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História MY LITTLE ANGEL (uma fanfic lored - the conjuring) - Capítulo 29


Escrita por: prettyfmga e dchsstan

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 29 - Flashbacks


Lorraine observa o pai andar de um lado para o outro na sala de casa. Conversava com ela com certa intimidade e um sorriso no rosto, coisa que só tinha aprendido a fazer, depois que ela havia se tornado adulta.

Sua infância não fora lá das melhores, e, por parte, culpava o pai por isso. Não frequentava muitos lugares publicos alem da escola e da igreja, que muitas vezes era obrigada a ir por conta de pesadelos escandalosos durante a madrugada.

- Como você cresceu rápido... - O rapaz diz, com os olhos azuis cheios de admiração. - Você era uma bebê menor que Judy até um dia desses.

- Pois é... - Georgiana suspira e um silêncio pertubador se instala no cômodo.

Lorraine fecha os olhos ao se lembrar de cenas da infância. Em um dia espcifico no qual o pai fora chamado na escola e forçado a sair do trabalho, pois sua presença no colégio era importantissima.

𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊 𝐎𝐍

- O que você fez? - O homem pergunta assim que entra na sala e vê Lorraine sentada em frente a madre superiora de seu colégio católico.

- Eu... vi um senhor. Ele era pálido e triste, mas não me disse o porquê. - A garotinha afirma, com esperança de que o pai entenda. - Ele tinha um furo na testa, parecia uma marca de tiro.

A madre superiora e Phillip trocam olhares rápidos.

- Não, Lorraine. Você não viu. - A mulher reprime fazendo o sinal da cruz na testa da menina.

O silêncio se estala por uns segundos até que o homem finalmente pergunta.

- E por que me chamaram aqui?

- Bom... já haviamos alertado sobre esse comportamento de sua filha ser péssimo para um colégio católico. Não é bom para as outras crianças ouvir que a colega de turma, vê gente morta. - A mulher diz, alternando o olhar de Phillip á Lorraine, suas semelhanças eram impressionantes. - Além disso, a aparência de sua filha está fora dos padrões da escola de novo, algo que já foi avisado.

- Eu não recebi nenhum desses avisos. - Ele esbraveja, olhando para Lorraine achando que ela talvez pudesse ter omitido algo.

A garotinha encarava os pés em silêncio. Sabia que ele não havia acreditado, e não era a primeira vez. Isso lhe renderia um castigo enorme.

- Você e sua esposa assinaram um contrato quando matricularam sua filha aqui. Nele estavam todas as regras do colégio. Avisamos a mãe da garota sobre os comportamentos e também sobre a aparência, e esperávamos que vocês resolvessem essa questão.

- Tudo isso por quê eu vim para a escola de cabelo solto? - Lorraine resmunga em sua cadeira, tão baixo que nem seu pai, nem a madre foram capazes de ouvir.

- Se olhar bem ao pátio, pode ver que todas as garotas usam coque no cabelo. A maioria está falando sobre domigo, quando cada família foi visitar a igreja. - A moça suspira, e então Lorraine foi capaz de olhar para seu rosto, frustrada.

- Mas, pai... eu gosto do meu cabelo solto. Mamãe disse que ele é bonito e que eu podia vir para a escola assim. Ela também falou que não tem problema eu ver esse tipo de coisa, porque foi um dom que Deus me deu. - A menina argumenta e recebe um olhar furioso do pai.

- Georgiana não me falou sobre. Sinto muito. - Ele diz, observando a mulher como se pedisse desculpas. Aquilo renderia até uma discussão entre ele e a esposa. - Prometo que não vai se repetir.

- Sobre isso... - Madre suspira, levantando da cadeira onde estava sentada. - Nós não queremos ela por aqui mais. O colégio não consegue arcar com a rebeldia e com o demônio.

- Que demônio? - Lorraine pergunta, de forma inocente.

- Seus “dons” - Ela responde, fazendo aspas com os dedos. - Então... Peço que leve sua filha para casa. E encerramos o contrato por aqui.

