História My Lady - Capítulo 8


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Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Capitulo 8


- Cat noir que bom que você está aqui- ela o encara- eu estava precisando de um abraço- diz enxugando as lagrimas.

- você está chorando? O que foi que aconteceu?- a voz mansa de Cat noir  acalma o coração agitado de Marinette.

- eu perdi uma pessoa muito importante na minha vida- ela diz o olhando nos olhos, aquele brilho intenso, porém de cor indecifrável devido a escuridão da noite, lhe dava mais confiança- o meu pai mandou matar a escrava que me criou, a bah.....- seus olhos se encheram de lagrimas-...ela era como se fosse uma mãe para mim, entende?...na verdade, ela era a minha mãe.

- eu sinto muito Marinette. No momento, eu não saberia dizer palavras reconfortantes, mas eu sei que esses donos de fazenda ficam cegos pelo poder do dinheiro e se acham tão poderosos que matam sem remorso algum. Eles pensam que escravos não tem alma, mas se esta é a verdade, o que dizer deles que cometem essas atrocidades? Seria mais viável e compatível pensar no oposto.

- você pensa assim?- diz ela encantada- eu também penso, eu sou filha de um conde, mas não tenho a mentalidade fútil da nobreza.

- ah, é mesmo, me desculpe .....eu me excedi nas palavras,  acabei dizendo coisas ruins sobre os nobres e me esqueci que estou diante de uma.

- mas eu posso lhe assegurar Cat Noir que eu não sou como eles.

- eu acredito my lady, a gentileza de seus atos e a autenticidade  de suas palavras revelam que há em você muito mais nobreza de alma e caráter que o egocentrismo da classe dominante- ele pega na mão dela e beija o dorso, mas seus olhos não se desviam um do outro. Marinette sorri envergonhada.

- eu fico feliz que pense isso de mim, e fico feliz também por ter te encontrado logo no momento da minha vida que eu mais preciso. É tão bom poder contar com um amigo.

- estou lisonjeado de ser considerado um amigo para a senhora, embora eu pressupunha que pudéssemos ter algo a mais.

- como assim?- ela pergunta sem entender.

- isso não é importante agora, mas o que eu vejo é que a senhora fala com tanta tristeza que me faz pensar que passa por momentos difíceis.

- é....digamos que eu estou passando por algumas coisas muito desagradáveis.

- eu poderia saber que coisas são essas? Talvez eu pudesse te ajudar- ele diz com voz sedutora, depois pega uma mexa do cabelo de Marinette e coloca atrás da orelha dela, mas ela tem uma atitude inusitada.

- eu.....eu...- Marinette dá dois passos para trás, a feição de seu rosto muda completamente- me desculpe, eu tenho que ir- ela passa ao lado de Cat Noir, mas ele imediatamente lhe segura o braço e a impede  de prosseguir. Marinette sente o toque e arregala o olhos. Ele percebe e a solta.

- me desculpe de ter te tocado, reconheço que estou me excedendo, eu não fui nenhum pouco cortês com a senhora, me desculpe.

- não é isso- eles ficam de frente um com o outro.

- então o que é? Porque a senhora está saindo tão rapidamente? A minha presença não te agrada mais, my lady?

- não pense isso Cat Noir, na verdade eu....eu.....- ela o olha com ternura, querendo dizer alguma coisa, mas hesita.

- a senhora o quê?- ele pega  a mão de Marinette com as duas mãos, ela sente seu coração bater mas acelerado, mas logo em seguida a puxa delicadamente de entre as mãos de Cat Noir acabando com o momento romântico.

- você me lembra muito o meu marido, muito mesmo. Os gestos de cavalherismos de quando nos conhecemos, o toque firme e imponente....

- mesmo com essas luvas?- ele diz sorrindo e mostrando as mãos com a luva preta pertencente a sua fantasia, tentando quebrar a tensão, mas a expressão seria no rosto de Marinette permanece imutável.

- sim, mesmo com essas luvas.

- a senhora deve gostar muito dele para se lembrar  de seus toques com tanta destreza....

- não é por isso, é que.....eu tive uma decepção muito grande com o meu marido. 

- que tipo de decepção?

- digamos que ele era uma pessoa antes de nos casarmos e se transformou em outra depois do casamento. Imagine a minha decepção, eu era completamente apaixonada pelo meu marido e hoje eu tenho ódio dele, logo eu que jamais pensei que pudesse odiar alguém.

- você o odeia?- Cat Noir diz se aproximando.

- sim, eu o odeio, as vezes eu tenho tanto ódio dele que eu penso em pegar as minhas coisas e fugir, me tornar uma viajante como você.

- estou a sua disposição my lady- ele diz já muito proximo de Marinette, deslizando os dedos na pele do rosto dela.

-  han?- ela sente o toque e fecha os olhos, mas depois se arrepende e se afasta dando um passo para trás- eu não quis dizer isso, eu estava me referindo às minhas vontades que jamais podem se tornar reais, eu não posso fazer isso.

