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História My Little Boy - HyunIn - Capítulo 6


Escrita por: whats_be

Capítulo 6 - 06. chapter six ; I'm here with you.


Fanfic / Fanfiction My Little Boy - HyunIn - Capítulo 6 - 06. chapter six ; I'm here with you.

. Eu estou aqui com você.

••• 🌠 •••

— Faça um pedido, Jeong — disse Aurora, acariciando os fios lisos do garoto.

Agora estávamos batendo parabéns para o garoto, que parecia estar extremamente feliz. Aurora realmente tinha feito o bolo e alguns docinhos e nós havíamos ajudado ela, deixando o garoto tão feliz. Acho que em todo esse tempo por aqui, eu nunca havia o visto rir tanto.

Ele me olhou e sorriu, depois fechou os olhos e assoprou as duas velas.

— Elisa está chegando com seu presente — a mulher avisou, fazendo o sorriso de Jeongin sumir.

— Ela vai vir? — ele arqueou uma das sobrancelhas.

Aurora assentiu e eu vi Yang adquirir uma expressão indecifrável em seu belo rosto. Ele parecia sério e incomodado. A atenção de todos foi voltada para a porta, ao escutarmos batidas.

— Deve ser ela — a irlandesa correu um pouco até a porta.

— O que foi, meu bem? — aproveitei nosso momento rápido a sós para perguntá-lo. 

— Elisa é a filha da titia Aurora… — ele ia falar mais alguma coisa, mas logo foi interrompido por uma voz feminina.

Jeonini! — uma garota muito bonita exclamou, caminhando para mais perto.

Eu não podia negar, a garota realmente era bonita e se parecia com Aurora, que também era bonita. Confesso que fiquei chocado ao saber que a irlandesa tem quarenta e cinco anos, porque realmente não parecia. Achei que ela tivesse pelo menos, uns trinta e três. 

A garota que acabara de chegar era ruiva de olhos verdes, sua pele era extremamente branca e ela tinha sardas por quase todo o rosto. Suas bochechas eram bem rosadas e ela não era tão magra quanto o padrão. Seus traços irlandeses eram fortes. Ela tinha o nariz um pouco grande demais, mas nada que a impedisse de continuar sendo bonita. Seus olhos também eram um pouco afastados, mas ela tinha belos olhos e o seu cabelo ondulado e comprido estava trançado. Ela parecia ter a mesma idade de Jeongin, talvez alguns anos mais velha.

— Não me chame assim, sabe que não gosto — ele cruzou os braços e ela riu.

— Tudo bem, Jeongin — ela o olhou. — Tome seu presentinho. — Deu uma sacola para o garoto, que mesmo receoso, a pegou.

— Obrigado — seu tom saiu seco.

— Vamos partir o bolo — Aurora tentou “esfriar” o clima “fervente” que ali se instalou, já partindo o bolo. — Para quem vai o primeiro pedaço? Hum? — entregou um prato com a fatia de bolo para o mais novo. — Não se esqueça de que eu cuido de você desde os três anos. — Ela sussurrou, fazendo o garotinho rir.

— Vai para o meu Hyuni — ele deu ênfase no “meu” e me entregou o prato. Eu sorri para ele e peguei.

— Quem é Hyuni? — a tal Elisa me olhou. — Você? — ela apontou para mim e sorriu.

— Não o chame assim! — bateu o pé no chão. — E também, não te interessa.

— Sem brigas, por favor — a mais velha dali olhou para os dois.

— Mas eu nem fiz nada — a garota deu de ombros. — Olá, sou Elisa — ela estendeu a mão para mim.

— Olá, Elisa — eu sorri forçado, olhando para a mão dela e depois para ela.

— Ah… — ela pôs as mãos para trás, meio sem graça.

Vi Yang cerrar os olhos em direção a garota, que sorriu para ele. Qualquer pessoa que estivesse ali conseguiria sentir aquele clima nada bom. Aurora tentava descontrair com piadas, oferecendo pedaços de bolo e docinhos.

Eu estava sentado no sofá, com Jeongin ao meu lado comendo alguns docinhos. Eu conseguia sentir o olhar de Elisa sobre nós. Ela estava à nossa frente, encostada no corrimão da escada. 

— Quer, Hyuni? — o menor aproximou o docinho de minha boca. — Você comeu quase nada.

Eu sorri para ele e abri a boca, comendo o docinho que estava em sua mão. Escutei ele rir baixinho e senti um beijo em minha bochecha.

— Obrigado, Hyuni — ele acariciou minha bochecha, sorrindo. Eu passei meu dedo indicador por sua covinha e olhei para cada detalhe seu.

