História My Life Fxxk - Jikook - - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXO, TWICE
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kai, Momo, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé
Tags Jikook, Kookmin, Romance, Yaoi
Visualizações 19
Palavras 3.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Fantasia, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Finalmente!! PORRA SAIUUU...
Desculpe pelo palavrão rsrs.
Espero que gostem e me perdoem por demorar tanto. 💕💕💕



BOA LEITURA.

Capítulo 5 - Castigo!?


Rosé entrou cambaleando no meu quarto, envolvida em um roupão branco de plush e segurando uma caixa embrulhada em papel branco e um laço de fita colorido. Ela acendeu a luz e se encolheu. O rímel borrado tinha sumido, e ela estava como seu eu maravilhoso de sempre, sem a maquiagem desnecessária.
 Ela notou que Momo estava nua, deitada de bruços na minha cama, e se juntou a mim no assento perto do peitoril da janela.
 Então me passou a caixa e se apoiou na parede.
 - Abre.
 Fiz o que ela pediu, puxando o laço bem atado, tirando o papel e finalmente chegando à tampa de papelão. Dentro, havia outra caixa de papelão. Levantei a tampa e vi a foto de uma câmera fotográfica.
 - O que é isso?
 - Não é a câmera mais cara para amadores que existe, mas é a melhor. Pelo menos foi o que o Google disse.
 - Isso foi ideia sua?
 Ela deu de ombros.
 - Do Marco. Ele falou que você estava entediado em Maui até roubar a câmera dele. Ele ficou bem impressionado com algumas fotos que você tirou, e achou que seria um bom presente pra te dar.
 - Eu mal me lembro de Maui.
 - Então uma câmera definitivamente é uma boa coisa pra ter dar - ela provocou.
 Tirei a tampa da lente e apertei o botão ligar, mexi nas poucas configurações que reconheci e apontei a lente para Rosé. Ela colocou as mãos na frente do rosto.
 - Não ouse.
 Virei para Momo, dei zoom em sua mão apoiada nos lençóis amassados e cliquei.
 A imagem surgiu imediatamente na tela, e eu virei a câmera apenas o suficiente para Rosé poder dar uma olhada.
 - O Marco estava certo. Você tem talento.
 - Obrigado pela câmera - falei. Parecia mesmo natural que ela estivesse nas minhas mãos, algo ao qual eu poderia me agarrar.
 Rosé apontou com a cabeça na direção de Momo.
 - Ela é um doce. E, meu Deus... Muito linda. Ela deve ter se queimado de um jeito muito feio para acordar na sua cama. Na verdade, mais como se estivesse sido coberta de piche e penas. Pobrezinha.
 - Eu sei.
 - Então provavelmente você não deveria...
 - Eu sei. Já avisei a ela.
 - Você sabe que isso não dá certo. Não temos finais felizes com pessoas como ela. Nós as destruímos.
 Apaguei a brasa do cigarro e joguei a guimba pela janela para repousar com as centenas de outras no cemitério escondido de Marlboro lá embaixo.
 - Não sei. Eu consideraria a noite passada como um final feliz.
 - Estou falando sério, Jiminie.
 - Também sei disso.
 - E, só pra constar, não faço boquetes por piedade. Essa é a porra do seu talento.
 - Eu não devia ter dito aquilo. Eu estava meio confuso. O bombeiro me beijou. Eu estava tentando levar qualquer pessoa pra casa, menos ele.
 - O bonitão? - Quando assenti, seus ombros desabaram. - Droga. Eu queria aquele cara.
 - Não queria nada.
 - Tentei ignorar.
 - Ignorar o quê? - Olhei para Momo. Eu ainda sentia suas mãos macias no meu corpo, sua doçura salgada em meu lábios.
 - Que ele está afim de você. Todas as vezes que eu abria a boca, era como se eu estivesse interrompendo a concentração dele. O cara queria tanto que você olhasse para ele, e você simplesmente encarando o murffin de mirtilo ali... - Ela disse, apontando para Momo.
 - Eu não era a primeira opção dela. Ela preferia acordar ao lado do Docinho.
 - O Docinho tava falando com o Zeke sobre outra garota. Tenho a sensação de que ele está curtindo uma decepção amorosa. A Momo está melhor sem ele. - Rosé analisou a garota como se ela fosse um gatinho à beira do precipício. - Talvez ela fique bem.
 - Ela vai ficar bem - falei, me levantando. Atravessei o quarto, deitei ao lado da pintura nua na minha cama e me aninhei ao seu lado.
 Sem abrir os olhos, Momo estendeu a mão para trás, apertando meus braços ao seu redor.
 Rosé acenou para mim, balbuciando: "Brunch em duas horas". E saiu.

