História My Girlfriend Is A Zombie - Capítulo 9


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Eliza Danvers, James "Jimmy" Olsen, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Personagens Originais, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Kara, Lena, Romance, Supercorp, Zumbis
Visualizações 79
Palavras 3.044
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Lena - A Zumbi Cantora


LENA

 

 Eu estava olhando a minha volta e eu não me toquei de que tudo estava errado. Estávamos perto de subir no palco, a plateia estava cheia, era o grande dia da batalha, o concurso de talentos. Estava frio, mas um frio agradável, a brisa fria que colidia com o meu rosto e cabelo era reconfortante, me fazem relaxar. Estava escuro agora, apenas duas luzes apontadas para o palco, as cortinas vermelhas foram puxadas e eu pude ver todas aquelas pessoas nos olhando, esperando para que começássemos a cantar e eles a jugar e criticar cada detalhe. Nossa passou tão depressa, há duas semanas eu estava ajudando Kara a se controlar, e agora estamos aqui, prestes a cantar para uma cidade inteira, amigos e família, no teatro da escola, como eu nunca percebi? Essa escola é imensa de verdade, como pode ter tanto espaço? Subimos no palco já prontos para tocar, meu coração estava a mil, era uma imensa vergonha que me invadia, se eu errasse? Droga eu não posso pagar esse mico, não vomita Lena, não vomita. Se acalme, está tudo bem, ensaiamos por semanas, horas, e agora estamos prontos, todos nós.

 Olho para o lado e vejo James e Mike, Winn e Alex, Kara meu amor. Bem, não é meu, mas como eu queria que fosse, mas por essa droga de sentimento eu a perdi, estraguei as coisas com a Kara, eu a magoei e agora ela não quer mais falar comigo, tudo por um desespero momentâneo, droga Lena porque estraga tudo? Deram o sinal e começamos a tocar, enquanto tocávamos eu não desviava o olhar da loira, com seus óculos incrivelmente sexy, seu sorriso encantador, seu lindo cabelo, seu estilo único de ser, lembro porque me apaixonei por ela. Enquanto tocávamos eu olho para Kara cantando, eu cometi vários erros com a garota, tanta coisa que eu fiz de errado, tudo que eu a fiz passar, apenas porque ela é uma zumbi agora.  Eu lembro de tudo que aconteceu até aqui, de todos os cérebros até aqui. A música que saia de seus lábios perfeitos me fazia viajar na lembrança, os momentos.

- I'm only human - Sou apenas um ser humano

 I'm only, I'm only - Sou apenas, sou apenas

 I'm only human, human - Sou apenas humano, humano

 Maybe I'm foolish - Talvez eu seja idiota

 Maybe I'm blind - Talvez eu sou cego

 Thinking I can see through this - Pensando que eu posso ver através disso

 And see what's behind - E ver o que está por trás

 Got no way to prove it - Não tenho uma maneira de provar isso

 So maybe I'm lying - Então talvez eu estou mentindo

 But I'm only human after all - Mas sou apenas ser humano, afinal

 I'm only human after all - Eu sou apenas ser humano, afinal

 Don't put your blame on me - Não coloque sua culpa em mim

 Don't put your blame on me - Não coloque sua culpa em mim.

 

 (Flashback On)

 Estava desesperada, o que havia acontecido não podia ficar como estava, a maneira que as coisas estavam acontecendo, está me deixando louca. Droga de comedora de cérebros. Corri até a casa de Kara, que por sinal é distante da escola, ainda mais da minha casa. Eu nem me importei em apertar a campainha, abri a porta e corri para o segundo andar, ela devia estar trancada lá dentro, chorando com certeza. Eu encontrei Alex no corredor, a garota não me deixa em paz, tive que coloca-la em seu devido lugar, caso ela se metesse na minha vida novamente eu contaria a todos o fetiche dela pela irmã mais nova, Kara. Bati na porta repetidamente para que Kara a abrisse, mas ela estava muito magoada, aquele crebro chorão perdido de paixão, quando isso vai acabar.

- Kara eu sinto muito, eu sei que você está sentindo coisas por mim, mas não é real, você apenas está sobe efeito daquele último... Você sabe o que. – Digo quase sussurrando para que ninguém me ouvisse dizer, não posso simplesmente dizer cérebros.

- Lena eu gosto de você e não é pelo crebro, eu te amo, porque você não me ama... Vadia desalmada sai da minha casa. – Maldito cérebros, muda de repente e eu tenho que suportar.

