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História My Hero Academia: New Generation - Interativa (Terminada) - Capítulo 50


Escrita por: e OiGaleris


Capítulo 50 - Capítulo 040 - Depois da tempestade...


Algum tempo se passou, e logo o combate sangrento foi dado como finalizado. A notícia chegava para as pessoas nos abrigos, revelando que os heróis haviam saído vitoriosos. A onda de terror de All For One havia, finalmente, chegado ao fim. Logo também chegara nas notícias que a U.A. havia, novamente, sido atacada. A academia estava fechada, e só fora aberta para que os alunos da 1-A pegassem as suas coisas, sendo que o único presente ali era Nezu. Mas claro, também fora descoberto que o diretor era um farsante há algum tempo, sendo que o corpo do verdadeiro diretor fora encontrado em um dos esconderijos de Taiga. Ele estava morto.

Daisuke, Daidama e Chisaki haviam morrido. E Naomi e Ayumi se sentiam inúteis graças à isso. Foram as primeiras a chegarem ao local, e não fizeram nada. A Yamaguchi entregou-se a raiva, enquanto Naomi subestimou seu oponente e acabou mandando as duas companheiras para a morte. Agora Ryuzaki, Jyugo e Zoe tinham uma decisão a tomar. Eles podiam continuar ali, ou podiam desistir daquela vida. Ayumi e Naomi haviam decidido, obviamente, que ficariam. Elas provariam o seu valor, e continuariam a evoluir dia após dia. Mas o trio do que a 1-B fora um dia ainda era uma incógnita. Não se sabia se ficariam.

Não, até Ryuzaki entrar no quarto de Jyugo e o ver arrumando as suas coisas. Ele não havia pegado somente o necessário para passar as férias. Estava levando tudo. 

— Você vai embora? — O albino perguntou o óbvio, sendo que o Kurusu apenas deu de ombros, fechando os olhos enquanto mordia o seu lábio inferior. A vontade de chorar que ele parecia estar parecia óbvia no momento. Jyugo só queria ir embora dali, encontrar-se com seu pai e chorar nos braços dele pela perda que tivera aquele dia. Nunca se sentira à vontade com o pai, mas agora era a única pessoa que tinha. — Eu sinto muito pelo Akira, Jyugo. Volte quando se sentir confortável para isso.

— Talvez eu nunca me sinta confortável novamente, Ryu. — Confessou, chamando o amigo pelo apelido que costumava chamar.

— Pode levar tempo, mas você vai sim voltar a se sentir confortável com isso. — Zoe apareceu repentinamente na porta, sendo que também estava carregando as suas coisas. A de cabelo rosado iria embora. — E, caso não se sinta, é porque ser herói não é para você. Você pode acabar se encontrando em outra profissão. Acho que decidi fazer o mesmo. Não sei se volto. Talvez sim, talvez não.

— Vocês dois, então? — Ryuzaki indagou tranquilamente, indo até Zoe e a abraçando, para a surpresa da garota. Ela retribuiu, vendo quando o albino fora até Jyugo, fazendo o mesmo com ele. — Lembre-se que seu irmão estará sempre olhando por você. E sabe que se você ficar triste, ele vai ficar também.

Jyugo assentiu fracamente com a cabeça. Ele e Zoe se despediram de Ayumi e Naomi, sendo que deixaram a U.A. antes dos três que sobraram. Iriam embora, e não sabiam se voltariam. Talvez nunca pisariam em uma academia para heróis novamente.

E, assim, dos oito que falharam no teste da licença, três restaram. Dos outros cinco, três foram mortos e outros dois foram embora. A 1-A, novamente, desfalcada.

[ ]

Enquanto isso, há algumas cidades de distância, estavam os sobreviventes de Tóquio. Minnerva, com o coração partido pela morte de Akira e a mente abalada ao ver a Pro Hero Uraraka falecendo tão cruelmente, decidiu pegar o seu telefone para escutar a única voz que a acalmaria diante o caos. Foi no mesmo momento que o celular de Ayumi tocou, sendo que Minnerva tivera que esperar algum tempo até que a Yamaguchi chegasse ao telefone para atendê-lo.