Apoiei o rosto na pele sedosa das costas de Momo, inalando a mistura sedutora de fumaça velha e loção. Ela se mexeu, o cabelo azul se arrastando pelo travesseiro como uma pena de pavão. Não tive medo do adeus constrangedor que viria inevitavelmente em seguida, nem dos seus sentimentos. Minha curiosidade genuína pelo que ela faria com a própria vida depois de mim se instalou no espaço não existente entre nós. Entrelacei minha perna na perna dela, o membro macio e carnudo se destacando no lençol caro amassado que só cobria sua bunda de curvas perfeitas - a mesma que subiu e desceu sob o meu toque até o sol espalhar tons pastel pelo céu.
 - Estou acordada - sussurrou ela. - Tenho medo de me mexer e tudo acabar.
 Coloquei a câmera diante do seu rosto e cliquei o botão de exibir, mostrando a foto de sua mão. Tudo no braço estava borrado, mas o cabelo azul era inconfundível. Eu estava preparada para ela me pedir para apagar a foto, mas ela estendeu a mão e acariciou o meu rosto.
 - É linda.
 - Posso guardar?
 - Pode. Acabou?
 - Acabou - falei. - Vou pedir para o Jean levar você para casa.
 - Quem é Jean? - Ela perguntou, se levantando e se espreguiçando, nem um pouco chateada.
 - Um funcionário.
 Ela sorriu, e seus olhos, idênticos, sonolentos e felizes, se anuviaram por trás dos cílios antes de ela conseguir focar.
 - Vou me vestir.
 Então saltou da cama, vestindo o jeans skinny e o suéter, depois as botas.
 - O café da manhã é no andar de baixo. A Joy vai servir o que você quiser.
 Momo assentiu, segurando a bolsa contra o peito. Ela não ia me pedir para me juntar a ela. Ela não ia me pedir nada.
 - Talvez a gente se veja por aí - ela disse.
 Apoiei a cabeça na mão.
 - Não terei tanta sorte duas vezes.
 Ela não tentou disfarçar que se sentiu lisonjeada. Seu rosto ficou corado, e ela levou o casaco porta fora, desaparatecendo no corredor. Seus passos mal eram ouvidos enquanto ela descia a escada mas, a voz do meu pai subiu quando ele a comprimentou.
 Eu me apoiei na cabeceira da cama, esperando pacientemente e sem medo da inquisição. Ele ficaria com raiva por causa da conta da limpeza, mas ainda mais pelo quadro de Peter Max destruído do que pelo dinheiro. Ele me amava mais do que qualquer outra coisa, e isso era bom, porque minhas oscilações de humor e minha impulsividade haviam lhe custado milhões. A Ferrari, o incêndio na vila italiana do seu sócio e as contas dos advogados - também conhecidas como subornos - para me manter longe da cadeia.
 Ele parou de repente na soleira da porta, como se fosse um vampiro que tivesse que esperar para ser convidado a entrar.
 - Oi, appa. Como foi a viagem?
 - Jimin - começou ele, a voz grossa de decepção contida. - Voltamos sedo pra casa pra conversar com você. Não é que a gente não te ame, passarinho...
 - Eu sei que vocês me amam - falei. Mantive o rosto calmo, mas fiquei me perguntando aonde ele queria chegar com aquela conversa. Normalmente, ele começava com o discurso de "Estamos muito decepcionados com você e esperamos que você melhore", mas esse parecia diferente.
 Ele suspirou, já exausto de me dar lições. Dois saltos clicaram no piso do corredor. Eu me sentei mais ereto quando minha omma entrou no quarto, seguida de Sunmi, sua coach pessoal.
 - Amor - ela começou -, eu pedi pra você esperar. - Ela falava bem baixinho, sorrindo para mim como sempre fazia, como se seu sorriso natural fizesse suas palavras serem magicamente imperceptíveis.
 - Eu só...
 - Sr. Park - disse Sunmi. - É importante mantermos uma frente unida, lembra?
 - O que é isso? - Perguntei, me divertindo. - Uma intervenção?
 - Nós te amamos - disse meu pai.
 Minha mãe estava com a mão no peito do marido e deu um passo à frente, entrelaçando os dedos na cintura.
 - Jimin, quando seu pai e eu soubemos da festa e dos estragos, já estávamos no nosso limite. Alertamos você inúmeras vezes. Você agora é adulto. Realmente não tem desculpa.
 - Por que a Sunmi está aqui? - Perguntei.
 Minha mãe continuou.

