História My Hated Brother. (Imagine Yoongi) - Capítulo 60


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Categorias Agust D / Suga, Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
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Palavras 10.376
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Lemon, Lírica, Orange, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ala quem veio de noite com um puta capitulo enorme!!!! Eu senti muita falta de vocês. De atualizar capitulo
(^~^) Mas agora é o fim.

⚠ POR FAVOR! NÃO FORCE SUA VISTA COM A LEITURA DO CAPITULO. DÊ PAUSAS ENTRE UMA CENA E OUTRA, BEBA ÁGUA E SE ALIMENTE⚠ Não ignora esse aviso.

~ Música do capitulo: DNA.

#Ultimo.

Capítulo 60 - DNA (último)


Fanfic / Fanfiction My Hated Brother. (Imagine Yoongi) - Capítulo 60 - DNA (último)

[ Coréia, 03:56 A.M ]

Uma semana depois...

[ Apartamento do Casal Min. ]

“Talvez seja essa a emoção que eles chamam de amor. Porque, desde o principio, meu coração só bate por você...”


Pela vigésima vez eu me mexia na cama, sentindo fortes enjoos no estômago que resultavam em um baixo lamento de dor. Eu sentia uma leve camada de suor em minha testa causada pela tentativa de manter o controle sobre a agonia.

— Minha pequena... — Yoongi chamou, passando o braço por cima da minha barriga. Apertei com força a pele de seu antebraço, quase chorando. — Tudo bem?

— Dói. — falei, tirando a mão dele de cima de mim e me levantando da cama em direção à porta do banheiro.

Cai de joelhos ao lado do vaso sanitário, deixando que meu enjoou resultasse em uma ânsia de vomito que logo se concretizou, me fazendo colocar tudo de ruim para fora. Quando o pior passou apoiei minha costas na parede ao lado e apertei minha cintura com força.

Yoongi entrou no ambiente passando a mão no interruptor para acender a luz. Quando me viu no chão se abaixou para me pegar, mas antes que pudesse conseguir balancei a cabeça e coloquei minha destra na boca.

— Essa é a segunda vez... — falou baixinho, tirando uma mecha do meu cabelo da frente dos meus olhos. — Estou preocupado com você, minha linda.

— Acha que pode ser... — respirei fundo para falar, esperando que a ânsia não voltasse agora. — Pode ser gravidez?

— Eu sempre te dei remédio. — falou, desviando o olhar de mim para um canto qualquer do banheiro. — Se for eu vou ficar feliz também. Mas, se você continuar passando mal assim eu não vou conseguir ir para o teste hoje a tarde e ficar preocupado com você.

— Desculpa. — fechei com força meus olhos. A .ânsia havia voltado e dessa vez com uma pontada na barriga. — Talvez o remédio para enjoo não fez efeito hoje de noite, pode me dar outro? — pedi, forçando um sorriso na esperança que ele saísse dali.

Ele concordou com a cabeça, se levantando e depositando um breve selar na minha testa antes de sair do banheiro. Fechei meus olhos, ouvindo meu estômago roncando e não era de fome. Fui em direção a beirada do vaso me dando ao trabalho de novamente colocar pizza e brigadeiro para fora.

Quando meu estômago me deu uma pausa da tortura me levantei, indo até a pia de mármore e abrindo a torneira deixando a água fria tocar as pontas do meu dedo. Desviei meus olhos para o espelho redondo a minha frente, observando Yoongi parado no meio do quarto olhando para mim.

— O remédio não vai ajudar. — afirmou, me vendo abaixar a cabeça na pia com a intenção de lavar a boca. — S/n, me diz o que está sentindo?

— É só um enjoou. — suspirei, apagando a luz do banheiro. Caminhei até ficar na frente dele e entrelaçar meus braços envolta de sua nuca. — Pode ser por causa do brigadeiro e da pizza.

— Eu estou preocupado com você. — disse em um sussurro, apoiando as mãos na minha cintura. Tive que ficar na ponta dos pés para dar um beijo em seus lábios e demonstrar que eu iria ficar bem.

— Vamos dormir? — sugeri, indo até meu guarda roupa para pegar uma blusa de frio mais quentinha. Yoongi se sentou na beirada da cama com o copo e o remédio para enjoou nas mãos. — Que foi?

— Eu me lembrei da sua mãe. — abaixou a cabeça. Terminei de colocar um moletom branco, que por ser grande cobria até a metade das minhas coxas. Fui em sua direção e segurei cada lado do seu rosto, fazendo ele olhar para mim. — Da história dela. Se você estiver grávida, não quero deixar você passar por isso sozinho.

Ele colocou o copo no criado mudo ao lado da cabeceira da cama e voltou a olhar para mim. As mãos que antes estavam na sua coxa foram para minha cintura e me puxaram. Fazendo ele apoiar a cabeça contra minha barriga.

Comecei a deslizar minhas mãos pelos fios loiros de seu cabelo, vendo o leve movimento que eles acatavam quando eu prosseguia com o ato.

— Tem medo de que eu esteja grávida? — perguntei, jogando o remédio para dentro da minha boca e logo levando aos meus lábios o copo de água. A sensação do comprimido descendo junto da água foi de imediato até que a água acabasse. — Medo que um bebê possa acabar com algum sonho?

— Meu sonho é você. — tirou o copo da minha mão e colocou de volta no criado mudo. — Meu sonho é te ver feliz, de branco, no altar, sendo a mulher mais linda do mundo e que depois vai ser a mãe dos meus filhos.

Sorri, recebendo uma carícia em minha bochecha. Enquanto ele deu a volta para se deitar do meu lado, me enfiei de baixo da coberta cobrindo até a altura do meu pescoço. Me encolhi e esfreguei um pé no outro para acelerar no aquecimento da temperatura.

O outro lado da cama afundou e um frio surgiu ao ter a coberta levantada, mas logo o calor voltou. Fechei meus olhos, sentindo que Yoongi envolvia seu corpo ao meu redor passando o braço por baixo do meu pescoço e me puxando para mais perto dele. A respiração pesada dele contra minha nuca me fez ter a certeza que estava cansado.

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[ 06:26 A.M ]

O DNA nas minhas veias me diz que você é quem eu venho procurando...”

Eu terminava de fechar o zíper da minha saia do uniforme, ainda com a cara infeliz por ter que voltar das minhas férias. Quando terminei de me vesti dei uma volta na frente do espelho para checar se tudo estava em ordem.

A blusa branca estava marcando perfeitamente a curva da minha cintura, a saia vermelha era nova e apenas quatro dedos acima do joelho. Também fiz questão de colocar as ligas de couro que combinavam com o uniforme e seguiam o nova normal da escola. Soltei meu cabelo e deslizei o pente entre os fios para ter certeza que ele não estava embaraçado.

— Minha linda, viu minhas correntes? — Yoongi perguntou, abrindo a porta do quarto. O mesmo estava com a manga da blusa enrolada até o meio do braço. Ele se apoiou no batente da porta e colocou uma mão em cada bolso da calça. — Por que da ligas?

— Achei que ficaram bonitas com o uniforme. — afirmei, pegando meu óleo corporal e espalhando na mão para então passar nos meus braços. — Suas correntes devem está na segunda gaveta do guarda roupa.

— Aish, sabe mais das coisas dessa casa do que eu. — resmungou baixinho, vindo até mim. Colocou uma mão na minha cintura e a outra continuou no bolso, enquanto ele repousou o queixo no meu ombro. — Já está melhor?

— Eu sabia que era isso que você veio perguntar. — brinquei, me virando para encara-lo. Coloquei cada uma das minhas mãos em seus ombros e depois levei para suas bochechas, no mesmo instante ele fechou os olhos e respirou fundo. — Eu já estou muito melhor e vou ficar mais se você conseguir passar no teste.

