História My Family - Segunda Temporada - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.931
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


HEYY GENTEE
eu ia postar só amanhã mas não me aguentei e postei hoje mesmo porque esse é um dos meus capítulos preferidos, acreditem mas eu escrevi TRÊS VEZES
sobre o Vicente: na moral perdoem, ele é esperto mas às vezes complica as coisas que nem parecem ser TÃO difíceis
hoje vocês já vão começar a entender algumas coisas (tem um teoria aqui bem fácil que é pra vocês acertarem)

PRÓXIMO CAPÍTULO VOCÊS JÁ VÃO ENTENDER MELHOR
tem Gabi e Bernardo no próximo capítulo (palpites de quem são)
é isto
~~fer

Capítulo 2 - Namorada de mentira


No capítulo anterior:

— Não sei se é uma boa ideia falar da minha vida pra você.

— Pode confiar em mim, eu me chamo Vicente.

— Tá... A minha mãe casou com um homem quando eu tinha cinco anos. Ele é legal, mas eu não considero como pai e a minha mãe exige isso de mim. Eu sempre quis conhecer o meu pai, mas ela nunca fala nada dele e eu já cansei de brigar com a minha mãe por causa. A única solução foi sair de casa.

— Olha, eu nem sei o que te falar porque eu nunca passei por essa situação. O meu pai é casado com a minha mãe há muitos anos.

— Você não tem que se preocupar comigo, pode voltar pra sua casa e esquecer que eu existo.

— Nada disso. Eu te vi dormindo na calçada e senti que tinha que te ajudar.

— Você não tem como me ajudar.

— Bom, você pode dormir no meu apartamento e amanhã eu não sei mais. Eu moro sozinho, mas a minha família ia achar muito estranho que do nada eu dividisse o meu apartamento com uma garota. 

— Dormir no seu apartamento?

— Só uma noite. Eu vou ficar com a minha consciência pesada se deixar você dormindo nessa calçada. Vem, por favor!

Vicente:

Quando saí do quarto, depois de me arrumar, a menina já tinha se levantado e estava sentada no sofá da sala cantando. A linda voz da garota me encantava que eu não poderia fazer outra coisa a não ser ficar parado em pé, de costas para ela, apenas admirando a menina.

Please have mercy on me
Take it easy on my heart
Even though you don't mean to hurt me
You keep tearing me apart
Would you please have mercy
Mercy on my heart
Would you please have mercy
Mercy on my heart​

— Parabéns! Você canta muito bem — revelo que estava observando.

— Ah, que vergonha! — ela coloca a mão esquerda na testa — Você tá falando isso só pra me animar.

— Não, você realmente tem uma voz linda — sento-me ao lado dela no sofá.

— Obrigada, Vicente! — ela sorri de canto — Eu aprendi a cantar e tocar piano com a minha mãe. Ah, e por falar na minha mãe, você deve ter ficado curioso... Quer saber o que eu vou fazer da vida a partir de hoje.

— É, eu quero saber mesmo. Se eu pudesse eu até deixava você ficar aqui, mas a minha família não vai achar uma boa ideia. Eu moro sozinho, mas de vez em quando o meu pai, ou a minha mãe aparecem por aqui.

— É claro que eu entendo você. Eu agradeço por ter se importado comigo sem me conhecer — ela segura minha mão e sorri — Eu pensei bem e achei melhor voltar pra casa. A relação com a minha mãe nunca foi das melhores, mas eu posso continuar assim. Pelo menos eu me dou bem com o meu padrasto.

— Posso te levar na tua casa.

— Posso me olhar no espelho? — ela se levanta do sofá, ajeitando sua saia — É que ontem à noite você disse que tem um espelho grande no seu quarto. 

— Pode, sim. É importante que eu tenha um espelho grande no meu quarto, tenho que me admirar esse homem tão lindo que sou eu mesmo — rimos juntos.

A garota passou alguns minutos dentro do meu quarto. Certamente estava tirando um monte de fotos e iria gostar só de uma. Enquanto isso, eu estava na sala, liguei a TV e continuei frente a ela, sentado no sofá. Foi quando escutei alguns barulhos na porta, me levantei e caminhei até lá no exato momento em que vejo que é a Luana entrando ali.