 - Estamos preocupados com a sua segurança e a seguranças de outras pessoas. Qual era a idade do moço que acabou de sair? 

 - Ele tem idade suficiente - falei, me recostando no travesseiro.
 Espreguicei para disfarçar como estava me sentido desconfortável.
 Esse tipo de confronto era inédito para eles. Meus pais normalmente tinham uma discussão acalorada, na minha presença, sobre como lidar comigo, depois meu pai me mandava para uma luxuosa viagem de férias - como a que eu estava prestes a fazer com a Rosé.
 Minha mãe aliviou as rugas de arrependimento que atravessavam sua testa.
 - Seu pai e eu decidimos... - Ela pigarreou. Apesar da irritação, ela estava insegura.
 - Hynae... Continue. - Disse Sunmi.
 - Você está de castigo! - Minha mãe se obrigou a dizer.
 - Eu estou... O quê? - Dei uma risadinha na última palavra, totalmente descrente. Eu nunca tinha ficado de castigo na vida, nem mesmo quando era novo para realmente ficar de castigo.
 Minha mãe balançou a cabeça, depois recuou até meu pai. Ele a abraçou como se os dois estivessem identificando meu cadáver.
 Sunmi assumiu.
 - Sua viagem para o mar do Sul da China com a Rosé foi cancelada, assim como seus cartões de crédito e o acesso às casas e aos funcionários da família. Você pode ficar aqui por mais noventa dias. Deve procurar um emprego e, depois que reembolsar seus pais pelos estragos que provocou a esta casa, alguns de seus privilégios voltarão.
 Cerrei os dentes.
 - Vai se fuder, Sunmi.
 Sunmi não se abalou.
 - Jimin, é sério - disse minha mãe. - A Joy e o Jean receberam ordens para manter comida na despensa e limpar os aposentos principais. Tirando isso, é tudo por sua conta.
 - Me deixa entender. Vocês vão me deixar sem um centavo, sozinho... Já que a Rosé vai viajar sem mim... Sem carro, mas querem que eu arrume um emprego e trabalhe até ganhar dezenas de milhares de dólares ao mesmo tempo em que pago pelas necessidades básicas e pelo aluguel? Gasolina, táxi, papel higiênico, comida? Como vou conseguir fazer as duas coisas? Vocês têm ideia do valor do aluguel nesta cidade? O que vocês estão propondo é uma bobagem.
 - Não estamos propondo - salientou Sunmi. - A partir de agora, a sua vida vai ser assim.
 Cruzei os braços.
 - Tenho certeza que as minhas maluquices fizeram o seu salário diminuir, Sunmi.
 - Passarinho - meu pai começou mas, Sunmi levantou a mão.
 - Já conversamos sobre isso,
Sr. Park. Jimin, não se trata de mim. A questão aqui é você.
 - O que você ganha com isso? - Perguntei, fervendo de raiva.
 - Nada. O meu trabalho é zelar pelo bem-estar da família.
 - Não por muito tempo - alertei. - Não esqueça que quem paga as contas não é minha mãe, e o meu pai não concorda com as suas merdas. - Apontei para ele. - Pai, você não pode deixar que ela faça isso.
 - É melhor assim - disse ele, sem convicção.
 - Melhor pra quem? Vocês me criaram pra ser assim. Agora vão me punir por causa disso? Eu não era assim. Tentei ser bonzinho para chamar a atenção de vocês, mas nada funciona!
 - Culpa - disse Sunmi.
 - Nós estamos em uma cidade turística! Nenhum emprego aqui vai me pagar o suficiente para pagar o que devo, o aluguel e as contas! Vou levar literalmente anos!
 - Argumentação - disse Sunmi.
 Como meu pai não deu nenhum sinal de desistir, fiz beicinho e sentei de pernas cruzadas para parecer uma criança.
 - Eu sei que errei. Vou melhorar, pai. Eu juro.
 - Barganha - disse Sunmi.
 Uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
 - Vou odiar vocês depois de tudo. Isso não vai nos aproximar. Eu nunca mais vou falar com vocês.
 Sunmi pigarreou.
 - Manipulação. Essas lágrimas são instrumentos, Hyuk.
 - Vai se fuder, sua filha da puta desgraçada! - Agarrei os lençóis e quiquei no colchão conforme gritava.
 Os olhos dos meus pais se arregalaram. Sunmi pareceu aliviada.
 - Pronto. Esse é o Jimin de verdade. Você não está desamparado. Ainda pode usar a casa. A Joy vai garantir que o básico seja fornecido. O resto, como a Hynae disse, é por sua conta.
 Meu pai me observou com sofrimento nos olhos. Eu sabia que isso o estava matando por dentro.
