História My Angel - Norminah G!P (HIATUS) - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Dinah Jane, Normani Kordei, Norminah
Visualizações 702
Palavras 3.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Opa, galera! Desculpa a demora aí (vivo pedindo desculpa, q). Mas, enfim, vamos ao que interessa. Esse capítulo é um dos meus favs, ta um amorzinho, então, boa leitura...

Capítulo 18 - Capítulo 18


Fanfic / Fanfiction My Angel - Norminah G!P (HIATUS) - Capítulo 18 - Capítulo 18

Normani P.O.V

As manhãs de segunda-feira podiam ser formidáveis quando começavam ao lado de Dinah Jane Hansen. Fomos para o trabalho com minhas costas junto a seu corpo e seus braços sobre meus ombros, para que pudéssemos atar nossas mãos. Enquanto ela brincava com o anel que tinha me dado, estiquei as pernas e admirei os sapatos de salto alto que ela havia comprado, junto com algumas roupas, para eu usar quando dormisse em sua casa. Para começar a nova semana, eu tinha escolhido um vestido justo preto com risca de giz e um cinto azul. Ela tinha um ótimo gosto, isso eu era obrigada a admitir. Quando abri as gavetas que ela separou para mim no banheiro, encontrei todos os cosméticos e produtos de higiene que costumava usar. Nem me dei ao trabalho de perguntar como ela sabia, já que provavelmente não ia gostar da resposta. Em vez disso, decidi encarar a coisa como mais uma prova de sua dedicação. Ela sempre pensava em tudo. O ponto alto da minha manhã foi ajudar Dinah a vestir um dos seus belíssimos vestidos. Fiz sua maquiagem; ela colocou sua roupa (capa); arrumei seu cabelo; ela calçou seus saltos; por fim vesti seu blazer, pus uma gargantilha nela e alguns anéis. Fiquei impressionada com o fato de que vesti-la podia ser uma experiência tão sexy quanto despi-la. Era como embrulhar um presente para mim mesma. O mundo todo veria a beleza da embalagem, mas só eu conhecia a mulher por baixo dela e sabia como ela era preciosa. Seus sorrisos mais íntimos e suas gargalhadas gostosas, a gentileza de seu toque e a ferocidade de sua paixão estavam reservados só para mim. O Jeep sacudiu levemente ao passar por um buraco e Dinah me apertou um pouco mais em seu abraço.

– Quais são seus planos para depois do trabalho?

– Hoje começam minhas aulas de krav maga.

Meu tom de voz mostrava como eu estava animada com isso.

– Ah, é verdade.

Ela roçou os lábios na minha cabeça.

– Você sabe que vou querer ver você aprendendo os golpes. Só de pensar já fico com tesão.

– Já não ficou bem claro que qualquer coisa deixa você com tesão? – provoquei, cutucando-a com o cotovelo.

– Qualquer coisa relacionada a você, o que é bom pra nós duas, já que você é insaciável. Me mande uma mensagem quando terminar a aula e eu passo na sua casa.

Revirando a bolsa, peguei o celular para ver se ainda estava carregado e vi uma mensagem de Val. Era um vídeo, acompanhado de um breve texto:

"Hansen sabe que o irmão dela é um fdp? Fique longe de JC (Jace), gata, bjs."

Comecei a assistir à filmagem, mas demorei um tempo para descobrir do que se tratava. Quando enfim entendi o que havia ali, senti meu sangue gelar.

– O que é isso? – Dinah perguntou com os lábios colados em meus cabelos.

Depois senti seu corpo todo enrijecer atrás de mim, o que comprovava que ela estava vendo tudo. O vídeo havia sido feito na festa dos Wayland. Pelas paredes de plantas ao redor, dava para ver que ele estava no labirinto, e pelas folhas emoldurando a imagem, dava para ver que ele estava escondido. Os protagonistas da filmagem eram duas mulheres em um abraço apaixonado. A bela mulher estava aos prantos, ao passo que a outra a beijava em meio a suas palavras frenéticas e a consolava com carícias. Estavam falando sobre mim e Dinah, dizendo que eu estava usando meu corpo para faturar alguns de seus milhões.