— Por que você entra assim no meu apartamento? Poderia bater na porta — questionei.

— Bom dia pra você também, Vicente — Luana retrucou — Olha, não de preocupa que essa é a última vez que coloco os meus pés dentro desse apartamento. Toma! – Luana me entrega as chaves do apartamento que levou quando nos separamos – Eu só vim buscar algumas roupas que deixei aqui. Fiquei chateada, óbvio, por isso eu apareci só agora. Vou lá no seu quarto.

— Não, Luana... Espera... — levantei do sofá tentando impedir que Luana entrasse no quarto, mas foi inevitável.

— Ah, e quem é você? — Luana diz se referindo a garota.

— É minha... Namorada. Ela se chama... Nicole — falei o primeiro nome que me veio à mente, sem fazer ideia de como a menina se chama.

Falo a primeira coisa que me vem na mente mesmo sabendo que se trata de uma mentira e que aquela garota que eu mal conheço poderia me desmascarar na frente da Luana. Cruzei meus dedos e torci pra que ela não falasse nada que pudesse manchar ainda mais a minha reputação.

— Namorada... Essa pirralha aí — Luana debocha. 

— Onde se conheceram?

— Ah, foi na...

— Não quero ouvir você, quero ouvir a Nicole — Luana interrompe minha fala.

— Ah, é que eu conheço um amigo dele, um amigo que ele conheceu na faculdade — Nicole falou sem passar alguns segundos pensando, ou gaguear.

As palavras haviam saído da boca dela de uma forma tão natural que até eu acreditaria com facilidade. Eu de vez em quando inventava uma mentira, mas não sabia disfarçar tão bem quanto ela.

— Que amigo? Eu pensei que você não tinha mais contato com nenhum dos seus amigos do muay thai — Luana indagou novamente bastante curiosa.

— Ô, Luana! Você disse que veio aqui só pra buscar as suas coisas e que já estava de saída — pego a mala que ainda tem algumas roupas de Luana e entrego a ela — Já pode ir embora.

— Você tá me expulsando do seu apartamento?

—Tô pedindo pra você se retirar com a delicadeza e a educação que a minha mãe me ensinou.

— Ah, claro... Antes eu só vou dar um recado pra essa garota — Luana cruza os braços — Esse homem não presta e você só vai se decepcionar com ele — ela se retira do quarto e vou atrás dela até a porta.

— Precisava ter falado assim com a menina? — indaguei.

— Eu só falei que você não presta e isso não deixa de ser mentira, mas eu não detalhei nada do que você me fez sofrer e eu sei que essa garota é só mais uma que você vai fazer mil promessas e depois abandonar. Adeus! — Luana cruza porta levando suas malas.

Conheci Luana no primeiro ano do ensino médio, quando começamos a estudar juntos, mas só passamos a namorar no terceiro ano. Foi um relacionamento marcado por tantas idas e vindas, até que terminou definitivamente há uns oito meses. Cheguei a pedi-la em casamento e sai da casa dos meus pais quando comprei o apartamento, onde ainda moro, para que nós dois pudéssemos morar juntos. Quando o relacionamento chegou ao fim, sofri logo no início e superei algum tempo depois, mas,passado todos esses meses, não cheguei a ter um relacionamento sério com ninguém. Minha mãe insistia em me aconselhar. Ela acredita que eu posso assumir uma responsabilidade e ter juízo se um dia vir a me casar e ter filhos. Tanto para o meu pai, quanto para a minha mãe, a Luana seria a nora perfeita para eles e eu teria que arrumar um jeito de reatar esse relacionamento com o objetivo de agradar a minha família.

Se no momento Luana me odiava, ela teria que voltar a me amar. Eu precisava de um plano para reconquistar a Luana...

— Cadê a minha mochila? — a garota sai do quarto, visivelmente irritada e falando com um ar de grosseria.

— Você deixou aí — aponto para a mesa de centro.

— Por que você inventou essa mentira? — ela pega a mochila

— Deixa eu te explicar... Essa é a Luana, minha ex-noiva. A gente se separou faz tempo e só hoje ela veio buscar algumas coisas que ainda tinham ficado por aqui.

