História My Fragile Snowflake - Capítulo 6


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Categorias Felipe "Febatista" Batista, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft
Personagens Felipe "Febatista" Batista, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes
Tags Cellps, Jvtista, Lemon, Mitw, Tazercraft, Yaoi, Youtubers
Visualizações 241
Palavras 2.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, eu sei que demorei, mas me veio um bloqueio criativo muito grande, mas acho que estou voltando ao normal aos poucos... Considerando que meu normal é depressão kkk
Escrevo melhor triste.

Capítulo 6 - 6. Estátuas de Espuma.


Fanfic / Fanfiction My Fragile Snowflake - Capítulo 6 - 6. Estátuas de Espuma.

''Algemas de ouro são muito piores que algemas de ferro.'' Mahatma Gandhi

 

Sujo. Muitas coisas são sujas, são repugnantes, são horrendas e horripilantes. Mas tudo é sujo... O medo é sujo, o nojo é sujo, o sujo... É sujo.

A cela em que Pac se encontrava no momento era suja, como se ninguém andasse por ali a muito tempo, porém, as marcas de sangue por todo local, algumas, até de certa forma, recentes, alegavam que o local era até bem utilizado.

Pac estava jogado de qualquer forma no chão escorado em uma parede o que fez seu uniforme se sujar de leve, seu olhar era de medo. Medo do ser a sua frente o encarando com um sorriso de lado.

-Pac... Eu não estou muito contente com você...

Disse Cellbit soltando uma leve risada estranha na visão de Pac, enquanto  raspava bem de leve mas sem machucar a ponta da faca sobre o próprio lábio inferior sorrindo ainda. Pac tinha medo, ele tinha medo do que aconteceria. Ele se levantou mas logo Cellbit o segurou firme novamente o jogando contra uma cama presente ali se pondo em cima dele com a faca em seu pescoço.

-Você não vai querer brigar, não é mesmo?

Cellbit disse fazendo um leve corte, como um arranhado na pele de Pac que grunhiu de leve totalmente parado. Cellbit sorriu mais e prendeu o menor com suas pernas.

A cama daquela cela era especialmente para coisas do tipo, desde tortura a mortes, ele rapidamente prendeu os pulsos de Pac para cima que tentou relutar em vão. Cellbit sorriu satisfeito com a visão e ficou o olhando por um bom tempo.

-Mike e Guaxinim... Tem mais alguém? Melhor não me guardar mais segredos meu amor...

Disse Cellbit com a voz um tanto quando melodiosa, Pac fez uma expressão de dessagrado cuspindo no rosto do loiro que apenas fechou os olhos limpando o rosto em seguida.

-Vai ser da forma mais difícil então.

Cellbit disse friamente puxando logo o uniforme de Pac rasgando a frente superior com a faca. Cellbit queria humilhar ele, de tal forma que Pac nunca mais faria algo que ele não gostasse.

Pac tinha um olhar mais do que assustado no momento, em sua mente várias possibilidades se passavam de seu provável futuro.

Os momentos seguintes, deixaram uma enorme ferida na  memória de Pac, ele nunca esqueceria daquele momento, das mãos sujas vagando seu corpo e as vezes o cortando por pura diversão, jamais iria esquecer daquele sorriso maníaco e aquele olhar gélido. De como ele sentiu dor, como jamais sentira antes, de como foi usado e se sentiu completamente sujo, se sentiu um objeto qualquer a mercê do loiro. a sensação horrível que consumia seu corpo, aqueles arrepios de medo que vinha dos pés à cabeça.

Tudo que ele mais desejou no momento, era a morte. E para alguém desejar a própria morte, este alguém deve ser morto por dentro. E era assim que Pac se sentia. Morto. Sujo. Dessolado. Amedrontado.

Cellbit tinha um enorme sentimento de posse. Se sentia conquistando algo que era dele por direito. Ele achava que este era o melhor, a base do medo fazer Pac inteiramente dele. Ele já não aguentava mais ser carinhoso e não ganhar nada em troca de Pac. E quando começou a suspeitar de Mike e o seguir, tendo certeza que Pac não tinha nada com ele, o viu com quem menos esperava no momento. Ele se sentiu tão traído que era como se a loucura viesse a tona com total força. Mas ele não se achava louco.

Foram cerca de 40 min a 1 h, o loiro satisfeito apenas se vestiu o olhou para Pac que estava imóvel na cama.