– Não se preocupe – Jace disse num tom suave a uma Katherine perturbada.

– Você sabe que o interesse de Dinah nunca dura muito.

– Com ela é diferente. Acho... acho que ela está apaixonada.

Ele deu um beijo na testa dela.

Ela não faz o tipo da minha irmã.

Apertei os dedos de Dinah entre os meus. À medida que o tempo passava, o comportamento de Katherine aos poucos foi mudando. Ela começou a ceder ao toque de Jace, sua voz se tornou mais suave, sua boca, mais acessível. Para um observador externo, logo ficava claro que ele conhecia bem seu corpo — sabia onde acariciar e onde apertar. Quando ela enfim reagiu à sua bem ensaiada sedução, ele levantou seu vestido e transou com ela ali mesmo. O fato de que estava se aproveitando da situação saltava aos olhos. Era visível em seu olhar triunfante de desprezo enquanto enfiava o pau em uma mulher cujos pensamentos pareciam estar muito distantes dali. Eu mal reconheci o Jace que vi na tela. Seu rosto, sua postura, sua voz... era como se fosse um outro homem. Dei graças a Deus quando a bateria do meu celular acabou e a tela se apagou de repente. Dinah me abraçou.

– Credo – sussurrei, aninhando-me junto a ela com cuidado, para não manchar sua roupa de maquiagem.

– Que horror. Sinto até pena dela.

Ela bufou.

– Esse é o Jonathan Christopher.

– Que filho da puta. Aquele olhar pretensioso na cara dele... eca.

Estremeci. Beijando meus cabelos, ela murmurou:

– Pensei que com Kath ele não faria nada. Nossas mães são amigas há anos. Acho que esqueci como ele me odeia.

– Por quê?

Por um instante me perguntei se os pesadelos de Dinah tinham alguma coisa a ver com Jace, mas logo afastei esse pensamento. Sem chance. Dinah era anos mais velha, e muito mais madura em todos os sentidos. Ela acabaria com a raça de Jace.

– Ele acha que não recebeu atenção suficiente quando éramos crianças – Dinah respondeu com um toque de irritação – porque estava todo mundo preocupado em saber como eu me sentia depois do suicídio de meu pai. Então ele quer tirar o que tenho. Tudo o que puder.

▶ Leia ouvindo: Angels – The XX

Eu me virei para ela, enfiando os braços sob seu blazer, para me sentir ainda mais próxima. Havia algo em seu tom de voz que me fez sofrer por ela. A casa em que foi criada lhe causava pesadelos, e ela se mantinha totalmente distante de sua família. Ela nunca havia sido amada. Era simples — e complicado — assim.

– Dinah?

– Hã?

Eu me afastei para olhar para ela. Depois estendi a mão e percorri com o dedo suas sobrancelhas.

– Eu te amo.

Um tremor tomou conta de seu corpo, e com força suficiente para que eu o sentisse também.

– Eu não queria assustar você – disse logo, olhando para o outro lado a fim de lhe proporcionar um pouco de privacidade.

– Você não precisa fazer nada a respeito. Só não aguentava mais esconder como me sinto. Agora você já sabe.

Ela agarrou minha nuca com uma das mãos; a outra desceu até minha cintura e me pegou com força, deitando minha cabeça em seu peito. Dinah me manteve assim, imobilizada, pressionada junto a ela como se fosse fugir. Sua respiração e seu pulso estavam acelerados. Pude sentir as batidas do seu coração. Ela não disse mais nada no restante do trajeto, mas também não tirou as mãos de mim. Eu planejava dizer isso de novo algum dia no futuro, mas, para uma primeira vez, acho que até nos saímos bem.

Music Off

[***]

Às dez em ponto, mandei duas dúzias de rosas vermelhas com caule longo para o escritório de Dinah, junto com um bilhete:

Uma celebração aos vestidos vermelhos e aos passeios de limusine.

Dez minutos depois, recebi um comunicado interno do edifício com um envelope e um cartão que dizia:

VAMOS FAZER ISSO DE NOVO. EM BREVE.