 De repente Kara abriu a porta do quarto e me abraçou, eu não estava intendendo mais nada. Mas eu a abracei com todas as minhas forças, eu gosto de verdade da Kara, sei que ela não está apaixonada por mim, mas se eu disse a ela o que sinto a nossa amizade vai acabar, ela ficara com medo e eu vou perder minha amiga de vez.

- Desculpa, Lena é esse cérebro maldito. – Kara me soltou de seus braços e me puxou para dentro de seu quarto.

 

 Outro dia de chuva na cidade. Por mais que eu tivesse diversas coisas para fazer, eu não estava as fazendo, eu estava apenas admirando a beleza da garota. Kara e eu estávamos sentadas no sofá de sua sala, assistindo um filme debaixo das cobertas, não sei como cheguei aqui, mas não quero mais sair, estar com essa pirada é a melhor coisa do universo. Kara começa a rir pela cena e quando ela ri eu sinto uma paixão subir cada vez mais, a vontade que não me saia mais era a de beijar aqueles lábios sorridentes. Como eu queria beija-la agora mesmo, porque eu não posso beija-la agora? Isso iria estragar o que temos. O que é mesmo? Nossa amizade.

- O que foi, Lena você está bem, tá meio distraída. – A loira novamente me retira dos meus devaneios, por mais que ela o faça, eu sempre volto, sempre volto a pensar nela sem notar o mundo a minha volta.

- Nada não, apenas pensando na nossa amizade, Kara como eu gosto de ser sua amiga, sua garota desmiolada comedora de cérebros. – Reviro seus cabelos brancos, fazendo a se zangar e me bater, de forma amigável.

- Ah, Lena eu também gosto dessa coisa toda, sério a melhor parte de ser uma zumbi é que você é minha amiga. – Ela parou de revirar meu cabelo em vingança pelo que eu fiz, voltou a se sentar ao meu lado, agora me olhando com imensa meiguice. Caralho como essa garota consegue ser tão meiga, tão fofa, dá vontade de apertar as bochechas até elas ficarem roxas.

 

 Estávamos nós duas, duas desmioladas, na beirada do terraço mais alto da cidade. Um prédio com incontáveis andares, eu e Kara nos sentamos na beirada e admiramos a vista, ela não era melhor que a vista do Obelisco Espacial, mas era linda. O por do sol, a hora mais bela do dia, a maneira como o sol colide com os objetos, a cor, tudo é perfeito, a hora que tudo é belo e perfeito. Kara sorria para o sol, ela sempre dizia que ele era seu amigo, nunca entendi o que ela queria dizer com aquilo, mas ainda assim havia verdade no que era dito por ela. Balançávamos nossas pernas soltas no ar, brincando de balançar a garota ao lado, estava tudo perfeito, risadas e mais risadas, somos amigas.

- É linda. – Kara disse olhando na minha direção, pensei que ela tivesse se referindo a vista, mas ela não estava.

- É, é linda sim. – Na hora eu não entendi, pensei que fosse a vista do por do sol, mas não era, e só percebi isso mais tarde, dias depois. Ela apenas continuou a olhar para mim com aquele sorriso meio bobo de sempre, como pude ser tão cega.

(Flashback Off)

 

 Eu fui burra demais. Os dias que passamos juntas, todas as risadas, eu joguei tudo fora, apenas um erro Lena, apenas um erro. Ver Kara tão feliz cantando agora, aquele sorriso em seu rosto, a felicidade em seu olhar, eu podia ter aquilo só pra mim, mas como eu errei, agora nem sua amizade eu tenho. Kara canta tão bem, e como canta.

- Take a look in the mirror - Olhe-se no espelho

And what do you see - E o que você vê agora

Do you see it clearer - Você vê mais claramente

Or are you deceived - Ou está enganado

In what you believe - Imerso no que você acredita?

'Cause I'm only human after all - Porque eu sou apenas um ser humano, afinal

You're only human after all - Você é apenas um ser humano, afinal

Don't put the blame on me - Não ponha a culpa em mim

Don't put your blame on me - Não coloque sua culpa em mim

Some people got the real problems - Algumas pessoas têm problemas reais

Some people out of luck - Algumas pessoas sem sorte outras com sorte

Some people think I can solve them - Algumas pessoas pensam que eu posso resolvê-los

Lord heavens above - Senhor acima dos céus

I'm only human after all - Eu sou apenas um ser humano humano, afinal

I'm only human after all - Eu sou apenas um ser humano, afinal

Don't put the blame on me - Não ponha a culpa toda em mim

Don't put the blame on me - Não ponha a culpa toda em mim.

