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História My Favorite Villain - Capítulo 7



Capítulo 7 - Aceita dançar comigo??


Aquela semana seria de mais puro tédio pra Nathalie, maratonar série era muito bom, mas não era tão bom como jogar uno com Hawk Moth, ele lhe fazia rir horrores tentando entender o jogo.

— Ah não, por quê 4?  o que eu faço  com tanta carta?! Para Nathalie não tem graça isso! – O drama de Hawk Moth era bem claro no rosto, em suas mãos zilhões de cartas.

– Joga... – Ela ria com as últimas cinco cartas nas mãos.

– Desisto! – Jogou as cartas na mesa emburrado – Esse jogo é ridículo!

— É você que não sabe jogar. - sorri olhando a birra dele.

— Chega... - ela continuou rindo até ouvir alguém bater na porta — Está esperando visitas???

— Não, não sei nem o que é isso. - debocha de não receber visitas a anos.

— Claro que não sabe, você só tem a mim. - orgulhosamente põe a mão no peito — Cuidado, vai que é teu chefe. - sorri sacastico, ele esperava ancioso a resposta dela.

— Só no dia que tiver chovendo pra cima. aquele ali só sai de casa quando é um assunto de extrema importância. Anda se esconde se não quiser ser visto aqui!

Ele só obedeceu e se escondeu no banheiro, Nathalie foi até a porta e abriu, vendo o seu vizinho gato do predio. Ele lhe olhava de cima a baixo, com desejos nos olhos, Segurando uma rosa e uma caixa de chocolate, com um sorriso de deixar qualquer um de pernas bambas.

— Oi vizinha, fiquei sabendo que estava com pé no gesso! Vim trazer esses agrados e saber se quer ajuda com alguma coisa!?

— Ruan?! ora, ora quem é  vivo sempre aparece. Sim, eu machuquei o pé mais já estou melhorando. - ela pega os chocolates.

— Então não vai me convidar pra entrar?

— Ah claro, desculpe, não tenho costume de receber visitas! - ela abre espaço para o rapaz passar — Quer algo para beber?

— Um café cairia bem, preciso de muita energia pra essa noite. - ele piscou pra ela de uma forma sedutora.

— Balada hoje? Aconcelho tomar energético. - se faz de desentendida

— Na verdade eu gostaria de algo mais isolado, aconchegante, e talvez eu precise mesmo de energeticos, porque a noite hoje pode prometer, só vai depender de uma certa vizinha...- Ruan joga seu charme de novo pra ela, dando uma ultima olhada no corpo da mais velha.

— Não sabia que namorava a vizinha. Feliz por vocês! Agora eu tenho que tomar banho se não se importa.

— A vizinha é você Nath. - ele abriu um sorriso pra ela. Nathalie arqueou as sobrancelhas tentando inventar uma desculpa ou algo pra não parecer grossa, muito menos que estava fazendo cu doce.

— Ah entendo, muito obrigada mais não, não curto mochinhos como você, agora pode ir como eu disse tenho o que fazer, agradeço a visita. - Aponta para porta pedindo para que saísse

— Não seja ingrata eu te trouxe flores! - puxa Nathalie pra perto dele, ela se afasta incrédula com a fala do rapaz

— Eei... me solta, não te dei essa intimidade. E eu disse que não! - ouvindo isso Hawk Moth tomou uma iniciativa fraca de primeira

— Amor me trás a toalha, por favor! - gritou, em um alto tom ríspido e com sua voz grossa.

— T-tem visita? - Ruan a soltou. - Me desculpe, eu pensei que fosse solteira, é.. é melhor ir.

— É, também acho, vaza! - o cara saiu com o rabo entre as pernas

Nathalie foi até o banheiro e deu dois toc pra avisar que já podia sair. e caminhou com o mesmo até a sala...

— Você me salvou! - lhe mostra um sorriso grato

— Disponha! - ele devolveu o sorriso com a mesma sinceridade — Sempre que precisar é só chamar. Aliás que impertinente era aquele?

