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História My gentleman guy (Doyoung) - Capítulo 1


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Notas do Autor


☞ Esta fanfic está sendo repostada, ou seja, ela já havia sido publicada antes.

☞ O Mingyu mencionado não é o do Seventeen, anteriormente era, mas resolvi mudar isso pois estava me deixando desconfortável usar a imagem dele para um personagem tão grotesco.

☞ Essa fanfic passou muito tempo parada e sem atualização mas eu vou concluí-la desta vez e fazer correções no decorrer do enredo.

Capítulo 1 - Haera sentia que o caos a assombrava


SEOUL, 2018

— Haera, me conte, exatamente o quê tem acontecido nos últimos dias e o quê tem feito. — O Kim questiona e a garota franze o cenho olhando para o teto que tinha a pintura em um tom claro.

— Eu fui aos Estados Unidos. Mingyu mandou eu ir, ele apenas disse que eu deveria ir caso quisesse que ele não revelasse certas coisas aos meus pais. Então, eu fui, eu praticamente invade a casa de alguém e depois o meu irmão ficou furioso comigo. Ele me odeia. — A garota concluí e Doyoung assente.

— Penso que seu irmão não te odeie, Johnny não parece ser o tipo de pessoa que guarda rancor e mágoa, ele apenas está aborrecido e sem paciência pela postura que você têm tido nos últimos anos. Se você conseguir se controlar, ficar calma, não terá mais esses problemas.

— Meu pai disse que deveria me internar em um hospital psiquiátrico.

— Seu caso ainda não é extremo. Se o tratamento der certo, você poderá viver bem em meio a sociedade. Nós vamos conseguir. Não se aflija.

Haera apenas fica calada por um tempo pensando nas coisas que fez ao longo dos anos e em como era controlada por Mingyu. Ela sabia que era uma pessoa ruim, ela infernizou Johnny e Jaehyun ao longo dos anos pois ela se divertia fazendo isso, e quando parou de achar divertido Mingyu apareceu lhe dizendo para fazer as mesmas coisas de antes, que ele iria ajudá-la a ficar com Jaehyun e então lá estava ela. Se metendo na vida dos outros e sendo insuportavelmente irritante.

— Haera, pode me dizer o que estiver pensando.

— Por quê só eu tenho que falar? Você não pode apenas ficar quieto. — Haera resmunga e Doyoung suspira.

— Mas esse é o meu trabalho. Estamos aqui para falar sobre você e não sobre mim.

— Mas me diga algo sobre você. — A garota pede e o rapaz apenas assente.

— Tenho 23 anos.

— Oppa, eu sei disso. Algo que eu não saiba?

— Não há nada que você não saiba, te conheço desde sempre. — Doyoung fala e a garota fica pensando.

— Deve ter algo que eu não saiba. Tem namorada?

— Haera, eu tenho uma namorada a pelo menos dois anos.

— Eu não sabia disso. — A garota olha surpresa pra ele. — Por quê eu não sabia disso? 

— Talvez estivesse muito ocupada dando ouvidos ao que Mingyu lhe mandava fazer. Me diga algo que fez que não esteja ligada a Mingyu.

— Eu não sei.

— Tudo bem. — Doyoung respira fundo. — Evite discussões com seu pai, não mantenha contato com Mingyu, ele pode atrapalhar nossos avanços.

— Acha que eu ainda tenho salvação?

— O quê você pensa sobre isso Haera?

— Eu sou uma pessoa ruim e que faz coisas ruins. Não me lembro de ter feito nada de bom ao meu pai, ao Johnny ou a qualquer outra pessoa. — A garota concluí sendo sincera e o Kim a ouve atentamente.

— Têm alguma recordação boa com seu pai? Digo, quando chegou a casa dele, algo sobre sua mãe.

— Isso irá ajudar? — Haera questiona e Doyoung assente. — Não, minha mãe não era muito afetiva então quando ela faleceu eu não senti tanta a falta dela, e meu pai sempre apontou minhas falhas e por mais que tenha me aceitado em sua casa, me escondia nos jantares de família, e nunca me apresentava como sua filha.

— Quando se sentiu estranha pela primeira vez? — Doyoung estava tentando achar a raiz dos problemas da garota.

— Não sei, quando conheci Mingyu, ainda era muito pequena, ele apenas disse que se meu pai me odiasse, e meu irmão me odiasse, eu deveria fazer o mesmo. Eu não tinha com quem conversar, talvez a minha convivência com ele tenha me transformado no que sou hoje.

— É o suficiente por hoje. — Doyoung finaliza e Haera levanta da poltrona e respira fundo.

— Isso é cansativo. Como aguenta ouvir tantas pessoas? Parece ser chato.