- poder a senhora pode, mas é o seu coração que não deixa.

- como?

- eu percebo o quanto a senhora ainda ama o seu marido mesmo ele tendo atitudes que te desagradam, e esse ódio que a senhora diz sentir dele é apenas a amargura de sentimentos não correspondidos.

- de jeito nenhum, eu não o amo, você não sabe absolutamente nada sobre mim Car Noir- Marinette começa a se exaltar- ora, onde já se viu dizer essas coisas para uma mulher que você mal conhece, eu não te dei essa petulância, agora se me der licença, eu preciso ir- ela ergue o vestido, vira o rosto e segue para a direita com o objetivo de retornar pelo caminho que veio, mas ela para de andar ao ouvir a voz de Cat Noir pouco antes de entrar na floresta.

- eu peço desculpas pela falta de respeito my lady, mas eu anseio que nos vejamos outra vez- ele para de falar esperando uma resposta de Marinette, mas ela ainda continua parada de costas e em silêncio- eu lhe asseguro que serei mais cortês, não há porque ter medo de mim- Marinette se vira para trás e o encara.

- eu não tenho medo de você, Cat Noir- ela diz com seus olhos tomados por ternura- eu.....é....eu também quero te ver novamente, amanhã eu estarei aqui nesse mesmo horário, mas agora eu preciso ir, meus pais devem estar preocupados- Marinette sorri  e sai correndo. Cat Noir aproveita e sorri tambem, mas não com o mesmo sorriso puro da jovem. Havia algo em seu olhar naquele momento que revelava astúcia.

Depois de alguns minutos, Marinette chega na casa grande, ela ainda estava triste por conta de bah, porem suas bochechas estavam mais coradas.

- que bom que você está bem minha amiga- diz Alya do sofá e logo depois vai ao encontro de Marinette e a abraça- eu fiquei preocupada, está noite e eu vi você indo para a floresta.

- hum, pelo visto só você que se preocupou comigo nesta casa- diz ela olhando para a sala vazia, só a amiga estava ali- onde está o meu pai e minha mãe?

- eles já subiram....

- nossa, tudo bem a mamãe, porque ela sempre foi descontraída mesmo, mas até o papai? Pensei que ele fosse ficar preocupado, por isso que eu não fiquei mais tempo com...

- com?-indaga Alya esperando uma resposta da amiga.

- mais tempo ao ar livre, sobre esse céu estrelado, foi isso que eu quis dizer.

-  a sim, entendi, mas acontece que seus pais não foram atrás de você porque o senhor Adrian saiu, dizendo que ia te encontrar.

- o Adriam?...... Estranho, meu marido era a ultima pessoa do mundo que eu pensei que fosse se importar comigo, mas ele não foi atrás de mim, ele deve ter ido atrás de alguma mulher na cidade ou de alguma escrava.

- será?  Então ele te traí? Eu pensei que vocês dois se amassem....- diz Alya com o olhar decepcionado, Marinette percebe e disfarça.

- isso já é outra história minha amiga, outro dia eu te conto, agora eu quero tomar um banho quente e me deitar, eu estou muito cansada e muito triste por causa da bah- seus olhos se enchem de lagrimas- por favor depois venha ao meu quarto me fazer companhia.

- eu sei que foi um choque , mas você não deixou eu te explicar direito, já levantou da mesa e saiu correndo. A bah não está morta.

- não?- ela fala  com os olhos arregalados.

- não, você não acha que eu ia deixar a bah morrer ne, eu forjei a fuga da bah para o quilombo. Eu sei o quanto você gosta dela.....

- o que?...-  Marinette pergunta, mas para de falar, pois escuta passos entrando na casa. Era Adrian.

- vejo que a minha esposa já está em casa e pelo jeito parece estar muito bem- ele diz, mas ela respira fundo demostrando frustração.

- Alya, eu agradeço por estar aqui, mas agora eu preciso subir, estou exausta, depois conversaremos sem interferências- Marinette diz, depois dá mais uma abraço na amiga e vai em direção a escada ignorando Adrian completamente.

-Você não deveria ter saído sem a minha autorização, isso, suba para o quarto que acertaremos as contas lá.

- você não vai bater nela, vai senhor Adrian?- pergunta  Alya assustada.

- isso não é da sua conta garota, a Marinette é minha esposa e eu devo ensina-la a me respeitar.

- não se preocupe Alya, cachorro que late não morde, ele não ousaria fazer nada comigo- ela começa subir a escada, mas Adria  permanece imóvel, só a observando subir os degraus com postura de uma dama.

Naquele momento,  Alya percebe um certo brilho de admiração nos olhos verdes do marido de sua amiga, mas logo depois  ele também sobe e ambos vão para o quarto.


Notas Finais


Ola pessoal

Me desculpem a demora para postar, é que está corrido para mim esses dias.
Espero que gostem, por favor deixe sua opinião nos comentários, vou amar ler eles, bjs 💋😍😍


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