Às onze, mandei um arranjo preto e branco de lírios e copos-de-leite para seu escritório, também com um bilhete:

Em homenagem aos vestidos em preto e branco e às fugidinhas pra biblioteca...

Dez minutos depois, veio a resposta:

QUERIA DAR UMA FUGIDINHA COM VOCÊ AGORA MESMO...

Ao meio-dia, sai para fazer compras. Para comprar um anel. Passei em seis lojas diferentes antes de achar o modelo perfeito. Feito de platina e cravejado de diamantes claros, com um visual industrial que me fazia pensar em poder e submissão. Era um anel dominante, ousado e feminino. Tive que abrir uma linha de crédito na loja para poder comprá-lo, mas achei que a mercadoria valia os meses de prestações que eu teria pela frente. Liguei para o escritório de Dinah e falei com Allyson, que me conseguiu uns quinze minutinhos na agenda lotada dela para uma visita.

– Muito obrigada pela ajuda, Ally.

– Você merece, Mani. Adorei ver a reação dela quando recebeu as flores. Acho que nunca a tinha visto sorrir daquele jeito.

O amor tomava conta de mim. Queria ver Dinah feliz de qualquer jeito. Como ela havia dito no dia anterior, eu vivia para agradá-la. Voltei a trabalhar com um sorriso no rosto. Às duas horas, mandei entregar um arranjo de lírios no escritório de Dinah com um envelope lacrado e a seguinte mensagem dentro:

Em agradecimento ao sexo selvagem.

A resposta:

ESQUEÇA O KRAV MAGA. FAÇA SUA MALHAÇÃO COMIGO.

[***]

Quando eram três horas — cinco minutos antes de meu encontro com Dinah — eu fiquei nervosa. Levantei-me da cadeira com as pernas trêmulas e assim me dirigi ao elevador para subir até seu andar. Era o momento de entregar o presente, e fiquei com medo de que ela não gostasse do modelo que escolhi... Ela era apaixonada por anéis. A recepcionista ruiva liberou meu acesso imediatamente e, quando Ally me viu aparecer no corredor, ficou de pé e me cumprimentou com um sorriso largo e um abraço. Dirigi-me diretamente ao escritório de Dinah, e Ally fechou a porta atrás de mim. Fui imediatamente envolvida pela adorável fragrância das flores, e fiquei surpresa ao ver a maneira como elas tornavam aquele ambiente tão tecnológico mais vivo.

▶ Leia ouvindo: All Of Me – John Legend

Dinah desviou os olhos do monitor e ergueu as sobrancelhas ao me ver. Ela se levantou no mesmo momento.

– Normani. Aconteceu alguma coisa?

Vi quando ela saiu do papel do profissional para abrir espaço para a vida pessoal, amenizando a expressão do rosto ao olhar para mim.

– Não. É que...

Respirei fundo e caminhei na direção dela.

– Trouxe uma coisa pra você.

– Mais coisas? É alguma data especial e eu não estou sabendo?

Pus a caixinha com o anel no centro da mesa. Depois olhei para o outro lado, desconfortável. Comecei a duvidar da pertinência daquele presente comprado por impulso. Naquele momento, parecia uma ideia idiota. O que eu poderia dizer para ela não se sentir culpada por não querer o presente? Como se já não tivesse sido constrangedor o bastante ter me declarado naquele dia, logo em seguida eu aparecia com um maldito anel. Ela provavelmente já estava se sentindo aprisionada, louca para sair correndo. E a armadilha se estreitava ainda mais... Ouvi o barulho da caixinha sendo aberta e um suspiro.

– Normani...

Seu tom de voz era obscuro e perigoso. Virei-me com cautela, sentindo-me pequena diante da austeridade de seu rosto e da impassibilidade de seu olhar. Suas mãos agarravam a caixinha com firmeza.

– Exagerei? – perguntei com a voz rouca.

– Sim.

Ela devolveu a caixinha à mesa redonda.

– Exagerou. Não consigo ficar sossegada, não consigo me concentrar. Não consigo tirar você da minha cabeça. Estou com a cabeça longe daqui, e nunca fico assim durante o trabalho. Estou ocupada demais. E você me cerca de todos os lados.

