História My Family - Segunda Temporada - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 59
Palavras 1.916
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


CHEGUEEEIII
então, eu achava que só ia postar dois capítulos nessa semana mas acabei postando mais um pra acabar com a curiosidade
não vi ninguém comentar sobre a Luana no capítulo passado mas eu deixei uma dica de quem ela é ainda na primeira temporada
a maioria tá especulando que o Vicente pode ser irmão / primo da Nicole e hoje vocês vão tirar essa dúvida
falando em Vicente ele ainda tem um passado aí que eu não revelei (só lembrando que a Vitória não sabe) ~~inclusive tem duas bombas pra sempre reveladas antes do capítulo 10 (mini spoiler na área)
ah, a parte da Gabi e do Bernardo eu deixei nesse capítulo porque se eu fosse separar ficava muito pequeno (me perdoem se vocês encontrarem os nomes antigos deles por aí)
Maíra é um anjo com a filha, nem parece que sabe os podres da Letícia
e falem o que vocês acharam pfvv
~~fer

Capítulo 3 - A família


Fanfic / Fanfiction My Family - Segunda Temporada - Capítulo 3 - A família

Quando Vitória se casou, ela estava no seu primeiro mandato como vereadora na capital paulista. A partir de então, sua carreira na política foi crescendo aos poucos e ela se mudou para Brasília quando foi eleita deputada federal, estando, atualmente, no terceiro mandato.

Vitória é casada com Ricardo, um influente jornalista. Luana era fruto de seu primeiro casamento e quando se divorciou da ex-esposa, fez questão de cuidar da filha, além da mesma se apegar com sua madrasta quando tinha apenas quatro anos de idade. A mãe de Luana também casou novamente e faleceu quando deu à luz a Flávia, sendo que a meia-irmã de Luana também veio morar com Vitória ainda recém-nascida. Ágatha foi a primeira filha biológica de Vitória, que, atualmente, está com quatorze anos. Depois ela também teve gêmeos que se chamam Arthur e Lorenzo.

Carlos também resolveu se mudar para poder ficar mais perto da irmã mais velha, quando seus pais faleceram há cerca de seis anos. Ele casou com Letícia, sem nunca saber de seu interesse em subir na vida por meio de um casamento, pois Helena nunca teve coragem de revelar tal fato. Pouco tempo após se casarem, Letícia descobriu que não poderia engravidar, mas em uma de suas viagens trouxe consigo um menino chamado Bernardo, a quem o casal resolveu adotar.

Flashback on:

— Helena, você tá bem?

— Tá tudo bem, sim. Foi só um enjôo, mas já passou.

— Olha lá, hein. Se você não se sentir bem, eu posso te levar no hospital.

— Ah, não vai ser preciso. Já passou, eu tô bem.

Flashback off

— Vitória? Tá tudo bem com você? — Luana indagava sua madrasta, que estava sentada no sofá pensando no passado — Vitória? Você tá no mundo da lua? Eu tô no planeta terra.

— Ah... Oi, Luana — Vitória se deu conta de que sua enteada queria conversar com ela — Pode falar, querida. E essas malas?

— Fui buscar no apartamento do Vicente.

— Só agora? Já faz um tempo que vocês terminaram.

— É... Eu andei tão ocupada que só deu pra buscar agora — Luana optou por não contar sobre a mágoa que tem de Vicente. 

Poucas pessoas sabiam o motivo que levou ao término, até então definitivo, entre Luana e Vicente.

— Por isso eu notei que não tem usado algumas de suas roupas.

— É por isso. Ah, e você acredita que o Vicente tá namorando? É uma tal de Nicole que eu nunca vi na vida.

— Normal. Já faz um tempo que vocês terminaram, é normal que ele se apaixone por outra pessoa. Ah, e também seria bom se você conhecesse alguém, se apaixonasse de novo, enfim...

— Ah, eu não sei se é uma boa ideia. Eu preciso focar no meu trabalho por enquanto, eu quero ter uma carreira promissora.

— Pelo jeito você ficou com ciúmes de ver outra mulher no apartamento dele. Não vai me dizer que ainda tem esperanças de voltar com o Vicente?

— Não... Quer dizer, sim. Ah, eu não sei! A gente já terminou e voltou tantas vezes, mas eu acho que dessa vez foi definitivo. Daqui a pouco completa um ano e ele até tem outra, enquanto eu ainda nem superei direito.

