História My Girlfriend Is A Zombie - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Eliza Danvers, James "Jimmy" Olsen, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Personagens Originais, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Kara, Lena, Romance, Supercorp, Zumbis
Visualizações 98
Palavras 2.576
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Kara - Modo Zumbi Total


KARA

 

(Flashback On)

 Hoje eu decidi que o dia seria diferente, hoje seria um dia para nós, e quando digo nós eu quero dizer eu e Lena. Agora que fizemos as pazes, depois de Lena e eu discutirmos, eu estava alterada pelo cérebro romântico de uma adolescente apaixonada e acabei beijando minha irmã Alex e ainda tentei beijar a Lena, bem não foi o melhor dia que eu tive. Ela se desculpou por gritar comigo e eu me desculpei por ter sido... Bem, eu. Agora, voltamos a ser amigas, tudo o que eu mais queria era ser sua amiga novamente, Lena se tornou meu braço direito, sem ela eu acho que já teria desistido. Hoje seria um dia para não ir a escola, um dia para sair pelas ruas de Seattle e me divertir com minha melhor amiga, mas primeiro, uma conversa com aquela garota, ainda desconhecida.

- Ladycorp eu só queria te agradecer pelos conselhos, sabe eu tive uma briga com a minha melhor amiga recentemente, e com a sua ajuda eu pude reatar nossa amizade, não confio em muitas pessoas, mas sei que posso confiar em você.

 Por mais que naquela noite Lena tivesse vindo até minha casa e se desculpado, eu ainda havia ficado ressentida com a Luthor. Não era culpa dela, mas algo dentro de mim dizia que eu não podia mais ficar perto de Lena, isso me machucava, porque quando estou perto dela me sinto bem, me sinto segura. Tive que conversar com Ladycorp para saber o que eu tinha que fazer, a garota me aconselhou a me abrir com minha amiga, e foi o que eu fiz, fui até Lena e contei o que estava acontecendo. Agora nossa amizade está mais forte do que nunca, graças a garota misteriosa, quem será ela?

- Não se preocupe com isso. Ela é importante para você, então faça de tudo para protege-la, nem que tenha que esmurrar alguém para isso, faça. A amizade é importante, sem amigos como nossa segunda família, a família que podemos escolher, não somos nada.

 Isso ficou na minha cabeça, não por alguns dias, ainda está aqui, semanas depois aquela resposta não me deixa. Lena é minha amiga e eu me importo com ela, ela é a única que sabe do meu estado atual, e ela ainda está aqui, me protegendo, devo a qualquer custo fazer o mesmo, certo?

 Como eu havia dito, hoje era um dia para sair pelas ruas de Seattle com minha melhor amiga, Lena Luthor. Tenho que admitir que quando a conheci não a suportava, mas agora ela faz parte da minha vida, somos Superfriends. Me arrumei de forma sutil, um vestido babado azul, florido, botas, porque eu adoro esse estilo country, e claro meus óculos e um leve batom vermelho. Leve porque eu sei que Lena não poupa o batom, os lábios dela gritam, chama muita atenção, não que eu note os lábios dela.

- Aonde vamos? Por favor diz que vamos ao Starbucks ou ao Obelisco, quem sabe nos dois, sabe comer um hambúrguer do Starbucks admirando a vista do Obelisco Espacial. – Acho que o Obelisco havia se tornado o nosso lugar, foi onde nos encontramos na noite em que fui arranhada, onde Lena me beijou, o que ela já me explicou, Lena não está afim de mim, apenas foi o momento, ela ainda disse que não gostou, isso me tranquiliza.

- Vamos apenas caminhar por aí, ver o que encontramos, quem sabe o que acontece. – Não sei o que ela entendeu, logo que respondi ela sorriu de uma maneira estranha, será que foi pela mordida que eu dei em meu lábio inferior, acho que ela entendeu errado, não estou flertando... Não eu não estou, estou?

