História My last letter. (Yoonseok-Sope) - Capítulo 7


Escrita por: e MelanMAD

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Ansiedade, Depressão, Drama, Hoseok, Jikook, Psicologia, Romance, Sadfic, Sope, Suga, Suícidio, Yaoi, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 149
Palavras 2.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Tudo bem com vocês, corações? Esperamos que vocês desculpem os erros gramaticais, por mais que nós sempre revisamos os capítulos, erros escapam. Boa leitura! Beijos.

Capítulo 7 - Café.


Fanfic / Fanfiction My last letter. (Yoonseok-Sope) - Capítulo 7 - Café.

   Você cada vez mais vai afastando mais relações, você tem vergonha de tudo o que fez e até mesmo do que não fez.

   Há uma parte de ti que realmente quer fazer as coisas direito.

  Um súbito positivo aumenta e faz você querer sair e conhecer pessoas, mas é tudo muito curto, porque você sabe que não vai funcionar de qualquer maneira.



{POV Min Yoongi}


   Mais um dia para ir “me consultar” com meu querido –capture a ironia– psicólogo. 

A festa do Jimin foi sábado a noite, o que me deu tempo de saber mais ou menos o que aconteceu no aniversário e de superar a ressaca do dia seguinte. E eu sinceramente não me lembro de muita coisa… Somente do que Jungkook me disse, que não foi muito. Ele me contou que nós chegamos na festa e eu fui direto para o bar logo depois de parabenizar o Jimin. Também me disse algo, que com certeza é mentira e ele só queria me irritar, falou que Jung Hoseok, sim esse mesmo, estava na festa e que ele me levou para casa, comigo estando tremendamente bêbado. Certo, por mais que eu tenha acordado em casa sem saber nem como cheguei e muito menos quando um prato sujo surgiu no meu criado-mudo, eu tenho certeza que não foi o tal doutor que me deixou lá. Isso é impossível, e até que me provem o contrário, irei continuar acreditando na minha opinião.

  Mas de qualquer forma, hoje é quarta. Dia de ficar entediado durante uma hora e meia numa sala com a parede azul e uma cenoura. Nunca irei admitir que comparei o Jung com uma cenoura, e nem que dei um apelido para ele. 

Por que não controlo meus pensamentos idiotas? Acho que estou convivendo tempo demais com aquele cara e ficando retardado também. Não sabia que era contagioso, temos que avisar. Quem sabe quantos pacientes além de mim ele tem? Um enorme perigo. Será que ele é do tipo de médico que fica com pacientes? A sociedade está mesmo em risco.

  Enfim, a secretária acenou a cabeça sinalizando que eu poderia ir para a sala, e assim o fiz. Caminhei o corredor e novamente aquela parede azul que tanto me irrita iria entrar no meu campo de visão. Não que eu não goste da cor, é que azul traz uma sensação de acolhimento e esperança assim como o verde e isso é o que não tenho: esperança e aconchego. Bati na porta ajeitando meu moletom cinza como meus cabelos. Por que diabos estou me ajeitando?

— Pode entrar. – Que sem graça. Não que eu me importe. Ai que seja também.

     Revirei os olhos e entrei na famigerada “sala azul”, e adivinha? O cabelinho de fogo estava desbotando. Não que eu tenha reparado. Por que eu só me complico com comentários desnecessários? 

— Oi doutor Jung.– Curto, não é mentira nem mesmo para ele que eu não queria estar ali e muito menos falando com ele.

— Tome! – Exclamou Jung, jogando uma chave na minha cara. Minha chave. Droga, então o jungkook não estava zoando? E outra: como se joga as coisas na cara de alguém?! Se ele me cegasse? Me matasse? Ok, talvez eu tenha sido dramático demais neste ponto. Mas que talvez ele poderia ter me machucado, poderia. Ele nunca aprendeu na escola que não deve ficar jogando as coisas para os coleguinhas? Não que eu seja seu colega, sou seu inimigo e na época de escola eu jogava borracha na cara dos idiotas que implicava comigo. Então… Ele está certo? Já que eu implico com ele… Ah quer saber? Esquece.

