História My Enemy, My Ally - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kai, Kris Wu, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Casamento Arranjado, Chanyeol, Drama, Exo, Love&hate
Visualizações 269
Palavras 3.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hieeee~!
Já é meia-noite, feriado tá aí e pra comemorar, um capitulo!
Boa leitura~

Capítulo 21 - Twenty-one;


– Não, você não vai! – Sunhee exclamou nervosa, batendo na mesa de mármore branco. Haera abriu a boca. – Filha minha não vai trabalhar em empresa de outra pessoa! Não e ponto final, Haera! Eu não criei você para trabalhar para alguém.

– Mãe, esse é meu sonho! Eu estudei pra isso! – Exclamou de volta. Sunhee balançou a cabeça.

– A não ser que você queira ser mandada para a Austrália, é melhor tirar essa ideia da cabeça. – Cuspiu as palavras sem pensar uma segunda vez. Haera olhou para o pai, que apenas lhe deu um olhar triste.

– Eu não posso fazer nada, princesa. – Ele disse. Ela concordou com a cabeça, suspirando.

– Okay. – Pegou sua bolsa e deixou o restaurante. Ignorou seu pai lhe chamando múltiplas vezes. Sentia que seus pais tinham acabado de jogá-la um balde de água fria sem dó nem piedade.

 

 

– ELA FEZ O QUÊ?!

– Chanyeol, não precisa gritar. – Coçou o ouvido, o encarando. O rapaz não pareceu se arrepender de estar exaltado.

– Como… Como ela pôde?! – Ele exclamou. – Ela não está pensando! Deixa eu falar com eles… Ela me adora, você sabe. Não desiste, Hae. – A última frase foi menos alta e mais como um sussurro.

Haera suspirou, correndo os dedos pelo cabelo.

– Não… Deixa pra lá… Vai aparecer outra oportunidade dessas. – Disse. – Não precisa falar com os meu pais, ele vão achar que foi eu que te mandei e isso só vai piorar as coisas. – Chanyeol sentiu seu peito doer. Haera estava tão feliz e seus pais apenas jogaram fora sua felicidade como se ela fosse uma estranha. E como sempre, ela tinha que agir como se não fosse algo tão grande. Tentou chamá-la, mas era tarde demais, ela havia se fechado para o mundo.

– Onde você tá indo? – Ele perguntou, assistindo enquanto ela pegava as chaves da mesa de centro.

– Eu vou passar no hospital… Tenho uma consulta com a Dra. Jung… – Sorriu fraco, se virando e caminhando até a porta. – Depois eu vou no aeroporto… Eu volto à noite… – Anunciou antes de entrar na garagem. Chanyeol fechou os olhos, suspirando alto.

Haera entrou no carro e jogou a bolsa no banco do passageiro, fechou a porta e reclinou a cabeça no encosto, batendo no volante e fechando os olhos com força. Tentou não pensar nos acontecimentos de mais cedo, não tinha a luxúria de se estressar sobre coisas das quais não tinha poder sobre. Suspirou e deu a partida, deixando a propriedade.

O caminho até o hospital foi quase como automático. Quando percebeu, já estava na recepção. As enfermeiras lhe ofereceram sorrisos simpáticos e acompanharam até a o terceiro andar. Dra. Jung já estava esperando em seu consultório junto de Mirae, que aproveitou o final de seu turno para acompanhar a amiga.

Ela entrou e se sentou em frente à mesa. Um silêncio esmagador caindo sobre a sala por aproximadamente um minuto. Daehee esperava que Haera a questionasse, como estava acostumada com suas outras pacientes, mas a jovem não tinha nenhum interesse. Mirae foi a primeira a falar algo, juntando as mãos e pegando o livro que descansava sobre a estante de metal.

– Bom, você deveria estar quase nas oito semanas… Então vamos ver os sintomas? – Ela perguntou, olhando para Daehee, que concordou com a cabeça.

– Ah, sim… É normal para muitas mulheres começarem a experienciar dores, principalmente no bico dos seios… E é agora que os enjôos matinais começam… – Ela começou a explicar, Mirae abriu o livro na seção da oitava semana, o colocando sobre a mesa. Haera encarou a pequena ilustração de um ultrassom no canto superior da página.

Seu cérebro se desligou, as vozes se borraram, tornando-se apenas ruídos. Não havia nada de especial em sua mente, era exatamente isso que a incomodava. Apesar de ser estressante, ter vários pensamentos acontecendo ao mesmo tempo era apenas... normal, enquanto não ter nada era inquietante.

