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História My Hero Rising | Bakugou Katsuki - Capítulo 18


Escrita por:


Capítulo 18 - Acampamento


P.O.V – SAKURA


O final de semana passou voando e segunda feira já estava batendo na porta junto com o final do período.


O local da viagem teve que ser alterado por causa do que aconteceu com Midorya no shopping e é bem compreensível o motivo. Estamos indo para o auditório para o discurso de encerramento e foi aquela chatice clássica de sempre desses discursos. 


O sinal tocou e estou saindo da escola com o estalinho e todos estão comentando sobre.


Tanto eu quanto ele somos famosos na escola, então parece o acontecimento do ano estarmos andando em rumo a saída e um dos braços dele está me rodeando pela cintura. Saímos da escola e vamos em direção a um parque que tem aqui perto.


Pego a toalha que tinha colocado na bolsa hoje mais cedo antes de sair de casa e estendo na grama embaixo de uma árvore. Deitamos e ficamos olhando pro céu. 


Começo a fazer os anéis de fogo nas minhas mãos e agora eles estão um pouco melhores.


- Não te queima? – o loiro pergunta olhando pros anéis.


- Não – respondo fazendo as chamas rodearem em linhas finas os meus braços.


- Sua individualidade é bem diferente da do meio a meio.


- As chamas dele são mais fortes que as minhas em questão de intensidade, mas minhas são mais quentes e eu consigo moldá-las, ele já tem certa dificuldade em fazer isso.


- Como assim? – ele pergunta se sentando.


Me sento e demonstro.


Estou treinando isso desde que entrei na U.A e estou tendo progresso. Me concentro e as chamas aparecem na palma da minha e começo a moldar. Depois de um tempo pequenas flores de sakura de puro fogo aparecem, olho para o loiro ao meu lado e sua cara de surpresa me faz sorrir. 


- Desse jeito – falo e faço as flores desaparecerem.


- Tu é foda princesinha – ele diz me abraçando e me colocando no seu colo.


- Estou conseguindo fazer coisas pequenas como as flores, mas estou treinando pra fazer em escala maior.


- Tipo o que?


- Asas.


- Pra quê? Você já consegue voar.


- O vento é o que mais me cansa, porque é extremamente volátil e muito complicado pra não perder o controle e como não consigo ainda usar mais de um elemento ao mesmo tempo, com asas de fogo posso usar as chamas em combate. Outra coisa é que por exemplo, meu pai tem a individualidade de vento a mais tempo e mesmo tendo os seus estudos sobre individualidade, ele não consegue fazer um tornado em grande escala sem sair do controle ou algo parecido – falo e mostro um pequeno tornado que fiz na mão.


- Entendi, mas você já tentou fazer?


- Eu não tenho espaço pra fazer um tornado no meio da cidade né estalinho.


Ele bufa percebendo a burrice de sua fala e ficamos em silêncio só curtindo a presença um do outro.


(...)


O dia da viagem chegou e todos estamos animados.


Estou sentada com Katsuki conversando com Kiri que está sentado com Mina na nossa frente. Somos interrompidos com Aizawa dando uns avisos e que daríamos uma parada depois de uma hora de viagem.


O tempo passou e agora todos nós estamos do lado de fora do ônibus no meio da estrada e perto de um desfiladeiro o que estranhou todos nós.


Duas moças apareceram com roupas de gatinho e se apresentaram como as pussycats e Midorya teve seu momento fã muito fofo. 


Elas explicam que o local onde vamos ficar é perto da base da montanha e que devemos chegar lá até 12:30 e agora já são 9:30. Ninguém entendeu de primeira, mas de repente somos jogados precipício abaixo.


Coloco minhas mãos na terra e faço o deslizamento parar.


- Desçam pulando nas pedras! Eu não vou conseguir segurar por muito tempo! – grito para todos que logo começam a descer.


- E você? – escuto Momo gritar.


- Só desçam rápido e deem distância.


Quando todos terminaram de descer, começo a liberar a avalanche aos poucos até que eu chegue no chão. Vou até onde eles estão e apoio minhas mãos nos joelhos. 