  - Nós te amamos de verdade. Você está certo, passarinho, nós erramos com você. Esse é o único jeito que temos de consertar tudo.
 - Eu sei - concordei, entredentes. - Deixar alguém encarregada do meu destino sempre foi o seu jeito de agir.
 Ele se encolheu, e minha mãe o conduziu para fora, pelo corredor. Sunmi ficou para trás, com um sorriso convencido no rosto.
 - Você pode ir - falei, olhando pela janela do outro lado do quarto onde, apenas meia hora atrás, Rosé e eu admirávamos a beleza de Momo e conversávamos sobre eu não destruir o coração da garota.
 - Você pode ligar para seus pais, Jimin. Mas não pra torturar, não pra implorar, não pra tentar mudar a opinião deles. Vou estar com os dois pelos próximos três meses. Sua conta de telefone foi transferida pro seu nome, e é sua  responsabilidade. Você tem um pacote básico até poder pagar por um melhor, então use com moderação.
 Virei para ela, esperando matá-la com o olhar.
 - Por que você ainda está aqui?
 - É importante você usar esse tempo para melhorar. Isso vai mudar sua vida, Jiminie. Aproveite. O que os seus pais estão fazendo é a coisa mais difícil que eles já fizeram, e eles estão fazendo isso porque te amam.
 - Ai, meu Deus, Sunmi. Você tem razão. Estou curado.
 Sunmi soltou uma risada.
 - Estou feliz por você ter mantido seu senso de humor.
 - Isso não foi humor, sua imbecil; foi sarcasmo. Pode ir embora com os meus pais ingênuos, sua cobra gananciosa e calculista.
 - Tudo de bom, querido. Espero falar com você em breve.
 - Espero que você mande uma mensagem de texto para os meus pais, pedindo dinheiro, e que os dois segundos depois um caminhão bem grande te atropele.
 Sunmi não pareceu chocada, mas triste, e virou em direção à porta sem dar mais uma palavra. Ela cochichou com os meus pais, Joy e Jean, antes de a porta da frente se fechar e o carro sair pelo portão.
 Soquei o colchão, gritando o mais alto que pude. As palavras que saíam da minha boca não faziam sentido algum, mas foi a única coisa que me ocorreu fazer naquele momento.
 Segui rapidamente pelo corredor me direção ao quarto de Rosé. Sua cama estava feita, o quarto estava vazio e a bagagem tinha desaparecido.
 - Que porra é essa? - Falei, correndo de volta para o meu quarto em busca do celular. Disquei o número da Rosé.
 Ela atendeu de imediato.
 - Jiminie? Ai, meu Deus, querido, estou no carro com o Marco. Eles mal me deram tempo de me vestir. A Joy estava com as minhas coisas arrumadas e perto da porta quando voltei para o meu quarto.
 - Eles também te expulsaram?
 - Não. Eles querem que eu vá para Sanya. Disseram que você precisa de um tempo sozinho.
 - Ah, puta merda. Vou ficar longe de todo mundo?
 Rosé ficou calada.
 - O que você vai fazer? A mamãe disse que cortou tudo.
 - Eu... Eu não sei. Não pensei ainda. Acho que eu... - Se eu pedisse dinheiro à Rosé, seria tão patético quanto todas as vacas interesseiras das quais reclamávamos desde a adolescência.
 - Eles me proibiram de te ajudar - minha irmã comentou, parecendo derrotada. - Mas deixei todo o dinheiro que eu tinha na minha mesinha de cabeceira. Acho que tem uns oitocentos ou novecentos dólares. Ela pegou seu passaporte e cortou todas as suas contas. Eu sinto muito.
 - Você sabia que isso ia acontecer? Foi por isso que voltou pra casa?
 - Claro que não. Você é meu irmão, Jiminie...
 - Vou ficar bem. Obrigado pela grana. Quando a raiva passar, eles vão se sentir mal e mudar de ideia.
 - Não - Rosé sussurrou. - Eles passaram o controle para a Sunmi.
 - Isso é ridículo. Não é possível.
 - Eles assinaram um termo. A Sunmi precisa assinar pra liberar todo o dinheiro e todos os serviços destinados a você. Foi isso que a mamãe me falou. A Sunmi estava falando sobre abrigos em Estes Park. - Eu nunca tinha visto a Rosé com medo.
 - Isso é simplesmente... absurdo. Depois que o papai abandonar essa merda de intervenção, ele vai mandar a Sunmi pastar. Ele me ama mais do que a própria consciência, mais do que a mamãe... E definitivamente mais do que um maldito contrato com uma falsa terapeuta. 