Eu sabia muito bem que seu trabalho não era nada fácil, mas nem levei isso em conta quando senti vontade de fazer uma surpresa para ela — e depois outra e mais outra.

– Desculpe, Dinah. Nem parei para pensar no que estava fazendo.

Ela se aproximou com sua passada sexy, que por si só já dava pistas do volume que havia no meio das suas pernas.

– Não precisa se desculpar. Hoje está sendo o melhor dia da minha vida.

– Sério?

Ela pôs o anel no anelar direito.

– Eu queria fazer um agrado pra você. Serviu? Tive que chutar o tamanho...

– Ficou perfeito. Você é perfeita.

Dinah pegou minha mão e beijou meu anel, depois ficou olhando enquanto eu fazia o mesmo.

– O que sinto por você, Mani... chega até a doer.

Meu coração disparou.

– E isso é ruim?

– É maravilhoso.

Ela envolveu meu rosto com as mãos, e senti a frieza metálica do anel contra a bochecha. Dinah me beijou apaixonadamente, com os lábios famintos pelos meus e a língua explorando habilmente os recantos da minha boca. Eu queria mais, porém precisei me segurar, por saber que já tinha feito coisa demais para um dia só. Além disso, ela se distraiu com a minha visita inesperada e se esqueceu de acionar o botão que tornava opaca a parede de vidro.

– Diga de novo o que disse lá no carro – ela sussurrou.

– Humm... Não sei.

Passei minha mão livre por seu blazer. Estava com medo de dizer novamente que a amava. Ela foi pega de surpresa na primeira vez e não reagiu muito bem. Além disso, eu não tinha certeza de que ela entendia de fato o que aquilo significava para nós. Para ela.

– Você é linda demais, sabia? Eu sempre me surpreendo com isso, toda vez que nos encontramos. Enfim... Não quero correr o risco de assustar você.

Inclinando-se até mim, ela encostou sua testa contra a minha.

– Você se arrependeu do que disse, não foi? As flores, o anel...

– Você gostou mesmo? – perguntei ansiosamente, afastando-me para observar seu rosto, para ver se ela não estava tentando esconder a verdade.

– Não quero que você use só por minha causa se não tiver gostado.

Ela acariciou o contorno da minha orelha com o dedo.

– É perfeito. É como você me vê. Vou usar com o maior orgulho.

Adorei o fato de ela ter entendido o recado. Significava que ela me entendia.

– Se você está tentando me agradar só pra depois poder retirar o que disse antes... – ela começou, denunciando no olhar uma surpreendente ansiedade. Não resisti ao apelo de seus olhos.

– Eu estava sendo absolutamente sincera, Dinah.

Music Off

– Você ainda vai me dizer isso de novo – ela ameaçou com um tom de voz sedutor.

– Vai gritar pro mundo inteiro ouvir quando eu fizer o que estou pensando agora.

Sorri e dei um passo atrás.

– Volte ao trabalho, sua tarada.

– Às cinco eu levo você pra casa.

Ela ficou me olhando enquanto eu caminhava até a porta.

– Quero sua bocetinha peladinha e molhadinha quando entrar no carro. Pode se tocar um pouco pra ficar no ponto, mas sem gozar, ou haverá consequências.

Consequências. Um pequeno tremor atravessou meu corpo, mas aquele era um medo com o qual eu conseguia lidar. Dinah sabia exatamente até que ponto podia ir comigo.

– E você vai estar pronta pra mim?

Ela abriu um sorriso sarcástico.

– E quando é que eu não estou pronta pra você? Obrigada pelo dia de hoje, Normani. Adorei cada minuto.