-Espero que isso sirva de aviso, posso fazer isso quando eu quiser e bem pior.

O loiro disse e mesmo Pac tendo ouvido nada disse. Cellbit saiu da cela com um sorriso no rosto deixando o moreno sozinho, passaram alguns minutos até Pac sentir uma mão em suas costas, ele nem ligava mais para quem seria, não ligava para mais nada.

-Droga Pac... Eu vou te ajudar.

Disse Mike vendo o estado do menino. Alguns presos ouviram gritos e Mike ficou sabendo, mas nada poderia fazer já que Cell era um protegido de Batista. Ele apenas esperou que tudo acabasse para ajudar.

Pac não disse nada, era como mexer em um corpo morto. Mike o limpou na medida do possível e o vestiu após soltar suas mãos.

-...Obrigado.

Disse Pac baixo, quase que Mike não ouviu. Mais força do habito ou talvez, a sensação de ser cuidado sem nada em troca que levou Pac a diz tal palavra.

...

Batista enfrentava um certo conflito de emoções. Mesmo estando calmo por ter transado, ele se sentiu novamente uma pilha de nervos após saber que Pac foi forçado a sexo, era como perder uma peça do jogo temporariamente, ele até mesmo mataria quem fez aquilo, se não fosse Cellbit. Batista achou o loiro muito competente e um ótimo aliado, ao menos Cell tem se demonstrado isso. Não tinha nada a fazer, Batista estava em xeque mate, e ele odiava essa sensação, ele tinha que pensar com calma. Primeiro, ele tinha que colocar alguém de confiança para proteger Pac. Segunda, ele teria que conversar com o mesmo e entender os motivos que levaram aquilo. E por último, ele teria que decidir o que fazer com Cellbit.

Batista andava pelos corredores indignado ainda, era apenas ele se ausentar em algumas horas, e aquilo acontecia, ia andando calmo por fora e explodindo por dentro de tanta raiva no momento, apenas com um olhar, os presos indicavam onde Pac estava. Não demorou a chegar no local vendo Mike agachado colocando algum tipo de curativo no joelho de Pac, Batista analisou aquilo... Mike não interferiu na hora, pois, sabia que Cellbit era protegido, porém ajudou o moreno assim que possível. Ele seria a pessoa ideal?

-Mike, quero falar com você.

Batista disse chamando a atenção de Mike que virou o rosto o encarando, logo após voltou seu olhar para Pac que nem sequer se moveu. Ele suspirou, e se levantou.

-Certo...

Ele disse indo até a porta da cela sendo acompanhado por Batista, não muito distante, para manter Pac seguro.

-Mike... Soube de tudo que aconteceu... Quero que você cuide de Pac, nem que para isso, tenha de enfrentar Cellbit. Te dou passe livre com ele a partir de agora. Mantenha o garoto seguro, nem que você morra.

Disse Batista bem direto, deixando até Mike um pouco surpreso, mas de certa forma aliviado em saber que, Batista não foi tirar satisfação do motivo de não ter impedido. Agora com passe livre dentre os dois protegidos de Batista, tudo vai ficar mais fácil.

-Farei isso.

Disse Mike, tirando um sorriso satisfeito de Batista em seguida. Mike sempre foi o melhor cuja Batista já teve, além de transar muito bem na opinião do loiro.

Batista deixou Pac sobre os cuidados de Mike, e mais calmo foi andando a procura de Cell.

Depois de muito caminhar pode reconhecer a voz de Cell a distância e se esgueirou no canto da parede em um beco para espiar. Cellbit conversava com o Japonês sobre alguma coisa que Batista não entendia bem, mas apenas por não saber que ambos conversavam já o enchia de suspeitas. Franziu a sobrancelha observando ao longe tentando entender. 

Cellbti conversava com calma e tentando manter o respeito apenas para não perder o tão jovem aliado, ele queria acabar com a vida de Guaxinim de uma vez por todas, porém, ele sendo um protegido, seria algo difícil e não queriam ajudar.

Batista após ouvir apenas o que pode, concluiu que Guaxinim estava ferido e não tardou a ir atrás... Mais problemas... Era o que ele pensava.

...

