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História My future with you - supercorp - Capítulo 20


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Notas do Autor


Heey gays!!!



Boa leitura!!!

Capítulo 20 - Um dia nada comum


O gramado ao lado do casarão branco estava totalmente tomado por cadeiras que demarcavam o caminho de um tapete vermelho, envolto por fitas e rosas brancas que iam até o altar, enfeitado com um painel também florido.

A maior parte dos convidados já havia chegado, restando poucas cadeiras vazias e poucos minutos para o início da cerimônia. Era final de tarde e o sol ainda se fazia alto por conta estação em que estavam, no entanto, seus raios já não tinham tanto vigor. O que deixava o ambiente confortável e propício para a ocasião.

O buffet seria servido em outra extremidade do gramado, onde alguns garçons já transitavam.

No andar de cima, n oque deveria ser o quarto de hóspedes e que ficava na outra extremidade dos quartos de Kara e Lena, um verdadeiro aparato havia sido montado. Celeste havia tido um dia de rainha.

Se olha no espelho enquanto os últimos retoques de seu penteado eram feitos admirando a imagem nele refletida. Por um momento desejou que a situação fosse diferente. Que fosse o seu verdadeiro amor a espera-la do outro lado.

Espanta os pensamentos assim que uma figura pálida surge atrás de si.

- Lena... – Exclama surpresa. Desde que o noivado fora anunciado, há um mês atrás, a garota pouco havia dito e parecia querer evita-la a todo custo.

Lena agora a encarava intensamente.

- Podem nos deixar a sós por um momento, por favor? – Sorri para a maquiadora e para o cabeleireiro que se retiram em seguida. A mais velha se levanta, ganhando um olhar ainda mais atento da morena – Estou bonita?

- Eu gostava mais... Quando a sua aura brilhava tanto quanto a sua roupa agora.

Celeste abaixa a cabeça. Conhecia os dons de Lena. Sabia que ela, ao contrário de sua mãe que na maioria das vezes era apenas um canal de comunicação, poderia ver coisas que a governanta não poderia revelar, por isso manteve distância.

- Lena... Eu... Só quero que saiba que apesar do que possa acontecer daqui para frente, eu amo você. Amo como amaria uma filha se eu tivesse tido uma.

Os verdes marejam e ela nega com a cabeça, mordendo os lábios.

- Eu lembro de cada momento – Celeste continua – Das vezes em que veio para o meu quarto durante a noite por estar com medo de alguma visão ou de algo que conseguia sentir. Eu nunca via nada, mas você afirmava que estava ali e então eu só ficava lá com você... Até que dormisse – Sorri com a lembrança.

Lena continuava acuada perto da parede e agora abraçava seu próprio corpo, enquanto o cenho se mantinha franzido entre a indignação e o choro.

- Quando as primeiras mudanças em seu corpo começaram a aparecer, quando virou mocinha e veio correndo me procurar achando que tinha algo de errado... Eu carrego cada uma dessas memórias comigo com apreço.

- Pare – Diz entredentes – Eu posso sentir algo... Algo vindo de você. Algo ruim – Uma lágrima solitária desliza pela bochecha de Lena.

- Eu não peço que entenda minhas razões. Eu só peço que se lembre disso: eu amo você Lena. E eu jamais lhe causaria nenhum mal – Faz uma pausa – O ritmo da sessões... Diminuíram consideravelmente nas ultimas semana, não foi? – Tenta fazer com que Lena acreditasse na veracidade do que dizia mais uma vez – Adivinhe quem convenceu o Lorde...

- Me dê sua mão – Diz com a voz embargada e estica o braço em direção a mulher que sorri tristemente.

No mesmo instante a maquiadora bate à porta avisando que Celeste tinha mais dez minutos e que eles precisavam entrar para terminar os últimos retoques.

- Eu sinto muito, minha querida – Prende a vontade de chorar que havia lhe atingido subitamente ao ver os olhos verdes se voltando tão tristes em sua direção. Agiria com sua razão.