— Alô? — Indagou calmamente, os dedos mexendo nervosamente em sua pulseira. Nos jornais, havia sido mostrada uma lista de todos os corpos de mortos encontrados, mas muitos estavam irreconhecíveis ou ainda não haviam sido achados. Era natural pensar na ansiedade da estudante com aquela ligação.

— Aquele filme de terror no cinema ainda está de pé? — O questionamento da garota de cabelos roxos soou direto, sendo que Ayumi não pôde evitar soltar um sorriso. Sentia-se para baixo em saber que, mesmo no fim, não conseguira impedir o pai de fazer atrocidades; sentia-se para baixo em lembrar-se da morte de Daidama, garota que era muito próxima de si no começo; sentia-se para baixo ao ver quantas vidas inocentes foram perdidas. Mas, mesmo assim, Minnerva conseguira fazer a garota soltar um sorriso. Eram boas amigas.

E talvez, no futuro, pudessem acabar se tornando algo a mais.

— E você ainda pergunta? — Devolveu a pergunta com outra, em um tom claramente divertido. — Me avisa quando chegar aqui na cidade. Aí nós marcamos.

— Combinado. — Concordou, e então desligou o telefone.

 

Enquanto isso, Shouto conversava com Yosoichi sobre aquela loucura quando algo chamara a sua atenção. O buraco no chão, e um Katsuki sem saber o que fazer. Ajoelhado diante o corpo de Uraraka, enquanto Tsuyu tentava fazer de tudo para acalmá-lo. Ela tentava em vão, pois nunca havia sido próxima do herói explosivo. Não sabia o que fazer para ajudá-lo naquela situação, e só podia tentar impedir o inevitável. Katsuki Bakugou estava desabando. Estava desabando, e mesmo assim se negava a chorar. Shouto tocou o ombro do filho, pediu para que ele ficasse ali e foi em direção ao Pro Hero número dois. Não era tão próximo dele quanto Deku ou Denki - que havia travado - eram, mas havia se aproximado o suficiente com o passar dos anos. E foi por isso que o abraçara,sabendo que era tudo o que o Katsuki não admitiria que precisava.

E o abraço desmontou o herói profissional, afinal, até alguém como Bakugou tinha sentimentos. As lágrimas percorriam com força em seu rosto, molhando o uniforme de Shouto. O companheiro não disse nada, pois sabia que Katsuki não precisava ouvir. Ele só precisava chorar, colocar tudo para fora. Precisava de alguém que o abraçasse e ficasse com ele. Shouto estava fazendo aquilo. Não era o menor para lidar com sentimentalismo, mas estava realmente tentando.

— Eu cansei dessa merda. — Sussurrou entre soluços. — Desde a nossa época da U.A., o que ser herói nos trouxe de bom? Só trouxe destruição. E quando finalmente formei uma família, ela foi destruída também. Isso não é ‘pra mim. Não é.

— Eu vou respeitar você se a sua decisão for aposentadoria adiantada, Kacchan, mas não tome uma decisão nesse estado. Se acalme primeiro, e depois pense sobre o assunto. — Sugeriu se afastando temporariamente do abraço que estava dando em Bakugou, vendo ele assentir levemente com a cabeça. E desabou novamente, sendo que Shouto soltou um suspiro e tornou a abraçá-lo. Não era só Bakugou que chorava. Tsuyu, melhor amiga de Uraraka desde a U.A., havia perdido a garota que considerava como irmã. Com o fim da batalha, lágrimas finalmente percorriam o seu rosto.

E, depois do passar de alguns dias, descobririam que a decisão de Katsuki Bakugou era definitiva. Ele nunca mais seria atendido por Kacchan, e Kirishima teria de continuar, sozinho, a empresa que haviam formado juntos.

