História My lady - Capítulo 28


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, Chloé Bourgeois, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Plagg, Sabrina, Tikki
Tags Aventura, Drama, Revelaçoes, Romance
Visualizações 120
Palavras 2.098
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


NÃO CONTAVAM COM MINHA ASTÚCIA!
Volteeeei, perdão por ter sumido total, não vou mentir, a preguiça falou mais alto.
Mas vou tentar voltar ser maus ativa.
Espero que gostem hehe.

Desculpe qualquer erro.

Capítulo 28 - Ela morreu por minha causa!


Fanfic / Fanfiction My lady - Capítulo 28 - Ela morreu por minha causa!

Sai da sala e fui em direção à cozinha preparar um sanduíche. 

Enquanto fazia o lanche, ouço uma voz rouca quebrar o silêncio que estava o local.

 

-Oi...

 

Me viro no mesmo instante, vendo Adrien encostado no porta de entrada da cozinha, enquanto coçava um de seus olhos pelo sono.

 

-Ahm...oi -Digo o lançando um sorriso sem mostrar os dentes, que o mesmo me corresponde. - Estou preparando um sanduíche para mim...quer um?

 

-Não... obrigado. - Diz se sentando na mesa que ficava no meio da cozinha.

 

Concordei com a cabeça e continuei o que estava fazendo. 

 

Depois de terminar de preparar o lanche, me sento de frente para Adrien, que encarava a mesa de uma forma um pouco preocupante. Só por julgar pela sua cara, não eram pensamentos bons que rodeavam a cabeça do Agreste naquele momento. Achei melhor não falar nada, não queria interromper o garoto. 

Comecei a comer o meu  sanduíche, porém logo sou interrompida pela voz meio embargada de Adrien ecoando meu ouvido.

 

-Mari... -O olhei e o vi ainda encarando a mesa, pressionando seu lábio inferior com os dentes. 

 

-Adrien..? - O chamo um pouco preocupada com a atitude dele. Depois de alguns segundos seu olhar cai sobre mim, assim podendo ver seus olhos já com algumas lágrimas que ele não permitia cair. 

 

-Me desculpe. - Ele diz quase como um sussurro, que se não fosse pelo local estar totalmente silencioso, eu não o ouviria.

 

-P-Pelo o que Adrien? 

 

-Por tudo... - Ele solta um suspiro, desviando seu olhar novamente para a mesa. - Por ter dito que gostava de você, e nos dias seguintes ter te tratado como uma simples amiga. Por ter esses ataques de ciúmes, mesmo sabendo que você e eu não temos nada...bom...sério.

 

Eu o olhava enquanto colocava aquelas palavras para fora.

 

-E-Eu...eu tenho medo, medo de te perder, medo do quanto você se aproxima de mim, e eu acabe...fazendo você se machucar, e eu...eu não quero isso Mari. Eu não posso perder mais uma pessoa! Eu...! - Ele começou a se exaltar, então eu resolvo o interromper.

 

-Adrien! Calma. Bom, são muitas coisas para processar de uma vez, mas primeiro: eu não vou te deixar ok? Chloe me disse que sua mãe desapareceu há um tempo, mas eu vou ficar com você, tudo bem? - Digo tocando sua mão sobre a mesa, e acariciando a mesma para tentar conforta-lo de algum modo. Ele mantem o olhar sobre nossas mãos juntas. Passou um tempo de silêncio, que foi cortado até o loiro se pronunciar.

 

-Mari...

 

-Sim?

 

-Minha mãe...ela não está desaparecida...

 

-Como assim? Você sabe onde ele está? -Pergunto e ele simplesmente concorda com a cabeça. Solta um suspiro e continua.

 

-Podemos...conversar no meu quarto?

 

-N-No seu quarto?!

 

-N-Não! Não nesse sentido! Não vou fazer nada, relaxe. - Diz envergonhado como eu.

 

-Tudo bem... - Então o sigo até seu quarto.

 

 

                                 •

 

 

Entramos no cômodo, enquanto eu me sentava na cama, ele foi fechar a porta. Volta e se senta de frente para mim. 

 

 

-25 de fevereiro de 2006... -Ele começa a falar. - Era inverno em Paris. Nesse dia ia ser o meu primeiro concerto de piano...minha mãe...minha mãe estava em uma viagem do seu trabalho. Nesse dia seria o dia de volta da viagem dela, ela voltaria só para me ver tocando piano...-Ele diz dando uma pausa. -Ela tinha prometido que viria me assistir...-Ele dizia já com as lágrimas percorrendo seu rosto, que exibia um mínimo sorriso. -Eu tocaria a musica preferida da minha mãe, era uma surpresa para ela...-Diz agora com dificuldade causado pelos soluços, já presentes. - E-Ela me ligou avisando que não poderia ir por causa de uma tempestade que estava tendo... Eu comecei a chorar no telefone dizendo que queria que ela me visse naquele dia, e que ela havia prometido...-Ele continuava contando a história já aos prantos. -Então ela disse que faria de tudo para...chegar a tempo e poder me ver... Mas ela...ela nunca chegou! - Ele diz a última frase gritando as palavras para fora de sua boca. Eu vou em sua direção e o abraço desesperadamente chorando junto ao loiro. -Ela morreu por minha causa Mari! Eu matei minha mãe...foi minha culpa...eu matei ela..!

