História My Hero (Todoroki x Reader) - Capítulo 19


Escrita por:

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Fuyumi Todoroki, Hizashi Yamada (Present Mic), Iida Tenya, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Mina Ashido, Minoru Mineta, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Tsuyu Asui, Uraraka Ochako (Uravity), Yagi Toshinori (All Might)
Visualizações 163
Palavras 2.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, olha eu de novo aqui kkk
Então, as coisas vão ficar meio confusas neste capítulo mas vou "esclarecer" nas notas finais e nos próximos capítulos.
Acho que era só, aproveitem o capítulo e até!

Ps: Esse e os próximos capítulos vão ficar sem aquela capa que costumo fazer mas é só por um tempinho, logo vou colocar tudo em ordem.

Capítulo 19 - Fight, tears and a wolf


???: A vadia perdeu caminho de casa? - Ela faz um bico fingindo tristeza.

Apenas fico quieta, se eu falar alguma coisa sou capaz de explodir como uma bomba relógio e acabar machucando o orgulho gigantesco da tão "confiável" cadelinha de Todoroki.

Krystal: Perdeu a língua, vadiazinha? - Krystal diz com sua arrogância natural e se inclina levemente para mim, meu estômago revira pelo seu ato me fazendo sentir enjoo. Como essa garota me dá nojo!

Eu: Não, a sua continua dentro da boca, pelo que pude ver - Digo séria vendo seu rosto se contorcer de raiva. Tentei ficar quieta, tentei mesmo mas quem disse que preciso aturar as provocações dessa baka inútil?

Respiro fundo me virando para começar a andar de volta pra casa quando sinto a mão gélida de Krystal agarrar meu pulso e me puxar com toda a força, me forçando a virar para ela.

Krystal: Acha mesmo que pode falar desse jeito comigo e sair andando? - Com um sorriso severo no rosto ela diz cravando suas unhas na pele exposta de meu pulso.

Solto um grito agudo e puxo meu braço sentindo suas unhas arranhar a palma de minha mão. Mesmo com a pouca luz que restava antes do sol se pôr, consigo ver o vermelho sangue aparecer desde o pulso até a palma da mão, passo a mão em cima sentindo o local arder com o toque e fazer meus olhos encherem levemente d'água. Pisco várias vezes afastando as lágrimas dos olhos antes de voltar a olhar para Krystal, que no exato momento se lança sobre mim tentando me dar um soco, desvio o mais rápido que posso e por pura sorte consigo desviar a tempo, fazendo Krystal esbravejar de raiva, a menos de um metro de mim. Mais uma vez ela vem pra cima de mim como um felino pronto para caçar o ratinho, que nesse caso era eu, e dessa vez ela me acerta não um soco e sim um chute na lateral de meu corpo, cabaleio para o lado com o impacto, batendo no portão de uma casa.

Não posso deixar ela me bater, não posso!

Me recomponho o mais rápido possível e mais uma vez Krystal vem tentar me golpear com um soco. Agarro seu pulso o mais firme que consigo e a empurro para trás com força e logo em seguida lhe dou um chute na tentativa de faze-la se afastar de mim mas ela desvia no último minuto.

Krystal: Você vai se arrepender por ter tentado! - Exclama brava se jogando na minha direção com os punhos fechados, tão fechados que mesmo na pouca luz, dava pra ver as juntas dos dedos ficarem brancas.

Mais uma vez seguro seus pulsos mas de se vez não solto, apenas os seguro firme no ar. Encaro seu rosto tendo as lembranças do dia anterior virem na minha mente, isso me deixou com raiva, muita raiva. Ela mentiu pra o Todoroki, traiu ele com vários outros meninos e agora eu sou a mentirosa da história? Eu não sou! Mas não vou fazer nada com relação a isso, não que eu não queira desmascarar ela mas só não quero me envolver mais, alguma hora Todoroki vai perceber isso e vou adorar vê-lo sofrer pelo que ele mesmo acreditou.

Eu: Eu já falei pra não tentar me bater! - Dito cada palavra carregada de ódio, afundando minhas unhas um pouco grandes em sua pele. - Nunca mais tente me bater, ouviu?!