— Você vem em primeiro lugar. — afirmou, abrindo os olhos e sorrindo ao perceber que conseguiu me deixar sem graça. — Que foi? — se aproximou sutilmente, dessa vez levando a mão para a lateral do meu rosto em direção a nuca.

— Está me deixando sem graça. — sussurrei, abaixando a cabeça e piscando algumas vezes. Levei minha mão ao seu abdômen coberto pelo uniforme. — E se eu te beijar agora vamos nos atrasar.

— Hum, é verdade. — com a mão em minha nuca ele virou minha cabeça para o lado deixando meu pescoço exposto. — Mas, você está tão cheirosa. — sussurrou contra a pele do meu pescoço. — Sua pele tão macia.

Os lábios dele começaram a percorrer do meu pescoço até meu maxilar, depositando breves selares pela pele alheia chegando de encontro com minha boca. Eu, automaticamente, sorri ao sentir nossas bocas juntas e logo aceitei o beijo. Era um ato delicado, nossas línguas tocavam lentamente e com cuidado.

A mão que antes estava apenas na lateral da minha cintura acabou indo para minha costas e me puxando para mais perto de seu corpo. Aproveitei para subir a mão até a nuca dele, puxando alguns fios do local.

— A meu Deus, desculpa. — era a voz da vovó Kim que havia acabo de entrar no meu quarto. Afastei nossas bocas o mais rápido possível e olhei para ela. — Jung Hoseok, amigo do Yoongi, está lá na sala.

— Já estamos descendo. — me afastei do mais velho, indo até minha cama e pegando minha mochila. — Que cara é essa, Yoon? — soltei uma risada ao perceber que ele estava com as bochechas infladas.

— Nada. — com relutância ele se olhou no espelho e passou a mão nos fios de cabelo arrumando alguns que estavam bagunçados.

Coloquei a mochila apoiada no ombro direito e abracei de lado a vovó Kim para sairmos do cômodo. Enquanto andávamos no corredor olhei para trás, vendo Yoongi com os braços cruzados e negando com a cabeça minha atitude.

Dei uma piscadela em sua direção e terminei de descer a escada rumo a cozinha para tomar café. Hobi estava aproveitando do café da manhã e nem percebeu quando cheguei no cômodo. Me sentei de frente para ele e comecei a me servir.

— Cadê o Suga? — perguntou, colocando um pedaço de bolo para mim. Virei um pouco do suco em minha boca e apontei para a porta. — Aquele viado. Vamos chegar atrasados.

— Vovó Kim, tem maçã? — ignorei o que o mais velho falou e encarei a mulher que terminava de passar a água no pó de café. Me levantei em direção a ela para ajudar com os preparativos. — Precisa de ajuda.

— Obrigada, querida. — com toda simpatia colocou uma bandeja com algumas frutas e outro copo de suco em minha mão. — Senhora Min disse que vai tomar café com vocês.

— Com todos. — a matriarca afirmou, entrando no cômodo usando um vestido que destacava a barriga dela. Hobi encheu a boca de suco ao ver ela entrar na cozinha. — Vou ir embora hoje de tarde e quero aproveitar meus netos.

Levei a bandeja até ela que se sentou na cadeira da ponta. Logo Yoongi desceu as escadas já com o uniforme totalmente arrumado e deu um breve selar em meus lábios. Hobi abriu a boca para gesticular alguma palavra, mas ficou quieto apenas saboreando o pão servido para ele.

Nos sentamos na cadeira e finalmente começamos a comer. Aproveitei para colocar dentro do pão um pouco de maionese caseira e tomate, logo levando até a boca. Por mais que seja estranha a combinação o sabor é muito bom.

— Tchau, vovós. — diminui o comprimento ao perceber que estávamos atrasados. Dei um beijo na bochecha de cada uma e peguei a mochila novamente, indo até a porta e pegando meu tênis para calçar.

— Cara, duas avós? O que aconteceu nessas férias que eu não sei. — Hobi meio constrangido perguntou, abrindo a porta do apartamento. Meu namorado riu e deu dois tapinhas nas costas do amigo. — Pela cara é muita coisa.

— Não é. — respondi, terminando de sair e fechando a porta lentamente. Comecei a andar em direção ao elevador, enquanto Yoongi entrelaçava nossas mãos. — Meus pais biológicos apareceram e se apresentaram. A senhora Kim também é minha avó, o filho dela é meu pai.

— Ou seja... — o mais velho interrompeu, levantando nossas mãos para que o amigo visse. — Nada pode nos impedir de ficar juntos.

Rimos entrando no elevador. Hobi parecia fazer uma conta matemática para solucionar o que tínhamos dito à ele. Mas, que não durou muito pois a porta se abriu novamente e tivemos que sair.

Na porta do condomínio estava uma camionete preta parada e já sabíamos que se tratava de Jin e Lisa. A mesma acenou da janela do carro e nos chamou para fazer companhia aos outros que estavam atrás.

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[ 6:58 A.M]

O pátio da frente da escola estava cheio tanto de alunos novos que entraram no segundo semestre e também de alunos veteranos. Vários carros estavam estacionando na fileira para deixar os jovens e não foi diferente com o Jin, que entrou com a camionete no estacionamento da escola.

— Minhas férias acabaram tão rápido. — lamentou Rose, ao ser segurada por Jimin para ajudar ela descer. — Vamos matar aula.

— Nem pensar. — Jisso e eu falamos, desviando nossos olhares para cada uma e sorrindo com a sincronização. — Agora é modo nerd ativado.— completei, colocando a mão na beirada da carroceria e pulando em direção ao chão.

— Atenção, todos os alunos. — a voz da diretora ecoou pela área, enquanto todos os outros descia do veículo. Os professores estavam parados na porta do prédio principal e com os braços cruzados. — Nesse novo semestre que começa desejo que se comportem, não me deem trabalho, que tirem boas notas e que possam se dar bem. — a última frase da mulher me pareceu um lamento.

O sinal tocou anunciando que deveríamos entrar e checar nossas a lista de chamada, de acordo com as notas do semestre passado, para encontrar a nova sala de aula. Os alunos pareciam desanimados e eu entendo isso, ninguém merece se adaptar em uma escola nova em tão pouco tempo.

Em uma tentativa de parecer os populares, coisa que nós não somos, começamos a andar um ao lado do outro. Alguns de nós arrumando o cabelo, enquanto outros olhavam para os que havia dando passagem para nosso grupinho. Yoongi colocou o braço direito por trás da minha nuca e fomos em direção à entrada.

— Vocês viram? — Lisa perguntou animada, se referindo a nossa entrada nem um pouco triunfal. Ela bateu as mãos com Jennie e depois com a Sook para no final se abraçar ao Jin. — Nós somos os populares.

— Está mais para “os encrenqueiros”. — falei, arrancando risada dos meus amigos que procuraram tampar a boca tentando disfarça. — No estilo equipe Rocket.

— Está muito engraçada hoje. — Jennie falou, abraçando o namorado. Mas, bastou o professor de geografia passar ao nosso lado para que tivéssemos distâncias um do outro. — Vamos logo ver nossa sala.

Não discutindo muito, seguimos até o pequeno grupo de alunos que checavam seus nomes. Ao chegar acabei esbarrando no ombro de uma garota sem querer e ela me empurrou. Me virei para falar alguma coisa, mas ao perceber que era novata deixei quieto.

Rose, Jennie, Jisso, Lisa, Sook, Hanna e eu ficaríamos na mesma sala assim como os meninos também. Parece que a sala 1-2 será a próxima a se tornar caótica com nossa presença. Mas, o enorme aviso ao lado, sobre a nova nota máxima necessária me fez respirar fundo.

