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História My hope makes me want to paint you again - Capítulo 1


Escrita por: e Lya-Yotsuki


Notas do Autor


Err, oi povo. É, poisé, eu sumi, perdoem-me. Maass, mês de fevereiro será recheado de novidades, aguardem :)

Poisé, primeira fic com o projeto lindo, incrivel, dono todinho do meu coraçãozinho mole que nem manteiga. o @Projeto_Naruto. Gente, eu sou >totalmente< rendida por ele, sou muito cadelinha pelo povo daquele projeto vocês não tem ideiakkkk se eles pedirem eu até lato, não tô zoando. eu amo demais esse projeto.

Enfim, eu só tenho a agradecer a @InorieHerondale pela betagem lindíssima, muito obrigada amorzinho <3 e também ao @mubroom pela capa LINDA que senhor, eu amei muiiitoo.

Obrigada gente! <3

Boa leitura povo :)

Capítulo 1 - Capítulo Único


A cama era fria, os lençóis gelados; aquilo lhe trazia uma sensação de vazio.


Infelizmente, já era rotina.


Acordar, querer chorar, pintar ele de novo, comer bem pouco e depois voltar a ser rodeado por latas de tinta, pedaços de carvão e lápis.


Soltou um suspiro antes de sentar-se no colchão fofo. Era um dia frio, e mesmo com o aquecedor ligado, aquele quarto continuava absurdamente frio, pela falta dele.


Ah Sasuke... Quando você iria voltar? Era o que Naruto se perguntava todo dia.


Todo santo dia.


Trouxe os joelhos junto ao peito e encostou a cabeça ali. Os olhos azuis, que desde sua infância e até algum tempo atrás, eram felizes e transmitiam pureza e alegria, agora estavam completamente tristes. E lá no fundo, dava para ver a saudade que Naruto sentia. Ela era forte, avassaladora, que esmagava o peito e sempre rasgava uma pequenina parte de sua esperança de que Sasuke voltaria.


Soltou um suspiro dolorido, iria começar novamente? Aliás, quantas vezes ele não já chorou por saudade mesmo?


Balançou a cabeça com força. Não! Sasuke voltaria, Sasuke voltaria. Voltaria para Naruto.


Sim, era isso!


Precisava manter um pouco da esperança que lhe restava. Aquele era o seu fiozinho de vida.


Precisava ficar agarrado aquilo.


Arrastou-se até a beirada da cama kingsize — que parecia ainda mais grande do que ela própria era — e encostou os pés na madeira polida, mas os tirou rapidamente.


Aquele chão parecia estar congelado.


De primeira, estranhou um pouco esse fato. Ele havia dormido de meia, então tecnicamente ele deveria estar sentindo menos daquele gelado.


É, só que suas meias estavam emboladas na cama.


Soltou um pequeno resmungo e deu de ombros. Colocou o pé no chão novamente, tentando se acostumar com a temperatura que emanava dali. Cambaleando, foi até o banheiro e sorriu amargo diante da sua aparência completamente deplorável.


— Você é um merda e está uma merda, ouviu?


Suspirou, e antes que começasse a chorar compulsivamente, começou a escovar os dentes, ao terminar, decidiu tomar um banho. Lá ele não resistiu, cedeu e chorou. Chorou muito. Oh céus, chorou tanto que achou que não tinha mais lágrimas para chorar.


Deus, a abstinência que Naruto sentia pela falta de Sasuke era tanta… 


Só queria que o moreno estivesse aqui consigo.


(...)


O álbum repousava em seu colo, o cheiro de latas de tintas era familiar já, reconhecível. O pincel pendia em sua mão direita enquanto na esquerda segurava o godê de madeira, já todo cheio da tinta seca que foi misturada ali.


Respirou fundo, uma, duas, três vezes. Até olhar para a tela em branco, queria pintar, ele desejava pintar, porque, porra! Pintar era sua vida, era como se fosse a sua essência, mas estava perdendo ela. Pela falta de Sasuke.


Tudo se resumia a Sasuke.


Caralho, Sasuke era tudo. Era o seu sol e Naruto era a terra que orbitava em volta dele. Sasuke era o amor, a paixão, a luxúria, o desejo.


Sasuke era sua chuva em pleno deserto, trazendo água para seu corpo tão precário pela escassez daquele líquido. Era ele quem apoiava Naruto em tudo. 


Resumindo, Sasuke era tudo, era o seu ser, o seu mundo.


