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História My Favorite Game - Capítulo 18


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Notas do Autor


Olá amorecos :3

Bom, hoje segue um capítulo deliciosinho de TRETA! Nem sei te dizer o que preparar, pode dividir opiniões e te causar raiva xD

Pronto, vou parar de ficar dando pilha, só vamos descer e conferir.

Espero que gostem (*pigarreio*) e boa leitura!

Capítulo 18 - 17 - Rompimento


Fanfic / Fanfiction My Favorite Game - Capítulo 18 - 17 - Rompimento

- Você vai me deixar, Jungkook? - questionou Jimin chocado.

- Não, claro que não. - negou frenético. - Você vai comigo. - afirmou convicto, contudo...

- Não, não... vou. - ciciou duvidoso. O ômega por certo instante ficou indignado, com a forma como o alfa afirmou aquilo, afinal... era muito autoritário, não?

- Hein? - Jeon franziu o cenho, inconformado.

- Acha que pode simplesmente me afastar de tudo assim?! Eu tenho emprego, amigos e casa. - rebateu explicando, porém...

- E eu também, em Seul e não aqui. - volveu irritadiço. Era sério que o baixinho estava implicando por aquele motivo banal? Céus.

- Somos marcados. - relembrou erguendo as sobrancelhas.

- E acha que não sei?! - pausou num riso seco. - Você é meu ômega, deve me acompanhar aonde eu for. Nunca te falaram isso? - ditou completamente fora de tom. A natureza lúpus o domando.

- Você está me subjulgando? É claro que me disseram essa bobagem, mas eu nunca a ouviria. - ricocheteou irritado.

- Não, só achei que você seria coerente em vir junto. É de cidade grande que estamos falando afinal, não desse fim de mundo, sem ofensa. - voltou-se para o prefeito que apenas acenou com desdém, parecendo mais entretido na discussão do casal.

- Mas minha vida é aqui, no "fim de mundo", como diz. Não pode ditar com achismos, tem que conversar antes e... - foi interrompido num silvo.

- Tsc! Ah, Jimin por favor. O que você tem aqui, que não lhe permite ir?! Um emprego medíocre com crianças, uma casa pequena e pessoas que falam de você pelas costas?! É isso que quer continuar tendo? - refutou tentando uma aproximação, mas sendo repelido em gesto do mais novo.

Este que o encarou desolado. Não podia acreditar nos absurdos que estava ouvindo da boca de Jeon. Ele pareceu-lhe tão compreensivo com tudo e de repente parecia um babaca, falando com tamanha arrogância.

- Então é isso que pensa? Você é estúpido. - disparou  emburrado e com passos largos, se afastou rumo à sala.

- Acho que... voltarei depois. Vocês visivelmente precisam conversar à respeito. Estarei esperando a resposta, lúpus. E tenha cuidado. - segredou Seokjin ao alfa, antes de sair numa piscadela displiscente.

Mas Jungkook estava cheio de problemas e apenas suspirou. Por que Jimin estava fazendo tanto caso? Era óbvio que ele precisava retornar para Seul, visto que seu passatempo em Jeju não deu certo, então por que o ômega não poderia simplesmente acatar e seguí-lo?

Quem rejeitaria ir com alguém para a capital?! Lá era o lugar das oportunidades, além da fartura, civilização, tecnologia e tudo que a vida moderna dispõe. Sem falar em Jeon, com quem Park poderia se casar e viver numa linda casa, trabalhar e terem filhotes, com um futuro promissor de boas escolas e conforto.

Droga, talvez ele tivesse exagerado com suas contestações de mencionar a vida humilde de Jimin. Ele era sensível, estava óbvio. E se tratando das crianças preciosas, ainda mais. Contudo a citação de "amigos" era o que matutava em Jeon, além do fato de que ele poderia ter se acostumado ali. Um tempo talvez fosse necessário.