 

Yosoichi, permanecendo onde estava, como pedido pelo pai, procurou por um telefone que estivesse funcionando por perto. Theo logo aparecera ali, vendo o Todoroki se frustrar ao notar que mais um telefone estava quebrado. O Kaminari então usou a sua individualidade para consertar tal, fazendo o jovem Todoroki levar o seu olhar até ele. Sorriu em agradecimento, analisando os ferimentos de Theo.

— Luta difícil? — Indagou em certo tom de provocação. 

— Lutei contra a futura mãe do filho do All For One. Foi uma adversária complicada. — Devolveu, enquanto Yosoichi o olhava com surpresa. Eles pareciam até duas amigas conversando, sendo que Theo era a amiga que contava a fofoca e Yosoichi a que se fazia de surpresa e falava “que B-A-B-A-D-O”. — De qualquer forma, Kiara me disse para ir dar um jeito nisso, então estou indo. Boa sorte com a sua ligação.

— Obrigado. E se cuida. Não quero você morrendo por perda de sangue. — Brincou, sendo que Theo revirou os olhos e assentiu, se afastando dali para ir até onde estavam cuidando de heróis feridos. Yosoichi então voltou a sua atenção para o telefone, discando o número de Naomi. Havia feito uma promessa, e agora era o momento de dizer para Naomi que havia a cumprido. Quando a albina atendeu e não dissera nada, Yoso entendeu que era a sua deixa. 

— Vem cá, garotona. Alguém já te disse que os Todoroki costumam sempre cumprir com suas promessas? — Indagou em certo tom descontraído, sorrindo ao escutar um suspiro aliviado do outro lado da linha. 

— Céus, Cabelino de K-pop, alguém já te disse que você daria um ótimo protagonista de Shounen? — Indagou no mesmo tom, logo prosseguindo. — A única diferença é que você não pegou uma protagonista gostosa. 

— Você é gostosa ‘pra mim. — Afirmou de forma divertida, sabendo que conseguiria deixá-la envergonhada com aquele simples comentário. Era uma pena que não estava ali para ver aquela pele branquinha se tornar vermelha. Sentiu uma pontada repentina, soltando um grunhido de dor e sentindo o corpo oscilar. Não havia percebido que estava tão ferrado; não até a ação acabar.

— Isso é o suficiente. Mas de qualquer forma, vai se cuidar. Sei que deve ter sido difícil. Me liga quando já tiver descansado. Bye. — E desligara o telefone sem a resposta de Yosoichi. O garoto revirou os olhos, mas sabia que ela devia ter feito aquilo após escutar o grunhido, imaginando que ela teria ficado preocupada.

E assim, após avisar Shouto onde estava indo, seguiu na mesma direção de Théo, para também ter os seus ferimentos tratados. O mais irônico era pensar no fato em que a maioria deles haviam sido causados - não propositalmente - pelo seu pai.

 

Enquanto isso, Kou ainda estava ajoelhado diante o corpo de Hiroshi, o olhar vazio enquanto pensava sobre como as coisas haviam chegado àquele nível. O castanho não chorava, mas não era porque não estava triste. Ele não chorava porque não conseguia chorar. Estava travado, desacreditado com o que havia acontecido. Era irônico como o rapaz que sempre se arriscava para salvar os outros havia sido salvo. Sakura, que estava por perto, percebia o quão mal o Mabuchi parecia estar. Às vezes, não chorar era pior do que fazê-lo. Mas a mulher não se moveu para dizer alguma coisa, já que logo Kiara aparecera correndo. 

As mãos na boca ao ver o corpo, os ferimentos dando pontadas inacreditáveis de dor. Ela caiu de joelhos. Não era tão próxima dele quanto era de Kou, mas Hiroshi era como um irmão mais novo irritante. E havia morrido. O The Big Three nunca seria o mesmo; não sem a sua bomba relógio. Mas a ruiva não permitiu-se continuar chocada por muito tempo, pois alguém precisava de si daquele momento. Ela, ainda de joelhos, se engatinhou até Kou. O mais novo se afastou dela.