Mas Sasuke não estava mais , não ali, não agora


Não com Naruto.


Nossa, como detestava o trabalho de Sasuke. Ser modelo, pfft, que coisa mais odiosa para Naruto, era por conta dessa droga de trabalho que Sasuke passava meses fora e Naruto ficava lá, sozinho. Sem o seu sol, sem a sua água, sem o seu mundo.


Se fosse para entender melhor: pense em Naruto como um cachorrinho a espera de seu dono que foi trabalhar e não havia voltado. Ele se sente na solidão, sem nada, sem ninguém.


Sem um lar para poder ir e voltar.


Ok, Sasuke não era “dono” de Naruto, porque ele não era uma propriedade que o Uchiha poderia ter posse — embora Naruto achasse que sim, Sasuke era seu dono, uma visão meio distorcida. Talvez fosse consequência da saudade? Ele esperava que sim.


Suspirou, deuses como queria Sasuke aqui! Ao seu lado enquanto pintava ele pela milésima vez, enquanto ouvia o Uchiha cantar e tocar o seu violão, nossa como Naruto amava isso. Pintar enquanto podia observar e ser observado por seu amado, agraciado com o doce tom de sua voz e o dedilhar de seus dedos pelo violão de madeira escura. Às vezes, Naruto o acompanhava na melodia, ainda que não soubesse cantar tão bem quanto Sasuke.


Queria ele aqui. Aqui e agora.


Mas não o tinha, não ali, não agora. Mas o tinha em seu coração, em sua mente. Se concentrava para não se sentir deprimente e insuficiente para Sasuke, porque sim, às vezes sentia que o moreno mereceria algo melhor do que apenas um loiro de olhos azuis, um pintor fodidamente apaixonado.


Se lembrava de quando acompanhou pela primeira vez o Uchiha numa sessão de fotos. Nossa como ele estava lindo, as poses, a face que às vezes era descontraída e distante, como se tivesse pensando, outrora alegre e depois voltava para o sorriso de canto e olhar pecaminoso.


Como Naruto queria ter uma tela para registrar cada cena dali.


Suspirou, abrindo justamente o álbum que continha aquelas fotos, e logo de cara, tinha uma do Uchiha de terno, com a feição séria, a mão esquerda no bolso da calça social enquanto o blazer jogado pelos ombros na cor azul-marinho que fazia par com a calça de mesma cor, a camisa de botões também era de cor escura, o que fazia a pele pálida se destacar ainda mais. E os olhos, ah os olhos! Continham aquele brilho misterioso naquelas obsidianas que eram os seus olhos.


Ah céus, sentiu sua inspiração voltar, não conseguiu se conter e virou a próxima página onde estava a sua foto predileta. A expressão perdida como se pensasse sobre algo, não usava camisa, apenas uma calça de alguma marca aí. 


Não resistiu, a primeira coisa que iria pintar seria os seus olhos, tão negros quanto a noite sem estrelas. Tão escuros, mas que ainda continham aquele brilho que fazia Naruto perder o ar toda vez e se sentir um adolescente com 17 anos de novo, sentia suas pernas moles só de olhar.


O olhar misterioso estava ali, oh sim, Naruto sempre o representaria. A tela seria focada nos seus olhos, misturou parte da tinta azul escuro com o preto, só um pouquinho de azul. E começou.


Memórias ah sim, as memórias, aquelas doces memórias. A do primeiro beijo deles e, oh! A do primeiro encontro, sim essa era uma das suas mais preciosas lembranças, havia levado ele para comer lámen no restaurante Ichiraku que Naruto tanto adorava quando era criança, e até hoje adora aliás. Lembrou-se também da vez que andaram na roda gigante pela primeira vez, e que ele prometeu para Naruto que da próxima vez que fossem, seria para Sasuke pedi-lo em casamento.


E foi o que aconteceu, sete anos de casados, já fazem.


Porém, fazem sete anos que Naruto sofria de tempos em tempos também.


E aquilo foi um estalo para o artista, que travou. Os olhos arregalados, o lábio tremendo sutilmente junto da mão direita. Um raio cortou os céus fazendo-o se assustar. Os pingos de chuva eram vistos escorrendo pela vidraça de seu ateliê que ficava ali mesmo, no apartamento onde morava com Sasuke.


