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História My first love Kim Sunoo - Capítulo 9


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Capítulo 9 - 9- Nossa primeira viagem


Fanfic / Fanfiction My first love Kim Sunoo - Capítulo 9 - 9- Nossa primeira viagem

Kang Byul 

Depois de passar toda a viagem conversando com a mãe de Sunoo, finalmente chegamos ao nosso destino. Graças ao verão, Incheon parece quente, e eu odeio o calor, ao contrário de Sunoo. Felizmente, ao sairmos do ônibus, a brisa costeira aplaca um pouco do abafado do sol.

A mãe de Sunoo é completamente o oposto da minha. Ela é doce e gentil, assim como Sunoo. Dizem que os filhos tendem a se parecer com pais, isso nunca havia feito sentido pra mim até eu conhecer a Sra. Kim.

De onde estamos, podemos ver a praia, lotada nessa época do ano, por conta do calor e período de férias. Os guarda-sóis coloridos estão espalhados pela areia. 

Depois de comermos num restaurante de mariscos, fomos até o columbário* onde estão as cinzas do Sr. Kim. Esperei do lado de fora da sala, para não incomodar. Eu nunca estive num columbário antes, então me sinto um pouco estranha ali. 

Nas paredes haviam vários cubículos com urnas, mensagens, flores, fotos, medalhas e todo tipo de coisa. Nunca tive muitos amigos, mas seria legal ter pelo menos alguém que se lembre de mim quando eu não estiver mais aqui, e me leve flores também...

De onde estou posso ver Sunoo e sua mãe terem uma conversa concentrada. Ele pisca repetidamente, como que para impedir que suas lágrimas caíssem, tentando se manter forte pra apoiar sua mãe.

A relação deles é invejável... de um jeito bom.

Depois de algum tempo, passo a contar o número de azulejos no chão, para matar o tédio, e então inesperadamente sinto uma mão tocar a minha.

ㅡ Vamos dar um volta... ㅡ diz Sunoo, com uma expressão amena na face.

ㅡ E a sua mãe?

ㅡ Ela quer falar com ele sozinha... Vai encontrar a gente na pousada mais tarde.

Assinto com a cabeça, e seguro sua mão. Saímos do columbário rumo à tarde ensolarada de Incheon. As gaivotas voavam em bando ao longe, enquanto o vento soprava forte, varrendo nossos cabelos para trás.

ㅡ Você tá bem?

ㅡ Não, mas vou ficar... ㅡ ele fita os próprios pés enquanto caminha ㅡ É só questão de tempo...

Solto um suspiro e assinto com a cabeça.

Andamos de mãos dadas até chegar a cidade, onde turistas conversavam empolgadamente nas lanchonetes. 

ㅡ Você trouxe sua câmera? ㅡ indago ㅡ É a oportunidade perfeita pra você...

ㅡ Eu não trouxe... ㅡ ele coça o pescoço ㅡ Tive medo de quebrar ou perder ela... ㅡ diz meio apático ㅡ Desculpa...

Abaixo os ombros, meio desapontada. 

ㅡ Tudo bem... Hmmm... Você quer ir até Wolmido* ? ㅡ indago tentando animá-lo.

ㅡ Talvez da próxima vez... ㅡ ele dá um sorriso fraco, me fitando ㅡ Vamos só dar uma volta na orla...

ㅡ Tudo bem...

A orla de Incheon é relativamente simples, e por incrível que pareça não está tão lotada. 

Depois de caminhar um pouco, nos sentamos num banco, voltados para o mar, onde tento levantar seu astral como posso, comentando sobre a paisagem ou qualquer coisa que viesse à mente, mas sem muito sucesso. Acabo por desistir e ficar em silêncio.

Eu nunca perdi alguém importante na minha vida, então talvez por isso eu não sei o jeito certo de lidar com a situação... isso me deixa tão frustrada que eu me contento para não demonstrar. Não é como se ele tivesse perdido o celular... Ele perdeu uma das pessoas mais importantes da vida dele...

Me viro para o rapaz, e então vejo que ele está chorando silenciosamente. Seu queixo treme e as lágrimas escorrem pelas suas bochechas, mas ele não produz um único som.

Só agora percebo que nunca vi Sunoo chorar. Ele é sempre tão sorridente e positivo, que eu acabei esquecendo que ele também chora. Até os lugares mais ensolarados também tem seus dias de chuva, assim como ele.

Passo meus braços ao redor dele, tentando confortá-lo.

ㅡ Não conta pra ela tá bom? ㅡ diz com a voz trêmula ㅡ Não conta pra minha mãe...

ㅡ Tudo bem... ㅡ eu afago suas costas ㅡ Você pode chorar o quanto quiser.

Sunoo me olha de lado, com o rosto molhado, e então começa a soluçar um pouco.

ㅡ Eu só queria que ele estivesse aqui...

ㅡ Eu sei... ㅡ eu envolvo meus braços nele, abraçando-o com força. 

Fico assim até que depois de algum tempo seu coração se acalma, e ele passa a chorar menos.

ㅡ Eu não sou mesmo um fardo pra você? Não te incomoda eu não ter um pai? 

ㅡ Do que você tá falando? ㅡ eu enxugo seu rosto, mas novas lágrimas passam a cair ㅡ Por que isso me incomodaria? 

Ele dá de ombros.

ㅡ É que já me disseram tanta coisa nos últimos três anos... As pessoas julgam muito, por muito pouco...