-

Lorraine mantinha a cabeça baixa, sentada no banco de trás do carro. Ajeita a saia bege com as mãozinhas trêmulas e logo encontra os olhos do pai a observando no retrovisor.

- Pai... Eu não estava mentindo. Eu vi mesmo um homem. - Ela diz, porém não obtém resposta alguma. - E eu sei que não acredita... Estou muito encrencada?

- A gente conversa quando chegarmos em casa. - É a unica coisa que o homem diz, e logo volta a atenção para a estrada.

- Não acha que meu cabelo é muito mais bonito solto? Pra que esconder? Por que deixar preso o tempo todo? Eu gosto tanto dele assim... - Ela continua.

- Chega! Já chega. Você só tinha um único trabalho, que era seguir as ordens da escola. Mas você foi vaidosa o suficiente para quebra-las e sua mãe te mimou o suficiente para encobrir todos os erros. - Ele grita, segurando o volante com força, fazendo a garotinha derrubar uma ou duas lágrimas pelo rosto corado.

- Tudo bem, Pai... Me desculpa. Não vai mais acontecer... - A pequena Lorraine fala, secando as lágrimas com a blusa. - Prometo me comportar.

-

- Georgiana? - O homem chama, ao entrar em casa, puxando Lorraine para que se sentasse no sofá.

- Estou aqui. - A mulher diz. Vindo da cozinha com uma xicara de café preto nas mãos.

- Me diz o que é isso? - Ele reclama, passando a mão pelo cabelo da filha, de maneira que a fez gelar.

- Cabelo? Se for por quê ele está solto, eu só... Achei que fosse melhor para ela não ficar se escondendo o tempo todo. Acho o cabelo dela tão bonito solto. Não acha? Os cachos realçam tanto os olhos azuis e a bochecha... - A moça suspira e recebe um olhar de desaprovação do marido.

- Vai buscar o milho, por favor. - Phillip resmunga.

- Não, Phillip. Não faz isso com ela. De novo não... - A mulher meio que choraminga, puxando a filha para proximo de si. - Lorry está crescendo, amor. Ela está aprendendo a amar o próprio corpo, em cada perfeição e defeito.

- Vaidade é um pecado capital, além disso, você está alimentando isso. Você está deixando que a garota faça o que quer, por isso ela continua desse jeito.

- Você está dando esse escândalo todo por que sua filha foi com o cabelo solto para a escola? - Georgiana continua, aumentando o tom de voz.

Como se visse o futuro — e naquele momento pode realmente ver — Lorraine sentiu que se os dois continuassem discutindo, algo pior poderia acontecer. Até uma agressão dentro de casa.

- Deixa, Mamãe... Eu pequei. - A menina suspira, indo ela mesma pegar o milho para que o pai a castigasse.

Georgiana chorou enquanto via Lorraine ajoelhada no milho durante quase duas horas. Para a pequena era normal: estava acostumada a aquilo. E em sua cabeça, era sortuda porquê não apanhava como suas colegas de turma. Phillip era rígido, porém nunca sequer teria coragem de bater na filha. Por mais que fosse duro com a garota, só queria que ela crescesse entendendo que o mundo não era colorido e mágico como ela pensava, e que se ela não aprendesse a viver da maneira certa, podia acabar sofrendo na vida. Queria apenas que ela se tornasse uma mulher forte. Mesmo que teimosa, ele a amava. Era ela, a menininha dele, e sua única filha.

𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊 𝐎𝐅𝐅

- Lorraine? - Ela volta a realidade ao ouvir a mãe chamar. - Ficou parada por quase cinco minutos olhando para porta. Está preocupada com Ed?

- Ed? - Ela pergunta, olhando em volta, já se levantando

- Ele saiu com Judy. Pedi para que ele fosse no mercado ali na esquina comprar chá. - Ela suspira. - Agora me conta. Como você está? Sabe... Com tudo isso. O acidente...

- É complicado... - A mulher murmura, se sentando novamente ao sofá.

- Então conte... - A mais velha diz, olhando atentamente a garota a qual ela havia feito e criado.

