História My Little Monster - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Ecchi, Escolar, Gaafuu, Gaaino, Guerra, Hentai, Luta, Mistério, Naruhina, Narurin, Narusaku, Naruto, Ninjas, Romance, Saino, Sasuka, Sasusaku, Shikatema, Universo Alternativo
Visualizações 186
Palavras 6.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!
Sumi não é?
Pois bem, mil desculpas!
Espero que gostem Kkk sem muito o que escrever. U.U

Capítulo 10 - Outro mundo!?


Fanfic / Fanfiction My Little Monster - Capítulo 10 - Outro mundo!?

- Naquele mundo, eu, Kurama, matei Kushina Uzumaki e Minato Namikaze... No dia do seu nascimento. – ele abriu um largo sorriso e meu queixo caiu. – Eu matei seus pais, Naruto...


Aquelas palavras ficavam ecoando na minha mente. Mal dormi naquela noite. Ficava só pensando no que Kurama havia dito. Até desisti do pudim. Não tive fome, na verdade. Eu queria apenas saber uma coisa, mas aquele Naruto não me respondia.

Eu queria saber quem era o ninja do bunshin mal feito também, mas o Minato sumiu com a porcaria do pen drive.

Só dormi lá pelas quatro, pra acordar com Minato e seu sorriso estúpido me sacudindo.

- Filho... Filho... Filhinho... Filhote... A-cor-da... – ele sorria. Sei que sorria... Que irritante. Resolvi não abrir os olhos, fingindo ainda dormir. - Na-ru-to... Naruto... Filho... Tem três segundos... Dois segundos... Naruto... Não vai levantar...?- e à cada segundo ele fica mais irritante... – O tempo acabou. – ouvi ele dizer, antes de quase afogar em água gelada. Me sentei tossindo a água que engoli, olhando ao redor. – Que bom que parou de fingir dormir. – vi Minato com um balde na mão e minha cama estava cheia de pedrinhas de gelo. – Tem aula daqui à pouco. O banho já tomou. – ele riu, saindo do quarto.

Bufei, tremendo de frio. Queria gritar, jogar algo nele, espancá-lo, jogar ele da janela, atropelar ele, esfaquear, sambar na cova... Mas está tudo bem. Está tudo... Muito...

- ATCHOO!!- espirrei, ainda tremendo. – Velho babaca...

- Sem dó e nem piedade... Esse sim eu gostei. – Kurama sorriu. Olhei pra ela, deitada dentro da gaveta do meu criado mudo.

Me levantei, resolvido à ignorá-la, enquanto ia pro banheiro. Tomei um banho quente pra não gripar – embora eu ache impossível algo assim acontecer, já que eu nunca peguei nem resfriado. – e me vesti. Saí pra sala e lá estava eles. Rindo, feito idiotas.

- ... E aí ele disse “É mesmo necessário um helicóptero, duas vans e sub automáticas pra pegar um bebê em fuga num carrinho”?- disse Ero-Sennin e os dois começaram à rir mais.

Do que esses idiotas estão falando?

- Velhos e piadas de velho... – murmurei, entrando na sala.

- Eu já disse que não sou velho assim. – Minato sorria. – E seu uniforme?

- Pra quê?- o olhei, confuso.

- Tem aula às oito e meia, esqueceu?- Ero-Sennin disse.

- Não vou pra Akatsuki.

- Quem disse sobre a Akatsuki?- Minato sorriu. – Pode ir pra Konoha outra vez.

- O quê?

- Eu conversei com sua diretora. – disse. – Ela reconsiderou...

- A-hã... Vai dizendo que eu vou acreditando. – sentei no sofá. – Quanto foi necessário?

- Alguns milhões, por isso faça valer a pena ou irá estudar em um ótimo colégio nos Estados Unidos.

- Eu ainda te levarei no sapão. – disse Ero-Sennin. Sapão? Essa é nova...

Voltei pro quarto e achei meu uniforme em cima de uma cadeira. E minhas roupas estavam todas no armário. Depois de me trocar, voltei pra sala e mais uma vez eles falavam de coisas estranhas.

- Quer café?- Minato perguntou assim que me viu, interrompendo a conversa de malucos.

- Não. – saí em direção à porta.

- Naruto recusando comida. Essa é nova. – Kurama apareceu na minha cola, enquanto eu seguia pelo corredor.

