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História My Greatest Gift!!- BEAUANY (NOW UNITED) - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 6


Realmente tentei me despreocupar e deixei o tempo passar, só ele poderia fazer alguma coisa de útil com a gente. Quando somos adolescentes, tudo parece doer mais, porém as mágoas vão embora com bastante facilidade. Depois de um tempo, Any esqueceria as partes confusas e estaria pronta para ter o irmão mais velho de volta. Contudo, eu precisava da certeza de que ela havia superado, portanto não pretendia voltar para casa até que a minha irmã estivesse engrenada em um relacionamento com outra pessoa. Sei que eu morreria mil mortes, mas vê-la feliz ao lado de alguém era o que me bastava.

Meu amor jamais acabaria, mas poderia usar a distância para transformá-lo em algo menos destrutivo para nós dois. O objetivo nunca foi deixar de amá-la – como não amar a minha própria irmã? –, mas esquecer que a desejei de um jeito que não devia. Sobretudo, esquecer aquele único beijo. Constantemente, fechava meus olhos e podia sentir seus lábios pequenos sobre os meus. Era um martírio toda vez que acontecia – ainda não acreditava que fui capaz de ir tão longe –, mas me mantive positivo.

Aquela angústia um dia teria fim e eu voltaria para a minha família.

Depois que tive a ousadia de ver a Any nua e não me afastar – pior, ainda tive a capacidade de ficar excitado –, comecei a ser assombrado pelos sonhos. Em todos eles eu tinha a minha irmã despida na minha cama, e contracenávamos atos sexuais de toda qualidade. Acordava todo suado, excitado e muito desesperado. Aqueles sonhos me deixavam louco.

Lembro-me de uma vez ter acordado muito enjoado, tudo porque não suportei o nível erótico do sonho daquela noite.

Claro que o meu relacionamento com ela ficou uma porcaria.

Passava o dia inteiro tentando me desviar da Any, inventando planos e mais planos para ficar longe de casa. Ela me cobrava muito que eu ficasse por perto, às vezes eu tinha dó – saudade também – e a levava ao cinema ou ao teatro, enfim, evitei ao máximo ficar sozinho com ela dentro de nossos quartos, como fazíamos antes. Os locais públicos eram mais seguros para a gente.

Certo dia, depois de trabalhar, ir ao curso e chegar ao nosso apartamento supertarde, encontrei a Any na cozinha, esquentando leite em uma panela diminuta. Ela vestia apenas uma calcinha com as abas largas e uma blusa colada, que deixava acentuadas as pontas de seus seios pequenos. Ela falou um monte de coisas comigo, mas não prestei atenção em absolutamente nada. Corri para o meu quarto a fim de esconder mais uma ereção.

Naquela noite, chorei de ódio de mim mesmo. Não podia acreditar que aquelas coisas estavam acontecendo comigo. Não aceitava.

Fiquei imerso numa fase de negação que me deixou pirado por longos meses. A ideia de que eu estava desejando sexualmente a minha irmã me perturbou tanto que comecei a beber em excesso. Depois do curso, ia a um bar e só saía de lá quando tivesse certeza de que chegaria a casa e dormiria um sono pesado sem sonhos.

Tentei esconder dos meus pais o fato de estar bebendo todos os dias, mas claro que eles descobriram rapidamente. Minhas roupas fediam, bem como o meu quarto, e meu estado de embriaguez os assustava muito quando eu chegava. Comecei a levar muitas broncas, inclusive da própria Any, que se chateou demais com o meu novo comportamento boêmio.

Perceber o quanto decepcionava a minha família por causa daquela saída emergencial deprimente me deixou ainda pior.

Larguei a bebida, mas precisava de outra coisa que me fizesse parar de pensar besteira. Era muito difícil conviver com a minha irmã temendo me excitar com sua presença a todo instante. Foi por isso que, ainda na fase total de negação, culpei a falta de sexo. Andei ignorando muitas mulheres e passando meses sem transar com ninguém, por isso era óbvio que o meu corpo estivesse necessitado.

Com o intuito de ocupar a minha mente, e o meu corpo, parei de ignorar uma colega de trabalho que sempre me dava sinal verde. Começamos a namorar em maio daquele ano. Transávamos muito, eu particularmente queria o tempo todo, foi um relacionamento louco baseado a sexo. Nunca havia tido um daquele, mas não queria que acabasse, pois estava funcionando. Foi por causa disso que apresentei a Graziela à minha família.

Ela estava me cobrando algo “menos sexual” para que pudéssemos engrenar um relacionamento de verdade.

Não cheguei a amá-la – sinceramente, sequer gostava dela –, mas a mulher tinha curvas sensacionais e topava tudo na cama. Any a detestou logo de cara e não foi capaz de esconder isso de ninguém, nem mesmo da própria Graziela. Não me importei nem por um segundo, pois desde que comecei a namorar, fiquei livre para voltar a ser o que era antes com a Any. Nosso relacionamento voltou a ficar íntimo. Conversava com ela normalmente e todos os dias, como nos velhos tempos. Isso me deixou tão feliz! Ter superado aquela fase estranha foi um alívio enorme, mesmo que para isso eu tivesse que estar constantemente exausto por conta dos momentos luxuriosos com a Graziela.

Eu devia ter adivinhado que namorar outra pessoa era somente mais uma saída emergencial tão deprimente quanto beber. O maior problema foi que a Graziela passou a exigir sempre mais de mim. Começou a me chamar de amor, a dizer que me amava e, claro, a querer uma resposta à altura. Uma resposta que nunca fui capaz de lhe dar. Meu distanciamento quando o assunto era amor fez a Graziela se irritar de verdade e desistir de mim.

Nosso namoro terminou no mês de setembro, tão rápido quanto começou.

Lembro-me de ter chegado a casa mais cedo naquela noite de sexta. Fui direto para o quarto da Any. Ela estava ouvindo música deitada na cama confortavelmente, e se assustou quando me percebeu ali, sentando-se em um pulo.

– Já voltou? Você não ia sair com a Grazi? – ela pronunciava o nome da minha ex de um jeito bem engraçado. Eu ria toda vez, mas daquela fiquei bastante sério. O que eu mais temia era não conseguir continuar íntimo da Any. Morria de medo de que as estranhezas voltassem a acontecer, e então eu não teria outra saída além de ir embora daquela casa.

– Nós terminamos... – Aproximei-me calmamente e me sentei na cadeira cor-de-rosa em frente à penteadeira dela.

Achei que a Any fosse dizer que sentia muito, mas a maluca abriu um sorriso largo.

– Aleluia! – berrou e se atirou em mim. A cadeira caiu para trás e nos estatelamos no chão. Terminamos doloridos, rindo de nós mesmos até doer nossas barrigas. Permanecemos no chão mesmo durante um tempo. Any me olhava com ar de orgulho. – Finalmente você se livrou daquela mocreia.

– Na verdade, foi ela quem terminou.

– Sério? – Any fez uma careta engraçada. – Oh, não, você está sofrendo? Desculpa! É que foi a melhor notícia que recebi neste ano.

– Não estou sofrendo. – Dei de ombros...



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