– Acho que é isso… – Daehee sorriu para ela. Haera piscou várias vezes, levantando o olhar. O relógio cor-de-rosa ao lado do computador a dizia que já havia se passado trinta minutos. Sorriu de volta.

– Obrigada. – Mirae a assistia com um olhar preocupado.

– Boa sorte, Haera. Nos vemos em duas semanas. – A jovem agradeceu novamente, se levantando. Mirae lhe seguiu até a porta.

– Eu tô faminta. – Comentou assim que deixaram o consultório. – Tem uma tenda de ddeokbokki não muito longe daqui… – Ela sorriu, puxando o braço da amiga que não pôde resistir. Desceram até o estacionamento e decidiram deixar o carro ali. Era apenas algumas ruas abaixo e uma caminhada cairia bem.

Conversaram sobre assuntos banais e fofocaram sobre os colegas de trabalho de Mirae, comentando sobre como a Sra. Kim ‘totalmente tem um caso com o legista’. Ao chegarem na barraca, a senhora de idade lhes cumprimentou com um sorriso simpático.

– Mirae-yah, o mesmo de sempre? – A jovem sorriu, puxando uma cadeira para Haera e se sentando em seguida. Serviu os pequenos copos plásticos com água e devolveu a jarra ao lugar.

– Não sabia que você gostava tanto assim de ddeokbokki… – Haera riu, tomando um gole d’água.

– Tá brincando? É barato e fica perto do hospital… Eu sou pelo menos 60% arroz agora. – Elas riram. Logo, a senhora trouxe duas bandejas cheias com os pequenos bolinhos cobertos de caldo, a fumaça ainda subia. Voltou à cozinha e trouxe duas tigelas de arroz fresco e uma de sopa de miso. Agradeceram e atacaram a comida, murmurando palavras de satisfação entre mordidas.

– Você se resolveu com o Ji Hoon? – Haera perguntou. Mirae Hesitou, mordendo a ponta dos pauzinhos e desviando o olhar. A amiga suspirou. – Vou tomar isso como um não… – Tomou um gole d’água. – Por que ele tá agindo assim? Não é como se vocês fossem casados… Ele se meteu nessa sozinho… – Resmungou.

– Sunbae é inseguro por culpa da ex-mulher… Ele não é de se apaixonar e aí, quando finalmente acontece…

– Ele descobre que o mundo segue em frente e não vai parar só porque ele não tem coragem de se confessar. – Haera finalizou a frase, cruzando os braços. Mirae fez bico.

– Pensa no lado dele. – Tentou convencer a amiga. – E se você tivesse uma paixonite… E se confessar talvez mudasse por completo a dinâmica do seu relacionamento? Ou pior ainda, e se acabasse com seu relacionamento, mas vocês se vêem todo dia então não tem escolha? – Argumentou. Haera manteve-se quieta, o olhar parado sobre o chão, o que Mirae teve como uma vitória. – Ele ainda pede pros outros mandarem recados invés de vir falar comigo… Eu não sei onde pôr a cara. – Cobriu o rosto com as mãos, suspirando pesadamente.

– Não foi tua culpa… Coisas assim são inevitáveis. Não estressa. – Sorriu, pegando um dos bolinhos e tentando achar sua boca através das mãos. Mirae mastigou com uma expressão triste.

– Vamos mudar de assunto. – Levantou a cabeça, pegando mais um bolinho e mastigando. – Que horas você vai encontrar a diretora da W Korea? – Perguntou, pegando uma colher grande de arroz e enfiando na boca. Haera torceu o nariz, desviando o olhar.

– Eu não vou hoje. – Mirae franziu o cenho, jurava que a amiga havia dito “amanhã”. Engoliu antes de questionar.

– Que dia você vai? – Ela suspirou pesado.

– Eu não vou.

– Não vai precisar se encontrar com ela? Bom, menos trabalho. – Riu, pegando outra colherada e murmurando satisfeita com o gosto. – Então, quando você vai começar a trabalhar na W Korea? – Gostava de se referir à empresa com seu nome completo todas as vezes. Lembrava de como isso era algo grande e importante. Talvez abrisse portas à Haera.