- Naruto, espera!- ouvi o Ero-Sennin dizendo, me seguindo também. – Naruto! O vovô... Está longe de andar tão rápido quanto você... – ele dizia, bufando. Acelerei mais ainda o passo e quando cheguei no elevador, vi ele se aproximando. – Segura... A... – a porta fechou. Sorri comigo mesmo, enquanto pegava meu celular. Estava cheio de mensagens daqueles idiotas, e nem me dei ao trabalho de ler. Excluí todas.

Saí no saguão principal e segui pra fora, e assim que chamei um táxi, vi alguém despontar nas escadarias. Era o Ero-Sennin. Ele olhava ao redor, com uma expressão preocupada, e assim que bateu o olho em mim, quase gritou. Ou talvez tenha gritado, eu sei lá. Só sei que entrei no táxi e pronto: ele saiu.

Passei o endereço do Konoha e logo o carro estacionou na frente da escola.

Desci e paguei, antes de entrar na escola. Por onde eu passava, era o centro das atenções. Parecia que eu era o novo Brad Pitty da parada, sabe. Sorri, fingindo não dar bola, até alguém saltar em mim, me dando uma voadora. Perdi a alma enquanto batia nos armários.

- ... Alguém... Anota a placa... Por favooor... – murmurei, tentando focar em alguma coisa.

- Qual o seu problema!- gritou ela, me segurando pela gola da camisa. – EU TE DEIXO VOLTAR E AINDA ASSIM ESCREVE ISSO!- ela esfregou um papel na minha cara. Me recuperei do choque e peguei o papel, enquanto ela soltava minha gola.

- “Cara senhora Peido. Eu odeio você e seus peidos. Sua cara tem cara de peido. Seu bafo fede a peido. Um dia vai peidar e seu peido vai ter cheiro de perfume francês, pois a senhora em si já é um peido. Assinado: Narato.”- eu lia em voz alta e chorava de rir junto. Nem meu nome assinaram certo. Olhei pra Tsunade-no-obachan e ela estava furiosa, andando de lado à outro, sem se importar com a plateia. – Tsuna, tá ficando caduca?

- REPETE!- ela me ergueu de novo e ameaçou me socar.

- É-é que... É que até a assinatura está errada... – falei, segurando o riso. – Acabei de chegar... Por que o trânsito estava um cu... E aí vem esse texto infantil, a assinatura errada e... – falar sem tentar rir é foda. – Eu juro que não acho seu bafo com cheiro de peido. No mínimo, tem cheiro de saquê, nada mais.

- Não foi você?

- Não. – engoli o riso e a olhei, sério. Ela me analisou e me soltou em seguida, fazendo cara feia.

- Então quem foi?- ela murmurou. – Você!- ela apontou pra mim de novo e arrepiei. – Está encarregado de descobrir. – ela saiu pisando forte, sem nem querer saber minha resposta.

Eu hein... É cada doido que me aparece... De qualquer forma, tenho que ir pra aula... Minhas costelas estão me matando, depois dessa...

Assim que entrei na sala, sem bater e nem nada, o tanto de cabeças que se viraram pra me fitar foi enorme, inclusive a do Kakashi-sensei.

- Naruto, bem-vindo de volta. – disse Kakashi-sensei.

- Opa, fala aí. – sorri, indo pro meu lugar.

- E não é que essa peste voltou mesmo... – ouvia alguns murmúrios.

- Eu disse que voltaria. – sorri, me sentando e a rapaziada me encarava. – Não. Não sequestrei ninguém pra isso, seus idiotas. – eles respiraram aliviados e se viraram pra frente, pra prestarem atenção na aula.

- Sabe, Naruto... – Kurama surgiu sentada na minha frente. – Acho que seu mundo é chato demais. Não tem emoção, aventura, drama... Nada.

- Vai assistir Dora, a Aventureira que você vai ver tudo isso e mais um pouco. – resmunguei.

- O que disse, senhor Uzumaki?- perguntou Kakashi-sensei.

- Primeiro, “Senhor” é sua avó!- falei. – Segundo, tenho nome então não chame pelo sobrenome. É Na-ru-to! E terceiro...

- Fico impressionados que saiba chegar até esse número. – Sasuke disse e todos começaram à rir.

- Fico surpreso que consiga mostrar essa cara de barata tonta em público.