Krystal se debate tentando se soltar de mim mas não consegue pois eu a tinha deixado bem presa em minhas mãos. Mas raiva explode em mim, quase como um vulcão em erupção.

Eu: Você ouviu?! - Repito as palavras firme. Minha visão fica azulada, meus poderes vieram se eu ter os chamado... Mas como?

Sinto mãos grandes me empurrarem, tenho que me agarrar a um galho de arvore para manter o equilíbrio e não cair bem no meio do asfalto. Balanço a cabeça piscando forte até minha visão voltar ao normal. Olho finalmente para a frente dando de cara com o meio-a-meio que tanto lutei para ficar o mais longe possível o dia todo mas infelizmente a vida é injusta e o sempre trás de volta ao meu encontro, seja na escola ou rua, parece que ele sempre vai estar atrás de mim e vai brotar em algum momento aleatório.

Todoroki: Krystal! V-Você está bem? - Ele me olha por segundos antes de correr até a vadia com aqueles cabelos brancos.

De repente soluços pairam sobre o ar, soluços vindos de Krystal, ela realmente está chorando? Mas eu nem consegui encostar nela, tá eu consegui mas só a segurei pelo pulso e firmei com as unhas, isso não é capaz de machucar nem uma criança, quanto mais ela!

Krystal: Eu... Eu não sei oque aconteceu... - Choraminga a garota. - Eu encontrei a Shimada-Chan aqui e começamos a conversar. Estava indo tudo bem até ela ver você chegar...

Mas quando isso? Eu nem sabia que ele estava vindo pra encontrar ela ou fazer qualquer coisa!

Krystal: ...Daí ela ficou agressiva e começou a me bater, dizendo que eu tinha roubado você dela... - Ela continua contando sua invenção, soluçando cada vez mais alto e derramando lágrimas falsas. - E até chamou os poderes para me machucar mais, sendo que eu nem fiz nada.

Arregalo os olhos completamente desacreditada, eu não fiz nada disso! Eu nem chamei meus poderes, eu sei controla-los, mesmo sendo só um pouco, mas já é o suficiente pra mim não sair machucando ninguém sem propósito! Espera... Ela consegue controlar as pessoas não é? Lembro da primeira briga que tivemos... foi... foi ela! Ela que chamou meus poderes! Ela armou tudo isso... Ela quer me ver definitivamente longe de Todoroki.

Eu: M-Mas eu não fiz nada disso! - Digo me defendendo. - Foi ela que começou! Ela que me bateu primeiro sem eu ter feito nada! Eu só a segu-

Todoroki: Chega! - O bicolor interrompe gitando, me encarando com os olhos completamente tomados pelo ódio. - Não preciso das suas desculpas S/n!

Salto para trás com o seu grito, oque fez as pessoas ao nosso redor pararem para olhar o drama que Krystal armou.

Todoroki: Nunca mais bata nela! NUNCA! - Ele grita mais alto e se vira para Krystal. - Calma, vai ficar tudo bem pequena...

A menina se joga nos braços do bicolor, o abraçando forte enquanto me olhava sorrindo. Sem nem perceber, sinto lágrimas quentes escorrem pelo meu rosto, mesmo eu não lembrando ter começado a chorar.

Eu: Eu te odeio! - Exclamo fazendo o bicolor me olhar com Krystal nos braços. - EU TE ODEIO!

Grito antes de sair correndo com os olhos cheios d'água. Corro o mais rápido que consigo, sem ao menos olhar para trás. Mesmo com os olhos marejados de lágrimas consigo enxergar um pouco o caminho pra casa, mas ainda assim esbarro com diversas pessoas durante o trajeto, sempre murmurando "Desculpa", que mais parecia um soluço arrastado. Nem sei como consegui chegar em casa mas consigo reconhecer a porta marrom-escuro da entrada, a mesma que quase arrombo ao entrar correndo.

Avó: Seja bem-vinda de volta minha peque- - Ouço a voz de minha avó soar longe, bem longe. - S/n?