— Me deixa em paz. — Pediu em um sussurro. Kiara quase não o escutou. 

— Não pode me afastar. Sabe que eu sou a única que pode te ajudar agora, não sabe? — Indagou calmamente. A Scarlet sempre soube lidar com o amigo. Sempre soube que ele afastava as pessoas quando estava triste, mas era porque não queria deixar os outros preocupados; não queria atrapalhá-los com seus problemas pessoais. Mas Kou nunca conseguira manter Kiara afastada. Era ela aquela que sempre esteve com ele, fosse em momentos bons ou ruins. Ela o entendia melhor do que ninguém. Era a sua família. A sua irmã mais velha. A única que restara.

— Eu sei. Eu sei. Merda Kiara, eu… eu sei disso. Mas não posso fazer isso de novo. Não consigo fazer isso de novo. Eu não sei… não sei o que fazer. — O tom desesperado em sua voz entristeceu Kiara, sendo que a ruiva não hesitou em abraçar o maior. Assim que o Mabuchi sentira aquele abraço tão quente e protetor, desabou em lágrimas. Apertou a garota contra o seu corpo, como se precisasse senti-la ali, como se temesse que ela também fosse embora. 

Ela não o soltou. Ficara fazendo carinho em suas costas enquanto o deixava chorar. Os ferimentos ardiam, seu coração estava apertado em ver, pelo canto dos olhos, o corpo morto de Hiroshi. Mas, mesmo assim, ela se manteve forte por ele. Manteve-se forte por todas as vezes que Kou fizera o mesmo para que Kiara se sentisse melhor. Ela estava retribuindo enquanto podia, sabendo que a vida era como uma montanha russa. Às vezes estava lá em cima, mas então descia de uma vez. Imprevisível, ao mesmo tempo que era, na verdade, previsível. 

— Você, uma vez, citou para mim uma frase de Martha Medeiros. “Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência”. Então agora eu te cito uma de Lya Luft. “Perder dói. Não adianta dizer ‘não sofra’, ‘não chore’; só não podemos ficar parados no tempo chorando nossa dor diante das nossas perdas”. — Sussurrou carinhosamente no ouvido dele, enquanto ainda escutava os soluços baixos do garoto. Kou Mabuchi sempre fora apaixonado por escritores, e vivia citando frases de alguns. Lá estava Kiara, usando o seu gosto “contra” ele. — Então tudo bem você sofrer e chorar. Mas não fique parado no tempo por tempo demais. Hiro não gostaria disso.

Kou apenas assentiu diante a frase, o rosto afundado no ombro da garota enquanto tentava se acalmar. Ele superaria. Era claro que superaria. Continuaria vivendo sem Hiroshi, mas se lembraria dele todos os dias de sua quase inútil existência. Se lembraria que, se estava vivo, era por causa dele. E faria a sua vida valer a pena. Independente da dor, independente do quão destruído se sentia… devia a ele aquilo. Precisava fazer a sua vida valer a pena. Era por ele. 

Enquanto parava de chorar, sentiu o cansaço finalmente o dominando. A dor insuportável dos ferimentos se juntou, e ele acabou desmaiando. Kiara deu um beijo protetor na testa do rapaz, o levando para cuidar dos ferimentos dele e dos seus.

 

Sakura os deixou a sós, dando um beijo na bochecha de Akashi enquanto o via ainda do lado do irmão, perguntando se estava tudo bem ela deixá-lo sozinho. O ruivo assentiu, portanto a mulher acabou se afastando. Queria procurar Kouta, ver se ele havia saído vivo daquela loucura. Para a sua sorte, ele havia. Estava longe do local onde ocorrera o combate da Sasaki, mas seguia vivo, e sem ferimentos graves. No momento ele conversava com a sua protegida, Arisa, dizendo como estava orgulhoso. Claro que estava. A garota havia se saído muito bem.