 

Tudo aquilo havia sido um choque para mim. Adrien era simplesmente um garoto que sofreu muito em sua infância, e obtinha marcas. Perder alguém já é uma dor insuportável, imagina para uma criança de 6 anos, que ainda se culpava por esse incidente.

 

-Adrien...- O chamo enquanto o abraçava. -Não foi sua culpa! Você era só uma criança, não sabia dos riscos...

 

-Isso não muda o fato de eu ter sido mimado o suficiente para causar isso! Você não sabe...o quanto eu me odeio! Eu me odeio tanto! Eu...eu...-Dizia com sua respiração afetada pelo choro, então o abraço mais forte ainda, aproximando mais o contato. 

 

Eu queria perguntar sobre ninguém saber a verdade sobre a Senhora Agreste. Mas pensei ser um mal momento para isso. Queria ajudar-lo, queria fazer ele parar de se culpar, só não sabia como... 

 

Continuamos aquele abraço tão nessesitado para ambos. Não faço ideia quanto tempo ficamos daquele jeito, não queria o largar, e Adrien parecia da mesma forma quanto a mim. 

 

Depois de alguns minutos, ele havia se acalmado e parado de chorar. Se não fosse pelo garoto se mexer de vez em quando, poderia jurar que tinha adormecido sentado mesmo. Então afasto seu corpo do meu, filtrando seu rosto vermelho e levemente inchado pelo choro. Dou um pequeno sorriso para ele, ao tentar conforta-lo. Acaricio seu rosto com o polegar, e dou um beijo em sua testa, abraçando o novamente. 

 

-Eu sei que vai ser difícil te convencer que você não é culpado. Mas só quero que sabia, que eu vou estar com você, quero que confie em mim. Que quando estiver se sentindo mal, possa vir desabafar comigo, porque eu sempre estarei aqui para você, tudo bem? 

 

-Tudo bem... - Ele apoia sua cabeça em meu ombro, de frente para meu pescoço. - Obrigado Mari...de verdade, eu precisava disso.

 

-Tá tudo bem... - Sorrio enquanto bagunçava seus cabelos em um carinho. 

 

Era tão bom ficar desse jeito com ele, sentir seu cheiro, seus braços envolta da minha cintura. O que eu mais temia era acordar e tudo isso não ter passado de um simples sonho.

 

-Errr...galera? - Nino abre a porta do quarto, chamando nossa atenção, fazendo nós dois nos afastarmos. 

 

-Porra, perdeu a mão ou não sabe mais bater? -Adrien pergunta vermelho e um pouco irritado por ser flagrado pelo amigo, eu estava do mesmo jeito. 

 

-Alya está chaman...

 

-Bora casal 20! Levantem dessa cama, e bora lá para a praia curtir o nosso último dia. Ah, e Agreste, lava esse rosto de choro aí. - Alya grita entrando no quarto e logo saindo, puxando Nino consigo.

 

-B-Bom...é melhor eu ir. - Digo meio envergonhada pelos momentos anteriores. 

 

-Sim. -Ele diz e eu me levanto e vou para o meu quarto para trocar de roupa e irmos para a praia.

 

Assim que chego no quarto, sou puxada por Alya para dentro do mesmo, em seguida caindo em cima da cama enquanto ela fechava a porta.

 

-ENTÃO?!

 

-Então...?

 

-Para de ser lerda Marinette! O que rolou entre vocês lá no quarto? Rolou alguma coisa tipo...

 

-NÃO ALYA! nos só conversamos 

 

-“Conversamos” sei...

 

-MEU DEUS ALYA! CONVERSA, FOI SÓ UMA CONVERSA! - Digo sentindo meu rosto queimar.

 

-Relaxa amiga, eu só estou brincando com você. - A desgraçada ria do meu estado totalmente envergonhado. - Bom, de qualquer jeito, levanta da cama e vai colocar uma roupa de banho, não vou perder nosso último dia aqui pela sua lerdeza, vai! vai!

 

-Calma, caramba! 

 

Nos trocamos e nos reunimos na praia para curtir o nosso último dia naquela praia maravilhosa.

 

Eu estava sentada na beira do mar com meus amigos. Chamamos Gabi para sair, mas ela já havia combinado de sair com seu namorado. Por um lado eu achei ótimo, não que eu não goste dela, ela é uma ótima pessoa! Mas assim... o quanto mais longe do Adrien melhor né? 

 

Todos estavam fazendo algo como, jogar vôlei na areia, pegar sol, ou andando pela praia, havia sobrado apenas eu, Alya e Nino, porém os dois saíram discutindo sobre algum assunto. Fecho meus olhos ouvindo o som das ondas se quebrando, então alguém se aproxima e se senta ao meu lado.