- Calados os dois!- disse Kakashi-sensei. – Então irei de chamar de Naruto, garoto. – ele me olhava. – Sasuke, pare de provocar. – ri da cara do Sasuke, que bufou e virou o rosto. Sakura-chan nos olhava como se ambos fôssemos idiotas, mas ela não viu que foi o canalha quem provocou?

A aula seguiu na qual eu não entendia bulhufas e Kurama ficava o tempo todo na minha frente, cantarolando uma música. Acabou a aula e todos se amontoaram em seus grupinhos.

- Diz aí, como voltou?- Neji perguntou.

- Meu pai disse que molhou a mão da diretora. – dei de ombros. – No fim, todo o meu trabalho digno de agente secreto pra roubar as gravações da câmera dela foram em vão. Ridículo, isso sim. Aquele velho idiota... Eu teria feito a Tsunade-no-obachan implorar pra que eu voltasse... Eu até imitei o cara mais cagão do mundo saltando da janela!

- Sei... – Sasuke disse e os outros riram. Eu estava levemente irritado com esse claro deboche, mas resolvi ignorar.

- Aliás, a Tsunade-no-obachan está sofrendo bullyng de um analfabeto e quer que eu resolva. Alguém aí sabe de algum analfabeto que odeie a diretora?- os olhei, e todos se entreolharam.

- O Kiba. – todos falaram juntos, exceto o Kiba.

- EI!- o cara de cachorro gritou, revoltado e todos voltaram à rir.

- Obrigada por nada, inúteis. – falei, saindo de perto. – Vou cuidar disso. Envolveram meu nome nisso e ainda envolveram errado. Não vou deixar barato. – meu desejo por vingança se aguça outra vez. Eu, Narato Uzumaki, irei cuidar do analfabeto que quer me ver ferrado!

- Vai nessa, ô Xeroque Romes!- disse Gaara. – Só cuidado, por que o Wilson não vai estar contigo nessa.

- Estão dados ao Tiririca hoje, né?- ri, sem humor algum.

- Quando eu descobrir quem é esse, talvez eu pegue a referência. – disse Kiba, rindo e todos riram juntos de novo.

Uma aula na sala e já percebi três empasses no qual não vou me meter nem morto:


1°) Sakura e Karin estão obviamente fuzilando e esquartejando Sasuke com o olhar. Bem feito, Teme huehuehue

2°) Neji finge que Tenten não existe e ela parece querer provocar ele de qualquer jeito.

3°) Gaara, Kiba e Shikamaru parecem irritados uns com os outros, pois sequer se olham.


Não quero saber. De forma alguma, vou me meter nisso. Descobri que sempre me dou mal nisso tudo. Por isso vou fingir de idiota e fingir que não notei as desavenças.

Saí pelos corredores, procurando por nada em específico, mas por algum motivo – o universo conspirando contra mim, as leis de Murphy agindo ao meu favor, pessoas adquirindo sexto-sentidos chamados “Naruto foi quem...” ou qualquer outra coisa assim-, um par de amebas azuis irritantes brotaram do cu da mãe Joana e me pararam no corredor.

- Naruto, você quem nos entregou, não foi?- disse o primeiro branquelo.

- Admita de uma vez. – disse o segundo.

- Admitir o quê?- me fiz de bobo. Eles devem estar falando dos muros.

- Não pichamos porcaria nenhuma!- disse o primeiro. Por que digo “Primeiro” e “Segundo”? É por que não sei a porcaria do nome de um e nem outro. São exatamente iguais!

- Eu não sei de nada, err... – olhei para o da esquerda.

- Sakon!- ele disse. – Você disse à velha doida que foi nós que pichamos o muro, não foi?

- Mas que raios, Rakon! Sempre apontam pra mim quando acontece algo assim! Por acaso fui eu quem jogou o meteorito na terra e exterminei os Papai Noels?! Eu quem fiz um maremoto atingir a Irlanda e criarem os gnomos? Eu tenho a culpa da quinta guerra mundial ter acontecido na Papua-Nova Guiné e a França ter o Pelé como melhor artilheiro no basquete?- eles me olharam, confusos. – NÃO! Pois então aceitem e chorem. Não dedurei ninguém e nem sei quem foi o corno que fez aquela pichação horrível igual desenho de moleque de primário no muro de trás da escola!- os dois emburraram a cara. – Aliás, sabem de alguém anafalbeto e que odeie a Tsunade-no-obachan?

- Hein?- eles disseram ao mesmo tempo.