— É o vizinho, nunca nós falamos direito. Não sei por que veio de gracinha.

— Precisa mudar sua vizinhança. Porquê não mora na mansão? Lá é gigante e muito vazio.

— Mas nem que o próprio Dono me pedisse, é sério, eu já passo mais de 8h trabalhada por lá, por mim isso está perfeito mas a mídia... ahhh!! a mídia é tão... tão pé no saco, Gabriel Agreste não tem idéia do que eles pensam.

— E o que pensam??

— Uns acham que eu sou secretamente namorada dele, outros dizem que sou uma modelo especial dele, outra metade da mídia diz que  sou uma prostitura particular dele.

— A mídia fala isso? tem certeza? e... o que seu chefe acha disso?

— Que droga Hawk Moth as vezes você é tão tapado. - ela revirou os olhos. — Eu acabei de falar que ele não tem a mínima idéia do que se passa no mundo a fora, para as noticias chegarem até ele precisar passar por mim e logicamente eu acabo excluíndo a matéria antes de ele ler.

— E por quê não diz a ele?

— Está louco?? Ele não gosta da ideia das pessoas acharem que ele vá substituir a ex dele. Aparentemente quer morrer viúvo dela!

— E o que te faz concluir isso? - ele leva a mão sobre o queixo.

 

— O fato dele não querer ninguém e nem o próprio filho por perto. Ele quer se isolar e morrer sozinho, sendo que não é necessário pois existem pessoas que se preocupam com ele e que estão querendo ajudá-lo. É mais complicado do que parece. - Nathalie estava perdida, claramente pensando no drama de vida do chefe — Ele está cada vez mais... se afundando nesse luto.

— Como assim? O que quer dizer? Tipo ele vai perder o tudo que possui?

— Não, isso não! Nisso eu sempre dou um jeito de resolver e consigo, por exemplo, assim que a Emilie sumiu ele não queria sair do quarto pra nada durante alguns dias, porem a Agrestes precisava lançar algumas roupas em dois meses. Juro que foram os piores dois meses da minha vida, eu passei dias consolando Adrien, e ele quando queria, e a madrugada eu desenhava modelos, tentava ao maximo colocar tudo que havia aprendido com ele. E no final ainda tive que falsificar a assinatura dele, pra poderem iniciar a produção, Mas pelo menos deu pra manter a Agrestes sem crises financeiras.

— Você... Fez tudo isso? – Hawk Moth estava desacreditado. — Porquê?

— Gabriel é meu amigo e  meu chefe... Eu faria tudo de novo se fosse para vê-lo feliz.

— Ele te deu os créditos por isso, ao menos?

— Eu nunca disse isso a ele, com certeza me daria uma bronca por falsificar a assinatura dele. Mas eu também não ligo para os créditos, eu só não queria que naquele momento de perda, ele se estressasse mais com aquilo.

— Nathalie... você está apaixonada por ele? - Hawk Moth deixou escapa seu pensamento curioso, a pergunta saiu de forma não planejado. — Digo, é que você faz tudo por eles e até se sacrifíca, eu nunca conheci um ser tão leal como você, você transmite confiança.

— Eu não deveria dizer isso, mas sim, eu sou, Infelizmente! Na verdade nunca deixei de ser! No dia que eu tomei coragem pra dizer o que eu sinto... - suspira um pouco frustrada — Ele me apresentou a Emilie como namorada, Eu fiquei triste, mas feliz por ele... sabe, ele era feliz com a Emilie e isso era o que importava. - ela olha pra Hawk Moth — Tudo que eu queria era poder reviver a Emilie só pra ver se ele sorri de novo.

— Então você sempre o amou, eu sinto muito por não...

— Não sinta, eu não nasci pra ser amada. - ela caminha em direção a cozinha, iria fazer um café pra tomar. — É como eles diziam; "pra que tanta beleza se o coração é tão frio quanto o inverno de Paris." eu nunca liguei para o que pensam alias meu jeito de ser era o que tornava mais atraente em Gabriel...mas  infelizmente ele nunca me viu como um mulher que poderia está ao seu lado.