— Como vamos conseguir oitenta em apenas quatro meses? — perguntou Jimin, indignado ao ler o aviso ele arrancou a folha do lugar e fez uma bolinha de papel arremessando na lixeira ao lado. — Os esquemas de colinha continua.

— Estudar também é opção. — tentei colocar um pouco de juízo na cabeça dele, mas sei que não vai adiantar muita coisa. — Vamos logo, não quero ficar com o pior lugar da sala.

Jin e Lisa se despediam, afinal o mais velho está no último ano escolar dele. Hanna segurou em meu braço, começando a andar junto comigo. Meu olhar foi na direção da menina que eu havia esbarrado, ela estava acompanhada de suas amigas, que sussurravam algo no ouvido dela.

— Não fui com a cara da novata. — Hanna comentou, olhando para os meninos. Dava para notar que eles namoram e que não precisam de nenhuma menina cobiçando eles. — Está olhando muito.

— É só olhar. — Sook falou, com as mãos cheias de pastas. Peguei algumas para aliviar a dificuldade dela e comecei a ler os papeis. — Eu não sinto ciúmes do Nam. Confio nele.

— Eu confio no Yoon. — falei, olhando na pasta alguns bilhetes sobre o novo ano. Ela provavelmente vai distribuir isso por toda escola. — Mas, não confio nelas.

O cheiro de sala limpa invadiu meu olfato ao abrir a sala e constar que não havia entrado ninguém ainda. A primeira coisa que Jisso e Hanna fizeram foi abrir as janelas, enquanto eu colocava as pastas na mesa da Sook. Os mais novos foram para os últimos lugares e logo começamos a procurar por uma mesa também.

Me sentei na penúltimo mesa, ficando atrás da Sook, porém na frente do Min. Ficando na seguinte sequência: Yoongi, eu e Sook na fila perto da janela; Tae, Jisso e Namjoon na do lado; Jimin, Rose e Hanna na do meio; Hoseok, Jennie e Jungkook na penúltimo e no último lugar Lisa que logo teve sua frente preenchida por outros dois alunos.

— Fiquei excluída. — gritou Lisa, nos fazendo rir. Logo ela pegou a mochila e foi para frente da Hanna e se sentou naquela cadeira. — Pronto, não estou mais.

— Alunos! — a voz chata da professora de matemática se fez presente. Ela levou os materiais dela até a mesa do professor e apoiou as mãos na beirada. — Bem vindos de volta e espero que se dêem bem com os novatos. Qualquer dúvida na matéria eu vou esclarecer.

— Quando é o próximo feriado? — Tae conseguiu arrancar uma risada até mesmo da professora, antes dela começar a passar matéria no quadro. — Estamos em agosto o mês que parece um ano.

Novamente rimos, pegando o caderno para copiar a matéria. Me sentei com as costas na parede, me permitindo cruzar as pernas e olhar meu namorado atrás de mim. O mesmo estava concentrado, mas ao perceber meu olhar sorriu de lado e me encarou me fazendo sorrir e logo me virar para frente para prestar atenção na matéria.

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[ 9:30 A.M]

Toda vez que eu a vejo, eu fico impressionado. É tão estranho...Eu continuo ofegante”

O banheiro da escola parece que foi reformado para receber os novos alunos. As paredes foram pintadas de branco e as divisória higiênicas foram ampliadas. Assim que terminei minha necessidade fisiologia, apertei a descarga e subi minha calcinha que ao soltar ela no meu quadril ela emitiu um breve estalo.

Abri a porta e fui em direção à pia para higienizar minhas mãos. Abri a água e peguei o sabonete, começando a fazer espuma ao esfregar uma mão contra outra. Olhei para o lado, vendo Jennie preencher os lábios com um batom rosa que trazia um ar de delicada para ela.

— Quando eu cheguei nessa escola, ninguém me recebeu com um banheiro novo. — Hanna falou, saindo de uma das cabine e indo lavar a mão também. — Fiquei sabendo que temos novos riquinhos metidos na escola.

— Com metidos você quer dizer “nem olham na nossa cara”. — Jisso interferiu, se levantando do banco que existia no final das sequência de cabines e tocando o cabelo. Ela apertou alguns fios da franja trazendo um pequeno volume no cabelo. — Vamos deixar eles quietos.

Terminei de lavar minhas mãos e peguei um papel toalha para seca-las, enquanto movia lentamente o papel pela minha pele Hanna passou os dois indicadores por cada lado da minha franja e depois soltou. Estávamos tão distraídas que só notamos a presença, indesejada, de quatro alunas novatas quando elas fingiram limpar a garganta.

— Eu não sou bolsista igual aquela loirinha que anda com aquele gigante — senti ela se referindo à Sook e o Namjoon. — E muito menos preciso de esforço para conseguir o olhar daqueles meninos que andam com vocês. — a mais baixa entre as quatro terminou de falar e cruzou os braços.

— E quem disse que isso é problema meu? — Hanna cruzou os braços ao perceber que a mais baixa estava analisando nossos uniformes. — Garota, você e essas galinhas que tu chama de bonde, vazam daqui por bem ou então a gente tira a força.

— Vão brigar com a gente? Que engraçado. — a mais alta pareceu não gostar da atitude tomada pela Hanna e se aproximou centímetros dela. — Não temos medo de barraqueiras.

— Meninas! — Lisa gritou, entrando no banheiro com a Sook ao seu lado. Rose entrou logo em seguida. — Olha só... Tudo bem, Mina?

— Lisa? — a garota que agora sei o nome se virou para encarar a Lisa com um certo receio. — Eu não sabia que eram suas amigas.

Meus olhos continuaram acompanhando para onde o de Mina seguia. Ela analisou cada detalhe até chegar aos meus olhos e sorrindo parecia debochar de algo. Bati duas vezes minha mão no mármore da pia e fui em sua direção, ficando frente a frente com ela.

— Que são amigas dela você não sabe. — afirmei. — Mas, saber onde, exatamente, arruma confusão você sabe. Me faz um favor; na próxima vez que tentar da em cima do meu namorado e achar que ele deu atenção eu esfrego sua cara no asfalto.

— Parece que os sete gostosos tem donas. — debochou uma ruiva, atraindo a atenção por sua voz fina. — Melhor tomar cuidado.

Respirei fundo, pegando na mão da Hanna para sairmos dali acompanhadas das minhas amigas. O corredor cheio foi ocupado por nós sete andando uma ao lado da outra até chegar na escada para descer até o refeitório. No terceiro lance de escada os meninos estavam nos esperando; Yoongi estava em pé com os braços no corrimão de cimento rindo de algo.

— Viram um fantasma no banheiro? — Jungkook perguntou, ao receber um abraço da namorada e correspondeu rapidamente. — O que aconteceu meninas?

— Tem algumas galinhas achando que são capazes contra a gente. — Lisa apontou, ao abraçar o Jin. — São aquelas do acampamento.

Cheguei no Yoongi, passando minha mão pela sua cintura e entrelaçando elas atrás das costas. Ele fez o mesmo comigo e me deu um breve beijo na testa. Encostei o rosto no seu peito e olhei em direção a escada. A ruiva e suas amigas pararam os passos bem próximo do nosso grupo.

— Vocês são as “galinhas” ? — perguntou Jimin, soltando a Rose no mesmo instante. Passou os dedos entre os fios de cabelo e suspirou. — Vão ficar bem longe das meninas.

— Vadias! Não sabem se protegerem sozinhas, não? — a loira, que parecia ser amiga intima da ruiva gritou.

—Sim, elas sabem. — Yoongi me soltou, colocando a mão no bolso da calça. Ele colocou um passo no primeiro degrau a sua frente e logo outro, se aproximando das meninas. — Mas vocês não vão querer que os pais de vocês nos odeiem como genros.