Mandei um beijo para ela e vi a reação que causei em seus olhos. Aquele olhar permaneceu comigo durante o restante do dia. Já eram seis horas quando consegui chegar em casa, descabelada, mas bem comida. Soube exatamente o que me esperava quando vi a limusine de Dinah me esperando no meio-fio em vez do Jeep. Ela quase me atacou quando embarquei pela porta traseira, e ainda demonstrou mais uma vez suas fenomenais habilidades orais antes de acabar comigo com todo o vigor a que tinha direito. Dei graças a Deus por estar em forma. Caso contrário, o apetite sexual de Dinah, combinado com sua disposição aparentemente inesgotável, já teria me levado à exaustão. Não que eu pudesse reclamar.

[***]

Clancy já estava esperando por mim no saguão do prédio quando apareci esbaforida. Se ele notou meu vestido todo amassado, minhas bochechas vermelhas e meus cabelos despenteados, não disse nada. Eu me troquei correndo no apartamento e fomos direto para a academia de Damon. Estava torcendo para que ele pegasse leve, porque minhas pernas ainda estavam meio moles depois de dois orgasmos de contorcer os dedos do pé. Quando chegamos ao antigo galpão no Brooklyn, eu estava animada e bem disposta a aprender. Mais de dez alunos estavam entretidos em exercícios diversos, com Damon supervisionando tudo e gritando palavras de incentivo à beira do tatame. Quando me viu, ele veio até mim e me conduziu até um canto mais afastado da área de combate, onde poderíamos treinar juntos.

– Então... como estão as coisas? – perguntei, numa tentativa de aliviar minha própria tensão.

Ele sorriu, exibindo um rosto interessante e atraente.

– Está nervosa?

– Um pouco.

– Vamos começar trabalhando sua força e resistência física, e também sua atenção. Vou treinar você para não travar nem hesitar diante de confrontos inesperados.

Antes de começar, eu achava que tinha uma boa dose de força e resistência física, mas descobri que tinha muito a melhorar. Começamos com uma breve introdução aos equipamentos e à estrutura do espaço, e depois passamos para uma explicação sobre posturas de luta neutras ou passivas. Nós nos aquecemos fazendo exercícios físicos básicos, e logo passamos para uma sessão de “tapas”, na qual tentamos acertar os ombros e os joelhos um do outro e bloquear contra-ataques. Damon era absurdamente bom nisso, claro, mas logo comecei a pegar o jeito. A maior parte do tempo, no entanto, foi gasto treinando luta de chão, e a isso eu me entreguei de corpo e alma. Sabia muito bem como era ficar por baixo e em desvantagem física. Se Damon notou essa minha habilidade especial, não comentou nada. Quando Dinah apareceu no meu apartamento mais tarde naquela noite, encontrou-me largada na banheira, toda dolorida. Apesar de já ter tomado banho depois de encontrar seu personal trainer, ela tirou a roupa e entrou na banheira atrás de mim, abraçando-me com os braços e as pernas. Gemi quando ela me apertou.

– Está tão bom assim? – ela provocou, mordendo minha orelha.

– Quem poderia imaginar que ficar rolando no chão uma hora com um cara bonito poderia ser tão cansativo?

Val estava certo quanto ao fato de krav maga provocar hematomas. Eu já estava vendo algumas manchas escuras aparecendo sob minha pele, e nós ainda nem tínhamos começado a pegar pesado para valer.

– Eu poderia até ficar com ciúmes – disse Dinah, apertando meus seios – se não soubesse que Salvatore é casado e tem filhos.

Soltei um riso de deboche ao tomar conhecimento de mais uma informação que ela não deveria ter.

– E o número que ele calça, você sabe?

– Ainda não.

Ela riu do meu grunhido exasperado, e eu não conseguia deixar de sorrir ao ouvir aquele ruído tão raro. Um dia ainda discutiríamos essa obsessão por informações, mas aquele não era o momento para isso. Nós havíamos nos desentendido demais nos últimos dias, e o aviso de Val para que nos divertíssemos o máximo possível não saía da minha cabeça. Brincando com o anel no dedo de Dinah, contei sobre a conversa que havia tido com meu pai no sábado. Seus colegas policiais estavam pegando no pé dele por eu estar namorando a famosa Dinah Jane Hansen. Ela suspirou.

– Sinto muito.

Eu me virei para olhá-la.

– Não é culpa sua ser notícia. É assim mesmo quando se é tão linda.