Puxa uma longa respiração enquanto pegava o buquê de flores sobre a cama. Lena sai em disparada dali, não aguentando o peso das palavras de Celeste e quanto elas iam no sentido oposto ao que a morena podia sentir.

 

(...)

 

- A menos que você tenha sequestrado, atentado contra a vida ou integridade de alguém, não vejo por que estar me perguntando isso.

- Apenas... Responda Alex – Kara para frente a cômoda onde o celular estava apoiado, dando a Danvers mais velha a visão de uma Kara com um vestido social colado de cor creme e um coque bem feito, através da chamada de vídeo.

- Apenas pelo cárcere, já contaria pelo menos cinco anos de prisão. Não sei se essas evidências que me descreveu seriam suficientes, mas poderiam ser um começo. Por que quer saber sobre isso e para onde vai assim?

Kara some do campo de visão da irmã, só para voltar segundos depois, colocando os brincos que imitavam pérolas.

- Já vi que não vai me ajudar – Suspira frustrada – E eu vou a um casamento.

- What? – Pergunta de um jeito estridente – De quem? A sobrinha do seu patrão vai casar?

- Não... – Afirma mais rápido do que deveria – Claro que não – Ri nervosamente.

- Kara... O que não está me contando? Você está agindo estranhamente há um bom tempo. Comendo pelas beiradas, e agora isso... Apenas pergunte ou peça o que quiser. Estou aqui para você. Por você.

Os azuis se desviam para o chão de madeira maciça. Kara coloca as mãos uma de cada lado da cintura fina. Negando com a cabeça após o que pareceu ser um longo momento de reflexão.

- Eu preciso ir. Ligo mais tarde – Avança em direção ao aparelho.

- Kara... – Chama antes dela desligar – Só... Se cuide. Tudo bem?

- Você também – Sorri acenando para a irmã.

Kara guarda o celular em sua bolsa de mão e fecha os olhos, puxando uma longa respiração. Antes de sair ao encontro de Lena.

Aquele seria um dia nada comum.

E isso se confirmou assim que um corpo se chocou contra o seu quase a derrubando.

- Lena? – Pergunta quase que automaticamente ao ser extasiada pelo perfume que conhecia muito bem – Ei... – Tenta se afastar para que pudesse olhar em seu rosto, mas os braços da morena se apertam mais ao seu redor – O que está acontecendo?

- Só... Me abrace. Por favor.

Kara sentia o corpo da menor tremer em seus braços, enquanto ela soltava um pranto sentido. Intensifica o abraço, tentando aplacar qualquer coisa que estivesse a afligindo.

A morena sentia com cada fibra de seu ser, que o que estava por vir, a feriria infinitamente. E só queria sentir o conforto dos braços macios, antes que tudo ruísse. Queria aplacar o medo, na segurança dos braços de Kara.

(...)

Lena já estava posicionado na primeira fileira, a maquiagem havia sido refeita com a ajuda da namorada e agora ela encarava assim como todos os outros convidados, Celeste se aproximar junto a marcha nupcial. Seu tio estava corado e distribuía sorrisos. Não parecendo nenhum pouco com sua versão “normal”. Olha para o seu lado esquerdo e Kara lhe sorri assim que percebe seu olhar. Entrelaçando suas mãos sob seu colo.

A morena sente um toque em seu ombro e vira-se para encarar James, que estava sentado do seu lado direito. Ele sorri, mas Lena não foi capaz de retribuir com o mesmo entusiasmo. Sente a mão de Kara apertando-se sobre a sua e nem precisava olhar para saber que ela também se sentia incomodada.

O juiz de paz inicia um elaborado discurso, pouco tocante, para maioria das pessoas ali. Não pela falta de beleza das palavras, mas pela gritante falta de sintonia entre aquele casal.