- Exatamente. Ele te ama mais que tudo, Jiminie. Mais do que a culpa ou o orgulho dele, ou a raiva que você está sentindo. Até mais do que a mim.

 - Isso não é verdade, Rosé. Você é a filha boa.
 - E você é o filho que exige mais atenção.
 Meu peito doeu. Era verdade, e isso deixava tudo mais doloroso. Eu não sabia que Rosé pensava em mim desse jeito, e sua opinião era a única que me importava.
 Ela continuou como se não tivesse acabado de arrancar meu coração.
 - É cedo demais para ligar, mas eu não contaria com a ajuda deles tão logo. Eles estão falando sério desta vez. Você foi longe demais.
 - Você precisa conversar com eles.
 - Já tentei. E tentei conversar com você também, se é que você se lembra.
 - Rô. Você é minha irmã. Me ajuda.
 Ela fez uma pausa de vários segundos, depois suspirou.
 - Já estou fazendo isso.
 Apesar de Rosé não poder me ver, fiz sim com a cabeça, depois levei os dedos à boca. Ela estava certa, mas isso não era justo. Havia maneiras menos dramáticas de meus pais provarem que estavam certos.
 - Boa viagem - desejei.
 - Sinto muito, Jiminie.
 - Ãhã - falei, apertando o botão para desligar. O celular despencou da minha mão para a cama. Olhei pela janela, para a neve que caía nas árvores. 




 "Arrumar um emprego? Sou formado em cerâmica. Onde diabos vou arrumar um emprego em Estes Park?" 
  
 
  


Notas Finais


É issooo!!! Espero que tenham gostado😘

Até o próximo capítulo.


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