- Sinto falta dele. Da forma como ele me tratava ou cuidava de mim. - Lorraine fala, abaixando a cabeça ao encontrar os olhos do pai a encarando.

- Deve estar sendo difícil... - Georgiana diz, se sentando ao lado da filha.

- Muito difícil, sabe... Eu amo ele. Muito. Vocês dois devem saber o quanto. E ele esta lembrando, aos poucos. Não rápido o suficiente... Eu nunca entendi a importância do toque, do toque dele, até não ter mais. - A morena suspira.

- Tenha fé. - Phillip diz, fazendo Lorraine gelar ao se lembrar novamente daquele dia na sua infância. - Isso vai passar.

-

𝐀 𝐂𝐀𝐌𝐈𝐍𝐇𝐎 𝐃𝐎 𝐌𝐄𝐑𝐂𝐀𝐃𝐎

-

Ele caminha lentamente pelas calçadas, atento a velocidade que as pessoas andavam. Pareciam ter pressa para chegar ao destino, coisa que ele certamente não tinha.

Olhou apenas para o caminho em sua frente ao pensar na lembrança fresca em sua memória: seu casamento.

𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊 𝐎𝐍

Ed estava nervoso e trêmulo em pé ao lado do padre. Aquele era um dia especial e nunca esqueceria, além disso, estava demorando para que Lorraine, o amor de sua vida, entrasse, e isso lhe deixava ansioso.

Não haviam muitas pessoas presentes naquele lugar simples. No máximo vinte amigos próximos do casal, os pais de Lorraine e a Mãe de Ed. — Não queriam um casamento exagerado, até por quê não tinham dinheiro suficiente para arcar com os custos.

Queria apenas se casar com o amor de sua vida perante a Deus, todo poderoso, e tê-la ao seu lado para o resto de suas vidas.

Sente sua respiração cessar bruscamente quando todos ali ficam em pé e a música começa a tocar. Algumas pessoas entram, mais o olhar se prende a mulher no fim.

Tinha seu cabelo preso em um coque e seu rosto de porcelana sem maquiagem nenhuma. O vestido branco ia até o chão, com um bordado brilhante e quase transparentr de flores sobre ele. Ela ela, O amor de sua vida, que caminha lentamente sobre o tapete vermelho até chegar ao altar, recebendo olhares de todos pelo caminho.

Quase uma hora se passa enquanto o padre recita palavras que os dois não eram capazes de ouvir: tudo que queriam era apenas um ao outro. Se encaravam enquanto tinham suas mãos dadas. Ali, Lorraine admirava a calmaria dos olhos do futuro marido e pensava em como queria passar dias e mais dias ao lado dele. Ed observava as bochechas coradas da mulher, imaginando quantas noites ele dormiria acariciando elas com a futura esposa em seu peito.

Enfim, o padre faz uma pausa de dois segundos, olhando para os convidados e enfim para o casal a sua frente.

- Você, Edward Miney Warren, aceita Lorraine Rita como sua esposa para amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe? - Ele pergunta trêmulo.

- Nada me faria mais feliz do que estar ao seu lado até o dia de minha morte. - Ele fala baixo, olhando a mulher nos olhos azuis prestes a derrubar lágrimas - Sim, eu aceito. - Ed fala naturalmente, com um sorriso inexplicável no rosto e logo recebe uma aliança na palma de suas mãos.

Segurando a mão delicada da mulher, ele coloca devagar a aliança dourada no dedo fino de Lorraine, que agora ja se encontrava em um pranto imenso.

- Você, Lorraine Rita, aceita Edward Miney Warren como seu marido, para amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe? - O padre pergunta novamente, para Lorraine dessa vez.

- Quero passar o resto da minha vida ao seu lado. - Ela sorri. - Sim, definitivamente sim.

Ela faz o mesmo, colocando a jóia nos dedos grotescos do marido, sorrindo e mantendo contato visual a cada segundo.

- Então, pelo poder dado a mim por Deus e a igreja, eu os declaro marido e mulher. - O homem grizalho sorri. - Pode beijar a noiva.