 E novamente eu penso nos erros que cometi, tudo que eu conquistei com essa garota, eu jóquei fora, apenas porque eu me apaixonei.

 

(Flashback On)

 Recebi uma mensagem urgente de Kara no meu celular, fiquei preocupada, ela é importante demais pra mim, perder aquela loira sem noção me deixa frustrada, apenas pensar em não vela mais, isso já me deixa desesperada. Parei o que estava fazendo e corri até sua casa, a casa de Kara não era perto da minha, o que eu ódio, correr até aqui cansa, cansa muito, mas por ela, por Kara, vale, vale tudo. Subi as escadas ofegando como nunca, abri a porta do seu quarto e gritei seu nome, a garota não estava ali, o que havia acontecido?

- Banheiro. – Ela respondeu após alguns segundos a minha chamada, a garota me deixou preocupada, apenas para dizer banheiro, que droga eu tô fazendo aqui?

 Kara saiu do banheiro, e quando eu a vi não pude me conter, gaguejei mais do que devia, ela estava linda. De vestido babado rosa, cabelo na altura do ombro na mesma cor que antes, ela optou por não tirar o branco zumbi, aqueles óculos que a deixa ainda mais atraente, na minha opinião, e um imenso sorriso tipo Kara Danvers, sim eu batizei um sorriso.

- O que acha? Eu cortei um pouco do cabelo, você acha que ficou feio? Eu nem sei mais o que... Ah... Lena oi, tudo bem? – Eu fiquei de boca aberta olhando para ela, aquele corpo bem definido, o vestido realçava cada curva de Kara. Deus como ela estava linda. Não baba Lena. Acho que é tarde para isso.

- Você... Kara você tá linda. – Tive que responder pausando entre cada palavra, eu não podia respirar pela corrida e Kara me faz... Isso.

 Kara sorriu, de forma constrangida ela uniu suas mãos na altura de sua cintura e abaixou a cabeça, como ela fica fofa envergonhada, vermelha de tanta fofura? Eu estava quase lá. Kara fechou a porta do quarto, o que eu não tive tempo de estranhar, ela caminhou até seu notebook e pôs uma música para tocar, eu apenas observava, o que ela estava fazendo? Não faço ideia, mas ela estava tão doce, meiga, gata, linda... Perfeita.

- Quer dançar? – Kara se aproximou de mim, estendeu sua mão e me puxou para uma dança. Uma música lenta, e nós duas dançávamos agarradas em seu quarto.

 Tudo estava tão perfeito, Kara, a música, as luzes do quarto estavam apagadas, o que nos ilumina eram apenas algumas velas, se não estivesse distraída, com o perfume do pescoço de Kara, eu teria percebido. Eu me perdi naquele momento, eu me perdi no seu perfume, me perdi na iluminação romântica, me perdi na música, me perdi em Kara. Como eu estava completamente apaixonada por aquela garota. Kara retirou seu pescoço do meu ombro e olhou diretamente para os meus olhos, eu olhei dentro daquela imensidão azul por trás daqueles óculos, eu a vi, eu vi Kara como ela realmente era, sem tudo que nos tornava diferentes, eu vi tanta beleza em seus olhos. Em um movimento rápido eu fechei os meus olhos, quando senti os lábios dela tocarem os meus, eu não me movi, Kara estava me beijando porque queria, ela me beijou. Foi rápido, apenas um selinho bobo, mas aquele maldito selinho mudou tudo.

- K-Kara... Eu... Kara eu não posso. – Eu não percebi no momento o que havia dito, apenas disse, e foi a coisa errada a se dizer a garota.

- O que? Porque? Eu pensei que você quisesse. – Kara se afastou, seu olhar já não era o mesmo, seus olhos já estavam ficando marejados, eu sabia o que viria depois.

- Kara é esse cérebro de amor adolescente. – Eu disse tentando me aproximar dela, mas Kara deu um passo para trás.

- Eu não voltei a comer o cérebro daquela garota, eu não como há vinte e quatro horas, eu estou limpa, eu estou morta de fome, eu queria te mostrar que estou apaixonada por você, Lena eu quero você. – Dessa vez, Kara se aproximou, pôs suas duas mãos em meu rosto e tentou me beijar. Eu seguei suas mãos e as joguei no ar, tomando distância.