— Bem, eu vou ir ver se não tem ninguém precisando de ajuda por aí. — Dissera assim que percebeu a aproximação de Sakura. Kouta, confuso, se virou para trás. Sorriu em ver a mulher ali, e quando olhara na direção de Arisa novamente, a garota já havia sumido, provavelmente para ir ajudar os feridos. 

Kouta então observou Sakura de cima abaixo. Ela estava mais machucada do que ele, mas não parecia ser grave. Estava em ótimos estados para quem havia acabado de lutar com All For One. A Sasaki também observava o mais novo, parecendo aliviada ao ver que ele só tinha arranhões. Um clima gostoso pareceu ter se instaurado entre eles, mesmo que nenhum tivesse dito nada. Yamada remexeu em seu uniforme, procurando algo. Encontrou a caixinha felizmente intacta. Se aproximou de Sakura, enquanto ela lhe observava com certa curiosidade. Se ajoelhou. Abriu a caixinha. 

O coração de Sakura pareceu ter saído pela boca antes mesmo dele dizer o que queria falar. Ali dentro continham duas alianças prateadas. Não era padrão, mas também não tinham detalhes demais. Simples, mas incomum. Do jeito perfeito para a mulher. Os batimentos pareciam acelerados, a boca formava um perfeito “O”. Sentia vontade de chorar em felicidade. Nunca pensara que aquilo aconteceria consigo - muito menos sendo logo após um caos como aquele. Desde nova, experimentada por aqueles que se intrigavam com a sua individualidade. Desde nova, fugindo e vivendo sozinha. Desde nova, impedida de se sentir feliz. Isso até Akashi chegar em sua vida, sendo como seu filho e preenchendo uma grande parte de sua felicidade. E então chegara Kouta, completando o espaço que ainda estava vazio em seu coração. 

— Sakura Sasaki, você quer namorar comigo? — A pergunta finalmente havia sido feita por Kouta. Talvez não fosse o momento ideal, mas o homem não queria esperar mais um único segundo. Era ela. Era ela a pessoa certa para si.

— Quero, é claro que eu quero. — Afirmou, sendo que Kouta colocara a aliança menor no dedo dela, enquanto ela colocava a maior no dedo dela.

Um beijo. Uma promessa. 

Ficariam para sempre juntos em seu infinito limitado.

 

Akashi seguia do lado do irmão, pensando em como tudo aconteceu tão rápido. Sua mente estava uma bagunça. Taiga Tatsuya era uma incógnita, e o ruivo só descobriria mais sobre tudo caso colocasse o CD em um DVD. Mas não sabia se estava pronto para aquilo. Não sabia se estava pronto para conhecer a verdade. Na verdade, não sabia nem se estava pronto para ligar à Haru, revelando que haviam sobrevivido, mas que Taiga morrera por uma causa desconhecida. 

    Em meio aos pensamentos confusos, sentimentos indecifráveis e dor de cabeça pelo uso da quirk, sentiu um toque singelo em seu ombro. Virou-se para trás e viu Ali Jafar de pé. Se levantou, fechando os olhos ao sentir a pontada em sua cabeça. E então os abriu, os olhos vermelhos automaticamente se encontrando com os azuis.

    — Você está bem? — O de cabelo azulado indagou calmamente, sem tirar os olhos daquele que tanto gostava. Akashi também não desviara o olhar.

    — Um pouco confuso, mas bem. — Afirmou com a voz baixa. O Tatsuya parecia pensativo, por algum motivo. Ele ainda estava decidindo. Decidindo se o que ele faria a seguir estava certo. Tentava julgar se era o momento. Mas o seu maior medo era passar a vida procurando o momento certo, no fim acabando morrendo antes de encontrar. Isso porque tal momento não existe. É apenas ilusão da mente das pessoas. — Sabe, Ali, eu… depois de tudo isso que aconteceu hoje… eu percebi uma coisa. 