— O que? — dessa vez Mina tomou coragem de falar, colocou a mão apoiando no peito em sinal de espanto. Agora os outros meninos acompanhavam os passos do meu namorado.

— Isso mesmo. — respondeu. — Somos, praticamente, repetentes. Um ex drogado, um loiro que só bebe, um garoto de quinze anos que só assiste anime e lê mangá, dois João vai com os outros, um biscoito que é bom em geografia. Vai por mim, não somos alguém para apresentar aos seus pais.

— Filho da puta. — Namjoon colocou a mão no braço do mais velho e forçou um sorriso. — Semestre novo, vida nova. Não precisa lembrar que eu já usei.

— Foi a força do hábito. — Yoongi coçou a nuca.

— Credo, que bando de escrotos. — a ruiva se virou para subir e sumir da minha vista. — Vocês merecem ficar com essas vadias mesmo.

Me poupei de responder e acenei para ela com um sorriso no rosto. Entrelacei meus braços na nuca do meu namorado e virei o rosto para o lugar onde elas passavam. Sorri, ao sentir os lábios do Yoongi tocando meu pescoço e levei meu indicador até minha boca. Pisquei brevemente meu olho esquerdo e assoprei meu dedo em forma de pedir silêncio fazendo ela subir mais rápido a escada.

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[ 12:14 P.M ]

Graças à vovó Min, o almoço em uma mesa farta com vários tipos de pratos brasileiros, na qual somos amantes, acompanhado de duas garrafas grandes de refrigerante estava muito bom. Tudo preparado até no mínimo detalhe por ela para receber mais algumas pessoas no apartamento. 

Jackson e sua mãe estavam de passagem pela cidade e vieram para o almoço.

Ao pegar com o garfo uma porção de macarrão com um pouco de frango, levei a boca para degustar do alimento e me arrependi ao sentir o tempero muito forte no frango. Servi rapidamente um pouco de refrigerante no meu copo e fui surpreendida por duas mãos segurando seus copos ao lado do meu.

— Vó, pegou pesado no sal. — reclamou Jackson, esperando que eu terminasse de encher o copo dele e levou à boca. — Anda muito distraída, senhora Min.

— Mais respeito, Jackson. — exigiu a mãe do mesmo. Mesmo estando tentando fingir que estava com gosto bom ela levou o copo de água à boca. — O que estava dizendo, senhora Min?

— Até eu concordo que está salgado. — a matriarca concluiu antes de prosseguir com a conversa. — Estava dizendo que vou voltar à viajar.

— Que bom, vovó. — concordei.

— Ela só vai encher aquele corredor de coisas bregas que ela tem. — sussurrou Yoongi, bebendo um pouco do refrigerante.

— Eu ouvi isso, mocinho. — a mais velha disse, levantando o olhar para meu namorado. — Mais respeito com os sábios.

Eu deveria dizer aventureiros. Vovó Min ou senhora Min, não sei exatamente como vou chamar ela daqui pra frente, mas quero continuar achando que ela é minha família; Foi nessas viagens que ela encontrou um modo de ficar perto do vovô Min. Daqui a muito tempo quero ser como ela... Despreocupada.

Quando todos terminaram o almoço me levantei, pegando os pratos com os talheres e levando até a pia. Vovó Min logo se levantou, acompanhando até a sala minha tia e meu primo, deixando Yoongi e eu sozinhos na cozinha.

— Pode afastar. — pedi, ao sentir os braços do Yoongi segurando minha cintura de alguma forma incentivando que meu quadril se mexesse. — O que está fazendo?

— Vem cá. — me puxou. Meu corpo colidiu de frente com o dele enquanto levantei minhas mãos sujas de sabão em forma de rendição. — Eu já disse que você é linda até quando usa calça? — concordei.

— Agora me solta. — tentei empurrar ele com a única parte sem sabão no meu pulso, mas falhei ao sentir os dedos dele forçando minha cintura para que eu ficasse. — Se me ajudar a terminar de lavar depois a gente brinca.

O que eu sugeri fez o mais velho virar meu corpo de volta para pia e ficar em silêncio. Enquanto ensaboava os pratos ele ficou com as mãos sobrepostas em minha barriga, produzindo um carinho com o dedo. E pelo incrível que pareça terminei de arrumar a cozinha em apenas quinze minutos até me virar de frente para ele novamente.

— Fez alguma coisa? — perguntei, passando a mão molhada pelos fios de cabelo de sua franja. Finalizei o movimento com as mãos em seu maxilar. — Ou quer alguma coisa?

— Sabe que sempre quero você. — falou, balançando a cabeça para que fios voltassem para a posição. — Você passou mal de novo?

— Ficou comigo o dia todo, sabe que não passei. — desmenti ele. Empurrando seu corpo para sentar no banquinho branco que tem perto do balcão, enquanto o mesmo acompanhava sem medo nenhum. — Pode perguntar o que quiser.

— Acha que tenho chances de conseguir passar no teste?

Com a súbita pergunta fiquei um tempo em silêncio procurando as palavras certas para responder a questão. Mas, sou tirada dos meus pensamentos com meu celular vibrando e piscando incessante na mesa da cozinha. 

Yoongi apertou com força meu quadril quando segurei na sua mão para me soltar.

— Pode ser importante. — falei, olhando nos olhos dele. — Preciso atender.

A frustração no rosto dele foi imediato. Ele tirou as mãos da minha cintura tão rápido que só pude perceber quando ele colocou elas no bolso e saiu da minha frente em direção a geladeira. 

Peguei um pano de prato e comecei a secar minhas mãos, andando em direção à mesa onde o celular estava. O número estava salvo como Choi, porém eu tive uma breve certeza que não era ele assim que atendi.

— S/n? Foi tão difícil achar seu número na agenda do meu pai. — a voz dele parecia desesperada. Pude ouvir barulhos pelo celular como se ele estivesse correndo com alguma coisa. — Não desliga, por favor.

— Que foi, Hyo? — perguntei um pouco alto talvez. Ao ouvir o nome meu namorado pareceu mudar completamente de atitude e socar com força a madeira do armário. Ali mesmo jogou uma sacola azul, apontou pra ela e saiu da cozinha. — Espera um pouco. — pedi no celular e afastei o mesmo do meu ouvido. — Yoon!

— Pode conversar com ele. — gritou, já no final da escada. — Vou tomar meu banho e chamar o Jin e o Hobi pra ir comigo no meu teste.

— Eu vou com você.

— Não vai! — praticamente ordenou. — Melhor eles irem comigo. — a última frase foi encerrada e a porta do nosso quarto foi fechada com força.

— Desculpa. — Hyo pediu pelo telefone, assim que coloquei de volta em meu ouvido. Caminhei para a sala, passando pela minha avó e tia que conversavam e parei de frente para a janela espelhada.

— Tudo bem. Acho que você entende o motivo dele ficar assim. — afirmei, cruzando os braços.

— Entendo... — ficou em silêncio por um tempo até que suspirou e voltou a falar em um tom mais baixo. — Eu não vou enrolar você, sei que não quer nem olhar na minha cara. Meu pai, digo o seu, meu... Mas que merda...

— Nosso.

— Nosso pai vai voltar para Los Angeles. — parou brevemente. Por outro lado não demonstrei uma reação como esperado apenas respirei fundo esperando que ele continuasse. — Eu vou voltar com ele. Sei que você não pensa em morar com nós dois ou algo do tipo, mas poderia vir se despedir dele.

— Por que ele não me pediu isso? — me virei para procurar a vovó Min, mas a mesma estava na porta apenas me olhando de lado. — Deixa. Só me diga a hora e portão de embarque.