O Lorde não conseguia esconder o contentamento, praticamente atropelando o celebrante que recitava os votos, na hora de dar o tão esperado “sim”.

- Celeste Kayleigh McCarthy... – É a vez da mulher que sentia a respiração levemente acelerada pela ansiedade – Você aceita Friedrich Augustus Ramsay como seu legítimo esposo...

A mulher desvia rapidamente o olhar para o homem em pé a alguns metros dali, enquanto as memórias a invadem.

Flashback ON

A mulher de meia idade encarava o homem de corpo bem definido, poucos anos mais jovem que ela, se vestindo próximo a cama. Ela mordia o lábio inferior enquanto ainda sentia o corpo vibrar pelo que haviam acabado de fazer.

- Quando poderá vir novamente?

- Não sei... Consegui vir hoje, pois um dos garotos aceitou me cobrir por algumas horas – Acaba de vestir a regata branca, se aproximando da mais velha, depositando um beijo em seus lábios – Como vão as coisas com o velho? – Pergunta com o corpo parcialmente por cima do dela.

- Sério que vai falar dele agora? – Suspira chateada, Já sabia o que estava por vir – Estão indo... No seu ritmo.

- Celeste – Envolve seu rosto com a mão áspera – Você precisa avançar. Já fazem meses desde que iniciamos esse plano e ainda estamos praticamente na mesma.

- Você... Você pensa que é fácil? – Pergunta contrariada – Como meu homem você deveria ser o primeiro a não gostar da ideia – Tenta se desvencilhar de seu toque, mas ele intensifica seu peso sobre ela, fazendo-a encará-lo.

- Eu gosto da ideia de nos vermos livre disso tudo, em um lugar distante e com muito dinheiro na conta. Imagina que serei eu a estar lá com você, huh? – Começa a beijar seu pescoço seguidas vezes, subindo pela linha do maxilar, fazendo-a baixar a guarda – Dê um sedativo a ele. Não sei... Ou o veja apenas como eu vejo. Um grande cifrão. Que representará nossa felicidade futura.

Se despede com um ultimo beijo e Celeste encara o teto desanimada. Fazendo uma recapitulação de sua vida e das motivações que nutria para ir adiante com aquilo. Mesmo que embrulhasse o estômago.    

Estava no início dos trinta e alguns quando começou a trabalhar ali. Tinha uma mãe adoentada para prover e dois irmãos completamente inúteis que só sabiam viver nos bares de Ennis. Celeste não tinha nenhum horizonte quanto ao seu futuro e acabou ficando pela necessidade e depois pela comodidade. Só viu o quanto de sua vida já havia perdido depois de conhecer o segurança que abriu os seus olhos. Que mudara sua perspectiva de vida e plantara novos anseios em seu interior.

Anseios esses, que a mulher vinha travando uma verdadeira batalha para poder conseguir alcançar. E a mais difícil dela estava em ter um contato mais íntimo com o Lorde. O detestava. Tinha asco de suas ações. Da pessoa horripilante que ela já fora e ainda era. Apesar de mais velho e cansado. O que poderia ser uma vantagem para ela. Torcia para que ele acabasse dormindo durante o ato ou mesmo antes dele. Assim não se sentiria tão suja.

Ter consciência de todo o mal que ele já infligira naquela casa, a mãe de Lena e a própria Lena, a fazia sentir-se culpada por estar fazendo aquilo, mas não poderia voltar atrás agora. Já havia desperdiçado tempo demais de sua vida sendo a “boa moça” que todos esperavam. Iria agir com a razão e não com o coração.

E a sua razão estava coberta de cobiça. Se o Lorde era o caminho... Que assim fosse.

(...)

Mais uma vez a mulher se esgueirava como um felino moribundo em meio a escuridão da noite e de seus atos libertinos.  Paralisando ao ouvir o barulho do carro na garagem. Se esconde na soleira de uma das portas do corredor, encarando e confirmando o fato consciente de que as duas estavam fora de casa. Juntas.