– Eu não vou trabalhar na W Korea. – A garota a sua frente parou por completo. – Não sei se é a melhor escolha pra mim… E se surgir algo melhor e eu tiver presa a eles? – Comentou, rindo fraco. Mirae colocou os talheres de lado, engolindo a massa de comida em sua boca.

– Foi sua mãe, não foi? – Haera xingou mentalmente sua amiga por conhecê-la tão bem. Ao ter nada além de silêncio, Mirae sabia que estava certa. – O que ela disse? – Haera suspirou derrotada, não podia esconder nada dela.

– Que não criou uma filha para ela trabalhar para outra pessoa…

Ela deu um tapa na mesa, assustando a senhora que limpando a mesa ao lado. Se desculpou antes de virar de volta à amiga.

– Ela não tem esse direito. – Afirmou, incrédula. Correu os dedos pelo cabelo, balançando a cabeça. Ainda não conseguia processar sua raiva. Sunhee não tinha o direito de ditar a vida da filha. Não ainda mais do que já fazia. Era injusto. Já havia jogado-a em um casamento arranjado antes mesmo dela ter idade para falar. – Por que… Por que isso tinha que acontecer com você…? – Murmurou, nervosa. Suspirou pesado. Haera se mexeu em seu assento, desconfortável. Não gostava de falar sobre sua família. Trazia memórias não tão agradáveis.

– Tudo bem… – Ela sorriu, confortando a amiga. – Você sabe que eu sou Kim Haera. Se eu quisesse mesmo entrar pra W Korea, já tinha feito isso há muito tempo. – Disse, rindo e jogando o cabelo por cima do ombro.

Ela mesma não tinha mais certeza sobre sua afirmação.

 

 ✖ ✖ ✖

 

A partida de Jungmin fora suficiente para fazer Haera se emocionar. Havia derramado algumas lágrimas no caminho até o aeroporto. O que a fazia imaginar como Minseok e HeeJin estavam. Ao sair do carro, foi recebida por seu sobrinho que estava tomando um copo de café perto das lojas. Ele sorriu para ela.

– Jungmin-ah! – Choramingou, abrindo os braços. O rapaz riu baixo, colocando o celular no bolso.

– Yah! Tudo aqui é caro demais… – A jovem comentou, se juntando ao rapaz. Arregalou os olhos ao ver Haera. – Unnie…

Haera engasgou-se com sua saliva, andando em passos rápidos até os dois. – Sunmi?! O que você tá fazendo aqui? Com malas? Não me diga… – Arregalou os olhos, despejando o questionamento confuso. A garota se encolheu, juntando as mãos. Jungmin riu, confiava na irmã postiça e seu julgamento.

– Sunmi disse que sempre quis estudar no exterior e ela tem um currículo acadêmico incrível... Então eu convidei ela pra fazer um semestre como teste comigo. Só precisei de um e-mail com o histórico dela e eles já abriram as portas. – Ele riu.

– Unnie, por favor, não conta pros meus pais… – Ela implorou.

– Eles não sabem que você vai para os Estados Unidos? – Haera arregalou os olhos. Nari já era escandalosa por si só. E sabendo que fora Jungmin quem convenceu Sunmi a ir para os EUA, a senhora era capaz de bater em HeeJin e Minseok por ter criado um filho tão mal à ponto de levar sua filhinha ao mal-caminho.

– Eles nunca iriam me deixar ir… Então eu meio que fugi. Unnie, por favor, isso é muito importante pra mim… – Ela mordeu o lábio inferior. A decisão havia sido feita de última hora, mas sabia que algo no fundo ansiava por aquilo há muito tempo.

– Você contou pra Mirae? – Negou com a cabeça.

– Eu tava planejando contar assim que eu chegasse lá… Eu sei que ela me apoiaria, mas eu também sei que se falasse com alguém eu iria acabar desistindo. – Murmurou, brincando com a alça da mochila.

– Okay, eu vou manter segredo. Desde que você estude bem! – A garota sorriu, fazendo continência.

– Sim, senhora! – Eles riram.

– Mas como você vai esconder isso da minha mãe? Ela com certeza iria contar. – Se virou para Jungmin, que coçou a nuca nervoso.

– Eu não tinha pensado nessa parte… – Ele confessou.

Não era típico de Jungmin fazer decisões precipitadas. Mesmo quando pequeno, era responsável e cuidadoso. Fazia uma lista com os brinquedos que queria e ponderava se valia a pena ou não adquiri-los. Observava por meses se ainda os queria depois da vontade momentânea passar e só então, se ainda os via com tanta admiração como antes, pedia para seus pais com uma carta bem escrita.