- Ah, tanto faz. – o primeiro disse. Provavelmente Sakon. – Naruto, se descobrirmos que está mentindo...

- Não estou, Rakon. – falei, sério.

- Eu sou Sakon!- ele disse, puxando a manga da blusa e mostrando um S tatuado no braço. Os pais deles fizeram isso quando eram bebês. Mas pelo o que me disseram, os pais deles também confundiram e o tatuador deve ter colocado errado...

- Certo, tanto faz. – dei de ombros. – Sabem ou não de um analfabeto que odeie a Tsubade-no-obachan?

- Hmm... – os dois se olharam, pensativos. – Talvez o Kiba. – disseram juntos, ao mesmo tempo.

- EI!!- ouvimos Kiba gritando de longe e começam os à rir.

- De todo jeito, Naruto, se você tiver nos dedurado, vai se ver com a gente. – disse o que ainda mostrava a tatuagem de S. Provavelmente Rakon.

- Relaxem... Provavelmente foi o Sasuke quem falou. Sabem que ele adora um doce daquela de lá. –dei de ombros. – Não falem que fui eu que falei.

- Você é terrível. – Kurama surgiu no topo da minha cabeça, colocando as patinhas da frente cruzadas na frente da minha testa.

- Tem certeza?- Rakon ou Sakon disse.

- Não. Por isso não quero meu nome citado nessa, hein. – sorri. – Podem bater nele se conseguirem. – saí andando, enquanto os dois sorriam.

- Ah é!- Sakon ou Rakon me chamou. – Naruto, mais tarde, nós, o Jiroubo, Tayuya e Kimimaro vamos à um lugar cool . – ele sorria. A notícia já se espalhou. – Pode ir junto. Vai ter uns outros amigos também e acho que pode se divertir.

- Vai ter mulher?

- Sabe que sempre tem. – ele (Sakon. Ou o... Ah, já devem ter entendido que não faço a menor ideia de com qual dos dois eu falo) disse. – Então topa?

- Quem mais vai tá lá?- perguntei.

- Você sabe quem. –o da direita disse. Sério, isso me dá dor de cabeça. Eu não sei qual é qual. – O sensei... O quatro olhos... Um pessoal bacana...

- Sabem que é segunda, né?- ri outra vez.

- Quem liga?- o da esquerda gargalhou. – Vamos sair por volta das onze. Vê se não se atrasa.

- Ah, eu vou sair depois da aula, por isso encontro vocês aonde?

- Pode ser... Perto do bar que abriu onde ficava o Ichiraku?- o da direita perguntou. – A gente vai encontrar o sensei lá. Vê se fica de bico fechado quanto à isso.

- Pode contar com o meu silêncio. – sorri, voltando à me afastar.

Eles deram um “Falou” e se foram também.

- Sensei? Seria o velho língua de cobra?- Kurama ainda estava na minha cabeça.

- Acertou.

- E por que se envolveria com um verme daqueles?

- Por que um verme daqueles sempre arranja o que eu preciso em um prazo curto e nunca me cobra quase nada.

- O que ele cobra?

- Nada de mais. Só meio litro de sangue. – dei de ombros.

- Ow... Owowowow... – Kurama saltou da minha cabeça e me encarou. – Como assim: meio litro de sangue? Naruto, o que ele faz com o seu sangue?

- Eu que sei?- ri, dando de ombros. – E também não ligo. Só dou o que ele quer e ele arranja o que eu preciso. Acho que ele mexe com alguma coisa envolvendo pesquisas e... Experimentos... Sei lá. – Kurama franziu o cenho.

- Algo nessa história não me cheira bem.

- Tá, tá, tá... – voltei à andar. – Preciso achar o bunshin mal feito e o analfabeto.

- Como é burro... – Kurama me seguia. – Ô mongoloide, o cara que fez o bunshin e o cara do bilhete de peido provavelmente é o mesmo. Tentando te incriminar, mas sempre falha em algo! Falhou na hora do bunshin e agora, na assinatura. É um idiota completo e não me admiraria se fosse apenas uma criança estúpida que quer se vingar do pirulito que você roubou.

- Não me transforme no vilão da história, saco de pulgas. – bufei. – Ah, por que não... – ouvi o som de algo caindo.

- Droga!- disse quem quer que fosse que tivesse caído, e me virei, apenas pra ver uma placa de “Cuidado, chão molhado!” derrubada no chão. Não havia muita gente no corredor, mas todos olhavam pras escadas. E ali, na beirada das escadas, eu vi uma ponta de um tecido.