- Isso foi incrível Sakura! Você pode usar sua individualidade para situações de resgate agora e isso abre muitas possibilidades ... – antes que Izuku consiga terminar de falar um monstro é enorme aparece e Kouda já vai tentar fazê-lo parar, só que ele é de pedra.


Coloco minhas mãos no chão e o faço parar e Katsuki, junto de Iida, Midorya e Todoroki partem para o ataque. Respiro fundo sabendo que vai ser um caminho bem longo.


(...)


Estamos mortos.


Simplesmente mortos.


Nunca vi tantos monstros de pedra, como nunca segurei tantos também, com a ajuda de Todoroki ficou mais fácil, porque tinha uns gigantescos, mas estou sem forças. Estou nas costas de Bakugo e finalmente conseguimos chegar no acampamento. 


Encontramos as mesmas moças de antes, mas agora com um garotinho. Ele é apresentado como o sobrinho de uma delas e Midorya foi se apresentar pra ele, mas um soco nas suas partes de baixo foi dado em troca junto com um discurso de que ele não quer ficar de "viadagem" com quem quer ser herói. 


- Garotinho precoce – Katsuki diz enquanto me coloca no chão.


- Parece você – Todoroki diz me fazendo dar uma gargalhada.


Os dois tem uma pequena discussão e eu balanço a cabeça em negação. Somos instruídos a levar as coisas para os dormitórios, jantar e depois tomar banho.


No refeitório é um alvoroço só, todos morrendo de fome então a bagunça é esperado na certa. Logo terminamos e em pouco tempo estamos nas termas. 


Faço um coque no cabelo e entro na água quente, tudo o que eu precisava nesse momento.


Estamos todas conversando e Kota, o sobrinho de uma das pussycats, está em cima do muro vigiando se algum dos meninos iria tentar espiar e tendo Mineta como colega de classe você não espera algo muito diferente.


Ele tentou escalar, mas logo foi derrubado pelo garoto.


- Valeu Kota! – gritamos juntas pra ele, o que o fez ruborizar ao extremo, o coitado se desiquilibrou, mas foi salvo por Izuku do outro lado.


(...)


Eram 5:30 da manhã e já nós estávamos de pé recebendo instruções de Aizawa.


Ele refez a mesma coisa que ele fez no primeiro dia de aula a três meses atrás, pediu para Bakugo jogar de novo a bolinha. Foi engraçado ver a cara dele ao descobrir que não aumentou muito a distância que ele consegue atingir, mas não foi nada engraçado o resto do dia.


Fomos puxados ao máximo nas nossas individualidades e no meu caso foi um pouco diferente. 


Aizawa me acompanhou de perto para que se algo acontecesse ele poderia me apagar, mas isso não me tranquilizou nenhum pouco. Treinamos meu controle de terra com pedras enormes e o fogo comigo fazendo chamas cada vez maiores.


Pro final do dia, ele queria que eu tentasse fazer um tornado, eu espero muito que Katsuki não tenha um dedo nisso. 


Eu acho que já era a décima vez que eu tentava e não estava dando certo de jeito nenhum, estava prestes a desistir, mas ouvi passos chegando e quando me virei a minha turma inteira estava ali.


- Acho que você não quer decepcioná-los, Sakura – Aizawa diz pra mim – Tenta mais uma vez.


Me dou por vencida e respiro fundo.


Fecho os olhos e começo a chamar o ar para mim.


Meus cabelos balançam e o barulho começa a aumentar e de novo o vento começa a sair do meu controle, como se eu não estivesse fazendo força suficiente e então uma luz veio na minha cabeça.


O ar sempre se move de alta para baixa pressão, então se eu concentrar mais ar em cima e começasse a fazê-lo descer de forma circular, talvez formasse o tubo.


Tento essa ideia e deu certo.


O tornado se formou ao meu redor, abro os olhos e me vejo dentro dele. Com as mãos estendidas o controlo, mas de repente o ar começou a ir mais rápido e meu corpo começou a doer de forma absurda o que me faz gritar.


Minhas pernas fraquejam e caio no chão o que faz o tornado se desfazer e criando fortes rajadas de ar que arrancam algumas árvores que estavam ao redor.


Quando tudo isso acabou eu estava com a vista embaçada caída de joelhos no chão. Vejo algo vermelho vindo em minha direção e sinto uma mão fria na minha testa. 