Quando a médica chegou ali, Celeste pode ver uma luz surgir nos olhos de Lena novamente e realmente apoiava o que via. Não era criança, já havia notado os olhares furtivos entre elas. Porém, diante da possibilidade de ter a loira levando Lena para longe dali antes que pudesse realizar o que planejava para com o Lorde, teve certeza de que não poderia mais apoiar aquilo. O que as impedira de fugir durante aquela noite? E quem garantiria que não acabaria acontecendo novamente?

Precisava pensar urgentemente em uma forma de paralisá-las. Ainda não contaria a ninguém. Amava Lena, do seu modo, e não a feriria, não seria um segundo Ramsay em sua vida. Não queria ser. E a solução para este problema pareceu surgir no dia seguinte, com a chegada de uma nova peça no complicado tabuleiro daquele jogo perigoso em que se encontrava.

James Olsen era tudo o que precisavam na visão de Celeste que juntamente ao seu amante, sondaram e investigaram como puderam a vida do homem aparentemente muito bem sucedido, que pareceu ter realmente boas intenções com Lena. E que fez Celeste ter a certeza de que poderia seguir com o seu plano sem peso na consciência. Ele poderia fazer Lena feliz, mesmo que ela no momento não pudesse enxergar aquilo.

Mas Celeste enxergava e via nele um possível aliado.

O que fez ela abordá-lo em uma de suas idas ali.

- Sim? – Vira-se para encarar que acara de tocar em seu braço delicadamente, impedindo-o de fazer o caminho até o seu carro.

Sem nada dizer, ela coloca disfarçadamente um papel no bolso de sua calça.

- Senhorita...

-  É sobre Lena... Me encontre neste café. Tenho certeza que será de seu interesse.

Diz simplista, dando as costas ao homem e voltando para dentro do casarão.

(...)

- Então – Sorri -   O que tem de tão interessante para me falar que envolva a senhorita Ramsay...

A mulher devolve o sorriso.

- Gosta mesmo dela, não gosta?

- Se eu a tivesse comigo, seria capaz de dar o mundo a ela, se ela pedisse.

Celeste tenta se conformar com a resposta. Não lhe soava como alguém que amava outra pessoa. Mas... Parecia ser bom. Teria que ser. Pois o que estava prestes a revelar desencadearia consequências que viriam a ser irreversíveis.

- Eu cuido de Lena desde que sua mãe partiu... E ela já sofreu muito naquela casa. Eu só quero o melhor para ela.

- Está me dando um tipo de benção ou... – Cruza os braços.

- Eu quero dizer que... Eu acredito que poderá dar uma ótima vida a ela. Que irá respeitá-la, acima de tudo. Mas... Há outra pessoa.

O olhar do homem se desfoca sobre a mesa e Celeste observa sua mão fechando-se em punho.

- Eu posso competir. E posso ganhar.

Celeste puxa uma longa respiração, procurando buscar as palavras certas.

- A questão é que Lena já está envolvida. Lena gosta dessa pessoa. E se você... Se nós não fizermos algo. Tantos os seus, quanto os meus planos, podem ser frustrados.

- Quem é ele?

- Ela...

Olsen sorri com desdém.

- A médica – Conclui, passando os dedos no queixo anguloso – O que devo fazer? – Completa em uma aceitação muda.

Celeste abre um largo sorriso. Sentindo-se mais perto do que nunca de conseguir o que queria.

Flashback OFF

- Até que a morte os separe? – O juiz de paz completa.

Celeste sorri com algoz. Havia conseguido.

- Sim – Coloca a aliança no dedo anelar do homem, fazendo um dos últimos movimentos naquele jogo de repleto de artimanhas. Anunciando com aquela pequena palavra a jogada que deixava o rei em “xeque” e ditava o derradeiro movimento que estava por vir.


Notas Finais


Risquei o fósforo e agora estou acendendo o pavio kkkk


Até mais <33


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