História MY HOPE. - Capítulo 5


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Categorias Candice Accola, Charlize Theron, Jeremy Renner, Joseph Morgan, Justin Bieber, Kylie Jenner, Liam Hemsworth, Nina Dobrev, Zayn Malik
Personagens Candice Accola, Charlize Theron, Jeremy Renner, Justin Bieber, Kylie Jenner, Liam Hemsworth, Nina Dobrev, Personagens Originais, Zayn Malik
Visualizações 21
Palavras 1.500
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - 4. Santa Hope Davis.


4. Santa Hope Davis.

Monty.


Quando meu pai disse que essa era minha última chance de ser alguém na vida, de não ser um puto vadio fracassado que envergonha a família eu não acreditei, pensei que ele estava surtando novamente como costuma fazer, diz coisas das quais nenhum filho merece ouvir e depois de algumas horas, no final da tarde bateria na minha cabeça me mandando entrar e ir direto para o quarto, pois não queria ver minha cara naquele momento.

Eu realmente acreditei que meu pai estava blefando. Mas não. Já se passaram três semanas desde que entrei na escola nova e ele já foi chamado porque eu meti a cabeça de um idiota dentro da privada. Minhas notas ao menos estão na média, mas não parece o suficiente para o conselheiro Sony, nem para o diretor.

Depois de um sermão sobre ética, valores e as normas da escola voltei para casa, meu pai mandou arrumar uma mala, primeiro pensei que iríamos viajar para casa da minha tia Magnólia, como fazíamos a cada dois meses para passar um final de semama com ela e as dezenas de cães que ela cuida, mas quando cheguei na sala Roberto balançava as chaves do carro.

"Eu avisei" ele disse entre uma das tragadas no cigarro. "Você sabe que eu não tolero merdas como você, parece sua mãe" cospiu as palavras.

Minha mãe morreu quando eu era mais novo, ela simplesmente desistiu de viver sob a pressão de um canalha vagabundo como meu pai, ela desistiu até do próprio filho de doze anos. Sem aguentar sua ofensa parto pra cima dele com um soco no nariz.

"Nunca mais fale da minha mãe outra vez, ela não teve culpa se não aguentou você com toda a sua porra de vida fracassada, você ama descontar seus fracassos nos outros, a verdade é que não conseguiu nada do que quis na vida e agora fica se fazendo de otário pelos cantos." Gritei o que estava entalado há anos em minha garganta. O preço a se pagar por minha insolência é um olho roxo, boca partida e talvez duas costelas quebradas.

Ele ainda disse que eu tinha sorte de me deixar sair de casa com roupas extras e o carro que vive mais na oficina do que nas ruas. Então agora estou dormindo no meu lugar secreto, somente duas pessoas sabem onde me escondo, mas esses não estão mais na minha vida. Eu tentei procurá-los depois de apanhar do meu pai, no entanto os poucos Tigres que sobraram não querem mais a minha companhia, tentei falar com Bryce, porém ele não me atendeu e nem deixou a empregada me deixar entrar.

Quando disse que sou um ferrado, não estava mentindo.

Agora passeando pelo corredor do colégio, todos me encaram com receio cochichando sobre minha cara esmurrada. Passo pelo time de basebol que param de conversar apenas para me vê passar, percebo o olhar de desgosto do capitão do Time Noah. Já faz uns dias que toda vez que ando perto dele o mesmo olha para os lados em busca de alguém e quando ele está com ela, parece a segura mais forte como se a qualquer momento a garota dos morangos pudesse fugir dele e correr para meus braços.

Ele que fique com a Santa Hope Davis, eu não a quero, que vá a merda os dois, se ele não consegue segurar sua garota na cama o problema não é meu. E como se não pudesse piorar mais a minha situação, sinto seu cheiro, ela é o tipo de garota que seu cheiro doce e alcoólico chega primeiro do que seu corpo, varro meu olhar mais adiante e a vejo cercada pelas amigas, a garota de lindos olhos chocolates inocentes, como ela consegue?

Nessas últimas semanas consegui andar pela escola sem me perder e o que parecia tão grande a ponto de andar diversas vezes em círculos sem notar, agora parecia pequeno demais para nós dois. Eu a encontrava em quase todos os lugares, sentia que poderia tentava me esconder de todos, menos dela. Davis conseguiria me achar mesmo não querendo. Ou seria eu que sempre andava por onde tinha certeza que ela estaria?