— Pelo quê? 

— Por me fazer feliz, oras — ele pegou minha mão e beijou. — Você está sendo a melhor coisa que me aconteceu até agora — eu me derreti com suas palavras, sentindo meu coração ficar quentinho.

— Oh, meu neném — beijei sua testa, suas bochechas e a ponta de seu nariz, escutando ele rir baixinho e vi suas bochechas ficarem rosinhas. — Fico feliz em saber disso e digo o mesmo.

— Tia Magan está sabendo? — escutei Elisa se aproximar e perguntar – e nos interromper também –.

Eu e Jeongin olhamos para a irlandesa à nossa frente. — Sobre? — indaguei, confuso e franzindo o cenho.

— Que vocês estão namorando — ela apontou para nós. — Sinto tanto por tia Magan ter um filho assim — ela olhou com desprezo, e antes que pudéssemos dizer algo, a mãe da garota apareceu na sala.

— Jeongin! Jeongin! — a irlandesa mais velha tinha lágrimas nos olhos e parecia nervosa.

— Oh, titia, o que aconteceu? Por que está assim? — o mais novo se levantou, caminhando até a mais velha.

— Sua mãe, querido — ela passou as mãos pelos cabelos, tentando se acalmar de qualquer jeito.

— Minha mãe? O que aconteceu com minha mãe? — agora Jeongin quem estava nervoso.

Eu me levantei, também preocupado. — O que aconteceu, Aurora?

— Sinto muito, querido… — ela disse, com um tom totalmente triste e de lamento.

Eu arregalei os olhos e abri a boca, surpreso, e Jeongin parecia não entender ou fingir não entender. Elisa também parecia surpresa.

— Sente muito por quê? Titia, o que aconteceu? — sua voz saiu trêmula.

— Coitado… — ouvi Elisa sussurrar, mas não dei muita atenção, eu estava mais preocupado com o meu garoto.

Eu já sentia meu coração bater rápido, tanto pela surpresa da notícia, como pelo fato de me preocupar sobre como Jeongin ficaria.

— Ela se foi, querido. Sinto muito… — ela abaixou a cabeça.

— O quê? — sua voz saiu quase inaudível.

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele só pareceu desacreditar e correu para quarto, com a mão na boca e os olhinhos marejados, fazendo meu coração partir. Eu iria atrás dele, mas Aurora interviu.

— Deixe ele um pouco sozinho — ela pediu. Seu semblante era de tristeza.

— Como isso aconteceu? — eu perguntei, ainda em choque, porque eu não esperava por isso. Ninguém esperava.

— Pelo o que disseram, foi um acidente. A levaram para o hospital, mas já era tarde demais… Isso é tão triste, ela ainda era tão jovem e Jeongin, bem… ele só tinha ela, agora está sozinho — ela lamentou, secando suas lágrimas e suspirou.

— Vem, mãe, vamos para casa — Elisa a puxou, tentando a confortar.

— Cuide bem dele, Hyunjin. Você é um bom homem e ele gosta muito de você. — Ela bagunçou meus cabelos e eu assenti. — Acho que, ele só tem a você agora — por mais triste que fosse, aquilo era verdade.

Os avós de Yang já haviam falecido também, assim como seu pai. Ele disse que não conhecia mais ninguém de sua família, então, tinha apenas sua mãe… Mas agora, ele não tinha mais ninguém, apenas a mim.

— Cuidarei… — Respondi, quase num sussurro.

Ela acenou, caminhando com sua filha até a porta. 

— Não se preocupe, eu cuidarei de tudo. — Ela disse, e por fim saiu com a sua filha.

Mesmo estando um no andar debaixo, eu conseguia ouvir os gritos e o barulho alto do choro de Jeongin, que ecoavam pela casa.

Eu não aguentei, eu não conseguia ouvir meu garotinho gritar e chorar e não fazer nada e, bem, eu sabia exatamente o que ele sentia agora.

Quando eu cheguei na porta de seu quarto, tive a visão que me partiu o coração. Ele estava todo encolhido na cama, enquanto lágrimas desciam por seu rosto. Me sentei ao seu lado na cama e o puxei para meu colo. Ele passou os braços em volta de meu pescoço e deitou a cabeça em meu ombro. Seu nariz já estava entupido e seus olhos vermelhos, como suas bochechas e nariz.

— Hyuni… e-está doendo tanto… — Ele disse, entre soluços.

— Eu sei que está, querido. Mas eu estou aqui com você para fazer doer menos e sarar mais rápido, tudo bem? — tentei confortá-lo, sentindo ele assenti.