Quando terminei de ouvir o que Hyo disse me despedi e desliguei o celular, caminhando pela sala até ficar ao lado da mais velha que me abraçou de lado possibilitando que eu deslizasse minha mão pela sua barriga. 

Minha tia passou a mão no meu rosto e depois no meu braço até chegar na minha mão onde segurou.

— Sou muito feliz de saber que meu marido pode descansar sem magoa nenhuma. — disse, me afastando do calor da mais velha e puxando para perto dela. Os braços finos da morena ficaram envolta de mim e sua cabeça no meu ombro. Olhei na direção do meu primo na esperança de entender a situação, mas ele sorriu brevemente antes da mãe continuar. — Meu marido todas as noites me disse que você se tornaria uma mulher forte. Depois de dezesseis anos posso dizer que sim.

— Obrigado, Tia Min. — comecei a corresponder ao abraço. Era tão estranho essa atitude dela que tentei não demonstrar nervosismo ou algum medo. — Espero que o Tio Min fique bem onde quer que ele possa está.

— Ele vai sim. — afirmou, separando nossos corpos e limpando algumas lágrimas que escorreram dos olhos dela. — Nós já estamos de saída. Senhora Min, quer carona?

— Quero sim. — a mais velha concordou, colocando a destra no meu ombro e a canhota no ombro do Jackson. — Yoongi, meu neto, estou indo! — gritou para que o mesmo ouvisse e como esperado ele não respondeu. — Minha querida, fique bem vocês dois.

— Pode deixar, vovó. — concordei, abaixando a cabeça para receber um beijo de despedida na testa. Assim que senti o contato levei a mão direita da mais velha até meus lábios e beijei; seguindo um ritual da família. — Tome cuidado na estrada.

A mulher um pouco mais jovem colocou um casaco preto sobre o longo vestido branco que ela usava e foi a primeira à ir em direção ao elevador. A matriarca entrelaçou o braço dela no do neto e acenou com a mão livre.

— Tchau, priminha. — acenou Jackson, finalmente acompanhando a mãe e a avó para o elevador. — Boa sorte na hora de suportar o Yoongi!

Eu queria não concorda com ele e dizer que foi apenas uma raiva momentânea do meu namorado. Mas, tenho certeza que não foi. Fechei a porta e subi para o quarto, abrindo lentamente a porta do cômodo à procura do meu loiro.

 Ele estava tomando banho e o barulho da música no celular mostrou que não iria ouvir minha voz mesmo que gritasse.

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[ 14:32 P.M ]

Não se preocupe, amor. Porque tudo isso não é uma coincidência. Nós somos completamente diferentes, querida...”

E por mais que houve uma insistência da minha parte o mais velho não quis me ouvir, apenas me deixou sozinha e foi para a tal gravadora onde iria tentar a carreira. Eu por outro lado tinha algo para resolver com meu pai no aeroporto.

Terminei de colocar a blusa branca lisa por dentro da saia e puxei o fecho da peça inferior. Dei uma volta, encarando o espelho e procurando algum defeito na roupa antes de puxar alguns pontos da blusa e desgrudar ela do meu corpo. Quando vi que tudo estava no seu devido lugar peguei minha escova de cabelo e passei pelos fios rebeldes da minha cabeça fazendo eles ficarem em ordem.

— S/n! — gritou Jimin no andar de baixo. — O táxi vai cansar de esperar você ficar bonita para se despedir do Choi e do Hyo!

— Eu disse para irmos de ônibus! — gritei, passando um hidratante labial na minha boca e correndo pela escada. Meus amigos Rose e Jimin, agora namorados, estavam na porta do apartamento. — Conseguiu falar com o Yoon?

— Liguei pro Hobi. — falou Rose, ao me ver fechar a porta do apartamento e colocar a chave na bolsa que peguei as presas de cima da cama. — Do aeroporto para a tal BigHit são apenas quinze minutos.

— O teste do Hyung começa quatro e meia. — Jimin acrescentou. — Trinta minutos depois do embarque. Agora me diz; por que temos que ir juntos?

— Porque são meus amigos e o Tae não respondeu o telefone. — revelei já dentro do elevador. — Lisa e Hanna não são as melhores pessoas que pensei para trabalhar em equipe que iria me ajudar.

— Elas iriam brigar mais do que ajudar. — Rose analisou. Mesmo os dois sendo namorados respeitaram o fato de que estou com eles e ficaram apenas de mãos dadas dentro do elevador. — Calma, a gente está aqui e tudo vai da certo.

Era tão evidente meu nervosismo. Eu iria me despedir do meu pai no aeroporto, sendo que ele nem sabe que irei. A reação dele pode ser boa ou ruim quanto à isso. E Yoongi está bravo por causa de Hyo me ligar é aceitável; meu namorado conhece o mesmo e sabe tudo que ele fez.

Meus olhos estavam tão focados em um ponto fixo na parede, enquanto meu peso todo era jogado em minhas costas apoiadas na parede gelada do elevador e minha mão suava apertando a alça da bolsa, que só pude sair do elevador quando Rose gritou o taxista.

— Pro aeroporto, por favor. — pedi, assim que sai dos meus pensamentos bagunçados e entrei no carro ao lado da minha amiga. — E pode ser rápido.

— Sim, senhorita. — o taxista notou minha presa e acelerou o carro até mesmo derrapando as rodas de trás do veículo. — Devido ao trânsito, vou tentar ser o mais rápido possível.

— Achei um caminho que desvia do trânsito. — Jimin falou, entregando o celular com o mapa na tela para o motorista. — Desvie da rota e siga essa, ela tem um pouco de presa.

Eu não iria discorda do meu amigo. Meu nervosismo estava aumentando cada vez que via um carro passando ao nosso lado e só pude notar meu real desespero, de não conseguir me despedir, quando vi um avião decolar. Um nó na garganta se formou e meus olhos acompanharam o avião até sumir.

Rose entendendo um pouco da personalidade confusa que eu tenho, tirou de dentro da minha bolsa meu celular e meu fone, colocando na música que estava pausada e encaixou os fones no meu ouvido. 

A melodia, por mais óbvio que parecia, demorou a conseguir me acalmar. Eu só quero abraçar ele direito e dizer que “vai ficar tudo bem”...

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[ PV do Yoongi ON]

Prédio da gravadora BigHit; pessoas entrando e saindo, algumas feliz outras não. Onde eu fui me meter de achar que um simples rap vai me fazer ficar rico ou ser alguém famoso nessa vida? Comecei a fazer rima para decorar a hora e os nomes dos remédios que a S/n tomava, agora nem sei se são bons. Afinal, nunca mostrei para alguém.

— Vai entrar ou não? — Jin perguntou, percebendo que eu observava uma mulher ruiva sair do prédio com a mão na boca abafando o choro. — Cara, eu sai do restaurante para trazer você. Cadê aquela confiança toda?

— Ele só ficou nervoso assim quando foi pedir a S/n em namoro. — Hobi é um amigo ou inimigo? Merda. Admito meu nervosismo internamente, mas nunca vou assumir isso para alguém além da minha namorada. — Suga, vamos entrar. A sua vaga pode ser passada para outro.

— Não piora, Hoseok. — o mais velho evitou que eu matasse meu amigo atropelado. — Está assim por que sua namorada não veio?

— Ela não precisa de me ver perder. — falei, abrindo finalmente a porta do carro. No mesmo instante os dois saíram juntos. Jin trancou a camionete através do dispositivo de alarme e Hobi colocou a mão no meu ombro. — Hoseok tem certeza que essa música está boa? Não acha patética ou clichê?

— Relaxa... — se novamente esse ser humano que chamo de amigo tentar me pedir para relaxar eu vou meter o soco na cara dele e depois mando o Jin esconder o corpo. — S/n iria adorar você cantando essa música para ela.