Pac se sentia tão sujo, sua alma e seu corpo estava imundo em sua opinião, tudo que lhe aconteceu ainda rondava em sua mente, tinha medo de todos agora, como um pequeno trauma, porém não tinha medo de Mike, pois o mesmo o ajudou, cuidou dele e o acolheu, se sentiu protegido com ele... Mesmo sabendo que caso Cellbit saiba de tudo isso, Mike morre.

Depois de receber todos cuidados necessários olhou para Mike por um momento, não tinha motivos para ganhar ajuda do mesmo...

-... Por... Por quê?

Pac perguntou baixo, quase sem som, mas o suficiente.

-Se estiver falando sobre minha ajuda... Somos amigos certo? Não podia impedir naquela hora... Mas não vou deixar acontecer novamente.

Mike disse o oferecendo um sorriso gentil e reconfortante. Pac não é o primeiro que ele vê passando por coisas assim, muitos dos novatos sempre passam por isso, é quase como uma lei na prisão. Pac apenas olhou para seus próprios pés novamente não entendo os motivos de Mike sorri para alguém tão sujo em sua opinião. Mike notando o estado abalado do outro apenas sorriu fraco.

-Posso pedir Batista para convencer alguns policiais a você trocar de cela com Cellbit, ou eu com Batista...

Mike da a ideia fazendo Pac levantar o olhar pra ele.

-Porque fazer isso por mim...?

Pergunta e Mike se escorra na parede.

-Já disse, somos amigos, eu gosto de você, só isso.

Ele disse deixando o novato com certa vergonha até e apenas concorda com a cabeça.

-Obrigado Mike... Isso foi importante pra mim...

Pac agradece com um sorriso pequeno porém doce, um sorriso difícil de se conseguir, que Mike não pode negar ter adorado ver, e faria muitas coisas para poder ver novamente. O mais alto se aproximou se sentando ao lado de Pac fazendo um leve afogo em seus cabelos.

-Sabe Pac, quando entrei nessa prisão fui acolhido por Batista também, eu fui submetido a muitas coisas ruins, tenho até uma certa amizade com o policial Felps, porém nada grande, apenas ajudo a pegar alguns presos e em troca ganho mais comida no refeitório... Sei que você é diferente, Batista é difícil e fácil de lidar ao mesmo tempo, mas tem o Cellbit... Ele não será fácil de lidar, mas saiba que, apesar de tudo que possa me acontecer, ele não vai te tocar novamente.

Disse Mike o que fez Pac o abraçar sussurrando um obrigado, deixando Mike surpreso pelo abraço, geralmente ele não ganha esse tipo de coisa, mas se sentia bem, o abraço era agradável, apesar de estranho. Mike apenas retribuiu o abraço de forma protetora. Aos poucos, ambos construíam uma ligação forte, algo tão natural que nem mesmo notavam, mas os olhos atentos de Guaxinim, que descansava na outra cama, por conta do machucado, analisava a cena com um sorriso de lado. ''parece que eu perdi'', pensou o mesmo.

...

Passado algumas horas, Batista se encontrava em um beco, um dos mais perigosos daquela cadeia, ele tinha feito um negocio com um dos líderes de facções para conseguir um celular. O celular não funciona dentro da prisão, mas o que interessa era a aparência do celular, um modelo que ainda incluía teclado na cor vermelha.

-Conseguiu o que eu pedi?

Perguntou Batista seco olhando o outro cara a sua frente, meio careca com uma tatuagem de caveira na lateral da cabeça, braços fortes mas não tanto assim, e os dentes quebrados e tortos.

-Claro que consegui, aqui o 'bagulho' é de qualidade "irmão".

Disse ele mostrando o celular, exatamente como pedido, com um carregador acompanhado.

-Não sei para que você quer um celular, já que não funciona aqui, mas 'tá' na mão.

Disse por fim depois de Batista passar o dinheiro olhando ao redor depois.

-Como combinado pelo preço pedido, eu nunca estive aqui, e você nunca viu meu rosto na vida.

Disse Batista fazendo o outro concordar enquanto sorria contando as notas de dinheiro naquele 'bolo', demorou muito tempo para Batista juntar tudo aquilo pedido, mas nada impossível.