Não acho forças para responde-la, além do mais, não quero que ela me veja nesse estado, suada, chorando, machucada e totalmente destruída por dentro. Passo reto pela cozinha subindo a escada correndo até meu quarto, cuidando ao máximo para não escorregar e cair nela. Assim que alcanço a porta com a plaquinha de unicórnio entro nela me trancando e desabo em cima da cama com os lençóis rosados, chorando sem parar deixando as lágrimas molharem a coberta. Me arrasto na cama até alcançar o travesseiro, onde afundo a cabeça sentindo cada lágrimas encharcarem seu tecido macio, sei que vou ter que trocar a fronha dele mas quem de importa? Pelo menos meus soluços vão ficar abafados, fazendo minha avó não os perceber quando passar pelo corredor.

Avó: S/n? Está tudo bem minha pequena? - Sua voz doce consegue atravessar a madeira grossa da porta e chegar aos meus ouvidos.

Fungo secando as lágrimas que escorriam pelo meu rosto e levantando o mesmo. Espero poucos segundos até minha voz "soar normal" e a respondo.

Eu: Estou sim vovó - Mesmo tentando parecer normal, minha voz vacila e soa chorosa. Limpo a garganta tentando disfarçar minha voz de choro.

Avó: Okke... O jantar está na mesa se quiser comer, tá bom? - Mesmo com a porta trancada consigo notar a desconfiança em sua voz, significando que ainda vou ter que explicar o porque cheguei nesse estado em casa.

Tento reunir forçar para dizer um "sim" mas minha voz ia falhar em algum momento, denunciando o choro provocado pela Baka bicolor então, murmuro um simples "uhum" para minha avó, logo ouvindo seus passos descerem as escadas. Deito novamente na cama mas dessa, vez virada de barriga pra cima encarando o teto. Mordo o lábio pensando em tudo que me aconteceu essa semana, a briga de Bakugo e Todoroki no primeiro dia de aula; o quase beijo com Bakugo; All Migth e Endeavor lutando; a ilusão de achar que quando eu viesse pra cá ter uma vida normal e estudar como uma aluna normal... enfim, tudo isso pra acabar nessa cama chorando feito criança. Me levanto devagar sentando na cama, meus olhos ardiam feito fogo mas mesmo assim me arrasto até a beirada da cama, encarando pantufas de panda encostadas no criado-mudo.

Eu: Tudo anda um desastre na minha vida... - Digo suspirando pesadamente ainda encarando o rostinho fofo dos pandas na pantufa. - Por que sempre comigo?

- Porque você é diferente, criança - Uma voz grossa mais parecida com um rosnado ecoa pelo quarto. Salto para trás examinando cada canto do lugar com os olhos arregalados de medo. - Não precisa ter medo de mim, não lhe farei mal algum.

Mais uma vez a voz diz, calma como uma brisa de verão e sombria como as noites escuras. Levanto ficando em pé bem ao lado da cama, olho o quarto escuro tentando distinguir da onde a voz vinha, mas nada encontro.

Eu: Q-Quem tá aí? - Minha voz vacila denunciando o medo crescente em meu peito.

- Não se lembra de mim? - Uma corrente de vendo atinge a saia do uniforme que ainda não tinha tirado do corpo. Viro rápido para trás vendo uma sombra se esguierar por trás das cortinas. - Não a julgo, você era muito nova quando nós conhecemos.

Tento ao máximo recordar se conhecia ou não aquela voz mas nada, nenhum rosto me vem a mente. Lembro que minha mãe havia me dito antes de eu viajar que o vovô era brincalhão e costumava fazer brincadeiras desse tipo quando ela era criança, então deve ser ele brincando ou tentando me assustar.

Eu: Vovô, essa brincadeira não tem graça - Falo hesitante e olhando ao redor. - Pode parar com isso, já me assustou o suficiente.

Uma risada ecoa perto de mim, me arrepiando até o último fio de cabelo.

- Não sou seu avô, criança. Realmente não se lembra de mim? - Mais uma vez vejo aquela sombra passar mas agora ela estava bem mais perto de mim. Corro até a porta segurando a maçaneta entre as mãos.

Eu: N-Não sei quem ou oque você é! M-Mas por favor, v-vai embora! - Exclamo morrendo de medo, girando diversas vezes a maçaneta da porta.