— Temos que conversar. – Ah, ele jura? Achei que tivesse vindo aqui para observar a fogueira na cabeça dele. – Não vou poder continuar sendo seu psicólogo. Eu fui na sua casa, sou amigo do seu irmão e do seu cunhado e eu até mesmo cozinhei para você… Isso vai contra todos os princípios que eu tenho que seguir, não gostaria de fazer isso. Mas não quero perder minha carreira. Porém você quer ir tomar um café comigo? Conheço uma cafeteria ótima, eles tem várias mesas de madeira e o nome da atendente é Naomi, que tal? Ainda iremos conversar. E não vai ser aqui na sala de parede azul que você tanto observa. – Ele tá zoando com a minha cara? Eu? Ele? Eu e ele saindo pra tomar café em um cafeteria onde o nome da atendente é Naomi? E quem perguntou o nome da mulher? O que você lá deve ser dele? Namorada? Deve ser… Ah, quer saber? Não faço nada o dia todo mesmo e odeio esse lugar, mas amo café então… Tudo bem.

— Tá. Você chamou, você paga. – Que foi? Eu to sem grana nenhuma, e ele me convidou então… Sim, ele tem que pagar. Não necessariamente, mas por que não irritá-lo?

— Ok! Eu estou com o horário livre, estava reservado para sua consulta. Podemos ir agora. E eu iria pagar de qualquer forma. – Tão, tão, tão irritante. Poderia apertar aquele pescoço até que o rosto dele ficasse mais vermelho que aquele cabelinho desbotado.

—Tá vamos antes que eu me arrependa.– Dei meia volta indo direto para a porta, já que não tinha sentado na poltrona ainda. Sai da “sala” e caminhei novamente aquele corredor, talvez não ter mais consultas assim seja melhor. Mas ele é muito certinho. “Contra todos os princípios que tenho que seguir” faça-me o favor…

— Yoongi! – Mas para que gritar e estalar os dedos na minha cara? Sem necessidade. – Chegamos, estou chamando você há tempos. Vamos entrar. – Ele puxou meu braço e entrou na cafeteria, mas ele entrou correndo. A vontade de matar ele só aumenta, quase todas as pessoas que estavam nas mesas, realmente de madeira, olharam para os dois animais que entraram quase quebrando a porta. Juro que jogaria o café quente naquele rostinho boni… Naquele rostinho, se pudesse.

—Para de me puxar, inferno!– Soltei meu braço de sua mão e andei até a mesa mais próxima da janela. A cafeteria era aconchegante e tinha um aroma maravilhoso de café torrado. Fiquei alguns minutos viajando naquele aroma até sentir um dedo cutucando meu braço. – Diga Jung. – Falei respirando fundo para não arrancar aquele braço e torrar junto com o café.

_ Aqui você pode me chamar de Hoseok. Ou Hope! – Sorriu, aquele sorriso… Era… Sincero? Ele estava mais animado, de uma forma boa e não enjoada, estava com um brilho no olhar diferente… Estava tão encantad… Divergente.

—Naomi!– Ele não sabe falar sem gritar não? Deus que me livre. Tá impossível conviver. Mas pera, Naomi… Ah, a possível namorada. Bufei, sem perceber. Bufei? Tô bufando por que? Deve ser fome. É. – Trás um café para mim, por favor? O de sempre. Açúcar separado. E você Yoon? Vai querer o que?

— Yoongi. – Corrigi ele, mas também eu estou me importando por que? É só um apelido idiota e bobo vindo de alguém que namora uma pessoa chamada Naomi. Ela não deve nem ser coreana. Yoongi é um nome bem melhor. Mas isso não é importante, nada disso é. – Quero um café preto, mesmo. Sem açúcar. – Ele me olhou com uma cara estranha, surpresa e parecia até mesmo estar tendo pesadelos acordado. Cara estranho esse Jung.

— Tudo bem, Hobi. Irei trazer para vocês em um instante. – Hobi? Segurei um suspiro irritado e vi a tal Naomi indo em direção ao balcão para pegar os cafés, até a voz dessa mulher é irritante. Pff.