- “Que porcaria é essa...?”- franzi o cenho, resolvido à ignorar. Continuei meu caminho na procura do analfabeto barra péssimo ninja copiador e assim que desci as escadas pro primeiro andar, ouvi o sinal bater. Era a segunda aula.

Ah, mas eu posso me considerar um contratado da diretora, em missão especial, por isso, posso matar essa aula, certo?

Quando saí do prédio de aulas, segui pro prédio das casas, e pelo bem da investigação, fui conferir minha casa.

Entrei no meu quarto e olhei ao redor. Estava tudo o mesmo, exceto umas poucas tralhas que tirei na sexta. A investigação continuaria na minha cama, então me deitei, pra testar os travesseiros e como um bom investigador que sou, até tirei uma pestaninha.

Errado.

Pisquei e abri o olho em um quarto estranho de novo!

Mas que porcaria!

E nem era o quarto onde sempre acordo. Esse era definitivamente diferente.

Cores escuras, bem organizado, móveis bonitos, instrumentos ninjas pendurados pelas paredes... Não é o quarto do “Naruto”, já que o dele é uma zona e muito menor que esse... Me levantei, olhando ao redor uma outra vez.

- Então ainda não atingiu o limite.. – ouvi Kurama murmurar e me assustei ao vê-la do meu lado, olhando ao redor.

- Oe, Kurama, como assim... – ia falando quando meus olhos pararam na janela. Era preta, impedindo que a luz do dia invadisse o quarto por completo, me permitindo ver meu reflexo. Meu cabelo estava com um corte igual ao do... Minato. – Mas o que...

- Se eu estiver certo, o que, provavelmente estou... – Kurama começou. – Você está em outro universo, não do Naruto ninja.

- Outro?- falei, confuso. – Existe outro?

- Existem vários. – Kurama revirou os olhos, esbanjando impaciência.

- Então... – tornei à me olhar no reflexo da janela e sacudi a cabeça, decidido à não ficar pensando muito. O único jeito de descobrir como “Esse Eu” vive é ir viver a vida dele, não?

Me levantei e rumei em direção ao banheiro para um banho rápido. Me vesti sem pressa alguma, enquanto me analisava no espelho. Esse corte de cabelo realmente fica bem em mim. Acho que vou deixar meu cabelo crescer um pouco mais...

Saí do quarto observando bem a casa. O corredor era cheio de porta retratos pendurados, com fotos minhas, da... Minha mãe e do Minato...

Segui até as escadas e senti um cheiro de peixe frito. Desci as escadas com cautela, tentando adivinhar o que raios estava acontecendo, quando vi aquela cabeleira ruiva, tal como eu me lembrava, surgir no vão de uma porta e sorrir pra mim. Seu sorriso era o mesmo e seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto. Eram tão vermelhos quanto tomates maduros e tal como eu me lembrava, ela continua sendo a mulher mais bonita que já vi.

- Mãe... – murmurei, me aproximando.

- Bom dia, Menma. – ela disse.

- ... Menma...?- a fitei, confuso e ela apenas sorriu mais.

- Dormiu bem?- ela se aproximou. Segurava uma espátula na mão, e seu avental tinha até babados cor de rosa nas pontas.

- Eu... Dormi. – balbuciei, ainda encarando-a nos olhos. Ela... É tão bonita... Me imagino diversas vezes com cabelos tão vermelhos quanto os dela... Eu seria mais bonito ainda. Depois de tanto tempo, depois de tanto planejar o que eu diria caso tivesse a chance de vê-la mais uma vez... Depois de tanto me culpar... De tanto chorar pedindo pra ela voltar... Tudo o que consigo sentir por ela é... Ódio...

Por mais que eu queira abraçá-la, dizer coisas pelas quais me arrependi de ter feito, o quanto senti sua falta... Agora que enfim a vejo na minha frente... Sinto como se os anos em que vivi sozinho se tornassem mais agradáveis do que tê-la por perto... Nunca dei importância pro meu ressentimento quanto à única mulher que amei e que me abandonou... Acredito que sempre superava a mágoa com um “Mas ela é minha mãe...”. Mesmo que essa não seja minha mãe... Não consigo... Se eu ver a verdadeira Kushina... Não acho que me sentiria diferente...