– Jungmin-ah! – Cruzou os braços. – Minnie sabe disso? – Ele negou com a cabeça.

– Eu só comentei que ia viajar com uma amiga, mas não disse quem era… Você acha que eles vão contar? – Haera mordeu o lábio inferior. Sunmi entrou em pânico.

– E agora? O que eu faço…?

– Vocês vão ter que embarcar separados… Minnie provavelmente vai te acompanhar até o portão, eu posso enrolar minha mãe para que ela não vá junto… Mas acho que se ela te ver, ela reconhecerá… – Suspirou. – Yah, vamos. – A puxou pela mão. Tanto a garota como Jungmin arregalaram os olhos.

– Onde?

– Eu vou te comprar um par de óculos e um boné talvez… Qualquer coisa pra te esconder… Suas roupas gritam Lee Nari.

– Uh… Não precisa… É só eu embarcar na frente… – Ela se soltou, murmurando timidamente.

– Tá brincando? Se sua mãe chega aqui vai rolar uma carnificina! Eu quero meu sobrinho inteiro e não em pedaços. – Ela brincou. – Minnie e HeeJin estão chegando, se eles te virem vai demorar pra explicar. – Sunmi concordou com a cabeça. – Se eles chegarem antes, fala que eu tô em alguma loja. – Jungmin fez continência.

Haera arrastou a garota até a loja de roupas mais próxima. Olhando algumas peças em seu tamanho.

– Para um vôo, algo confortável… – Pegou um par de leggings pretas e checou o tamanho, sorrindo satisfeita. – Essas devem te servir. Que tal uma blusa de moletom? Ou você prefere roubar uma do Jungmin? – Ela riu, colocando uma camiseta de volta na rack. Sunmi corou. Haera escolheu uma camisa xadrez e uma camiseta branca para lhe dar um ar mais jovial, o que diferia do ar Barbie Doll que Nari encheu seu armário com.

– Unnie… Isso é muito caro… – Ela sussurrou. Haera riu, procurando tamanhos menores para a camiseta.

– Eu disse que ia pagar. – Afirmou, a entregando a peça. – Não se preocupe com os preços… Por que você não vai provar? Eu espero aqui. – Apontou para um dos provadores. Sunmi acenou com a cabeça, entrando no provador e puxando a cortina. Jogou a mochila no chão e começou a se livrar de suas roupas.

– Unnie… – Murmurou, encarando seu reflexo no espelho.

– Mhm?

– Você acha que eu tô fazendo a coisa certa? – Perguntou. – Quero dizer, ir aos Estados Unidos… Por seis meses… Minha mãe vai ficar louca... O que os repórteres vão falar pro meu pai se ele não souber o paradeiro da própria filha… Será que eu não deveria desistir?

– Até agora você só falou das outras pessoas e não me disse o que você quer fazer… Sunmi-yah… Você quer estudar em Stanford? – Perguntou. A garota pausou. Queria realmente fazer isso? Estaria em outro país, sem conhecer ninguém lá. Sua mãe a tratava como uma boneca e dizia que ela podia fazer o que quisesse, mas não é como se deixasse muitas opções na mesa. Admirava a irmã do meio por se aventurar no mundo com cem dólares no bolso e muita força de vontade. E agora, era uma médica renomada mesmo antes de ser oficialmente uma doutora. Talvez o destino fosse tão gentil com ela também.

Nunca pensou em uma faculdade antes. É claro, havia coisas que gostava de fazer, mas fazer uma coisa só pelo resto da vida? E se descobrisse que não gostava tanto quanto achava vinte anos depois? E se ela já tivesse uma família e não podia parar de trabalhar ou mudar de carreira? Ficaria presa naquela rotina até a aposentadoria?

E se não chegasse tão longe assim? E se três meses no semestre percebesse que havia cometido um erro horrível, como voltaria para a Coréia do Sul sem dinheiro ou contato com os pais?

Era realmente isso que estava prestes à fazer?

E a resposta era sim.

Não tinha tanta certeza sobre isso ou sobre como resolveria qualquer coisa, mas seu coração gritava sim.

– Sim… Eu quero ir pra Stanford! – Ela exclamou. Haera riu. – Eu quero comer Corn Dogs e assistir às aulas. Eu quero andar de bondinho em San Francisco e ver o letreiro de Hollywood… – Afirmou, colocando a camiseta e puxando a cortina.