– Um dia desses – ela disse, seca – vou descobrir se meu rosto é uma vantagem ou uma desgraça.

– Bom, caso a minha opinião valha alguma coisa, adoro seu rosto.

Ela sorriu e acariciou minha bochecha.

– Sua opinião é a única que importa. E a do seu pai. Quero que ele goste de mim, Mani, e não que fique pensando que estou expondo a filha dele a invasões de privacidade.

– Você vai conseguir conquistar meu pai. Tudo o que ele quer é me ver segura e feliz.

Ela relaxou visivelmente e me puxou mais para perto.

– Eu faço você feliz?

– Sim.

Apoiei o queixo em seu peito.

– Adoro ficar com você. Quando não estamos juntas, sinto muito a sua falta.

– Você disse que não queria mais brigar – ela murmurou com a boca colada no meu cabelo.

– Isso me incomodou. Você está ficando cansada de me ver estragar tudo o tempo todo?

– Você não estraga tudo o tempo todo. Eu também fiz um monte de cagadas. Relacionamentos são coisas complicadas, Dinah. E na maior parte das vezes não incluem um sexo maravilhoso como o nosso. Temos muita sorte, na verdade.

Ela pegou um pouco de água com a mão e despejou nas minhas costas, de novo e de novo, acalmando-me com seu calor constante.

– Nem me lembro direito do meu pai.

– Ah, é?

Tentei não ficar toda tensa nem revelar minha surpresa. Ou minha empolgação completa e minha vontade desesperadora de conhecê-la melhor. Ela nunca havia falado sobre sua família antes. Eu estava me segurando para não enchê-la de perguntas, porque não queria forçar a barra... Dinah soltou um suspiro profundo. Alguma coisa nesse gesto fez com que eu erguesse a cabeça e deixasse a prudência de lado. Passei a mão pelo seu pescoço descendo até seu braço.

– Quer falar sobre o que consegue lembrar?

– São só... impressões vagas. Ele não ficava muito em casa. Trabalhava muito. Acho que minha determinação vem daí.

– Você pode ter herdado dele o gosto pelo trabalho, mas para por aí.

– Como é que você sabe? – ela rebateu, desafiadoramente. Olhando para cima, afastei os cabelos de seu rosto.

– Desculpe, Dinah, mas seu pai era um picareta que escolheu o caminho mais fácil. Você não é assim, não é como ele.

– Não nesse sentido.

Ela fez uma pausa.

– Mas acho que ele nunca aprendeu a desenvolver uma relação de verdade com outras pessoas, a se preocupar com outras coisas além de suas necessidades imediatas.

Olhei bem para ela.

– É assim que você se vê?

– Não sei – ela respondeu em voz baixa.

– Bom, eu sei, e não é nada disso.

Dei um beijo na ponta de seu nariz.

– Você sabe cuidar muito bem das pessoas.

– Espero que sim.

Ela me apertou entre seus braços.

– Não consigo nem imaginar você com outra pessoa, Normani. Só a ideia de que outro homem possa ver você assim... possa encostar em você... Não gosto de me sentir desse jeito.

– Isso não vai acontecer, Dinah.

Eu sabia como ela se sentia. Não seria capaz de aguentar o tranco se ela tivesse a mesma intimidade com outra mulher.

– Você mudou tudo na minha vida. Não suportaria te perder.

Eu a abracei.

– E eu digo o mesmo.

Puxando minha cabeça para trás, Dinah beijou minha boca apaixonadamente. Em poucos momentos ficaria clara nossa intenção de espalhar água pelo banheiro inteiro. Recuei.

– Preciso comer se for fazer isso de novo, sua safada.

– Falou a mulher que está esfregando o corpo nu no meu.

Ela se recostou na banheira com um sorriso perverso.

– Vamos pedir comida chinesa barata e direto da caixa.

– Vamos pedir comida chinesa de verdade e fazer isso.


Notas Finais


Dinah sempre apimentando os momentos românticos, não sei se acho bom ou ruim rsrsrs
Espero que tenham gostado e como estou bem cool hoje, quero só 40 comentários


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