— Empatia e compreensão são uma dádiva que nem todos têm.

— Tem razão, talvez eu não tenha isso também. — Haera pega sua bolsa e caminha em direção à porta. — Talvez eu odeie a mim mais que aos outros.

Ela saí do consultório do Kim que apenas olha para a porta já fechada. Entender Haera não era fácil, talvez ela não fosse ruim de todo, ela apenas teve o azar de ter os pais que teve e uma péssima influência. 

                                […]

— Haera ainda não chegou? — O Sr. Seo pergunta enquanto folheia seu jornal a sua esposa lhe serve o seu chá.

— Ela deve estar chegando.

— Ela só tem me dado problemas. Devia tê-la mandado para um Colégio interno como fizemos com Johnny, talvez ela seria alguém decente. — O homem fala e sua esposa abaixa a cabeça.

Ela não poderia falar nada, afinal de contas, Haera não era sua filha, e ela também não conseguia olhar para a garota sem se lembrar da infidelidade do marido. Do outro lado da casa, a garota entra pela porta da cozinha e vê Kyung Hee, a cozinheira da família.

— Oh, como foi? — A senhora que já tinha mais de cinquenta anos pergunta e a garota a olha cansada.

— Por quê eu tenho que passar por isso? É cansativo falar sobre mim.

— Aigoo! É pro seu bem, logo será uma outra pessoa. — A mulher sorri docemente para a garota enquanto enxuga as mãos no pano de prato.

— Ahjumma! — A garota sorri para a mais velha docemente. — Posso dormir com você hoje?

— O quê? Aigoo! Você não tem mais seis anos Haera.

— Eu não quero ficar sozinha. Meu pai dará outro jantar hoje, e eu não irei participar por ser a vergonha dele. — Haera fala e a mulher sente um pesar mesmo que ela não demonstre.

— Tudo bem, mas não deixe que seu pai saiba. Ele não gosta de ver você indo para os fundos da casa. — A mulher murmura e a garota sorri alegre.

— Ahjumoni, eu gosto muito de você. — A garota fala e abraça a mais velha que lhe afaga os cabelos.

— Haera, solte a Sra. Go. — A voz do Sr. Seo é ouvida e a garota suspira. — Vá para o seu quarto e não saia de lá, teremos convidados e eu não preciso de mais problemas relacionados a você. — A garota o obedeceu saindo da cozinha ainda emburrada.

Assim que ela sai, o homem olha para Go Kyung Hee sério. A senhora por outro lado não parece estar afetada com a presença dele.

— Já disse para se manter longe de Haera.

— Não posso me manter longe de minha neta apenas por que você se envergonha dela ser neta da sua empregada. — A senhora rebate e o mesmo respira fundo.  

— Go Kyung Hee, eu permiti que continuasse aqui mas que não se metesse com Haera, só irá fazer mal a ela.

— Sabe quem realmente faz mal a ela? Você! Você é o único responsável pelo que ela é hoje. Como espera que ela seja uma pessoa com boas intenções se você apenas apresenta as coisas ruins a ela? Haera não precisa viver essa mentira, você a deixa presa aqui como se ela fosse uma criminosa! Ela não podia ter amigos, ir a escola, ela não pode ir pra faculdade porque o Senhor Seo, dono do hospital renomado de Seul precisa manter a aparência de marido perfeito diante a sociedade. Haera merece mais que sua família podre! — A mulher fala e a discussão chama a atenção da senhora Seo que logo aparece e vê o marido quase se desfazendo em raiva.

— O que está acontecendo aqui?

— Está tentando dizer que eu sou culpado por tudo isso? Sua filha foi a maior culpada! Ela sequer teve a decência de sobreviver ao acidente e cuidar da própria filha!

— Querido, já chega! Haera pode ouvir. — A mulher tenta acalmar o marido tocando seu ombro levemente e este se esquiva.

— Haera não precisa do seu sobrenome ou de seu dinheiro. — A senhora fala e o homem ri em deboche.

— Ela ainda é minha filha.

— Filha que você renega mesmo estando dentro de sua casa. Isso é contraditório não?

— Eu já disse para se manter longe. Haera é meu problema, eu sei o quê devo ou não fazer com ela.

O homem saí do recinto e sua esposa olha para a mulher e respira fundo. Manter Haera ali era mais problemático do que apenas deixa-lá ir para onde quisesse.

— Go Kyung Hee, se você me ajudar, pode ser que conseguimos dar um jeito nesse problema.

— Quer que eu tire Haera daqui? — A mulher apenas assentiu levemente.    


Notas Finais


O Próximo capítulo sairá na semana que vem, provavelmente na segunda-feira.


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