- Menma, você está bem?- ela se aproximou, erguendo a mão como se pra tocar em meu rosto, mas passei por ela, ignorando seu gesto. Pensei que quando a visse, conseguiria perdoar Kushina por ser quem me pôs no mundo... Mas não consigo... Ela não é minha mãe... Mas se parece exatamente como... – Menma...- ela tornou à me chamar.

- Vou sair. – falei, com uma voz estranhamente mais rouca e baixa, que sequer reconheci como a minha. No fim sou mesmo como Sasuke me define: um idiota indeciso. Amo minha mãe. Mas a odeio no mesmo nível. Não conseguiria olhar pra essa mulher e agir normalmente.

- O café!- ela disse. – Não vai sair sem...- abri a porta e saí, sem me importar com seus chamados. Não me sinto bem e acho que estragaria a relação entre “Menma” e a mãe dele caso envolvesse meus problemas nisso tudo.

Olhei ao redor e notei que tudo era exatamente igual a vila do “Naruto”, porém, nas estátuas de pedra, o rosto de Minato não estava lá. Estava o rosto de outro homem. Suspirei e segui pela rua, sendo reverenciado por todos que passavam por mim, mas não estou afim de cumprimentar ninguém.

- Yo Menma!- Shikamaru vinha na minha direção junto de um cara magrelo.

Ele andava de um jeito tosco e desleixado, e tinha um sorriso largo no rosto. Uma garota vestida como a Hinata do meu mundo (roupas claras, sem decotes, confortável. Roupas de “boa moça”, sabe...), loira, com um cabelão que ia até os quadris sorria junto dos dois e me surpreendi ao ver que era Ino.

- Estávamos indo te procurar agora!- disse o magrelo.

- O que querem?- perguntei. Não estou com humor pra nada.

- Menma-kun, nós... Todos pensamos em nos reunirmos em uma churrascaria... – disse Ino, em um tom suave. – Todos já estão lá e...

- MENMA!- ouvi um grito de repente, porém com duas vozes. Olhei pra trás e vi duas figuras competindo, correndo em minha direção. Uma, era a Sakura, já a outra... Era a Hinata? Por que ela está com roupas tão curtas? E está usando maquiagem?!

- Ele é meu, sua testuda!- disse Hinata, empurrando Sakura, assim que as duas pararam diante de mim, com uma nuvem de fumaça erguida atrás delas.

- Nem vem, sua peituda! Eu cheguei primeiro!- disse Sakura-chan.

- Errado. Não se faça de idiota. – Hinata disse, passando o braço ao redor do meu pescoço e me puxando de lado. - Menma-kun prefere ficar comigo, não é?- ela sorriu, estufando o peito, me deixando ver por dentro do seu decote. Não gostei dessa Hinata. Vulgar... Oferecida... Escandalosa... Não é a Hinata que... Conheci primeiro.

Apenas pisquei, respirando fundo e olhei para o lado.

- Não seja ridícula!- Sakura-chan me segurou pelo braço do outro lado. – Menma-kun prefere à mim, por que sou muito mais bonita!

- Não seja ridícula você!- disse Hinata. - Menma-kun, você...- saí do meio das duas e saí andando.

- Não vai à churrascaria com a gente?- Shikamaru perguntou.

- Encontro vocês lá. – falei, sem dar muita importância, e enfiei as mãos no bolso da calça.

Nesse mundo me chamo Menma, minha mãe está comigo, Hinata e Sakura-chan brigam por mim, Shikamaru age como um idiota, Ino parece a Hinata do meu mundo e do mundo do “Naruto”... Tudo é diferente...

Segui pela rua por mais algum tempo, observando todos. Não encontrei nenhum outro conhecido, então resolvi tentar descobrir onde era esse restaurante. Quando o encontrei, -na sorte, e ouvi risadas de hienas, parecidas com as e Shikamaru, só que muito mais escandalosas - e entrei.

Todos estavam sentados em uma mesa, rindo, animados, enquanto se serviam do churrasco.

Neji, ao lado de Tenten, o sobrancelhudo que segue o professor de educação física, Shikamaru, o magrelo, Sasuke – segurando uma rosa e com uma garota pendurada em cada braço, e que não sei nem quem são-, Sakura-chan e Hinata – que sorriram assim que me viram-, Kiba e um gato branco no topo da cabeça, Ino em seu modo puritano e um cara esquisito usando roupas que cobriam todo o rosto. Todos me olharam assim que me aproximei e ocupei o único lugar vago.