Minha respiração começa a regular e minha visão volta a focar. Aizawa está na minha frente junto de Todoroki e Katsuki.


- O que aconteceu? – meu professor me pergunta.


- Eu não sei – digo em voz baixa.


- Nós ouvimos você gritar e eu fui tentar congelar, mas de repente ele se desfez – Todoroki explica com um tom de preocupação na voz.


- Você não vai mais fazer isso – Katsuki fala se levantando e cruzando os braços.


- O que? – pergunto olhando pra ele.


- Você ainda quer tentar fazer essa merda? Tu tava gritando agora a pouco dentro daquele negócio e ainda quer tentar de novo?


- Quem decide o que eu faço ou deixo de fazer sou eu Katsuki – digo o olhando com raiva.


Ele bufa e sai andando, o que me faz revirar os olhos. Aizawa diz que o treinamento está encerrado e podemos ir para o refeitório.


Chegamos lá e recebemos a bela notícia que teremos de fazer a própria comida. Decidimos fazer curry e até que deu certo. Eu e Todoroki ficamos responsáveis de acender as fogueiras e ficar de olho nas panelas e os outros foram divididos em grupos para acelerar o processo.


(...) 


O terceiro dia do acampamento foi tão intenso quanto o segundo, mas o clima estava um pouco mais animado porque teríamos uma noite de sustos entre as duas salas.


Eu e o loiro explosão não estamos nos falando e eu sei que fui grossa até demais com ele, mas assim, a única pessoa que manda em mim é o meu pai, e olha que nem tanto.


Aizawa decidiu que eu não iria fazer tornados hoje, mas sim meu controle de chamas, acho que nunca incinerei tanta coisa como hoje. Logo o dia terminou e estávamos prontos para a atividade de sustos. 


A turma B ia tentar assustar a turma A num circuito, nem todos poderiam participar, o caso dos alunos que ficaram de recuperação. Achamos que alguém ia ficar sozinho já que a nossa turma tem um número ímpar de pessoas, mas deu tudo certo no final.


Cai com o Midorya o que me tranquilizou um pouco já que tenho intimidade com ele.


Estávamos prestes a entrar quando um cheiro de queimado surgiu no ar e dois vilões apareceram.  A saída do circuito estava atrás deles, então se eu conseguisse passar, eu chegaria nos outros e avisá-los do que está acontecendo.


Concentro o vento nos meus pés e corro desviando dos vilões entrando na floresta, escuto Iida gritar meu nome, mas eu não vou deixar meus amigos. 


Corro pelo caminho e encontro Todoroki e Katsuki lutando contra um cara que tem lâminas saindo dos dentes.


Coloco minhas mãos no chão e tento prendê-lo e Shoto tenta congelar por cima, mas não dá certo. O vilão usa suas lâminas na direção dos meninos e agora faço uma barreira para atrasá-lo, ele me percebe e tenta me atacar, mas Todoroki faz uma barreira de gelo na minha frente.


Por telepatia, que é o poder de uma das pussycats, escutamos o recado de Aizawa que estamos liberados a lutar, o que deixa as coisas mais fáceis. Faço chamas e começo a derreter o gelo de Todoroki pra conseguir passar e ir até eles. 


O vilão agora está no alto usando sua individualidade de cima, convoco o vento e tento segurar as lâminas. 


- Vocês não conseguem ir correr pro outro lado? – pergunto pra eles ainda tentando segurar as lâminas, mas parece que elas estão aumentando.


- Não, tem um gás lá atrás que parece ser venenoso – Shouto me explica. 


- Que merda! – grito e consigo empurrar um pouco o vilão, mas ele logo se reequilibra. 


Outra mensagem é passada, o alvo dos vilões é o Katsuki. Arregalo os olhos e me viro na direção do loiro. Eu não vou deixar que encostem um dedo nesse menino. O vilão volta atacar e outra barreira de gelo é feita para segurá-lo.


Estalinho está inquieto por não poder usar suas explosões porque elas podem acabar causando um incêndio e isso não é nenhum pouco bom. 


Do nada Shouji e Midorya aparecem.


- Sakura! Todoroki! Bakugo! – Shouji grita – Algum de vocês faz luz!