    O Jafar arqueou a sobrancelha, confuso. Sabia sobre Hiroshi, e se entristeceu quando a notícia chegara em seus ouvidos, se entristecendo ainda mais ao ver o corpo. Ele não era um simples mentor. Sempre fora um bom amigo, principalmente para Ali, aquele que mais aprendera com o loiro. Talvez fosse sobre aquilo que Akashi se referia. Talvez fosse sobre como Kou havia perdido Hiroshi. O menor nada disse, apenas assentindo com a cabeça como se pedisse para o ruivo prosseguir. O tempo se armou, chuva gelada caindo sobre a pele de ambos. E ele prosseguiu.

    — Percebi que… não quero perder mais nenhum segundo. — E o beijou.

    Ali Jafar se assustou de início, por ter achado aquele um ato repentino e inesperado, mas obviamente retribuiu como pôde; afinal, esperava por aquilo há tempos. Era inexperiente; era a sua primeira vez. Ao contrário dele, Akashi já havia beijado antes. Beijara Henry uma única vez antes do garoto morrer. Havia sido guiado por ele, assim como no momento guiava Ali em seus movimentos, sendo o responsável por aprofundar aquilo que era tão almejado por ambos. 

    O beijo foi calmo, Akashi não queria ir rápido demais com o menor. O seu desejo era que ele ficasse confortável naquela situação, e estava conseguindo. Os movimentos lentos do ruivo permitiam à Jafar entendê-los e segui-los sem dificuldades. Ele segurara a nuca do Tatsuya, mexendo nos fios vermelhos do seu cabelo enquanto se entregava completamente ao beijo. Um primeiro beijo perfeito embaixo da chuva. Ali Jafar se sentia em um conto de fadas, encontrando o seu príncipe encantado. O mais irônico daquilo tudo é que o príncipe, na verdade, era ele.

    O mais curioso foi que Akashi pareceu ter ficado tímido ao fim do beijo, acabando por ficar vermelho e escondendo o rosto no ombro de Jafar. O azulado não disse nada de início, pois ainda estava tentando se recuperar daquele beijo tão maravilhoso. A sua respiração parecia ofegante, enquanto o coração batia em disparada. Ali Jafar Jehoahaz ainda não havia conseguido acreditar no fato de que havia, finalmente, beijado Akashi Tatsuya. Quando a ficha finalmente caiu, ele olhou para a figura fofa e corada, o rosto afundado em seu ombro pela vergonha. Sorrindo, beijou os cabelos vermelhos dele antes de, finalmente, dizer algo.

    — Então não vamos mais perder nenhum segundo. — Sussurrou no ouvido dele, enquanto ele assentia timidamente com a cabeça. 

    E ali, um laço de aço foi formado. Eles não desperdiçariam um único segundo.

 

    E quanto aos personagens que não apareceram? Bem, eu vou contar. Tenebris fugiu, um tempo depois entrando em uma equipe de sete pessoas chamada “Seven Sins”. A equipe fazia parte de um grupo maior, grupo que causaria caos no futuro. Yume foi presa, não tendo chances de fugir. Apesar das tentativas de Shinsou, ele não conseguiu fazê-la voltar atrás. Kei e Léo, como anteriormente visto, acabaram mortos. Charlotte foi aprisionada pelas suas atrocidades, mas Akashi conseguiu cuidados a mais para a vilã levando em conta a gravidez, indo sempre visitar a mulher que seu irmão disse amar. Sayuri, assim como Yosoichi sugeriu, aceitara cumprir a pena lhe proposta sem reações, sendo uma boa garota na prisão para que pudesse sair antes. E quando saísse, planejava largar a sua vida de vilã, querendo aprender mais sobre a vida heróica com Yosoichi e Shouto.