Mas o lobo do moreno não era tão paciente para esperar as coisas maturarem e assim, sem esperar, adentrou o cômodo, encontrando Jimin, com os olhos vermelhos, as feições tristes e soluços altos.

- Jimin. - chamou bem mais forte do que deveria. Soou como repreensão e o rosado o fitou tenso, captando isso.

- Pode ir fazer suas malas, não está ansioso em finalmente voltar?! - retrucou malcriado e o lobo quis rosnar sem controle, mas o humano o segurou, tomando fôlego.

- Está me expulsando? - perguntou com cautela.

- Não, você quer isso. E inclusive não se importa com meu posicionamento, dane-se tudo, não?! Sou apenas o ômega idiota que você usou, marcou e agora vai embora da "casa pequena". Só ficou mesmo por obrigação, porque não teve outro imbecil para hospedá-lo e ser gentil, tendo ainda a estupidez de se apaixonar por você e se deixar levar. Eu devia ter ouvido Taehyung. - findou irado.

- Ah, agora vai dar razão pra aquele idiota?! O que tanto ele te envenenou à meu respeito?! - soltou áspero e logo suspirou. Precisava se acalmar ou perderia as estribeiras e assim... - Jimin, eu fui sincero em cada minuto, caso você não... - foi cortado de imediato.

- Eu também fui. Esse não é o ponto. E sim, que você está me impondo coisas e você não é meu dono, lúpus. Mesmo sendo alfa e todas essas malditas besteiras da sociedade, não serei mandado e se quer me castigar, pode fazer. - reverberou erguendo a fronte e fechando os olhos, para que supostamente o moreno batesse-o, mas este apenas respirou fundo, tomando as palavras certas para o impasse de falas.

- Eu nunca te impus nada, Jimin. Você mesmo disse que tinha um sonho de ir pra Seul e ser dançarino, o que te deu?! É sua chance, iremos juntos. - ofereceu, tentando convencer o outro, que abriu os olhos logo em seguida.

- O que me deu foi que abri os olhos para o tipo que você é, agindo como todos. - enfatizou ácido.

- Ah é?! E que tipo é esse? - redarguiu o mais alto impaciente.

- O tipo que se acha melhor, que quer mandar e ser obedecido. O tipo que usa e joga fora! - exclamou firme.

- Quer saber?! Você quem sabe... não vou ficar implorando, até porque a marca o fará rever tudo. Quer bancar o teimoso, faça. Se não te provei meu caráter até então, acho que quem se enganou, fui eu. Mas claro, sempre terá como opção o belo Taehyung, que te ajude nas vontades carnais e quem sabe, o marque. - ironizou ruidoso e Jimin, ofendido e sem medir qualquer ato, apenas estalou um tapa na face do alfa e sua insinuação desmedida. 

Os pensamentos sobre a marca apenas se intensificando: as consequências valeriam a pena? Não saberia dizer e corria o risco de morrer descobrindo, mas jamais seria desmerecido ou maltratado. Estaria à própria sorte: sofrer por amor e morrer por ele e com ele, no peito agora despedaçado.

Uma atmosfera tempestuosa havia se instalado entre os argumentos e duelo de olhares duros, contrastados à frustração de ambos e resquícios de arrependimento, mesclados à raiva. Era uma avalanche invisível acontecendo.

- Eu não sou um prostituto, Jeon. Taehyung nada tem à ver com minha decisão. Só não vou ficar no domínio de um alfa. Isso nunca foi meu jeito, talvez seja por isso também que fiquei anos aqui. - entonou amargo.

- Se queria alguém perfeito, devia mesmo ter ficado sozinho. Começo à pensar que foi um erro te marcar, ômega. - sibilou ácido e Jimin absorveu as palavras em choque.

- Então é isso?! - rebateu seco e o silêncio lhe respondeu em concordância, pois o alfa não queria falar. Os ânimos tornavam as frases mal interpretadas demais. - Sendo assim, se eu morrer, s-serei um peso à menos pra você, então? - indagou quebrado e Jeon suspirou pesado.