Não ajudando muito com essas palavras meus dois amigos seguiram na frente, me deixando parado no meio da calçada com meu celular na mão. Ela ligou, mandou mensagem e eu, o idiota, não respondi. Meu ciúme por alguém que passou por tanto como ela só aumenta, mesmo, sem necessidade.

Segurei por um tempo o botão de desligar do celular e o vi apagar para não me incomodar mais. Comecei a caminhar em direção à entrada, agora, junto com meus amigos. Toquei a maçaneta da porta e empurrei a mesma que se abriu lentamente revelando um ambiente em cores brancas e bege claro.

— Os testes são naquele auditório. — a secretaria apontou para a porta por onde podia se ouvir uma composição e continuou seu trabalho. — Amigos e familiares podem entrar com você.

— Que sem educa-...

— Limpa essa boca, Hobi. — Jin pediu colocando a mão na frente do rosto do amigo. Revirei os olhos e fui até a porta que, entreaberta mostrava o quanto a gravadora estava quase falida e que poucos tentavam testes ali. Desviei minha atenção para o corredor a direita onde estava o banheiro. — Vai entrar, não?

— Vou no banheiro. — soltei a madeira branca da porta e deixei meus amigos para trás. — Qualquer coisa me chama.

Empurrei a porta também pintada de branco e fechei ela novamente. Minhas mãos bateram com força na lateral da pia e mesmo no escuro olhei meu reflexo no espelho. Suado, com expressão de cansado e para piorar só pensa na namorada.

Molhei minha mão na água fria e juntei elas de forma que pudesse acumular um pouco na palma da mão e jogar no rosto. Fiz a mesma sequência três vezes e novamente me olhei no espelho percebendo que além de cansado eu também estava molhando. Procurei o interruptor para acender a luz.

— Porra! Yoon, você não deveria brigar com ela. — ditei para mim mesmo. — Ela não te dá motivos para ciúmes, sempre sorri quando ajuda em algo, queria ficar do seu lado quando está precisando. E você faz o que?... É um idiota e igno-...

— Ignorante. — a voz feminina da Hanna me impressionou. Ela estava com a porta do banheiro aberta e segurando na maçaneta. — Ela não faz nada desnecessário nessa vida. Você tem a mim como prova. — soltou a maçaneta e jogou uma toalha de rosto em minha direção. — Ela me deu um tapa na cara por fazer merda. Mas, também foi a primeira a me ajudar com o Tae. Ela além de sua namorada é minha amiga e incrível.

— Não preciso que me fale isso. — minha convivência com a Hanna nunca foi das melhores, mas nunca esperei que ela me desse conselhos. Devolvi a tolha para ela e sai pela porta. — Conheço a namorada que eu tenho.

“Eu quero isso, esse amor, eu quero isso, amor verdadeiro. Eu só me concentro em você. Você está me atraindo com mais força...”

[ PV do Yoongi OF]

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[ 15:45 P.M ]

Meu DNA te quer desde o inicio. Isso é inevitável, eu amo nós dois juntos. Somos os únicos e verdadeiros amantes...”

O carro parou na frente da porta de entrada do aeroporto eu, por minha vez, já estava fora do carro antes mesmo do Jimin pagar o motorista. Segurei minha bolsa de lado e comecei a correr pelo lugar no meio de todas essas pessoas ocupadas e com certeza cuidando de suas vidas.

— Chamada para o voou zero, cinco meia com destino Los Angeles. — a voz da comissária se fez presente no alto falante do aeroporto, me fazendo parar no meio das pessoas apressadas e procurar pelo embarque. — Passageiros, por favor, preparem para embarcar.

— Liga para o seu pai. — Rose sugeriu, colocando a mão na minha costas e me vendo respirar com dificuldades e apoiar no meu joelho. Não pensei duas vezes e destravei meu celular para ligar para o mais velho. — Achei ele! Ali! — apontou em direção as cadeiras de espera.

Enquanto o celular chamava observei ele de longe, o cabelo penteado para trás e as duas mãos nos bolsos do sobretudo, dessa vez branco. Ele conversava com o Hyo e só parou quando notou o celular vibrar; deu um sinal para o filho com a mão e se virou consequentemente de frente para mim.

— Pai? — falei no celular, sabendo que o mesmo me encarou e ficou parado sem expressão. — Iria embora sem se despedir da sua filha?...Foram dezesseis anos me procurando, quando encontrou ficou tão feliz quanto minha mãe. — a cada palavra fui dando mais um passo em sua direção até ficar alguns centímetros dele. — Não precisa ficar com vergonha de se despedir de mim. Eu ainda vou esperar pelo seu retorno, ligação ou chamada de vídeo.

— S/n... — meu nome saiu como um sussurro. Rapidamente ele olhou para trás e viu meu cúmplice movimentar os ombros e sorrir. Quando olhou em minha direção novamente ele conseguiu me abraçar tão forte que nem a roupa de inverno que ele usava me impediu de sentir seu coração batendo mais rápido. — Obrigado por vim. Eu não sabia pedir isso à você.

— Feliz dia dos pais adiantado, pai. — sussurrei no meu ouvido, encerrando o abraço. Estendi para ele o anel que usei no jantar, coloquei em seu dedo e depositei um breve selar no mesmo. — Eu ligo para conversar com o senhor todas as noites.

— Atenção passageiros, ultima chamada para o embarque com destino à Los Angeles.

— Você não sabe como me deixou feliz. — sorriu, passando a mão pelo meu rosto. Se abaixou para ficar na minha altura e encarou meus olhos profundamente. — Dezesseis anos te procurando para descobrir que você estava perto esse tempo todo.

— Vamos fazer mais jantares e comemorar datas especiais. — afirmei, ao ver ele se levantar. — Vou chamar você e a Ruth para ficar comigo. Eu tenho uma família em dobro e muita vida pela frente.

Pela minha fala ele sorriu e segurou no ombro do Hyo que acabou se aproximando. Meus olhos se encontraram com os do filho e em um simples gesto agradeci à ele o apoio, estendendo a mão para um breve aperto. 

Meio sem graça pela atitude ele segurou minha mão e sacudiu levemente e depois soltou, levando para trás da nuca.

— Boa viagem para vocês dois. — acenei, observando meu pai pegar sua mala e colocar os óculos. Hyo fez o mesmo em silêncio, sendo encarado pelo Jimin. — Obrigado, Hyo.

— Obrigado você, por ter vindo. — ele jogou na minha mão um origami de papel em forma de pássaro e foi andando atrás do meu pai.

Quando chegaram no portão de embarque já era muito longe para dizer alguma coisa então eles acenaram discretamente e seguiram o caminho. Me virei para trás, vendo meus amigos conversando com o moreno alto e de voz grossa conhecido como meu melhor amigo; Kim Taehyung.

— O que aconteceu? — perguntei, ficando mais próximo do grupo. Quando finalmente vi Jisso chegar com a irmã mais nova do Tae nos braços. A garotinha não mudou nada, apenas ficou mais inteligente com o tempo. — Oi Bong~.

— Amiga do irmãozinho. — a pequena esticou os braços em minha direção e eu não perdi tempo, aceitando pega-la no colo. Segurei embaixo do bracinho dela e sentei ela no meu braço. — Ela está mais baixinha.

— Também acho, Bong. — brincou Rose, segurando de lado no braço do namorado. — O que aconteceu Tae? S/n tentou falar com você hoje e não conseguiu.

— Meu avô morreu hoje de manhã. — o maior falou um pouco triste e eu pude perceber que a pequena nos meus braços fechou a cara. — Não queria contar para vocês. A minha irmã ficava com meus avós e agora parece que vai ficar comigo.