Queria voltar a pintar, mas novamente, lembrou-se de que não conseguia. Tentou confortar a si mesmo com as memórias de quando Sasuke estava ali consigo, vendo-o pintar, elogiando-o. Dizendo que sem Naruto, ele não era nada, não era ninguém. Seria apenas uma alma vazia por aí, vagando sem rumo, seria alguém sem o seu brilho particular o que fazia sempre Naruto corar e responder do mesmo jeito, dizendo que sem Sasuke, ele não era nada, não era ninguém.


Mas, Naruto estava sozinho. Não tinha ninguém o observando ou um par de olhos negros curiosos para ver o que ele iria pintar dessa vez. 


Ninguém.


Absolutamente ninguém.


Sozinho.


Sem nada.


Sem rumo.


Sem… esperanç-


Não! Não, não, não, não! Sem esperança Naruto?! Isso já era demais! Chega!


Sasuke voltaria, deixe sua insegurança de lado. Agarre-se a sua esperança de que ele voltaria. Prenda-se nela.


E Naruto a agarrou.


Se agarrou ao último fiozinho de esperança, prendeu em sua mão o último papelzinho que restava daquela folha que fora picada que era a sua esperança.


E era aquela esperança que enchia sua criatividade e o fazia pintar Sasuke novamente.


Sorriu, olhando a chuva. Sasuke adorava a chuva. Olhou o álbum em seu colo novamente e tentou capturar o brilho que faltava nos olhos de seu amado naquela tela.


O pincel, ah sim o pincel, moveu-se de uma forma suave mas com total precisão de seus atos. Girava o pulso, trocava de pincel, molhava-o no godê, misturava as tintas e continuava novamente. Pintou parte da franja do Uchiha, misturando o tom preto com o azul-escuro novamente, transformando-o ‘num preto beirando ao azulado e voltou a pintar, fazendo os fios repicados da franja, terminando esta parte, trocou de pincel e pintou-lhe a pele do rosto, não esquecendo-se das pequenas marquinhas de nascença que o Uchiha tinha. Naruto sabia de todas elas, em cada canto que elas ficavam, a tonalidade, a cor.


Sim, sim, as cores, Naruto se dava muito bem com elas.


Terminou este quadro e o deixou encostado na parede para secar. Pegou outro, dessa vez retangular, faria uma paisagem talvez, o relevo da grama que na noite que faria, estaria na cor azul escuro. Mas que em algumas partes estariam na sua cor original que era banhada pela luz prateada da Lua. Grande e redonda, erguendo-se no céu com orgulho. Brilhando para que todos pudessem ver o seu esplendor. 


Talvez poderia ter se passado minutos, horas. Não sabia ao certo, estava inspirado, porque sua esperança alimentou isso. Seria um quadro bem feito, meio trabalhoso, mas bem feito. Porque na questão de pintar, ele sabia muito bem como fazer. As cores a usar, as misturas, a quantidade, os pincéis que deveria usar. Sim, sim, ele sabia de tudo isso.


Ele não percebeu quando a chuva parou. Quando os raios cessaram. Não percebeu quando já havia, parado a algum tempo, alguém ali no seu ateliê. Estava tão absorto em sua própria atmosfera e em seus pensamentos sobre Sasuke que acabou se desligando do mundo.


O homem aproximou-se com cautela, queria fazer uma surpresa. O loiro se assustou quando foi puxado por trás. Iria imediatamente se virar para ver quem era, mas o cheiro de eucalipto invadiu suas narinas e entorpeceu os seus sentidos.


Iria chorar novamente?


Iria. Mas era de alegria.


Porque ele estava ali. Sasuke estava ali, com ele, com Naruto.


Tadaima. — Sasuke beijou a cabeleira dourada, Naruto mordeu o lábio inferior mas não conseguiu se conter, não mais. Um pequeno soluço, baixinho, escapou de seus lábios que foram mordidos. — Perdoe-me por fazê-lo esperar.


Ah sim, Sasuke se sentia muito culpado.


— N-Não… — sorriu, negando o pedido de perdão do Uchiha. Ele não precisava de perdão, porque não tinha culpa alguma


O pincel e o godê caíram no chão quando Naruto se virou e apertou Sasuke ‘num abraço forte.


Okaeri. — Murmurou, deixando-se chorar e ser embalado pelos braços quentes e protetores.


E, naquele dia, a chuva de meses foi-se embora. Dando o lugar ao sol novamente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, foi gostosinho escrever e eu adorei também.

Eh só isso mesmo, bye!


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