O loiro escondeu o celular em sua roupa de presidiário saindo em seguida daquele local. "Hora do show", pensou o mesmo. Seguiu andando calmo até o bloco C, na parte que Jv era o responsável e o olhou de longe se aproximando sorrateiro, chegando por trás dele tirando aquele tipo de boina de policial a jogando no chão. Jv se virou bravo pensando ser um preso qualquer se acalmando um pouco ao notar ser Batista que sorria travesso para ele, Jv olhou ao redor notando que alguns policiais notaram... Não teve jeito, Batista sabe que quando a testemunhas assim, Jv deve o levar como um preso qualquer até o diretor. Assim o fez abordando o loiro para dentro de uma cela vazia fingindo o revistar.

-Tá maluco?

Perguntou policial Jv, Batista apenas passou a mão em seu corpo o olhando malicioso.

-Queria atenção.

Disse o loiro fazendo o policial suspirar.

-Você não pode ter atenção em público.

Disse Jv sem impedir as mãos ousadas do loiro, as tirando depois de um tempo para manter a sanidade.

-Espero que o diretor não te deixe uma semana na solitária dessa vez.

Disse o policial fazendo o loiro revirar os olhos.

-Aquele idiota é um saco e você sabe disso, e já que não vai me dar atenção agora, me leve logo, resolver minha carência depois.

Disse Batista inflando as bochechas, da maneira que Jv gostava, o moreno sorriu com a cena concordando apenas pela falsa manha do outro.

-Ok vamos...

Disse Jv o virando de costas o algemando e o levando para fora daquela cela, a ida até os superiores, era inteiramente teatral, seguida de alguns empurrões e alguns xingamentos.

Depois de Jv explicar a situação ao diretor Tayr, o mesmo ordenou que o policial saísse da sala, pois ia ensinar bons modos ao preso insolente que nunca aprende. Assim que as ordens do diretor foram atendidas, Batista estava a sós com o diretor e sorriu.

-Você tem me dado problemas de mais moleque, sorria o quanto quiser, vamos ver quanto tempo esse sorrisinho dura.

Disse o diretor se levantando dobrando as mangas de sua blusa social branca que tinha um suspensório e indo em direção a cadeira onde o loiro se encontrava sentado algemado para trás. o diretor encheu bem a mão o acertando com um belo soco na parte esquerda de seu rosto que vou capaz de fazer a cadeira cair com o loiro que cuspiu sangue rindo depois.

-O que foi Tayr? Gosta de me bater? Sua esposa não gosta muito que eu esteja com o rosto machucado na cama dela!

Disse Batista irritando Tayr, que o chutou com força bem na boca do estômago.

-Vou ensinar a você, quem que fode com quem.

Disse Tayr se referindo a bater começando a o chutar diversas vezes e o pisotear, o sangue já escorria pelo chão, e depois de muito bater Tayr da uma pausa o olhando com respiração alterada pelo intenso "exercício".

-Ah... Cansou Tayr? Acho que seria bom eu foder com sua vida também!

Disse Batista rindo e Tayr já se preparada para o dar um chute no rosto.

-LUCAS!!

Gritou Batista, o nome fez Tayr recuar e não o chutar, Batista sorriu com a reação.

-Sua esposa sabe de seu amante? Acho que não... Se você, seu merda, tocar em mim mais uma única vez, eu mando matar sua esposa, e seus filhos vão crescer sabendo que você sempre a traiu.

Ameaçou Batista o olhando com um sorriso bem psicopata

-Você não sabe nada sobre minha vida seu imundo, e mesmo que soubesse, se eu te matar agora, não vai poder fazer nada.

Disse Tayr sacando sua pistola apontando para o loiro machucado no chão, o loiro apenas riu, uma risada que mostrava todo seu desprezo por Tayr e se arratou já fora da cadeira, mas ainda algemado, ficando de joelhos em frente a arma o olhando bem nos olhos, azul no azul, disputando qual olhar era mais intenso.

-Tente. Se eu não sair daqui vivo, outras pessoas farão o serviço por mim, tenho contatos fora dessa droga de lugar, Você, seu merda, vai receber umas mensagens no seu celular, quando eu quiser mandar, e sim, tenho seu número, se você vacilar comigo, eu juro que mato você e dou de comida na cantina dessa merda de prisão.

Ameaçou Batista novamente roçando sua testa naquela arma o provocando com um sorriso desafiador nos lábios.

Sujo. Tayr se sentia mais sujo do que nunca jamais se sentiu. Afinal, todos somos sujos, depende apenas de nós mesmo, deixar este lado dominar.

Muitas coisas são sujas, palavras são sujas, gestos são sujos, pensamentos são sujos. O Ser Humano é imundo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3


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