    Midoriya e Mirio, que sempre mantiveram contato, decidiram assumir o controle da U.A., já que por estarem sem individualidade, não podiam mais ser heróis, mas podiam ajudar futuros heróis a serem. Eles mudaram o método de ensino após motivos que só serão mostrados de fato no epílogo, tornando a academia mais difícil do que já era. Mas ela também se tornara mais eficiente, revelando heróis absurdos. Haru, embora triste por não ter conseguido contato com Taiga antes de sua morte, estava orgulhosa de Akashi. Pensava em seguir os passos dele, mantendo contato sempre, independente de morar longe. Também o apresentara para seus pais, falando que ele havia ajudado a salvar o Japão. O encontro acabou sendo tranquilo. Haruka, no fim, acabou não resistindo e faleceu. 

 

    Com o tempo se passando, todos seguiam em frente de seu modo. Mas as cicatrizes que ficaram? Elas nunca deixariam de existir.


Notas Finais


Então gente, chegamos finalmente ao capítulo final. Ok que esse não é o final de fato, pois ainda teremos um epílogo e, talvez, um extra. But, quando vocês lerem (devo postar no dia 10), vão entender pq eu não vou me despedir no próximo, e sim aqui. Este se parece muito mais com um final, mas não vou falar demais se não acabo spoilando sem querer.

Anyway, quem diria que chegamos, não é mesmo? Tipo, caralho, dia 10 vai fazer exatamente 11 meses que comecei isso, quem diria? Durante esses 11 meses, muitas vezes pensei em parar, tacar na lixeira e vazar do Spirit, mas slá... eu peguei muito amor nessa fanfic. Tanto amor que, mesmo quando perdi a maioria dos leitores, continuei escrevendo sem dificuldade alguma. Na minha opinião, foi a minha melhor, a com a melhor trama, melhor planejada e melhor desenvolvimento de personagens. Me arrependo de algumas coisas, como pouco destaque para determinados e usar mal o meu tempo, mas creio que, ao menos no final, consegui concertar algumas dessas coisas. Falando em concertar... eu evoluí pra caralho com essa fanfic.

Minha escrita evoluiu, meu pensamento evoluiu. Comentários passaram a não importar tanto; não a quantidade ou qualidade, ao menos. Tipo, antes eu via muitos comentários como algo ótimo, mas hoje em dia não me interessa mais, sabe? Oq me interessa é saber que tenho aqueles leitores fiéis, mesmo que poucos, que sempre aparecem. Esses leitores serão recompensados, it's a promise (tá errado mas n sou bilingue então fingem q entenderam).

Por fim, gostaria dizer que o final não era planejado. Eu planejava fazer uma guerra completa entre Taiga e Akashi, destruição do Japão e pa. Mas então eu passei a estudar mais de psicologia no meu cotidiano, e entendi que NÃO FAZIA SENTIDO. Então eu alterei meus planos, e no epílogo vocês entenderão quais foram. Mas, na minha humilde opinião, foi um final bem melhor do que o que eu faria, e eu fico feliz por ter demorado pra concluir a fanfic, pois assim pude pensar em outro caminho para a mesma. Peço perdão por ter deixado vocês traumatizados, e confesso que chorei um pouquinho escrevendo um desses últimos capítulos (nunca chorei escrevendo antes, parabéns MHA: NG por ter sido a primeira fanfic a ter conquistado tal feito).

Eu não quero me enrolar muito aqui, mas queria agradecer ao todos que ficaram conosco (eu e Galeris), até aqui, e sério, sem a minha co-autora, a fanfic estaria em outro rumo, então parabenizem ela pelo trabalho excelente, ela merece. Espero ver vocês novamente em futuras fanfics, e lembrem-se:
Akashi e Taiga sempre serão irmãos e sempre irão se amar. Pessoas cometem erros, e pessoas morrem. Mas isso não nos impede de perdoá-las, nem de mantê-las em nossos corações.

PS;; Beijo no último capítulo foi completamente proposital, pois Akashi e Jafar haviam tido outras chances. Queria deixar vocês putos. É a forma de demonstrar o meu amor <3


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