História My Family - Segunda Temporada - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 82
Palavras 1.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


SEGUNDA TEMPORADA COMEÇOU
Eu fiquei tão ansiosa pra postar mas não deu pra começar ontem porque eu cheguei tão cansada da viagem e a continuação vai ser só na sexta

Vamos aos detalhes:

-a partir da próxima semana as atualizações continuam nos mesmos dias
-eu não contei toda a história, algumas coisas são ser reveladas com o decorrer dos capítulos (prestem bastante atenção no terceiro capítulo que vocês acertam uma das teorias)
-fiz umas mudanças na história ontem e eu ainda tô meio perdida com isso ~~aceito sugestões
-inclusive eu criei um novo personagem chamado Matheus que eu ainda não consegui encaixar direito na história

E é isto
~~fer

Capítulo 1 - A filha rebelde


Um acidente de avião mudou os rumos de Helena. Carlos acreditava que ela tinha morrido o seu o corpo jamais havia sido encontrado, chorando todos os dias por um bom tempo. Enquanto isso, Helena resolveu ficar longe de tudo e de todos, mesmo vivendo angustiada por esconder algo tão importante de Carlos. Ela sobreviveu ao acidente que matou mais de cinquenta pessoas naquela viagem de São Paulo para Lisboa e depois resolveu embarcar para Miami. Helena criou sua filha, Nicole, sozinha até a menina completar cinco anos de idade. Nessa época, ela se casou com Pedro, quem passou a considerar a garota como uma filha. 

Mas, Nicole nunca se deu bem com a própria mãe. Helena sempre exigia que a menina chamasse o padastro de pai e ela se recusava a fazer isso. Apesar desse conflito, Pedro sempre se deu bem com Nicole, dizendo que a garota tinha todo o direito de não considerá-lo como um pai e que fazia questão de ser apenas um amigo dela. Nicole cresceu amargurada e revoltada com Helena por ela sempre lhe esconder a identidade do seu pai. As duas não se dão muito bem e as brigas dentro de casa são constantes entre elas. 

Nicole tinha acabado de completar dezoito anos quando a família resolveu sair dos Estados Unidos e foram viver em Brasília. O pai de Pedro tinha falecido e ele teria que assumir os negócios da família no Brasil, além de querer ficar mais perto de seu filho biológico, Matheus, fruto de seu primeiro casamento.

A família sempre teve um excelente estabilidade financeira. Tinham se mudado para uma mansão luxuosa, bem mais espaçosa que a casa onde moravam em Miami. Era um dos imóveis que faziam parte da herança que Pedro herdou do pai.

— Pedro, eu quero que você seja bem sincero comigo e olhe no fundo dos meus olhos— Nicole interrogava o padastro — Você sabe quem é o meu pai?

— Não, claro que não. 

— Você é casado com a minha mãe, ela já deve ter te falado muitas coisas sobre o passado dela.

— Helena não é uma pessoa que costuma falar do passado e eu entendo isso. Ela deve ter sofrido muito e não quer contar tudo o que sofreu.

— Mas isso não é justo comigo — Nicole aumenta o tom de voz — Como ela pode esconder isso de mim? E você tem ficar do meu lado. Você sempre disse que eu tenho razão, que eu tenho direito de saber quem é o meu pai.

— É claro que eu entendo você, meu anjo. Mas, pensa bem, você não tem medo de se decepcionar? De repente o seu pai pode ser uma pessoa má.

— Medo de me decepcionar? Eu já me decepcionei com a minha mãe todos esses anos.

— De novo essa conversa, Nicole? — diz Helena assim que ouve a conversa dos dois — Eu já disse pra você parar de insistir nesse assunto. 

— Não, eu não vou parar. Você tem que pelo menos falar quem é o meu pai, onde ele vive, o que faz da vida.