— Sentimos muito. — a voz de nós três ecoou junto no meio do grupo. Não temos muito o que fazer para ajudar ele além de abraça-lo, que foi o que fizemos de forma discreta. — A gente ajuda você e a Jisso com a sua irmã. — Jimin se propôs ajudar.

— Bong vai adorar as pelúcias que guardei para ela. — tentei alegrar a pequena que sorriu minimamente em meus braços. — Eu também ajudo.

— Nós vamos para casa agora. — Jisso respondeu, batendo as mãos na frente da mais nova para ela ir no seu colo. — Vocês vem com a gente?

— Nós sim. — Jimin respondeu. — S/n não. Você tem que entrar no táxi que paguei e ir para a BigHit agora. O teste começa em trinta minutos. — mostrou o relógio.

— Boa sorte! — todos falaram ao me ver colocar a mais nova de volta no colo da Jissobe me despedir dos meus amigos.

Meus passos novamente foram apressados para fora do aeroporto. Porém um pouco mais calma do que no início. Enquanto corria peguei um prendedor de cabelo que trazia agarrada no braço e usei para prender meu cabelo em um rabo de cavalo bagunçado.

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[ 16:34 P.M]

“A evidência que o destino me deu. Você é a fonte dos meus sonhos. Pegue, pegue...”

E lá estava eu, infelizmente, atrasada e sabendo que ele precisava de mim para o teste. Abri a porta que a secretaria havia indicado e percebi as vozes serem silenciadas pela melodia que meu namorado conseguia produzir com alguns aparelhos em sua frente. O cabelo dele estava levemente grudado na testa enquanto os olhos ficaram fechados; focados.

— Santa aqui. — Hobi chamou, me puxando pelo braço para ir para a parte da frente ficar com ele e o Jin. Me sentei no meio dos dois e assim que fiz isso o produtor sentado na cadeira ao lado limpou a garganta pedindo silêncio. — Vocês brigaram? Ele ficou nervoso.

— Foi uma briga desnecessária. — sussurrei. — Quando chegarmos em casa explico para ele.

— Não se preocupe, amor, porque tudo isso não é uma coincidência. Nós somos completamente diferentes, querida. Porque encontramos nosso destino-... — a voz do meu irmão foi encerrada pelas palmas do produtor. Quando ele abriu os olhos Hobi e Jin praticamente apontaram o dedo na minha direção, fazendo o loiro fixar o olhar em mim ignorando a voz do produtor. — Você veio.

— Pode prestar atenção em mim, jovem? — o produtor exigiu, apontando as mãos para ele mesmo. — Eu disse que você foi aprovado. Traga as outras músicas e vamos começar seu treinamento nos próximos dias.

Quando as palavras finais foram dadas Yoongi largou o microfone no chão e correu para a beirada do palco de onde pulou e depois veio até meu encontro. Me segurou pelo braço, me fazendo levantar com seu toque e logo juntou nossos corpos em um abraço.

As mãos dele se cruzaram na minha costas, enquanto o queixo se apoiou no meu ombro. Minhas mãos por outro lado estavam firme em sua nuca e minha cabeça no seu ombro; com dificuldade eu ficava na ponta do pé para isso. Até ele me levantar no colo e girar duas vezes comigo.

— Desculpa, não ter te entendido. — disse, assim que me colocou no chão. As mãos dele novamente foram para minha cintura e meus dedos tocaram sua pele do rosto marcada pelo suor. — Depois do que eu fiz você veio.

— Precisei da ajuda do Hoseok e do Jimin para isso. — brinquei. — Eu viria de qualquer jeito quando você precisasse eu estaria aqui.

— É bom agradecer à nós e não tentar matar a gente. — Hobi colocou a mão na cintura, fingindo está bravo. — Quero abraço com giro e beijo na bochecha igual fez com ela.

— Quer usar a saia e o sapato também? — o meu namorado foi irônico, soltando um braço da minha cintura. A destra continuou no meu quadril enquanto eu segurava no seu ombro. Com a canhota fez um toque com o Hobi e com o mais velho. — Obrigado, Bang-PDshii.

— Vocês são amigos dele? — apontou para os dois morenos e ambos concordaram. — Não é por nada, mas essa menina consegue fazer o Min cantar melhor que qualquer outro aqui. — brincou. — Espero você aqui semana que vem com seu namorado.

— Pode deixar. — Yoongi abaixou a cabeça em reverência e me puxou para sairmos. — Ouviu a música toda?

— Não. — neguei, ainda olhando para trás. Minha bolsa estava com o Jin e por algum acaso ele e o Hobi imitavam os movimentos do meu namorado comigo. Engraçado e estranho ao mesmos tempo. — Eu só ouvi a parte do “ encontramos nosso destino ”.

— Ainda bem. — sussurrou, abrindo a porta do prédio e me dando passagem. Olhei para trás e Hobi fez o mesmo, mas Jin acabou esbarrando no ombro do menor e se empurraram para fora, percebendo que eu olhava. — Vou cantar ela para você hoje. Você foi a inspiração dela.

Sorri e começamos a descer a rampa em direção à caminhonete preta do Jin estacionada ali na frente. 

Abri a porta do lado direito e entrei acompanhada do meu companheiro que fechou a porta. Não demorou muito para o mais velho da partida no carro e jogar minha bolsa para trás.

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[ 20:39 P.M]

Yoongi e eu estávamos jogados no chão no meio de várias caixas amassadas e peças pelo chão. A mulher que chamo de chamo de mãe mesmo depois da verdade, senhora Min, nos surpreendeu com equipamentos de música. 

Tudo da mais perfeita qualidade apenas esperando para ser montado.

Já que mudanças aconteceram e o Yoongi e eu começamos a ficar no mesmo quarto. Decidimos que o antigo quarto seria o estúdio para produzir as músicas e meu quarto seria nosso até que alguém fique grávida e o quarto se torne do bebê.

— Estou cansado. — disse com dificuldades, abanando o rosto dele com pedaço de papelão. — Eu tinha juntado dinheiro para comprar isso quando fizesse o teste. O que eu faço com o dinheiro agora?

— Guarda. — falei, abrindo meus olhos no meio do escuro que aquele quarto estava e que apenas a tela da televisão iluminava. — Eu fiz o teste de gravidez hoje... — o músculo do braço do mais velho, que estava embaixo da minha cabeça, enrijeceu ao me ouvir. — O teste que você deixou em cima do balcão deu negativo e os outros dois que comprei também deram. — me levantei, sentando com as minhas pernas cruzadas e encarando o mais velho olhar para o teto e esfregar os olhos. — Esses testes deram negativo, mas amanhã ou depois o positivo pode surgir.

— Vamos ter três meninos e um menina. — ele disse todo orgulhoso, tirando a mão dos olhos e finalmente me encarando. — Quando esses pararem de ser fofos e ficarem igual a gente, vamos fazer o dobro de filhos.

— Vai precisar criar muita música naquele computador para me ajudar com a criação deles. — apontei para a estante recém montada por nós. Apenas um sofá ficou no cômodo além de instrumentos de música. — E também a gente pode não ter essa sequência que você quer.

— A gente faz até conseguir. — brincou, envolvendo o braço em minha cintura e me puxando de volta para o chão. Os dedos dele subiram minha blusa pela metade até que eu segurasse a mão dele. — Desculpa, minha pequena. Prometo te ouvir sempre.

— Quer saber, por que Hyo me ligou? — perguntei simples, procurando meu celular no meu bolso. Entreguei para ele colocar senha e procurar pela chamada. — Como pode ver a ligação foi feita do número do meu pai; Hyo me ligou dizendo que eles iriam viajar e meu pai não sabia se despedir.

— Hanna disse que sou um idiota e eu posso concorda. — falou, colocando a cabeça no meu peito e ouvindo a batida do meu coração. — Desculpa por não te ouvir.