 Lena e eu assaltamos diversas lojas, digo que compramos muito, visitamos bares, legais não do tipo que bêbados frequentam, tudo estava indo bem. Quando estávamos perto de chegar a área residencial, alguém, que eu não vi o rosto, nos atacou, sei que ele derrubou Lena no chão e levou sua carteira. Quando a vi caída com o braço sangrando pelo empurrão não pude me conter, soltei as coisas e corri atrás dele.

- Kara não. – Lena gritou para que eu não fosse atrás dele, mas eu não podia ver nada, apenas raiva e pura fúria, apenas um extinto de matar e tudo se escureceu, o que eu via era o homem e o pensamento de que ele era mau e devia ser parado.

 Corri até ele o mais rápido que pude, minha velocidade aumentou não apenas pelo zumbismo, nesse estado de fúria que eu estava eu senti que estava ainda mais implacável, como se eu fosse indestrutível. Ele correu até um beco, pensou que tivesse salvo, mas então eu pulei em cima dele, comecei a soca-lo sem parar, apenas soquei e soquei, sangue e mais sangue, e eu me sentia tão bem, era uma sensação de satisfação que me possuía. Quando Lena gritou meu nome e pediu para que eu parasse ela jura que quando olhou para o meu rosto eu estava ainda mais branca, veias saltando e olhos vermelhos sangue, ela disse que eu parecia um animal descontrolado... Um monstro.

 Por sorte eu não o arranhei, apenas meus punhos o fizeram sangrar até apagar, ele não morreu, o que me tranquilizou quando voltei a sanidade. Eu soquei o homem porque ele machucou a Lena quando a empurrou, eu vi o braço dela sangrando e foi aí que eu quis mata-lo, foi para protege-la... Eu acho, eu não sei, talvez, ou talvez eu seja um monstro que aprecia a morte, porque quando eu espancava o homem eu sentia tanta satisfação, era como se eu fosse feita para aquilo. O homem eu não conhecia, apenas vi que ele parecia um drogado, com uma tatuagem no pulso, uma cabeça com uma adaga atravessada, podia jurar que era um zumbi, mas não era, mas se fosse o que de estranho teria, muitas pessoas gostam de zumbis e esperam por um apocalipse zumbi, mal sabem que ele será bem diferente do que imaginam e de que está mais perto do que esperam.

(Flashback Off)

 

 Eu tentei ao máximo, como daquela vez no beco quando eu esmurrei aquele homem até ele apagar, ele atacou a Lena sem se importar que ela era apenas uma garota, ele era enorme droga, eu fiquei tão furiosa. Estou tentando me livrar das correntes, mas eu não consigo, eu tento entrar no modo zumbi total, mas nada acontece, eu não consigo ficar curiosa.

 Acho que foi ontem a noite, estava com Lena em minha casa, de repente apareceram pessoas estranhas no meu quintal e me levaram. Acordei aqui, em um túnel, eu acho que estou em um túnel do esgoto, é imenso e cheira mal, muito mal. Estou acorrentada há uma espécie de tubo enorme, que sai do chão onde estou sentada e sobe até além do alcance dos meus olhos. Eu vi um espelho quebrado a minha frente, vários cacos de vidro jogados por aqui, me olhei no espelho, estou normal, não estou entrando no modo zumbi total, se eu conseguir posso me soltar dessas correntes. Eu tenho que conseguir, aqui é escuro e cheira mal, não gosto nada disso.

 Fico pensando em quem me raptou, porque me raptou, o que eles faram agora? Droga, eu estou com tanto medo, eu não quero morrer, não quando tinha tanta certeza de que isso nunca aconteceria. Estou sozinha, no escuro esgoto fedido, ouço as gotas de água caírem e colidirem com o chão, ouço os ratos correndo, ouço minha respiração, estranho. Eu estou meio que morta, meu pulso é quase zero, estou quase morta, um estado diferente.

