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História My little babies - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá pessoinhas, voltei com mais um capítulo

Achei que este capítulo está meio bosta, já que estou meio sem inspiração ;_; mas dei o meu melhor.

Capítulo 2 - Too late


Fanfic / Fanfiction My little babies - Capítulo 2 - Too late

As batidas pareciam estar se afastando da janela, minhas mãos tremiam junto com minha respiração tensa e ofegante

- tu-tudo bem, me diga antes quem é você – olhei para frente aterrorizado

- não há tempo para explicar, antes me diga de onde as batidas e a luz estão vindo

- por que eu deveria confiar em você? Não conheço você e não sei o que está acontecendo – olhei para baixo com um olhar mórbido – só quero que isso pare

- se cooperar posso ajudar

- tá bom – suspirei, o cansaço me pesava o corpo – as batidas estavam vindo da janela do meu quarto, parece que pararam agora

- então... Ele deve ter ido embora

- ele quem?!

- O... – a ligação caiu

- mais que merda – olhei o celular, as batidas começam de novo, vindas de dentro da casa. Voltei para a cama com o celular em mãos e me encolhi, os sons se aproximaram da porta, me encolhi nos cobertores, implorando para o que quer que fosse não entrasse no meu quarto. Felizmente, ele foi para uma outra direção. Depois de mais longos e tortuosos minutos os barulhos e as luzes desapareceram, dessa vez não foi no mesmo horário, dessa vez não foi pontual. Passei mais alguns minutos esperando outra ligação, mas o número não retornou. Acabei adormecendo.

08/05/2020

[07:00]

Acordo com o som irritante do despertador, a música me irritou menos hoje, estava com menos sono que o normal. Me sentei na cama desligando o despertador, olhei para baixo pensando no que houve noite passada, pensando nas palavras daquele sujeito. Me levantei depois de uns segundos e me dirigi á cozinha, como sempre, a geladeira está cheia, mas meu apetite é nulo. Fiz um pouco de café e vesti o uniforme, logo saí de casa. Me dirigi ao ponto como faço todos os dias, hoje o velho não estava lá, graças a Deus. Esperei entediado por alguns minutos, meu celular estava quase sem bateria pois ficou na minha mão a noite inteira, quero guardar bateria para caso haja alguma emergência. Observo o ônibus se aproximar, ele para lentamente, abrindo as portas. Subo e passo o cartão

- bom dia – a voz grossa do cobrador quebrou o silêncio, decidi ignorar dessa vez – como está sua Miranda, Kennedy?

Olhei para ele espantado, como esse cara conhece minha irmã e como sabe meu nome?

- eu te conheço? – olhei ele sério, o mesmo riu da minha cara

- eu sou amigo dela, não cheguei a te conhecer pessoalmente mas ela me mostrava fotos – continuou, estranho, minha irmã nunca foi de ter muitos amigos, principalmente depois que nossos pais faleceram. Não estou afim de lidar com ele, ultimamente eu já acordo cansado. Passei e fui só meu acento preferido. Encostei a cabeça no vidro, olhei para o homem ruivo, ele conversava com o motorista, o ônibus barulhento não me deixou ouvir.

[12:30]

Tentei pegar a bola, sem sucesso, acabou rolando para a base adversária

- eeeh Kennedy – um pedaço de merda aleatório gritou, não me importo mais, já estou acostumado com isso. Nunca fui bom em queimada, na verdade acho que nunca fui bom em nenhuma das aulas de educação física, mas eu pelo menos ganho pontos pela participação, ou ao menos é isso que o professor chama de participação. Por sorte a bola nem chegou perto da minha mão, então ainda estou no jogo. Eles jogam a bola alta de um lado para o outro, nosso time se aglomera nos cantos opostos á bola conforme ela se aproxima, até que em um momento eles decidem lança-la na expectativa de acertar alguém, infelizmente será o azarado que estiver na frente. Já que estamos aglomerados é difícil de se esquivar. E infelizmente, o azarado sou eu. A bola acerta com força minha barriga, me encolho com dor. Eu não me esforcei para desviar, não queria estar alí, quero ir para casa logo, ainda temos mais uma aula.