– Então faça-os! – Haera exclamou, pegando suas roupas antigas de sua mão e as dobrando com cuidado. Sunmi sorriu como uma criança que havia acabado de receber um doce. – Vamos levar. – Virou para umas das atendentes, entregando-a seu cartão de crédito. Ao notar a cor escura, a jovem arregalou os olhos.

Ela olhou os óculos pendurados ao lado da caixa registradora e sorriu, escolhendo um par com o aro dourado. Puxou Sunmi e os colocou. A garota sorriu, ajeitando a armação sobre seu nariz. – Ficou ótimo! Vamos levar. – Disse à caixa que sorriu, adicionando o preço. Sunmi a encarou e antes que ela pudesse se queixar sobre o total do look, Haera a interrompeu. – O que você acha de uma touca? Te dar um ar bem jovial. – Ao ouvir as palavras, uma das atendentes que estava na espera se apressou e puxou a rack de acessórios. A mais velha escolheu algumas cores, testando a harmonia enquanto Sumin assistia, curiosa e hesitante. Escolheu a preta e já a colocou na cabeça da garota, ajeitando os fios castanhos em seguida.

Depois de pagar, Haera a arrastou até a loja ao lado, colocando os olhos sobre os itens e sorrindo. Sunmi os olhava com admiração, reconhecia vários do objetos, lembrava de tê-los visto no quarto da irmã mais velha. Mas sua relação havia parado ali. Haera pegou um batom vermelho e o passou em sua mão, lhe mostrando a cor.

– O que acha? Ficaria lindo em você. – Perguntou, a entregando o pequeno vidrinho.

– É muito bonita…Essa cor. – Ela murmurou timidamente, olhando a ponta do pincel de esponja. – Mas não é pra mim… – Forçou um sorriso fraco, devolvendo o item ao seu lugar.

– Por que você não testa? – Haera perguntou, virando um dos espelhos para ela.

Sunmi hesitou. – Eu… Não fico boa de batom e… Eu não sei usar maquiagem… – Dispensou a ideia, rindo nervosa.

– Nada te impede de tentar. Como você sabe que não fica bom em você se não testou? – Haera sorriu, a garota hesitou. – Vem cá. – Virou o rosto da garota e aplicou a cor em seus lábios. Sunmi se virou para olhar seu reflexo e pausou por um momento. Não reconhecia a garota no outro lado. Não, não era isso. Reconhecia ela, de muito tempo atrás. A garota que tinha coragem de tentar coisas novas. A garota que sempre quis ser. – Eaí?

Ela sorriu.

Haera tomou seu sorriso como um sim. Pegou mais algumas cores e foi até o caixa, embalando todas em uma pequena sacola enquanto Sunmi esperava na entrada.

– Unnie… Obrigada. – Ela sorriu, abraçando Haera. – Eu acho que se você não estivesse aqui comigo eu teria saído correndo já… – Riu baixinho. Haera colocou seu braço ao redor do ombro da garota. – Eu vou sentir sua falta… E da Mirae unnie também...

– Mhm… Você tem que prometer pra mim que vai estudar muito e acima de tudo… – Pausou, levantando o dedo. – Se divertir. Não se preocupe tanto com se encaixar nas expectativas das pessoas ao seu redor e se divirta o máximo que puder.

 – Minha mãe sempre me diz que eu vou sofrer agora pra vida ficar melhor no futuro… – Ela fez bico. – Se eu desistir da minha vida social agora, no futuro eu vou poder sair com meus amigos quando quiser...

– Sunmi-yah, não se preocupe com as consequências… Viva sua vida como seu coração manda, não importa o que seus pais digam… Você só tem uma vida, viva com cuidado. – Aconselhou, bagunçando seus cabelos embaixo da touca.

– Unnie, por que você fala como se não tivesse mais uma vida pela frente? – Sunmi virou o rosto para encará-la com mais clareza. – Você é só dois anos mais velha que o Jungmin… Você só tem vinte e três anos e já achou o amor da sua vida, seu casamento é perfeito e você está esperando seu primeiro filho! É uma vida e tanto. – Riu.

– É… É uma vida e tanto.


Notas Finais


*risca* Feliz dia dos pais pro Chanyeol *risca*
Obrigada por ler!
Até o próximo capítulo~


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