- Você não era assim... nunca teve medo de mim... Você mudou muito criança - A tal sombra para em minha frente tomando a forma de um animal grande, muito grande, que no medo não consegui distinguir qual é. E revela olhos azuis que pareciam brilhar na escuridão do quarto.

O animal se aproxima lentamente de mim, me fazendo recuar até bater as costas na madeira firme e escura da porta. Começo a suar frio, minhas mãos gelam e meu coração acelera enquanto os passos daquele animal parecem ecoar em meus ouvidos. A cada passo daquele bicho mas perto ele de mim, quando finalmente ele chega a menos de um metro de mim grito alto, sentindo o medo me consumir até os ossos.

Eu: VOVÓ! -  Grito batendo várias vezes na porta trancada. - SOCORRO!

Mais uma risada soa pelo quarto vinda daquele animal. Ouço passos rápidos estalarem no chão de madeira do corredor.

Minha avó está vindo me salvar.

- Nós encontraremos de novo criança - O as orelhas daquele animal se agitam, ele sabe que alguém está vindo. - Você ainda vai precisar de mim. 

A última frase ecoa em minha cabeça como um trovão, soando sombria e assustadora.

Ele sem pressa alguma caminha para a janela no lado oposto da porta. O tal animal apoia as patas da frente na janela que por algum motivo estava aberta, colocando sua cabeça para fora fazendo a luz branca da lua iluminar seu rosto ou melhor, focinho. Um grito agudo escapa de minha boca enquanto meu cérebro tenta processar oque meus olhos arregalados me mostram, um lobo. Um lobo com os pelos cinzentos nas costas e brancos na barriga e patas está ali com as patas na minha janela, está em minha frente e não quero acreditar que ele seja real.

- Até logo, minha criança - Ele se vira pra mim enquanto ditava cada palavra, para depois saltar e sumir da minha visão.

Me encosto na porta logo atrás de mim, deslizando até tocar o chão gelado. Minha boca estava aberta, a sensação de medo ainda não me deixou, com as mãos trêmulas as coloco na boca, olhando para a janela ainda vendo os olhos azuis daquela aberração me olharem. Por mais estranho que pareça, sei que os já vi em algum lugar... não sei explicar, eu apenas os reconheço, sinto que não são estranhos para mim, eu já os vi mas não consigo lembrar de onde.

Avó: S/N! - Ouço os gritos apavorados da minha avó através da porta e despois a tranca da porta ser aberta.

Me afasto da porta ainda com os olhos arregalados. Vejo minha avó entrar e logo sinto seus braços envolverem meus ombros, me puxando para seu corpo em um abraço protetor, não correspondo a ele, mesmo querendo.

Avó: Oque aconteceu? Por que você gritou? - Ela diz com sua voz calma e doce. - Não me deixa mais preocupada, por favor, me responde S/n

Ainda estava em choque com tudo oque aconteceu e acabo não respondendo.

Eu: Vovó... Por que tudo sempre tem que acontecer comigo? - Minha voz sai falha.

Minha avó fica em silêncio sem me responder, parece não entender oque quero dizer e nem vai. Quando desfaço de seu abraço peço a ela que me deixe sozinha para tomar um banho e me acalmar, ela me deixa no quarto sem questionar mas seus olhos castanhos refletem as perguntas que ela vai me fazer mais tarde, com toda a certeza do mundo posso afirmar isso. Respiro fundo indo para o banheiro mas antes, tratei de fechar aquela janela pra me sentir um pouco mais... segura ou quase isso. Depois de sair do banho me deito na cama encarando o teto, a imagem daquele lobo estava gravada em minha cabeça mas, ele é real? Ou é só minha imaginação tentando me enganar de novo? De toda forma, vou ficar bem ou... acho que vou, sei lá.


"Você ainda vai precisar de mim"



Continua...


Notas Finais


Bem, como disse, capítulo confuso mas tenho explicação sobre ele. Não sei se já notaram que a S/n tem um instinto de liderança (nas brigas que aconteceram ela meio que "liderava" elas) e tbm ela tem um poder incomum, será que esse poder tem algo haver com o seu passado e com o tal lobo? (Hummmmmm)

Bem não vou entrar em detalhes porque isso vai ser explicado com o decorrer da história hehe :p

Até Mina-Chan~ >~<


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...