 

-Oi. - Abro os olhos ao ouvir a voz de Nathaniel, viro minha cabeça para o lado, encarando o ruivo filtrando as ondas.

 

-Olá. - Digo o dando um sorriso, o qual foi correspondido. 

 

-Eu queria...eu queria me desculpar por mais cedo. 

 

-Se desculpar pelo o que?

 

-E-Eu não sei direito... só, me desculpe por essa confusão toda.

 

-Nathaniel... você realmente gosta de mim? - Pergunto o deixando rapidamente vermelho. Bem vermelho. - Meu Deus, você...você está bem?! - Digo me referindo ao seu rosto.

 

-D-Droga Marinette! Tão de repente assim? - Diz cobrindo seu rosto pelas mãos. 

 

-Me desculpe. - Digo rindo de sua situação envergonhada, ele ficava tão fofo assim. 

 

(Nathaniette é fofo. Porém, é uma pena que a fanfic é Adrinette né galerão)

 

-Sim...

 

-O que? 

 

-Sobre a sua pergunta... eu, eu gosto...de você. - Ele diz filtrando o chão e eu fico envergonhada. Ficamos em silêncio por alguns segundos.

 

-Mas eu tomei uma decisão, de não me declarar para você. -Ele fala se levantando, ficando em pé ao meu lado.

 

-P-Por que? - Perguntei o olhando. 

 

-Você ama ele, e é bem óbvio que ele também te ama... é recíproco entende? - Sinto um aperto no meu coração. - Eu não poderia e nem posso me intrometer nisso... eu só quero que você seja feliz Mari, e se é com ele que você ficará feliz, quero que esteja com ele.

 

-Nath... eu..

 

-Nada de “eu”! Você vai ser feliz está me ouvindo Marinette Dupain Chang?! Vocês serão um casal muito lindo e feliz! E nem eu e nem ninguém irá se intrometer nisso! 

 

-Nath...

 

-Eu quero ver você sorrindo. Mas se o Agreste ousar ser babaca com você, eu vou acabar com ele, está me ouvindo?!

 

-N-Nath...- Digo com a voz enviadas pelo choro.

 

-P-Por que você está chorando? - Diz me olhando assustado e confuso.

 

-Obrigada... -Digo abraçando sua perna, que estava ao meu alcance no momento. - Você é foi tão legal. - Ouço uma risada abafada. 

 

-Voce é muito dramática Mari... seja feliz okay? - Pergunta e eu balaço com a cabeça. Ele fez um cafuné nos meu cabelos comigo ainda abraçada a sua perna. - Bom, eu vou andar um pouco, além disso, seu namorado está me encarando assustadoramente. -Diz soltando uma risada e eu rio também, soltando sua perna, o observando andar pela fina área da praia.

 

-Boa tarde moça bonita -Vejo Adrien se aproximar, então ele se senta ao meu lado após a saída de Nathaniel. -O que estavam fazendo? 

 

-Conversando. Você assustou ele sabia? 

 

-Ótimo, assim ele entende a ter limites nas aproximações. -Diz fazendo um bico e eu seguro sua mão, soltando uma risada. 

 

-Então...o que somos agora?

 

-Hmm, o que quer que você queira que sejamos, não tenho nada a perder. 

 

-Não diga assim. -Digo o olhando.

 

-O que você quer que sejamos? Por que eu posso te pedir em namoro agora mesmo, mas não será tão especial. 

 

-Aish... mas eu quero que seja especial -Digo fazendo um biquinho, que o mesmo deixa um selinho rápido sobre ele. 

 

-Então, o que acha de sermos ficantes só por mais alguns dias, hm?

 

-Eu aguento mais alguns dias... -Digo sorrindo. 

 

-Mas não ouse beijar outras bocas! -Ele diz brincando. -Seja paciente para eu poder te pedir de uma forma fofa!

 

-O mesmo vale para você! - Digo e o loiro concorda. Ainda de mãos dadas ficamos observando a paisagem. 

 

 

 

                                   • 

 

 

6:47 da manhã:

 

-BOM DIA FLORES DO DIA! - Adrien grita entrando em nosso quarto, acordando todas no cômodo. Bom, menos Chloe, que incrivelmente continuava a dormir tranquilamente.

 

-Eu gostaria de saber o porquê de...VOCÊ VIR ME ACORDAR EM PLNA 6 DE MANHÃ! QUER MORRER CEDO JOVEM?! -Alya berra. 

 

-Nós temos que acordar para arrumar tudo aqui rápido! Porque caso as princesas aí não saibam, nosso voo sai às 9 em ponto! Então levantem e arrumem suas malas logo! - Adrien diz a respondendo. 

 

-Eu só queria ter a capacidade da Chloe de continuar dormindo depois dos berros dos dois. -Digo encarando a loira deitada em sua cama.

 

-Se arrumem logo! Não temos a manhã toda! - Adrien diz por último, antes de sair do quarto fechando a porta.


Notas Finais


Obrigado por lerem, até o próximo capítulo!
FELIZ ANO NOVO ATRASADO!


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