- Não foi is... - em gesto, foi cessado por Park, que se afastou lentamente.

- Adeus, Jungkook. - soprou com lágrimas e angústia latente na marca pelo moreno e por fim saiu, batendo a porta.

Sim, definitivamente tudo deu muito errado.

[...]

O lúpus arrumou as malas com pesar, o lobo enfurecido e ele, pisoteado sentimentalmente pela discussão com Jimin. Queria que o rosado tivesse compreendido suas intenções da maneira certa e não como se estivesse o mandando. Maldição, eles eram apaixonados e iriam juntos, qual era o problema? Não entendia.

Mas se o baixinho o achava tão cuzão como de fato era, seria melhor que tivessem um tempo separados. Eles estavam fervilhando, não era saudável discutirem assim e muito menos decidirem algo, apenas se ofenderiam como fizeram. E isso, sem falar nos lobos acalorados e instintivos ditando falas e remoendo o passado de sequência não muito boa com o beijo em Taehyung.

Jimin permaneceu trancado no quarto e assim, Jeon repensou em tudo, mas... não podia ceder. Apesar de gostar muito do ômega, ele tinha o emprego, seu studio, pessoas para pagar e casa fixa. Não dava.

Temeroso, encarou a porta com a mala já em mãos e hesitou. Deveria bater? Ponderou e decidiu fazê-lo, com o peito palpitando, o tímido som das batidas e uma longa espera. Nada mudou. Entendeu então que precisava falar e o fez, com remorso.

- Estou indo. - anunciou baixo, rente à madeira.

Mas nenhuma resposta veio por longos minutos e Jeon desistiu, entendendo aquilo como sua deixa para arrastar a mala para fora e partir. Não iria ver o rostinho de seu lúpus e quem sabe fosse melhor, dado que aquela pele delicada coberta de choro não era agradável e castigava seu peito.

Preveu uma alegria infindada do mais novo, quando dissesse que iriam para Seul e este arrumaria as coisas, se despediria de todos e partiriam. Mas provavelmente seu maior erro, foi justamente esse: esperar algo do outro sem saber. Falta da porra do diálogo. 

Jimin não era um boneco, era um humano cheio de vontades, emoções e personalidade. Estas agora transmitidas na marca com anseio: um misto de tristeza com decepção.

Com passos tensos, foi indo para o exterior da casa, quando avistou ali o diário do professor na mesa de centro e o nome de Taehyung em letras graúdas lhe chamou a atenção. Tentado, não se importou em ler e o fez:

" Hoje tive um encontro com Taehyung. Ele tentou me beijar, não deixei e ele... me xingou, disse que eu era tolo, que Jungkook iria embora, me deixando. Tenho medo de ficar sozinho e ser enganado. Acho que não tenho sorte. "

Droga, ele estava mesmo indo, como dito ali e para completar, a questão misteriosa finalmente sanada: Kim havia feito algo grave com o rosado no encontro. E decidido à não deixar impune, rosnou audível e abandonou o objeto.

Ele fez mal à Jimin como esperado. Agia como amigo, mas estava interessado e mal intencionado desde o início e ainda tivera a audácia de beijá-lo, inferno. Aquilo teria um belo troco.

Saiu enfim da casa, deixando como "fio de esperança", seu número de celular dentro das páginas em branco, pois mesmo que se separassem, Jimin poderia procurá-lo eventualmente. E esperava muito que sim. Bastaria apenas um "sim".

Já afastado da rua que viveu com seu lúpus, encaminhou-se rumo à delegacia, não muito distante. E chegando lá, encontrou o alfa Kim ali disposto, beijando duas garotas betas numa luxuriosa pegação, e este semi-nu, portando apenas a boxer e seu kepe e cassetete, o qual batia contra as duas.

- Você? - o moreno sorriu sarcástico ao notá-lo ali, tendo as duas moças assustadas depois, se vestindo rápido e correndo dali envergonhadas, mas não o alfa.