— Hobi? Você não me apresentou esse apelido. Achei que fosse somente Hope… Hobi é só para suas namoradas? – Eu perguntei, tentando ignorar a vontade de mandar aquela moça virar o café no próprio rosto, mas isso é por conta da voz dela. Nada além. Com certeza.

— Namoradas?– Sabe o que ele fez? Ele riu. Isso mesmo, riu. E não era forçado. Mas a risada era tão escandalosa quanto ele próprio. Não é nenhuma surpresa. – Ela é só uma amiga que eu fiz vindo todo dia tomar café aqui no mesmo horário antes do trabalho. Por que? Ficou triste por não conhecer o outro apelido? Está com ciúmes? Você nem mesmo me chama de Hope. – Disse mexendo as sobrancelhas, pensei ter notado um tom triste e desapontado na última frase, mas como eu disse antes. Não confie na sua própria mente.

— Que mané ciúmes. De você isso é uma das coisas que eu menos tenho.– Disse um tanto quanto afobado e fui salvo quando a Naomi, que agora estava em silêncio e se tornava menos irritante, colocava os cafés na mesa. E no momento em que eu peguei meu café eu vi uma barbárie acontecer. Sério, pior do que muitas guerras por aí. Foi uma verdadeira tragédia. Agora além de onze de setembro também tem onze de julho. Ah humor negro, como é bom.

— Que caralhos você está fazendo? – Disse vendo o Hop… Hoseok virar cada vez mais açúcar no copo, eu juro que era capaz de ter mais açúcar do que café ali.

— Estou adoçando meu café. Por que? Você quer açúcar? Relaxe, eu posso pedir mais. – Disse agora concentrado em mexer seu café, se é que ainda pode ser chamado assim. Estava pasmo com aquilo e balançava minha cabeça em negação.

— O que? Claro que não. – Agora eu que estou com uma cara de quem está tendo pesadelos. – Café com açúcar é o cúmulo, Hoseok! Como você está colocando isso tudo no seu? É brincadeira, né?

— Brincadeira? Como assim? – Ele disse confuso e deu um gole no “café”, e sabe o pior? Foi um gole enorme. Ele realmente estava gostando daquilo, e pelo o que me lembre de nossa conversa, ele todo dia de manhã bebe a mesma coisa.

— Isso é tão nojento. Chega a arrepiar só de imaginar o gosto. – Disse e dei um gole no meu café, o verdadeiro café, extremamente forte. Tão bom. Uma das sete maravilhas do mundo.

— Você não pediu café sem açúcar? Esqueceu de adoçar? Também tem adoçante aqui, posso pedir a Naomi, se você preferir. – As opções dele só pioram.

— Não! – Respondi desesperado, pode parecer bobeira. Mas café é um assunto sério. – Eu gosto assim, puro e forte.

— Sério? Você é tão estranho. – Ele disse se movendo de forma engraçado na cadeira, parecia estar realmente tendo calafrios. Talvez eu tenha soltado uma baixa e curta risada.

— Eu? Você que virou quase um quilo de açúcar em duzentos e cinquenta ml de café. Venha, experimente. Não é ruim. É magnífico. – Estiquei minha xícara para ele e vi o mesmo arquear a sobrancelha, mas acho que ele adquiriu alguma confiança em mim, pois em segundos já estava com o café na boca. E adivinha? Péssima ideia. Ele fechou os olhos com tamanha força, que pensei que fosse explodir. Não que fosse uma má idéia. Ele colocou a xícara na mesa ainda com os olhos fechados e apertava as mãos em forma de punho que eu jurei que a unha iria ferir a palma de sua mão. Drama? Ele nem faz como podemos ver.

Acho que você…– Fez uma pausa e deu um gole ainda maior de seu café doce, suspeito que ele queimou toda a boca. – Você deveria rever seus conceitos de “magnífico”.– Fez aspas com os dedos.– Isso é péssimo. Sem condições.

  Como ele pode ofender tanto o meu café? Inacreditável como pode ser tão chato.

— Ei! Mais respeito com meu café. – Eu estava mesmo chateado por um café? – Mas já que o senhor tem um paladar tão apurado, deixe-me experimentar esse seu melado. – Não queria passar por isso, mas ele sofreu, por mais que tenha sido quase tudo drama. Nada mais justo do que eu acompanhar ele nesse barco.