Algo que notei na garota é que ela tem um cronograma semanal que quase nunca muda. Então eu sempre poderia ir às três da tarde para o corredor onde ficava a sala de artes todas as terças e quintas que a encontraria pintando, com seu carvão ou pincel melado de tinta. Sempre usando roupas largas que a cobria por quase inteira, mas o sorriso, a gentileza que ela demonstra... pareço outro quando meus olhos a encontram. Um maricas. Um merda de um maricas. Ela dividia seu tempo após a aula entre estudar na biblioteca sozinha até as sete da noite nas segundas e sextas, nas quartas ou quando não havia treino eu a via ajudar o time a estudar para as provas que estão chegando em breve. Ela sempre sorria, seu sorriso nunca sumia, isso da raiva parece aquelas meninas de Instagram, tão falsas demonstrando uma falsa felicidade dizendo por aí que suas vidas são sempre alegres, morango de merda.

Mas esse morango tinha algum feitiço que eu não conseguia tirar os olhos dela quando a mesma passava. Seus olhos quase sempre me focavam e me davam um sorriso simpático, simpatia de merda. E ela quase sempre anda com esse idiota do time de basebol, ele parece um cão atrás da sua dona.

— Não olha muito. — ouço a voz do Tony ao meu lado. Esse cara é meu vendedor de heroína, então ele era o único que eu ainda aguentava por perto. — É capaz do Noah voar no seu pescoço.

— A merda com essa garota. — falo desviando meu olhar dela seguindo adiante.

— Parece que a princesa Hope se encantou com o moribundo do submundo. — comentou ele rindo. As vezes Tony me assustava com esse lado poeta ou seria artista dele. O cara era maluco.

— Perca de tempo. — falo. — Trouxe?

— Meu pagamento.

Suspirando tiro do bolso um bolo pequeno de dinheiro com notas de vinte dólares e o entrego, sinto quando o mesmo bate duas vezes na minhas costas em forma de cumprimento, então tão rápido quanto meus olhos conseguem acompanhar sinto o tablete negro dentro do bolso canguru do moletom.

— Pois parece que o moribundo também caiu pelos encantos da Santa Princesa dos Pumas, boa sorte com isso.

Não preciso de sorte, não quero sorte. Só preciso de uma agulha, uma colher e um isqueiro. Na verdade também preciso de dinheiro, esse foi meu último trocado, a gasolina do carro está acabando e talvez eu nem consiga chegar no esconderijo que é um pouco distante da escola. Pelo visto dormirei dentro do carro essa noite.

Hope Davis.

Meus olhos estão focados nele, seu sorriso é sapeca, eu sei que ele vai aprontar, conheço bem o irmão que tenho. Uma das gêmeas está comigo, Blue enquanto Summer está com Noah, mamãe e papai são os expectadores torcendo para os dois times. Ela é uma boa mãe e se algum dia deus me permitir gostaria de ser como ela.

Me distraio por alguns segundos, tempo o suficiente para meu irmão passar a bola por mim e a entrega para Summer, Blue corre em sua direção tentando roubar-lhe a bola, nos nossos jogos em família as únicas regras são: irmãos mais velhos não podem ir pra cima das mais novas, então as gêmeas duelam entre si e a mesma regra é válida para elas, as duas não se metem quando Noah e eu disputamos caso não obedeçam pode acabar por se ferir e não queremos isso.

Blue consegue puxar a bola da irmã e me encara sorridente e feliz, peço para ela correr enquanto quica com a bola no chão, sem esperar por um contra ataque ela corre para mim do jeito que consegue, tenho a bola laranja e pesada em minhas mãos. Eu me preparo não estou tão longe do aro, consigo fazer esse ponto, preciso fazer esse ponto, ou então o time das irmãs Davis perderão. Me preparo, Noah sorrir do jeito moleque dele também se ajeitando jogo a bola o melhor que consigo, estávamos na expectativa de conseguir esse ponto, a bola se aproximava cada vez mais do aro meu sorriso se alargava, então a mão gigante de Noah entra no caminho impedindo os pontos de irem para o time BH. Summer rir enquanto vê nosso irmão passar por mim outra vez, eu desisto, não da pra competir com ele, começo a rir quando o vejo puxar Summer que segura a bola a jogando dentro da cesta.

Os dois comemoram como se estivessem realmente dentro de uma quadra de basquete, pedem por mais aplausos, agradecem e se abraçam. Os dois juntos são impossíveis. Meus pais começam a rir enquanto me sento junto deles no banco do nosso quintal.

— Foi um bom jogo querida. — Ele diz beijando minha testa. — Você foi ótima, meu anjinho. — diz quando Blue pula em seus braços perguntando se ele tinha visto como ela conseguiu puxar a bola da irmã.



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