— Eu nem tive tempo de me despedir… Está doendo demais. — Ele fungou, e logo pude ouvir o barulho ainda mais alto de seu choro, por ele estar próximo ao meu ouvido.

— Não pense nisso agora, certo? — eu o abracei. — Eu vou estar aqui com você até passar.

Eu senti vontade de chorar junto com ele. Eu escutava ele chorar, enquanto suas lágrimas molhavam meu pescoço e a manga de minha blusa. Ele apertava o tecido da minha blusa e me abraçava extremamente forte. Acariciei seus cabelos, o deixando chorar, porque eu sabia que aquilo era a única coisa que ele queria fazer agora e nada, absolutamente nada que eu dissesse iria fazer aquela dor diminuir, eu sei disso porque comigo foi a mesma coisa.

A dor é tão grande que você acha que nunca passará, mas ela realmente não passa, ela apenas diminui com o tempo. Os primeiros dias são os piores, porque você não sente vontade de fazer nada, mas isso vai de pessoa para pessoa, cada um lida com o luto de um jeito. Alguns descontam a dor nos outros, outros apenas choram, outros nem parecem ter perdido alguém, alguns nunca superam. Mas acontece que você nunca saberá da dor do outro até sentir e o pior erro que alguém pode fazer ao lidar com esse tipo de situação é dizer a outra que sabe o que ela está sentindo, porque você não sabe. Você pode entender sua dor, imaginar como deve ser sua dor, mas você não saberá.

Eu não disse nada, apenas deixei ele chorar até ensopar a manga de minha blusa. Ficamos ali por horas, ele chorou por horas. Às vezes ele dizia que estava doendo muito e eu dizia que eu estava com ele para fazer a dor diminuir, e eu realmente estava. Houve um momento que o seu choro cessou e eu o chamei, não obtive resposta.

— Querido? — o balancei, continuando sem obter resposta.

Eu — cuidadosamente — o deitei sobre a cama. Seus olhinhos fechados e o rosto todo vermelho, isso me deu um aperto no coração e fez eu me lembrar de quando foi comigo… Passei minhas mãos por suas bochechas, limpando as lágrimas quase secas ali. Beijei sua bochecha e acariciei seus fios.

— Eu te amo — sussurrei, antes de me levantar.

Eu segui para meu quarto e fui tomar banho, e trocar de roupa. Enquanto tomava banho, eu pensava em um jeito de tentar o distrair quando ele acordasse. Simplesmente nada me veio à cabeça. Suspirei, sentindo a água morna cair sobre meu corpo, ainda tentando pensar em algo.











— Por favor, querido, você tem que comer — eu insistia, vendo Jeongin cobrir-se da cabeça aos pés.

— Não estou com fome, Hyunjin. 

Okay, ele até me chamou de Hyunjin, talvez eu realmente devesse deixá-lo em paz. Eu queria mas não conseguia. Ele estava há sete horas sem comer.

— Por favor, para deixar seu Hyuni feliz — eu insisti mais uma vez, tocando-o sobre o cobertor.

— Eu apenas quero ficar aqui e chorar, pois agora eu não tenho mais ninguém ao meu lado e… — ele voltou a chorar.

— Meu amor, isso não é verdade, você tem a mim — eu coloquei o prato com os pés com requeijão e purê de batata em cima da mesinha. — Eu nunca vou deixá-lo — me deitei ao seu lado, o abraçando por trás.

— P-promete? 

— Prometo. — Tirei, aos poucos, o cobertor de seu rosto. — Eu amo você, Jeongin. Eu não seria capaz de fazer isso com você e vê-lo assim me dói muito.

— Desculpa — ele virou-se para mim e me abraçou. — Desculpa, Hyuni… Eu também amo você.

— Se quiser passar o resto da noite chorando, não tem problemas, pois eu estarei aqui ao seu lado para secar as suas lágrimas e lhe dar beijinhos, enquanto digo que te amo. — Eu o vi sorrir, sem animação e o abracei.

Mas era verdade, não importa se ele iria passar o resto da semana chorando, eu continuaria aqui com ele, secando suas lágrimas e tentando fazer de tudo para animá-lo, porque eu o amava e é isso que fazemos pelas pessoas que amamos. Se eu pudesse, eu pegava toda a sua dor para mim, apenas para vê-lo sorrir novamente, porque eu o amava, e é isso que fazemos pelas pessoas que amamos, nós colocamos as necessidades delas acima das nossas.

Eu o amava demais. Agora eu só tinha ele e ele só tinha a mim. Nós tínhamos apenas um ao outro e nos amávamos, e isso era tudo.

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