Hawk Moth Não tinha palavras exatas e nem como agir diante daquele suposto "desabafo" feminino, provavelmente ela esteja sensível e está contando tudo o que sente, normalmente faria isso bêbada ou estando com seus hormônios a flor da pele, o que restava era apenas se aconchegar e ouvir aquela mulher "se libertar".

— Hawk Moth, por quê está sendo legal comigo? Você é um vilão, eu não entendo!

— Eu gosto de te ouvir apenas isso, estudos mostram que se os Homens ouvissem mais as mulheres o estresse delas seria inexistente.

— Essa não foi a pergunta que fiz. - ela o oferece uma xícara de café. — Anda seja mais aberto, você mesmo disse que sou confiável e... - encarou ele nos olhos. — Você conhece meus segredos agora, somos aliados, agora me conte, porque você é tão atencioso comigo? creio que ser "sua prisioneira" não faz de você um carcereiro legal com sua vítima.

— É como dizem,  primeiro você alimenta a vítima, para depois se alimentar dela. - Nathalie lhe olha com um olhar severo, que lhe deu calafrios — É uma brincadeira... Bom de inicio quando você apareceu do nada no meu covil, eu meio que não sabia o que fazer, não queria te fazer de prisioneira, só queria te distraí e tentaria te convencer de não falar a ninguém onde me encontrou, mas brincar com você naquele dia foi legal. No dia seguinte ouvi o Agreste dizer que havia ido ao hopital porque caiu da escada, e acredite, eu estava te observando de longe, até o momento em que recebeu alta, eu meio que gostei de ser responsável por você e também eu não sou um vilão tão mal, eu tenho um objetivo e você não é um obstáculo nem nada, eu gosto de você.

— Ainda não me convenci, mas devo admitir seja lá quem for você... é um homem muito atencioso, deve fazer o estilo homem romântico que faz tudo por uma mulher. - o sorriso lateral do maior se expandiu no rosto.

— Você quer ver?? - ele ligou o caixa de som, soltou a xícara de café, e pós uma música romântica para tocar — Me concede essa dança, bela moça?

— E o que eu ganho com isso, cavalheiro? - sorri entrando na brincadeira

— Além de ter a honrar de dançar com o mais famoso e procurado vilão de Paris, você vai tirar o proveito de ter eu como seu companheiro.

— Nego o benefício, mas aceito dançar com o maior e mais procurado vilão de Paris. - sorrindo segurou suas mãos

Hawk Moth afastou um pouco a mesa de centro e puxou Nathalie pra perto, com pasos lentos e cautelosos para não machucar o pé dela, ela deitou a cabeça sobre o peito dele, que apenas sorriu e deixou. Ambos dançaram conforme a música, romântica, lenta e emocionante, uma pequena valsa, naquele mundo onde só eles dois dançavam agarrados, mas estavam tão envolvidos que um passo em falso, um simples tropeço no tapete, uma queda inesperada fez com que Hawk Moth, com sua agilidade, girasse ela por cima dele e ambos caíssem. O corpo dele acabou por amortecer a queda pra ela, Nathalie estava por cima, tendo as mãos de Hawk Moth em sua cintura com o olhar fixos no seu, assim como o dela estava nele.

— Você está bem? Machucou o pé? - seu tom era de preocupado, porém seu olhar permanecia fixo ao dela

— Estou bem... Seus...seus  olhos se parece com os dele... - ela chegou bem mais perto dele. — Seu cheiro...

— V-você está bem mesmo? - Hawk Moth sentiu o nervosismo chegar.

 Ela lhe olhou uma última vez antes de beija-lo de forma sedutora e romântica, embora tentasse resistir, ele queria aquele beijo e o seu desejo falou mais alto, o beijo foi aprofundado com lentidão.



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