— Ah, claro... E resolveu me colocar no meio dessa situação. Você poderia ter me largado dormindo na rua que seria bem melhor

— EU NÃO PODIA FAZER ISSO! — grito já perdendo a paciência com ela — Desculpa se eu te coloquei nessa mentira, mas você acha que a Luana ia acreditar que eu te tirei daquela calçada só por que eu queria te ajudar?

— O problema é dela se acreditasse, ou não. Ou, por acaso vocês ainda tem alguma coisa e você deve satisfações do que faz?

— Claro que não, mas também não adianta eu te falar do meu passado com a Luana — ela caminha até a porta — Eu prefiro ir sozinha pra casa. Acho que sei onde é o caminho.

— Espera... Eu posso pelo menos saber qual é o seu nome?

— Pra sua sorte, eu me chamo Nicole. Sobre o meu nome você não mentiu, pensou em qualquer um na hora e acertou.

— Foi o primeiro nome que me veio na mente, inclusive na semana passada eu conheci uma Nicole.

— Ah... Que seja — Nicole revira os olhos — Eu não aguento mais olhar pra você. Até nunca mais! — ela sai, batendo a porta com toda a sua força.

 

[...]

 

Nicole:

Decidi voltar para casa, mesmo não querendo voltar porque a história se repetiria. Minha mãe ia passar o dia todo falando que eu não tinha condição nenhuma de me virar sozinha porque sempre convivi com ela e iria sofrer enfrentando o mundo lá fora. O jeito seria ficar trancada no meu quarto, colocar meus fones de ouvidos e escutar minhas músicas no último volume.

Peguei um táxi, gastando o pouco dinheiro que tinha, até porque eu não suportaria mais pegar carona com o Vicente e ter que olhar pra ele depois de me envolver na sua vida pessoal e confusões. Cheguei em casa e, antes de cruzar pela porta, respirei fundo, tocando a campainha. Esperei por alguns segundos e quem abriu a porta para mim foi o Matheus, que certamente tinha acabado de chegar de viagem.

— Bom dia, Nicole — ele me abraça — Eu senti saudades de você. Faz tanto tempo que a gente não se vê

— É verdade, a gente só se encontrava nas férias e agora você vai ter que me aturar todo dia — falo meio desanimada, apesar de estar feliz por ficar mais perto do meu (quase) irmão é amigo.

— O que foi? — ele nota meu semblante — Eu sei que aconteceu alguma coisa.

— Briguei com a minha mãe ontem... De novo. Eu tinha resolvido sair de casa, mas agora voltei. 

— De novo aquela história do seu pai? Eu já disse pra você desistir isso porque a Helena não vai te contar nunca.

— Ela vai ter que me contar, ou eu vou ter que descobrir sozinha. Eu sei que o seu pai é legal, ele me aguenta, mas eu tenho direito de conhecer o meu pai biológico e não é a minha mãe que vai tirar esse direito de mim.

— Eu só não quero que você se decepcione, viu!?

— Voltou rápido demais, não é mesmo? — disse minha mãe assim que me viu.

— É, voltei. Sentiu saudades? — falo sarcasticamente.

— Claro. Apesar de tudo você é minha filha, eu fiquei preocupada com você.

— Jura? Eu pensei que não.

— Nicole... — Mateus me repreende.

— Deixa, Matheus. Eu já tô acostumada com a Nicole. Eu só quero saber onde você passou a noite, filha.

— Dormi numa calçada até que um rapaz me ajudou e disse que eu poderia passar a noite no apartamento dele. Depois eu resolvi voltar pra cá porque não poderia morar de favor no apartamento dele.

— Meu Deus, eu não sei o que fiz pra merecer um filha louca! Onde já se viu dormir no apartamento de um desconhecido? Ele poderia te sequestrar, estuprar, enfim...

— Só aceitei uma ajuda, mas acredite que tá tudo bem comigo.


Notas Finais


ah, a música que a Nicole canta no começo do capítulo é Mercy do Shawn Mendes ~~escolhi essa música pq ela não saía da minha cabeça quando eu escrevi esse capítulo

cover de como eu imagino a voz da Nicole: https://www.youtube.com/watch?v=NW-1IpNTpxU


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