ㅡ Tem coisas que se forem ditas muitas vezes, a gente acaba achando que é verdade... ㅡ eu aliso seu cabelo ㅡ Mas como você é inteligente, sei que vai passar a ignorar o que essa gente medíocre diz.

ㅡ Eu vou tentar.

ㅡ Você promete? ㅡ eu estendo meu dedo mindinho pra ele.

Ele sorri de leve, e pressiona os lábios contra os meus por alguns instantes.

ㅡ Eu prometo.

A noite, após o jantarmos no restaurante da pousada, me despedi e fui pro meu quarto. Sra. Kim e Sunoo ficaram no outro, que era conectado ao meu.

Antes que eu pegasse no sono, sou desperta com a porta do quarto se abrindo. Com ajuda da luz da lua que passa pela cortina, vejo Sunoo se esgueirar pelas sombras, andando na ponta dos pés.

ㅡ Sunoo, o quê...

ㅡ Shhhh... ㅡ ele bota um indicador sobre os lábios.

O garoto magro deita ao meu lado, se enfiando por baixo das minhas cobertas. Sinto meu estômago revirar, ao lembrar da última vez que estivemos juntos no mesmo quarto.

Sinto-o passar os braços ao redor de mim, me puxando para mais perto de si, de forma que meu rosto está contra seu pescoço. Novamente eu estou imersa em seu perfume e em seu calor; sorrio comigo mesma.

ㅡ E se a sua mãe acordar? 

ㅡ Ela tem um sono pesado, e tá exausta por causa de hoje... ㅡ ele sussurra, e eu sinto seu hálito bagunçar meus cabelos.

ㅡ Por que você veio pra cá? ㅡ eu sussurro tentando não rir.

ㅡ Eu tô carente, não posso ficar mais longe do que isso de você... ou eu volto a chorar.

Levanto o rosto e olho para ele com uma sobrancelha erguida. Ele ri e deposita um beijo na minha testa.

Seu rosto estava apenas iluminado pela luz natural, deixando-o surpreendente ainda mais bonito. 

Involuntamente, comecei a contornar sua face com a ponta do indicador, passando-o por cada traço, e cada curva, tentando memorizar cada detalhe. Enquanto isso, seu olhar sonolento vaga pelo meu rosto sem pressa alguma.

ㅡ Obrigada por ter vindo aqui comigo...

ㅡ Você não precisa me agradecer por coisas assim...

Ele pisca algumas vezes, desviando o olhar do meu. Desejei novamente saber o que ele está pensando.

ㅡ Eu não mereço você... 

ㅡ Ai corta essa ㅡ eu topo sua boca com a minha palma. 

ㅡ Desculpa ㅡ ele ri, depois que eu o libero.

ㅡ Olha, você tem que prometer que vai casar comigo quando a gente crescer ㅡ eu digo, bruscamente.

Sunoo faz esforço para não rir alto, se contorcendo à minha frente.

ㅡ Por que você tá rindo? Eu to falando sério ㅡ digo irritada.

ㅡ Eu sei ㅡ ele continua a rir.

ㅡ Então você vai casar comigo ou não vai?

ㅡ E com quem mais eu casaria? ㅡ ele volta a se deitar, ainda com um sorriso no rosto.

Sorrio de volta, sem saber o que dizer. Sunoo envolve os braços em mim novamente, e antes que eu me desse conta, já tinha dormindo.

Me acordo na manhã seguinte sentindo calor. Aquela região costeira era irritantemente quente durante o dia. 

Olho para Sunoo, que também estava despertando. Seu rosto tinha algumas marcas do lençol, mas ele continuava realmente muito bonito... 

Dou-lhe um beijo rápido na bochecha, fazendo-o corar e sorrir, cobrindo o rosto com as palmas.

ㅡ Bom dia... Você dormiu bem? ㅡ digo. Ele continua calado com o rosto coberto ㅡ Você tá com vergonha?

ㅡ Tô...

ㅡ Depois de vir no meu quarto no meio da noite?

ㅡ Ai para... ㅡ ele ri, finalmente mostrando a face rubra.

ㅡ Você é um fofo sabia?

ㅡ Que horas são? ㅡ ele tenta mudar de assunto.

Rio, pegando o celular do lado do travesseiro. 

>63 chamadas perdidas📲

>122 novas mensagens 📩

>15 mensagens de voz 📣

Meu sorriso se desmancha instantaneamente. O que está acontecendo?

ㅡ O que foi?

ㅡ Espera...

Disco o número da minha mãe, que atende no primeiro toque.

ㅡ Por que não atendeu antes?!

ㅡ Tava no silencioso, pra que tanto escândalo?

ㅡ Onde você está?!

ㅡ Eu tô onde eu disse que estaria.

Chega de gracinhas, volte pra casa agora!

ㅡ Pra casa? Por quê? 

ㅡ Não olhou o celular?!

ㅡ O quê?

ㅡ Tem artigos sobre o noivado da sua irmã e sobre toda a nossa família se espalhando, inclusive sobre você!

A Seulgi vai se casar?!

ㅡ Isso não é importante agora, temos que dar um jeito nos artigos sobre você, venha pra casa.

ㅡ Por que fariam um artigo sobre mim?

ㅡ Por causa daquele garoto medíocre, é claro!

Medíocre?!

ㅡ Não fala assim!

ㅡ Byul, quero que termine com ele...

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Glossário:

Columbário: espécie de memorial onde normalmente são postas as urnas das pessoas falecidas, junto com fotos, cartas e flores.

Wolmido: Ilha conectada à Incheon por uma rodovia. Sua principal atração é um parque de diversões temático.



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