— Tudo bem. — levei a mão no topo de sua cabeça iniciando um cafuné. — Só vamos dormir agora. Hoje o dia foi muito corrido.

— Vai na frente. — me soltou. — Eu só vou testar essas caixas de som e já estou indo.

Nos ajudamos a levantar e quando fiquei de pé o mesmo me surpreendeu com um beijo demorado. Afastou nossos lábios minimamente, fazendo um sorriso surgir no meio do ato até que voltarmos a ter nossos lábios unidos novamente. O gosto de morango fez do beijo algo tão bom que aproveitávamos para acariciar o lábio um do outro.

A mão dele segurou em minha cintura com possessão, puxando meu corpo para colidir com o seu. Com a minha canhota eu puxava a nuca do mais alto para aprofundar o ato, já com a destra segurei no seu braço para ter um pouco de firmeza no meio do beijo.

— Tem certeza que não quer vir comigo? — minha pergunta foi como um pedido ao sentir ele morder meu lábio inferior com força e depois soltar entre os dentes.

— Tenho sim, minha linda. — deu um selar em meus cabelos e me soltou. — Pode ir depois eu vou.

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[ 21:27 P.M]

Fiquei em silêncio sentindo a água me molhando. Passei a mão pelo meu ventre, imaginando um bebê dentro de mim e o quão engraçado seria o Yoongi papai de uma menina. Meus dedos já estavam enrugados mostrando a hora de parar quando desliguei o chuveiro.

Me sequei com a toalha branca que eu tinha pegado e depois finalizei passando um creme com cheiro de frutas vermelhas para hidratar a pele. Apaguei a luz do banheiro e meu celular tocou em cima da cama; como não era de esperado o número da Lisa chamou no visor.

— Quem morreu? — perguntei, assim que atendi o celular. Fui em direção ao guarda roupa pegando minha lingerie vermelha e uma camisa do Yoongi que tinha a mesma cor. — Lisa?

— Estou fazendo dever de matemática. — o assunto que ela puxou me fez rir com ela do outro lado da linha. — Eu sei é patético. Só liguei porque Jin me falou que vocês estavam brigados. Fiquei preocupada com meu casal favorito.

— Achei que seu casal favorito era Jin e você. — coloquei no viva voz o celular e comecei a me vestir. Primeiro a peça de baixo e em seguida o sutiã de renda. — Seu casal favorito aqui já resolveu a briga.

— Transaram, né? — a pergunta cheia de malicia e brincadeira dela me fez rir em voz alta. — Eu quero dois sobrinhos e uma sobrinha. Faz com pouco tempo de diferença e quando acabar a demanda encomenda o dobro.

— Não brinca desse jeito. Um de cada vez.— terminei de colocar a camisa que eu iria usar como pijama e peguei o celular em mãos. — Lisa, vou desligar.

— Já vai fazer mais filho! — gritou antes que eu desligasse o celular. — Faz de quatro que o bebê nasce inteligente!

O dever que ela está fazendo, provavelmente, é beber alguma bebida forte junto com o Jin. Desliguei o celular e coloquei sobre o criado mudo ao lado da rosa que a propósito estava mais linda que o normal. Apaguei a luz do quarto e fechei a porta, caminhando lentamente em direção ao futuro estúdio de música.

Abri um apenas um pouco da porta vendo meu loiro com sentado na cadeira e um microfone diferente em mãos. Ele cantava a mesma música de antes, porém com a batida que ele criou para ela. Cada refrão falava de destino e de amor, mas quando entrei o “querida “ do refrão saiu como meu nome.

— S/n, sei que está ouvindo. — mesmo de costas ele conseguiu sentir minha presença ali e virou a cadeira, revelando sua calça moletom e seu abdômen para mim. — Quer me ouvir cantar ela para você?

Sorri e fechei a porta atrás de mim. Enquanto eu brincava no chuveiro ele conseguiu colocar outras coisas no lugar como vários discos e troféus em uma estante que ocupava a parede, o quadro com gravuras abscissas e uma camisa de futebol americano começaram a decorar o quarto.

Ele deu dois tapas na coxa, indicando onde deveria sentar e assim eu fiz. Me sentando de lado sobre o colo dele e colocando a cabeça apoiada no seu ombro. Ele colocou a mão na minha cintura e alisou para cima e para baixo vendo o tecido acompanhar o movimento.

— Te amo.

— Também te amo. — ele rodou a cadeira para ficar de frente ao computador. Regulou dois botões, que não procurei saber para que serve e colocou o microfone na boca. — Essa música é para você.

Fechei meus olhos ouvindo o começo da melodia aos poucos se encaixando na minha vida. As observação e o modo de dizer as coisas foram colocados na letra dessa música me fazendo lembrar de nossas brigas, nossos beijos, nossas confusões, novas amizades e também casais. Tudo de ruim que aconteceu foi para testar nossa fidelidade e se não tivesse acontecido não iríamos está assim hoje... Meu odiado irmão.


Pude te reconhecer assim que te vi

Como se estivéssemos chamando um ao outro

O DNA nas minhas veias me diz

Que você é quem eu venho procurando


Nosso encontro é como uma fórmula matemática

Um mandamento religioso, providência do universo

A evidência que o destino me deu

Você é a fonte dos meus sonhos

Pegue, pegue

Minha mão se estendendo até você é o destino


Não se preocupe, amor

Porque tudo isso não é uma coincidência

Nós somos completamente diferentes, querida

Porque encontramos nosso destino


Desde o dia da criação do universo e continuando

Através dos infinitos séculos e continuando

Na vida passada e talvez na próxima também

Estamos para sempre juntos

(DNA)


Eu quero isso, esse amor, eu quero isso, amor verdadeiro

Eu só me concentro em você

Você está me atraindo com mais força

Meu DNA te quer desde o inicio

Isso é inevitável, eu amo nós dois juntos

Somos os únicos e verdadeiros amantes


Toda vez que eu a vejo, eu fico impressionado

É tão estranho

Eu continuo ofegante

Talvez seja essa a emoção que eles chamam de amor

Porque, desde o principio, meu coração só bate por você


Não se preocupe, amor

Porque tudo isso não é uma coincidência

Nós somos completamente diferentes, querida

Porque encontramos nosso destino


Desde o dia da criação do universo e continuando

Através dos infinitos séculos e continuando

Na vida passada e talvez na próxima também

Estamos para sempre juntos

(DNA)


Tudo isso não é uma coincidência

(DNA)

Porque encontramos nosso destino

DNA

Não olhe para trás

Porque encontramos nosso destino

Não se arrependa disso, querida

Estamos para sempre

Para sempre

Juntos

Não se preocupe, amor

Porque tudo isso não é uma coincidência

Nós somos completamente diferentes, querida

Porque encontramos nosso destino

(DNA)

La la la la la


Notas Finais


Roupa da S/n:
https://goo.gl/images/5GTFdR

Desafio feito: @Bolinho2.0
Desafio: Escrever um capitulo narrando o dia inteiro do casal.
Desafio aceito: Myka @ArmyVip.

~ Fiz o possível para ficar em 9 mil palavras. No início, no capitulo que perdi, era o mesmo tanto. O que lembrei está aqui e o que aconteceu na semana também.

____________❤❤❤___________


NOSSAS NOTAS FINAIS FORAM ESCRITAS EM FORMA DE CARTA E FIXADAS NO COMENTÁRIO DESSE CAPITULO. FIQUE A VONTADE PARA LER.

~ A todos, meus muito obrigado. Pode fechar a cortina para a My Hated Brother! ❤❤

Segunda temporada:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/my-hated-teacher-imagine-jungkook-13678281

FCM. (^.^)


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