a sua atitude de defender minha prima.

-Ah, eu apenas não achei certo. Alice realmente não parece ter feito aquilo de derrubar o suco nela de propósito, acidentes acontecem a todo momento né? Meio tosco ela fazer aquele drama todo. Além do mais, ela não tem direito de tentar humilhar ninguém igual ela estava tentando fazer com Alice.

-Concordo plenamente senhorita Lauren.- nós três demos uma risada.- Olha, gostei de você. Você é diferente da maioria das garotas por aqui.

As duas começaram então a conversar animadamente sobre variados assuntos. Dava pra ver que era o início de uma boa amizade.
 

Zayn On

Londres

07:30 p.m.

-... so love me like you do, lo-lo-love me like you do…(Então me ame como só você faz, me ame como você faz)- pisco os olhos diversas vezes tentando me acostumar com a claridade. Havia acordado com a voz de alguém cantando, porém eu estou sozinho em casa.

-...love me like you do, lo-lo-love me like you do…(Me ame como só você faz, me ame como você faz)- ouço novamente alguém cantar, dessa vez estava mais alto.

Caminho calmamente em direção a sacada de meu quarto, destrancando a porta e tendo a visão de uma garota sentada na sacada de frente para a minha.

-...touch me like you do, to-to-touch me like you do…(Me toque como você faz, como só você faz)- ela cantava calmamente tentando acertar as notas no violão.

A mesma ergue o rosto para tirar o cabelo que há estava atrapalhando, ela tinha olhos verdes e um cabelo num tom de castanho escuro. Vejo ela abrir um enorme sorriso ao acertar uma nota e logo em seguida cantar a última parte da estrofe.

-...what are you waiting for…(Pelo que está esperando?)- assim que ela termina de cantar começo a bater palmas levemente, mas mesmo assim ela levou um pequeno susto.

-Você canta muito bem.- digo calmamente enquanto me escoro na grade de proteção da sacada.

-Obrigada Zayn. Há quanto tempo está aí?

-Pouco tempo.- dou de ombros.-  Mas então quer dizer que Lauren Jauregui Styles ainda lembra de mim?-  um pequeno sorriso surge no meu rosto.

-Como eu esqueceria de Zayn Malik?- um sorriso escapa de meus lábios.- Não são todos os amigos do meu irmão que já me derrubaram de uma árvore.

-Poxa- soltei uma leve risada.- Não tinha uma lembrança melhor de mim não Lau?

-Relaxa Malik. Tenhos ótimas lembranças da nossa infância.- ela abaixa a cabeça e posso ver algo parecido com um sorriso se formando em seus lábios.

-Mas então, vejo que finalmente conseguiu aprender a tocar violão? Eu tentei te ensinar várias vezes e todas foram fracassadas.

-Convenhamos que você não era um professor muito bom.- ela me olha sugestiva e ri.- Faz pouco tempo que eu consegui aprender, mas ainda me perco toda quando vou tentar tocar.

-Você toca bem Lauren, é só você praticar mais. Se quiser posso te dar algumas dicas.

-Vou pensar a respeito.- ela me dá uma piscadela.- Agora se me der licença.- ela se levanta e vai até a porta que liga a sacada ao seu quarto.- Vou trocar de roupa e ir até alguma lanchonete. Até qualquer hora Zayn.

-Ah, tudo bem. Até mais.-  ela sorri e entra em seu quarto. Pela cortina consigo ver sua sombra andando pelo quarto. Suspiro pesadamente antes de chamar seu nome.

-Ei, Lauren.- ela não demora muito a aparecer, colocando só a cabeça para fora da porta. Uma de suas sobrancelhas está erguida e ela tem um olhar de dúvida.- Gostaria de, hã, uma companhia?- coço a cabeça, estava nervoso. Me sinto como na sétima série novamente.- Sei lá, pensei que gostaria de uma companhia. As noites de Londres são bem solitárias.- ela parece pensar por alguns segundos.

-Eu adoraria sua companhia Zayn.- um sorriso sincero surge em seu rosto.

-Ah, certo.- um sorriso involuntário se instala em meus lábios.- Vou me trocar e pegar as chaves da moto. Te encontro na frente da sua casa, tudo bem?- ela apenas faz um sinal positivo com a cabeça e entra novamente em seu quarto.

Entro em meu quarto também e pego a primeira roupa que encontro na minha frente. Saio caçando as chaves da moto por todo o meu quarto, sem muito sucesso devo admitir.

Encontro as chaves dentro da minha mochila, que estava na sala. Lauren estava em frente ao portão da minha casa quando eu saio e tranco a porta. Seus cabelos balançavam conforme o forte vento e ela segurava com força sua jaqueta.

-Vamos?- digo parando ao seu lado e lhe estendendo um capacete.

-Vamos.- ela sorri e pega o capacete de minha mão, logo o ajeitando em sua cabeça.

Coloco meu capacete também e subo na moto, lhe ajudando em seguida. Sinto seus braços apertando levemente minha cintura quando acelero e saio pelas ruas movimentadas de Londres.



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