 Lena. Ela estava comigo. Será que ela está bem? Se eles tivessem a pego também ela estaria aqui, não é? Eu não sei. Espero que não a machuquem, não posso ficar sem ela. Ela é minha amiga... Eu nem sei mais se é só isso. No inicio eu a odiava, passei a gostar dela e ficamos amigas, algumas semanas eu percebi que não era só amizade, pensei que ela também sentisse a mesma coisa que eu, mas ela não sentia, por isso brigamos, ela nunca ficaria com uma zumbi. Estranho isso, ela quis ou não quis me dizer aquilo, Lena se desculpou e disse que não, mas o que ela queria dizer então, droga porque tem que ser tão complicado?

 Quero sair daqui para poder finalizar esse assunto, descobrir o que temos, amizade ou algo além. Sei que não posso ficar sem ela, sei que me sinto segura perto dela, sei que tenho um instinto de proteção com Lena, eu sinto que não sei o que eu sinto. Eu sinto? Zumbis sentem? Eu sou um monstro? Quem eu sou... O que eu sou?

- Tentando entrar no modo insano? Sabe eu já vários de vocês, só entram nesse modo quando sentem muita dor ou quando algo aciona, algo que não ocorre com vocês, mas com alguém perto de vocês. – Babaca, é modo zumbi total sua anta ignorante. Um homem se aproximou de repente, saindo da escuridão feito um demônio, ou uma cadela covarde.

- Eu vou me soltar e eu te prometo que a primeira coisa que eu vou fazer é rasgar sua garganta seu boçal. – Eu não sou boa com xingamentos admito. Cuspi na cara dele e sorri diabólica. Isso eu sei fazer.

 Dor. Eu me transformei porque Lena estava em perigo, e se eu puder me transformar quando sinto dor também? Tenho que tentar, mas como.

- Nós vamos acabar com vocês e de bônus ficarmos ricos por isso. – Aproximam-se do homem mais três pessoas, dois caras estranhos, músculos como o que já estava aqui, e uma mulher, tão forte quanto eles. Acho que ela está no comando, a mulher puxou o homem pela orelha e o fez se desculpar por me amedrontar... Sem ela. Esperanças para que.

 Eles me observaram por minutos, ou horas, eu não contei. Apenas estava pensando em dor, mas nada acontecia. Pensei em Lena correndo perigo, mas eu sabia lá no fundo que ela não estava, droga de sentimentos. Minhas unhas estavam bem grandes, eu as forcei com toda minha força na pele das minhas duas mãos, as unhas cortaram facilmente minha mão, eu sangrei, mas eu entrei no domo zumbi total. Me soltei das correntes e corri para socar qualquer um deles, derrubei o homem que havia se aproximado de mim primeiramente, foi fácil, usei as correntes que me prendiam para acertar a cara dele, foi ao chão e eu nem me esforcei. Os outros dois homens foram mais preocupantes, atacavam juntos, não estava fácil.

 Apenas desviei e deixei que eles se nocauteassem, não funcionou. Tive que acertar a cara dos dois repetidamente, enquanto o outro tentava se levantar do chute nas bolas. Quando consegui acabar com um deles e ir em direção ao outro a maldita mulher atira na minha perna. Eu cai no chão, a dor me deixava ainda mais furiosa, mas de nada me adiantaria a fúria sem a perna que não estava se curando. Ouço mais um disparo, mas desta vez é o homem que cai ao meu lado, outro disparo e a mulher cai logo depois, e era a minha vez.

- Kara. – Era Lena. Graças a Deus. Eu pensei que fosse a próxima, mas a garota me achou, não sei como e não importa, o que importa é que ela me encontrou.

 Lena se ajoelha a minha frente e me abraça, nada mais foi dito, apenas um longo abraço. Sentia a bala saltar da minha perna e a pele se fechar, sério agora? Que cura imprestável. Lena começou a chorar, eu esperava que fosse de felicidade por me encontrar, e era de fato.