— Não é tão fácil superar, Luana. Vocês começaram a namorar no ensino médio e esse namoro durou todos esses anos — Vitória se levantou do sofá — Agora, me dê licença, eu preciso conversar com o meu irmão. É um assunto muito importante.

— É por isso que você tava tão esquisita quando eu cheguei aqui... Seja lá o que for, eu espero que fique tudo bem.

 

[...]

 

Uma das últimas vezes que Vitória conversou com Helena, ela já sentia enjôos. Tantos anos depois, a irmã de Carlos lembrou daquela situação que antes tinha passado desapercebido por ela. Vitória pensou bastante naquilo e resolveu falar com Carlos. Ela queria desabafar e a pessoa mais confiável para se fazer isso seria seu irmão mais novo. A morte de Helena era uma incógnita, assim como a sua viagem tão repentina.

— Carlos, eu acho que consigo entender porque a Helena foi embora tão de repente. Eu lembro de um dia que ela sentia alguns enjôos. Será que a Helena engravidou e preferiu ir embora porque o pai da criança não queria assumir?

— Como assim? — Carlos ficou perplexo ao ouvir aquilo.

— Faz sentido porque ela foi embora tão de repente, nem mesmo se despediu. Só deixou um bilhete no quarto da Letícia e sumiu.

— Na verdade ela se despediu, sim. A Helena veio me procurar pouco tempo antes de viajar.

— E ela contou por que ia embora? — perguntou Vitória, consumida pela curiosidade.

— Não — primeiro ele negou, mas depois se deu conta que era o momento de contar a verdade para sua irmã — Na verdade, sim, mas você vai ter que me prometer que vá guardar segredo.

— Prometo que juro! — Vitória beija os dedos indicadores em sinal de que está cumprindo sua promessa.

— Eu traí a Letícia e se a Helena realmente engravidou, esse filho era meu. 

— Meu Deus, Carlos! Isso é muito sério.

— Eu sei, eu nem queria me envolver com a Helena mas acabei me apaixonando. A Helena queria ir embora pra ficar longe de mim e não atrapalhar o meu relacionamento com a Letícia, mas ela me prometeu que não tinha escondido nada de mim. Agora... Eu nem sei mais.

— Provavelmente ela tinha medo se essa teoria estiver certa.

— Eu me arrependo tanto — uma lágrima escorreu do olho esquerdo de Carlos — Eu poderia ter impedido a Helena de embarcar naquele avião, mas eu fui um covarde. Eu numa demonstrei que amava aquela mulher de verdade porque me importava mais com o meu relacionamento que agora virou um casamento que não vai durar tanto tempo.

— Você acha que seria mais feliz se casasse com a Helena?

— Talvez sim, talvez não. A gente nem se conhecia direito e a consequência do nosso erro foi essa. Agora eu nem sei se ela tá viva, ou morta.

— Helena, pode estar viva. Pensa bem... O corpo dela nunca foi encontrado.

— Faz sentido.

— Vitória... Quanto tempo, querida! Sabe que eu sinto saudades de quando nós éramos tão próximas — Letícia chega em casa naquee exato momento interrompendo a conversa dos dois.

— Eu também sinto saudades, mas agora tô de saída. Tchau, Let! Tchau, Carlos! — Vitória saiu dali meio apressada.

— Carlos, a sua irmã tá esquisita demais — Letícia se senta no sofá ao lado do marido — Sobre o que vocês estavam falando mesmo? Ah, e não vem dizer que é assunto confidencial porque eu sou sua esposa e você tem que dividir tudo comigo.

— Não, não é nada confidencial, pelo contrário, é até bom que você saiba. A Vitória acha que a Helena pode estar viva — Carlos opta por não falar que sua irmã suspeitava de uma gravidez de Helena.

— Ah, que bobagem — Letícia murmura.

— Como você pode dizer que isso é bobagem? A Helena é sua irmã, você não gostaria de saber que ela não morreu?

— Tanto faz. Ela foi embora há muitos anos que eu já conformei em acreditar que a Helena tá morta. 

— Mas eu não. Eu ainda tenho esperanças dela estar viva.

— Helena tá morta, se estivesse viva já teria dado um jeito de voltar, mas se sumiu todos esses anos, nem mesmo o corpo vai ser encontrado.

— Você é fria demais e às vezes isso me assusta.