— Tudo bem! Aqui. – Entregou a xícara para mim e me olhou com expectativa, acho que ele pensou que eu fosse gostar. Mas adivinha. Eu detestei, e provei da própria moeda quando senti meus olhos se fecharem com a mesma intensidade que os do Jung há minutos atrás.

  Ouvi uma risada, a mesma de antes, dessa vez até mesmo mais escandalosa ainda. Abri meus olhos e me deparei com o Jung escondendo o rosto com as mãos e se balançando para frente e para trás. Que babaca.

— Pare com isso. Vim sofrer junto com você e é assim que me agradece? Também não venho mais. – Disse irritado, dando um gole no meu café, dessa vez sem açúcar, para tirar aquele gosto indescritível da boca.

— Desculpe. Sua face estava engraçada. – Falou ainda rindo um pouco, eu continuava com minha feição irritada. O que aparentemente não abalava ele.

— Que seja. Acho que já vou indo. – Disse quando terminei meu café e percebi que o dele também já estava no final.



Almas velhas, encontramos uma nova religião.
Agora estou nadando nos meus pecados, batismo.
Céu cor de pêssego, nós sentimos o sol nascer.
Dois anjos perdidos descobriram a salvação.
Você não deseja poder fugir agora? 
Sim, vamos lá.
Drogas, sexo e polaróides.
Escolha uma estrela no céu.
Poderíamos dizer adeus a noite toda.

Café pela manhã.
Eu não quero te acordar.
Eu só quero te ver dormir.
E o cheiro do seu cabelo.
E é o jeito que me sinto.
Eu nunca me senti tão confortável como me sinto agora.

Jogo de palavras, entrei dentro de um tiroteio.
E um tiroteio dentro de travesseiros falantes.
E travesseiros falantes dentro de doces sonhos.
Doces sonhos dentro de um café pela manhã.


Coffee (Miguel)




— Você já vai? Ah… Tudo bem, eu também tenho que trabalhar. Na verdade, eu até mesmo esqueci de te perguntar! Ficou com muita ressaca no domingo? Você estava tão bêbado! Acredita que não consegui recuperar meu tênis?! Mas tudo bem. Não gostava muito dele de qualquer forma. – Como assim não recuperou o tênis? Que tênis?

— Que tênis? – Perguntei confuso. Tomando a cabeça para o lado.

— Ué. O que você vomitou em cima. Você realmente não se lembra de nada? Isso é tão triste. Irei implicar com você e nem se recordar você vai. – Eu o que? Eu vomitei no tênis dele? MIN YOONGI! O QUE MAIS VOCÊ FEZ? Eu nunca mais irei beber. Quanta vergonha será que eu passei?

— Eu… Desculpe pelo tênis. Eu posso te reembolsar se quiser. – Falei constrangido. Por mais que não ligue para nada relacionado ao Jung, estragar o tênis de qualquer pessoa de vômito não deixa de ser um vexame enorme.

— Que isso! Já disse que não tem problema. Nem me irritei com isso… Talvez na hora, mas passou rápido. Não tinha importância, era só um tênis. Existem outros por aí. – Ele falou, parecia não dar tanta importância mesmo para o tênis.

— Certo...Eu tenho que ir. Valeu pelo café, Hoseok. Nos vemos por aí. – Disse e me levantei ganhando um aceno animado do Jung e dei um pequeno sorriso para ele. Pera. Eu dei um sorriso para ele?

   Me dirigi à saída da cafeteria aromatizada, mas não sem antes reparar num loirinho sentado numa mesa mais afastada das outras. Ele parecia o mesmo que vi na recepção aquele dia… De qualquer forma eu não me recordava muito bem. Sai da cafeteria, e foi nesse momento que uma frase veio na minha mente, uma que eu não havia prestado atenção antes.

E eu até mesmo cozinhei para você

Ele cozinhou mesmo para mim? Que sorte eu dei de não ter morrido por um incêndio na cozinha. Sorte?


Notas Finais


Obrigada. Até!


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