Sento-me no banco e observo restante do jogo, penso sobre noite passada. Aquela ligação foi estranha, acho que vou comprar uma venda e ignorar essa luz, sim, é isso que eu vou fazer! Meus pensamentos são interrompidos quando ouço o professor mandando todo mundo subir, agora é aula de produção textual. Até de gosto dessa matéria, mas depois da aula de educação física?...

[12:10]

Saio da escola e olho para os dois lado, já encima da faixa de pedestres, estava prestes a atravessar quando um carro passa raspando por mim. Entrou sem bater a maldita seta. Meu coração acelerou-se pelo susto, mas ignorei isso, preciso comprar a venda antes que o ônibus passe. Fui até a casa legal, acho que não vai ter uma venda aqui, o que estou fazendo!? Peguei um pano qualquer e fui até o caixa, o moço passou para mim. Coloquei a mão no bolso para pegar o dinheiro, então...

Não tinha dinheiro

- como assim? – pensei, vasculhei os bolsos procurando o dinheiro, a minha mochila, até meu celular, não tinha nada... Tive que cancelar a compra.

Quando estava voltando ao ponto avistei o meu ônibus saindo...

[13:20]

Abri a porta e entrei rapidamente, minha irmã estava sentada no sofá com seus cabelos bagunçados e espalhados pelo seu rosto. Isso não é normal, pelo menos não vindo dela e em pena 13:00 da tarde

- irmã? Acordou a essa hora? - olhei-a fechando a porta atrás de mim

- oi irmãozinho – ela me olhou com um sorriso brilhante, quando falava seus lábios faziam uma movimentação estranha

- o que te deixou tão feliz? – sorri levemente com sua felicidade estranha

- John veio me visitar ontem a noite – suas mãos de juntaram sobre sua barriga

- ontem a noite? Quando? – meus olhos se dirigiram ao seu útero, não pude conter a expressão de espanto

- enquanto você dormia – a mesma me olhou inocentemente

Me surpreendi, ele veio enquanto eu dormia?! Desse jeito vou ter que comprar um tapa ouvidos também...

[23:00]

O dia está quase no seu fim, hoje foi meio estranho. Fiquei no quarto como de costume, no entanto, ouvi sons estranhos o dia inteiro, minha irmã ria e falava sozinha de uma maneira um tanto quanto bizarra. Pelo menos ela está feliz. Arrumei um pano qualquer e fui para a cama, amarrei-o em frente aos meus olhos e me deitei. Me encolhi no cobertor, depois de alguns minutos o som começou. Apertei os lençóis e tentei ignorar

ele passou pela minha janela

Depois de um tempo ouvi o som vindo da sala, e passar para o quarto de minha irmã. Decidi ficar quieto para ouvir, e em meio às batidas metálicas eu ouvi... Vozes... Parecia uma...

You believe god is a woman

Meu celular toca me impedindo de ouvir

- merda – levantei bruscamente, arrancando a faixa que cobria minha visão e fui pegar o celular. Desliguei sem nem ao menos ver quem era. Assim que desliguei o número ligou de novo. Ele não parou de ligar, desliguei o celular mas ainda sim continuou tocando

- isso- isso não é possível – olhei o celular assustado e atendi – alô?

- sou eu de novo, gostaria de pedir que coopere, rápido – ao ouvir a voz grossa grunhi

- tá bom – olhei para os lados

- essa coisa está atrás de sua irmã, não deixe que ela entre no quarto dela

- por que?

- ele quer se reproduzir, vai colocar os ovos dentro do útero dela

- QUE?!

- xiiiu, ele pensa que você está dormindo

- tá bom, mas quem eu você?

Ouvi ele dar uma risada irritante

- vai logo, eu sou- a ligação caiu... corri para a porta, girei a maçaneta e empurrei-a, estava trancada. Bati na porta, as batidas metálicas dentro do quarto não cessam, pode ser que já seja tarde demais... Encosto minha cabeça no meu pulso por uns instantes, escorrendo pela porta

O que eu faço? não posso simplesmente ignorar esse problema, não quero perder a única família que eu tenho...


Notas Finais


Agora Kennedy finalmente sabe o que está atrapalhando seu sono a quase um mês, não pode simplesmente ignorar a situação, o que ele deve fazer? Deixe nos comentários :')







AAAAAAAAA


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