- Kara eu te... – Ela se desvinculou dos meus braços, que a apertavam fortemente, olhou no fundo dos meus olhos e acariciou meu rosto, como eu não posso me apaixonar por essa garota mesmo?

- Eu sei, eu sei Lena, eu sei. – Eu sabia o que ela iria dizer, a impedi de falar e a beijei. Finalmente eu beijei a garota e ela retribuiu, sempre que uma beijava a outra ela se afastava com medo, mas desta vez não, desta vez ambas queríamos, aquele beijo de reencontro nos uniria para sempre.

 Sorri para a garota ofegando a minha frente, notei que ela segurava uma arma, mas não me importei, sorri e a beijei novamente. Era o que eu queria fazer até o fim dos meus dias, que poderiam nunca chegar, beijar Lena. Lena se levantou, me puxando pela mão, mas antes que saíssemos, eu me aproximei da mulher, que por incrível que pareça, estava viva. Segurei em seu pescoço e apertei com força para assusta-la. Preciso de respostas.

- Quem te mandou... E não venha com essa de que não há ninguém, a tatuagem no pulso vadia, eu já vi ela, o que significa? Quem são vocês? – Apertei ainda com mais força, e a ergui no ar. Força zumbi caramba eu sou poderosa.

- Nós somos caçadores de zumbis, fomos contratados para matar os zumbis de Seattle para que um projeto do governo não fosse aprovado, fomos pagos para matar qualquer um com as características que você possui... cabelo branco, apetite incomum como o repentino gosto por pimenta, contas bancarias para checar ressente mudanças de aparência como bronzeamento. – Ela estava muito mal, acho que se apertasse mais eu quebraria seu pescoço, a coloquei de volta no chão, preciso dela viva... Por hora.

- Quem? – Me aproximei dela e sussurrei de forma ameaçadora. Lena apenas observava, senti que ela estava incomodada, acho que Lena tem medo de mim, droga não quero que ela tenha medo de mim, por mais monstruosa que seja, Lena...

- Eu não posso. – Ela respondeu revirando a cabeça em negação. Droga pra que se negar, já tá morrendo mesmo.

- Se não me contar, vou arranhar seu pescoço, vou esperar você se transformar e aí vou ver você se odiar para sempre, porque eu não vou deixar você se matar. – Segurei seu pescoço, pondo minha unha perto de sua jugular, ela me contaria tudo, ou se transformaria no que ela mais odeia.

- Maxwell Lord. – Eu olhei para trás e vi uma Lena incomodada, ela o conhecia? Me levantei e peguei em sua mão, olhando em seus olhos, vi seu desconforto imenso.

-Lee? – Segurei em seu rosto e novamente eu vi, mas agora era outra coisa, era medo.

- Ele é perigoso, Kara ele é um concorrente da L’Corp, minha mãe odeia ele, com certeza ele quer derrubar minha mãe e o projeto dele, eu até concordaria, mas ele mandou matar você... Kara esqueça isso, não vá atrás dele... Eu não quero perder você, de novo não. – Ela revirou sua cabeça em negação, chorando de novo, mas não posso culpa-la, em seu lugar eu também estaria chorando e implorando para que Lena não fosse.

- Lena eu vou atrás dele, eu tenho que ir, e nada de mal vai me acontecer, eu sou imortal esqueceu? – Ergui seu rosto na minha direção, eu sorri ao ver o sorriso que se instalou em seus lábios, os lábios que agora eu beijo sedenta de desejo.

 Peguei na mão de Lena para ir embora com minha garota. Deixei a mulher no esgoto, sei que aquela mulher não vai contar nada, assim espero. O maldito nome, Maxwell Lord, eu vou atrás do homem que ordenou minha morte e vou mata-lo. Ah, Maxwell você já está morto.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...