— CHEGA, NICOLE! EU JÁ TE DISSE QUE PAI É QUEM CRIA E QUEM CRIOU VOCÊ TODOS ESSES ANOS FOI O PEDRO! — Helena discutia aos gritos.

— Helena, eu já te disse que eu não exijo que a Nicole me chame de pai. Se ela quer conhecer o pai, tem direito de conhecer, sim.

— Por que você defende essa menina que não passa de uma filha rebelde ao invés de ficar ao meu lado.

— Porque se talvez ela conhecesse o pai biológico, seria uma filha mais obediente. Eu já até aconselhei a Nicole a esquecer dessa história, mas se ela insiste, talvez seja melhor conhecer.

— Se eu não passo de uma filha rebelde, é melhor não continuar mais nessa casa.

Nicole saiu da sala de estar, encaminhou-se para o quarto, onde pegou algumas roupas, pôs na mochila e resolveu sair de casa. Sua relação com a mãe tinha se tornado um inferno porque Helena insistia em esconder o passado. Nicole havia resolvido sair de casa naquele exato momento, sem rumo, sem dinheiro, sem nada.

— Adeus, mãe! Adeus, Pedro!

— Você não vai a lugar nenhum, Nicole — Helena tentou impedir Nicole segurando a filha pelo braço — Ficou louca? Você vai morrer de fome por aí.

— Melhor morrer de fome do que discutir com a minha própria mãe o tempo todo. Ah, o Matheus chega de viagem amanhã, digam que eu deixei um abraço pra ele — Nicole se retirou dali.

Nicole tinha deixado pra trás a vida confortável que levava.  Ela começou a caminhar pelas ruas da cidade durante aquela noite fria sem rumo algum. Começou a chover e ela se sentou em uma calçada, em frente a uma clínica, onde chorou ali no chão. As horas se passavam e ela acabou adormecendo naquele lugar, pois já estava cansada e sonolenta.

A madrugada já tinha chegado, por volta das duas da manhã. Vicente dirigia seu carro, voltando de uma boate, quando uma imagem lhe chamou atenção: ele não conhecia aquela garota que dormia na calçada, mas sentiu que precisava ajudá-la. Vicente estacionou o carro e foi em direção a ela. 

— Você tá bem? — ele tentava acordar a menina até que ela acordou.

— Hã... — Nicole olha para Vicente sem entender o que se passava — Não, não tá nada bem — ela se senta na calçada sentindo algumas dores por conta de ter dormido naquele chão gelado.

— Você precisa de ajuda? Se perdeu e quer voltar pra casa?

— Tudo o que eu menos quero é voltar pra casa agora.

— Por quê? — ele indaga.

— Não sei se é uma boa ideia falar da minha vida pra você.

— Pode confiar em mim, eu me chamo Vicente.

— Tá... A minha mãe casou com um homem quando eu tinha cinco anos. Ele é legal, mas eu não considero como pai e a minha mãe exige isso de mim. Eu sempre quis conhecer o meu pai, mas ela nunca fala nada dele e eu já cansei de brigar com a minha mãe por causa. A única solução foi sair de casa.

— Olha, eu nem sei o que te falar porque eu nunca passei por essa situação. O meu pai é casado com a minha mãe há muitos anos.

— Você não tem que se preocupar comigo, pode voltar pra sua casa e esquecer que eu existo.

— Nada disso. Eu te vi dormindo na calçada e senti que tinha que te ajudar.

— Você não tem como me ajudar.

— Bom, você pode dormir no meu apartamento e amanhã eu não sei mais. Eu moro sozinho, mas a minha família ia achar muito estranho que do nada eu dividisse o meu apartamento com uma garota. 

— Dormir no seu apartamento?

— Só uma noite. Eu vou ficar com a minha consciência pesada se deixar você dormindo nessa calçada. Vem, por favor — Vicente estende a mão para levantá-la e Nicole acaba aceitando a ajuda — Se não quiser falar o seu nome também, eu não vou ficar chateado.

 



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