- Kara... Não podemos, eu e você nunca daria certo, caramba olha só para você, você está morta, eu nunca ficaria com uma zumbi. – E foi naquele momento que eu a perdi. Eu não sabia o que dizer, eu queria ficar com ela, mas eu fiquei com medo, medo de não dar certo e nossa amizade acabar, mas o meu não foi o que causou o fim de nossa amizade. Kara iria chorar, mas de repente ela ficou séria, engoliu as lagrimas e me expulsou de sua casa, era mais fúria e raiva que havia nela do que qualquer outra coisa. Droga. Eu fiquei com medo idiota de perde-la e acabei perdendo-a mesmo assim.

(Flashback Off)

 

- I'm only human - Eu sou apenas humano que

I do what I can - Eu faço o que posso

I'm just a man - Eu sou apenas um homem

I do what I can - Eu faço o que posso

Don't put the blame on me - Não ponha a culpa em mim

Don't put your blame on me - Não coloque a sua culpa em mim.

 

 A música inteira eu e Kara trocamos olhares, parecia que Kara sabia que eu estava lembrando do que aconteceu. A música terminou, aplausos e mais aplausos, a cortina se fechou e todos se abraçaram. Kara ainda não falava comigo, por mais que eu a olhasse de longe, ela não vinha até mim. Estava doendo como uma facada no peito, estar tão perto e tão longe, era como se eu nunca mais fosse vela, ela não queria, eu a magoei de uma forma que nem mesmo eu entendia. Todos saíram dos bastidores, eu fui atrás dela, mas eu não sei o que aconteceu, eu a perdi de vista. Eu decidi ir para casa, mesmo que meu coração me dissesse para ir na direção oposta, ir atrás dela, era o que devia fazer.

 Começou a chover de forma inesperada, uma forte pancada de chuva caiu sobre Seattle naquela noite. Eu corri o mais rápido que pude, eu não tinha mais o que fazer além de pedir perdão. Eu corri até sua casa, respirei fundo em frente a porta, correr abaixo de chuva não é para todos, respirei e apertei a campainha da casa. Minutos se passaram e eu decidi ir embora. Até que alguém atendeu, não apenas alguém, Kara. Ela estava com seu vestido babado cor de rosa, óculos no rosto, cabelo arrumado como o de antes, tão linda como naquela noite.

- Kara eu sinto muito. Sei que nada do que eu disser vai justificar o que eu fiz, mas não vim me justificar, bem eu acho que sim, mas não é só para isso. – Ela pôs a mão na boca, segurando uma risada, eu nunca fui boa com perdão. – Droga Kara. Eu não quis te ferir, aquela história de não ficar com você pelo fato de ser uma zumbi era mentira, você ser uma zumbi é ainda mais atraente. Eu fiquei com medo tá legal, eu Lena Luthor fiquei com medo. Eu fui uma covarde, fiquei com medo do que podia acontecer entre a gente, fiquei com medo de estragar as coisas como eu sempre fiz, estragar a nossa amizade, fiquei com medo de perder você. – Tentei me manter de pé, mas eu corri tanto que acabei me sentando na varanda da casa de Kara.

- Lena eu não sei o que dizer, sei que é difícil ser amiga de alguém como eu, eu que te devo desculpas. – Kara se sentou ao meu lado, e por incrível que pareça, ela me abraçou.

- Kara eu não quero te perder, só quero ser sua amiga, te proteger, por favor me perdoa. – Agarrei a garota e me desmanchei em seus braços fortes de morta viva. Tudo ficou bem mais tranquilo, tudo ficou bem, o brilho dela era o meu abrigo.

 Kara me levantou e me levou para dentro. Estava junto com ela novamente, Kara estava falando comigo de novo, depois de tantas semanas, droga como eu sou doida por ela, aí que garota. Kara me colocou no sofá, por mais que estivesse ensopada pela chuva, e foi até a cozinha pegar uma toalha, eu não sei porque lá, mas ela foi. Eu não sabia que poderia terminar assim, eu e ela, juntas.

- Lena. – Eu fiquei pensando se aquilo foi um chamado para verificar se eu estava bem ou se ela estava correndo perigo. – Lena me ajuda... – Quando ela gritou isso eu sabia que ela precisava de ajuda.

 Eu não sabia o que estava acontecendo, corri até a cozinha e encontrei a porta de trás aberta, a porta estava escancarada eu logo percebi que tinha sido arrombada, corri para fora e olhei para todos os lados, mas Kara não estava ali fora, Kara não estava em lugar algum, ela havia sumido.

 

  

 



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