- O que?


Dark Shadow aparece enfurecido pela floresta destruindo tudo ao seu redor.


- Eu vou fazer as chamas – digo.


- Espera, princesinha – o loiro fala.


O vilão se descontrola falando que ele era o único que poderia nos trucidar, mas Dark Shadow não gosta de receber ordens e ele acaba com o vilão em instantes.


Katsuki faz um sinal com a cabeça e nós três vamos em direção a Tokoyami com as chamas e explosões, fazendo sua individualidade recuar. 


Ele pede desculpas, mas logo estamos voltando para o acampamento, com um Katsuki irritado no centro da formação. Eu vou na frente com chamas nas mãos clareando o caminho. 


Logo encontramos Uraraka e Tsuyu.


- Aquela garota ainda agora ... – Midorya fala


- Uma vilã louca – Ura responde em referência a vilã loira que fugia pelo mato.


- Estamos voltando para o prédio, escoltando o Kacchan, voltem com a gente – Midorya avisa as garotas.


- Escoltando o Bakugo? Por que ele não está com vocês? – Tsuyu pergunta.


Eu me viro e nem ele e Tokoyami estão atrás da gente. Um vilão aparece em cima de um dos galhos de árvore.


- Eu usei minha mágica para pegá-lo. Alguém assim não tem o que fazer do lado dos heróis. Não quando temos o palco perfeito para fazê-lo brilhar. 


- Devolva-o seu idiota! – grito com as chamas aumentando nas minhas mãos.


- Uma pena, princesa, mas não posso fazer isso – o mágico maluco diz pulando mais alto pela árvore mostrando as bolinhas em que os meninos estavam.


- Não me chame de princesa! – grito morrendo de ódio e lançando as chamas naquele idiota.


Todoroki aproveita e faz uma barreira enorme de gelo para tentar prendê-lo, mas o vilão escapa. 


- Que merda! – grito irritada. 


Midorya cria um plano e vamos tentar fazê-lo dar certo. Uraraka vai fazer Todoroki, Shouji e Midorya flutuarem e com o vento vou levá-los em direção ao vilão.


Enquanto isso, Ura e Tsuyu levariam o garoto ferido que Shouto estava carregando para a sede e tentariam conseguir ajuda.


Colocamos o plano em prática e estávamos voando atrás do maldito mágico. Movida pela força do ódio eu nunca tinha voado tão rápido assim.


Conseguimos alcançá-lo e ao sinal de Midorya lanço os garotos em cima do vilão.


Desço e um vilão lança chamas azuis em nossa direção e eu consigo lançar as minhas de volta começando um "cabo de guerra". Vejo meus amigos também lutando contra os outros vilões e de forma incrível Shouji conseguiu as bolinhas, mas tudo estaria um mar de rosas se fosse assim. 


As verdadeiras estavam na boca do maldito mágico.


O vilão das chamas acaba com seu cabo de guerra comigo quando a mesma névoa roxa do dia da USJ aparece. Tudo parecia perdido, mas de última hora, o lazer de Ayoma atinge o mágico e o faz cuspir nossos amigos.


Corro junto dos meninos na direção dos orbes. Com o vento nos pés consigo pegar uma e Tokoyami aparece, Todoroki tenta pegar a outra, mas o vilão das chamas que possuía diversos piercings, conseguiu pegar antes e Katsuki aparece no lugar.


O vilão aperta seu pescoço e entra na névoa com ele. Tanto eu quanto Izuku tentamos correr em sua direção, mas não dá tempo. 


Caio no chão onde a névoa estava a poucos segundos atrás.


As lágrimas começam a cair e eu começo a tremer de raiva.


Sinto minhas forças indo embora e, antes de desmaiar, a última coisa que eu vi foram os olhos vermelhos de Aizawa com a sua individualidade ativada olhando pra mim. 


Notas Finais


Oie!

Como estão?

Esse capítulo ficou meio grande porque eu acabei preferindo de deixar o acampamento em um capítulo só.

Aliás, eu queria saber de vocês uma coisa! Eu tenho uma fic de haikyuu com o Kuroo, vcs leriam se eu publicasse?

Espero que estejam gostando!

Até a próxima! ❤️


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