— Para de pensar na Helena e pensa mais na sua família. Olha só... Nem aliança você usa mais. Cadê ela? — Letícia questionava tal atitude do marido assim que olhou para sua mão esquerda.

— Deixei guardada dentro da gaveta. 

— Que eu saiba, o lugar da aliança é no dedo anelar e não dentro da gaveta.

— Não enche! Não quero discutir com você agora — Carlos bufava.

— Eu não queria brigar com você mais uma vez, mas bem que você tá merecendo. Por acaso você quer esconder da amante que é casado e tem família?

— AMANTE!? Dá pra parar com isso, Letícia?

— Então, olha nos meus olhos e fala que nunca me traiu. 

— Ah, para com essa palhaçada, por favor! Você tá apelando demais.

— DIZ! REPETE... LETÍCIA, EU NUNCA TE TRAÍ!

— CHEGA! Eu não consigo entender como é tão insuportável às vezes. Vai chegar o dia que eu vou me arrepender de ter me casado com você.

Os dois discutiam em voz alta e, enquanto isso, Bernardo podia escutar dentro do seu quarto. Ele colocava os fones de ouvido, deixando a música no último volume, mas, mesmo assim, não conseguia ficar no quarto. Bernardo se levantou, trocou de roupa e resolveu sair de casa, saindo só depois que seus pais não estavam mais brigando na sala de estar da casa e indo até o apartamento de Gabrielle, sua melhor amiga.

Gabrielle é filha de Maíra, amiga de Letícia de longa data. A amizade entre elas perdurou por um longo tempo e seus filhos sempre se deram bem desde a infância. Quando a família de Carlos se mudou, Maíra sempre os visitava durante as férias, até que se mudou para Brasília quando ficou viúva porque queria ficar mais perto da amiga, já que não se dá muito bem com alguns parentes. 

— Bernardo, por que não me disse que viria aqui? —  disse Gabi assim que abriu a porta — Minha mãe vai chegar daqui a pouco e depois eu vou ter que sair com ela.

— Tudo bem, quando ela chegar eu também vou embora — Enzo entra na sala e se senta no sofá

— O que você tem, Bernardo? — Gabu se senta ao lado dele no sofá — Eu sei que tá acontecendo alguma coisa com você.

— Meus pais. Discutem o tempo todo, nem mesmo disfarçam. Eles discutem aos gritos e eu sou que tenho que ficar ouvindo isso quando tô em casa.

— Você já me falou disso uma vez.

— É... Eu só consigo desabafar com duas pessoas que é você e o Vicente, mas eu ainda acho que você me entende melhor que ele. 

— Você pode contar comigo que eu vou fazer o possível pra te ajudar.

— Obrigado! — Bernardo agradece esboçando um sorriso — Sabe, Gabi... — ele respira fundo antes de se declarar para ela — Você sabe que eu sempre fui apaixonado por você e que os meus pais, nem os seus, não apoiavam antes porque nós dois estamos novos demais pra assumir um relacionamento, mas pode ser que as coisas deem certo agora e eu quero tentar. Quer namorar comigo, Gabrielle?

— É claro que eu aceito — Gabi responde sorridente — Eu fiquei esperando você me dizer isso desde quando eu mudei, porque tinha coragem de falar isso. Eu te amo, Bernardo. Ah, e agora eu sei que a minha mãe vai ficar feliz por nós dois.

Os dois trocam olhares apaixonados. Eles ficam cada vez mais perto e, quando finalmente, seus lábios se tocariam pela primeira vez, Maíra chega em casa.

— Já está arrumada, Gabi?

— Sim, mãe — Gabi se levanta rapidamente do sofá meio envergonhada porque certamente a mãe percebeu que ela e Bernardo estavam quase se beijando.

— Ah... Boa tarde, Bernardo! Não esperava te ver por aqui.

— Oi, ta! Vim só falar com a Gabi, mas como vocês já estão de saída, eu também estou — Bernardo se levantou do sofá, caminhando em direção à porta e indo embora antes das duas.

— Eu sabia que mais cedo, ou mais tarde, isso iria acontecer.

— Isso o quê?

— Não precisa ter vergonha de mim, sou sua mãe. Eu sei que você gosta do Bernardo e fico muito feliz que goste de uma pessoa como ele. Agora vocês já têm mais idade e é claro que você tem o meu apoio — Maíra abraça a filha.



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