- Sim, eu. - largou a mala no chão com barulho e uma carranca.

- Está de partida?! - riu com escárnio. - Vai mesmo abandonar o Jimin, não?! Patife. - tornou meneando a cabeça com deboche, no entanto...

- Não tanto quanto você, aparentemente. - indicou o estado do policial, que sorriu faceiro.

- Necessidades. - sussurrou cafajeste, mas Jeon lhe agarrou o colarinho, erguendo-lhe do chão sem dificuldade. - Vai mesmo bater de frente com um delegado, lúpus? - riu animado com aquilo.

- Vou. - ditou Jungkook sem hesitar e logo um soco veio em cheio na face do mais velho, iniciando uma briga física violenta. Taehyung tentou revidar, mas nem mesmo com seu preparo, pôde se livrar dos golpes de Jungkook, este muito enraivecido.

Naquela disputa de forças brutas em distribuição de socos, Jeon era habilidoso, como ditava sua classe. E com a ajuda das aulas de taekwondo e os músculos protuberantes, garantidos por horas semanais na academia, foi beneficiado.

Taehyung então estagnou no chão, com o nariz sangrando e dois roxos na tez, porém mantendo o sorriso sujo. Este que o alfa tiraria com gosto de si, quebrando-lhe os dentes retos, entretanto...

- Meu Deus, o que você fez rapaz?! - Seokjin surgiu com expressão de espanto, logo ao lado de Namjoon, que se aproximou apressado.

- Chega! - verbalizou puxando o corpo robusto de Jungkook para si, enquanto Seokjin... não fez menção em levantar o delegado, à espera. O motivo pareceu óbvio: a antipatia deles.

- O que espera, prefeito Kim?! Dê voz de prisão à ele, esse patife. Farei questão de colocá-lo na cela mais imunda que tiver. - Kim satirizou risonho.

- E por que eu faria isso?! - o mais velho sorriu ladino, presenciando a revolta de Taehyung. - Ele fez tudo que eu gostaria de ter feito em anos, seu pirralho bastardo de rostinho bonito! E além disso, suponho que... você mexeu com o ômega do lúpus errado. Bem feito. - finalizou despreocupado, sob o rosnar do alfa.

- Dois cretinos. Mas isso não importa, pois esse hipócrita que me bate e acusa, se esquece que está fazendo o mesmo agora ou até pior. Vai largar o Jimin aqui e voltar como um covarde. E ainda marcado. - disparou o moreno sarcástico e conquanto...

- O que?! Não vai levá-lo com você? - o prefeito bradou surpreso e Jungkook assentiu em concordância. - Mas isso... - foi cortado com gana.

- Ele não quer ir. - articulou simplista e houve um breve silêncio entre os presentes.

- Entendo. Ômegas são imprevisíveis. - Seokjin soltou aleatório. - Vou buscar o carro e iremos rebocá-lo ao posto da outra cidade. - anunciou saindo com o lúpus, que fitou Kim uma última vez, ainda no chão e rindo cínico.

- Não ouse se aproximar do Jimin, entendeu?! - avisou sério e finalmente seguiu para o carro do Kim, já disposto e sob alguns olhares curiosos dos cidadãos locais.

Era uma despedida. Foram dias ali, num lugar pacato que trouxe o melhor de si: Jimin. Mas assim como um morto, voltaria para sua origem sem nada além de si e seu sofrimento. Nada mais faria sentido, pois estavam ligados e tão desconectados ao mesmo tempo.


Notas Finais


E então? Sim, eu imagino que estejam me odiando, mas é por um bem maior gente bonita, não deprimam, ainda não é o fim.

Bom, o próximo vai trazer aí o que rola com esses dois separados. Mas agora sério, vocês curtiram o Tae apanhando? Pois bem, vou dar um spoilerzinho irrelevante: ele não vai parar de aprontar ainda, tem chorinho xP

Beijos e até breve!


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