Ed puxa a esposa pela cintura e ela logo cruza os braços por tras de seu pescoço, selando seus labios em um beijo caloroso.

𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊 𝐎𝐅𝐅

Ele interrompe os pensamentos ao entrar no mercado parcialmente vazio, e segue seu caminho até um corredor de prateleiras cujo tinha a palavra "chá" escrita no letreiro.

Ele para ao lado de uma prateleira observando uma variedade imensa de chás, e ele não fazia ideia de qual levar. Georgiana apenas lhe pediu chá, e ele assim obedeceu, seguindo seu caminho ao mercado.

Seus olhos correm pelas prateleiras e logo param em uma caixinha amarela específica. Sentiu a dor de cabeça intensa novamente ao pegar a caixa em suas mãos. Lembrou de todas as vezes em sua vida que viu Lorraine com aquela caixa em mãos, ou uma xícara de chá, daquele chá.

Era chá de lavanda, o favorito dela, ideal para acalmar os nervos que seus casos traziam. E ele foi capaz de lembrar. Lembrou de algo que a fazia feliz, e isso aqueceu o coração do homem, deixando-o contente por, talvez, depois daquele dia agitado, ele ainda pudesse tirar um sorriso do rosto da mulher.

- Lorraine. - Ele fala baixo, para si mesmo, com um sorriso imenso ao lembrar da mulher.

Os segundos seguintes se resumiram em Edward Warren agindo como um adolescente apaixonado, comprando o chá favorito de sua amada, e caminhando feliz e radiante de volta para casa com a filha adormecida no colo.

No caminho, ele para em frente a uma floricultura e observa a vitrine, lembrando da voz da esposa alguns dias atrás, lhe dizendo: “Você plantou elas lá. E quando eu ficava brava, por qualquer coisa, você saía e voltava com uma flor daquela para mim. Dizia que a única coisa mais brilhante que aquela flor, era o meu sorriso. E então... Eu sorria. Por quê me sentia amada e cuidada quando você fazia isso...”

- Posso ajudá-lo? - O dono diz, assim que Ed entra na loja fria, observando o bebê que dormia calmamente nos braços do pai.

- Eu... Quero levar uma margarida.

- Uma? - O homem pergunta, estranhando tal pedido.

- Sim. Apenas uma. - Ed sorri de lado sem mostrar os dentes, tirando a carteira do bolso.

- Um dólar, então. - O dono suspira assim que recebe a nota em mãos, e entrega a flor na mão direita de Edward, que agora segura a flor com uma mão e a filha com a outra, segurando a sacola com o chá no braço.

“Ela vai gostar” - Ele respira fundo e sorri ao pensar.

-

𝐃𝐄 𝐕𝐎𝐋𝐓𝐀 𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐂𝐀𝐒𝐀

-

- Ed? - Lorraine pergunta lá da cozinha, ouvindo a porta bater.

- Sim. Pode vir aqui? - Ele fala, deixando-a desconfiada, por algum motivo.

Uma energia boa carregava a sala quando Lorraine entrou. Lhe trazia paz, quase como se fosse o Ed dela voltando de um dia de trabalho cansativo. Pode ver Edward totalmente cansado, colocando a filha para descansar no sofá e logo a olhando com um sorriso lindo, que por um segundo a fez esquecer como se respira.

- Trouxe chá... De lavanda... sabe... O seu favorito. - Ele sorri sem jeito, entregando a sacola nas mãos da mulher, fazendo-a corar e sorrir olhando para ela.

- Obrigada. - Lorraine diz, agora encarando os pés, com as bochechas vermelhas.

- Também lhe trouxe isso. - Ed fala, e estende a mão com a flor para a esposa. - Lembra?

- Me lembro... - Ela suspira, pegando a flor nas mãos.

- A única coisa que brilha mais do que ela, é o seu sorriso. - Ele fala.

E então... ela sorri, se esquecendo de todos os problemas e preocupações. Apenas sorri.


Notas Finais


— by ágata and julia. ♡︎


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