- E não é que veio mesmo?- disse Sasuke. – Menma, que milagre é esse?- não costumo sair com eles?

- Você sentiu minha falta?- Hinata empurrou o magrelo que estava entre mim e ela ocupou o lugar dele, enquanto Sakura-chan pedia pra Ino dar o lugar dela pra ela. As duas sentaram cada uma de um lado sorriram mais ainda. - Menma-kn, diga “Ahh”!- Hinata pegou uma carne da grelha com o hashi e tentou me servir na boca. Afastei sua mão e me servi por conta própria.

- Menma, está mais sombrio do que de costume. – Sasuke disse. – Pode abrir seu coração. Somos amigos e irei apoiá-lo no que for. – ele piscou, com a rosa próxima ao rosto e as garotas junto à ele gritaram um “Kyaa”, cheias de frescura. Apenas fechei os olhos, ignorando a frase mais brega que já ouvi na vida e comecei à comer.

- Estava apenas à toa. – falei, quando vi que o assunto não voltaria à ser como antes. Todos se entreolharam e me encararam outra vez.

- Já disse que é um absurdo!- Neji disse, encarando Tentem, e ela revirou os olhos. – Use sutiãs transparentes! Sexys! Também pode ficar sem. Não vou reclamar! Sempre fica com esses sutiãs esportivos ridículos!

- Já mandei parar de usar seus olhos em mim. – ela disse, com toda a paciência do mundo. A Tenten que eu conheço iria surtar e espancá-lo... E como assim “usar seus olhos”? Ele por acaso vê através do tecido? Isso é impossível.

- Já disse que esse churrasco é um inimigo à saúde. Essa carne está pingando gordura!- dizia o magrelo.

- Nem ligo. Como de todo jeito. – riu Shikamaru, enfiando vários pedaços de carne na boca. – Delícia... – ele riu alto.

- EI, IDIOTA! NÃO COMA TUDO!!- Kiba gritou.

- Tem que ser mais rápido que eu!- Shikamaru fez careta pro Kiba e os dois começaram à brigar pela carne.

- Olhar nos seus olhos é como olhar para o céu noturno. – dizia Sasuke. – Perco o fôlego cada vez que me deparo com o brilho de milhares de estrelas que vejo em seus olhos. – ele disse e as garotas se derreteram de amor.

É impressão minha ou ele está brilhando e com um ar brega estilo mangá shoujo? Tem como essa situação ficar mais idiota?

- Menma-kun prefere à mim, sua feiosa!- disse Hinata. – Sua testa é maior que seu rosto! Como se Menma-kun fosse gostar de uma testa como a sua.

- Pelo menos não esfrego meus peitos na cara dele achando que assim vou conquistá-lo!- Sakura-chan disse.

- Pelo menos tenho peitos pra esfregar cara dele. Você só tem testa. – Hinata retrucou.

- Eu não me importo. Menma-kun com certeza não liga pra aparência, e sim pro conteúdo. Certo?- ela me fitou, com um sorriso brilhante.

- Conteúdo? Isso você deve ter de sobra, nesse estoque infinito que esconde atrás dessa testa de marquise. – disse Hinata. - Menma-kun, não dê... Menma-kun?- ela me fitou. - Menma-kun...?- ela me sacudia, mas eu me via incapaz de me mover.

Estava completamente consciente do que todos diziam, mas não conseguia sequer mover a cabeça.

Tudo ficava escuro de acordo com que as vozes ao redor pareciam ser abafadas e tudo o que vi foi um clarão, seguido por uma escuridão. Não conseguia ver um palmo na frente do meu nariz e ouvia apenas o eco de uma gota d'água pingando em algum lugar.

Caminhei às cegas por algum tempo até ouvir a voz de alguém. Resolvi seguir nessa direção e de repente algo me barrou. Não consegui prosseguir, e parecia haver uma parede à minha frente, porém não continha a consistência de uma parede. Parecia uma parede de massa de modelar. Tentei passar a mão, mas não conseguia. Cravei as unhas na tal parede e abri um buraco. Continuei arranhando até conseguir espaço suficiente pra passar minha mão e rasguei o resto. Se partia como papel, e uma claridade invadia cada vez mais meu campo de visão.

Quando vi, havia um rapaz parado à minha frente, observando um telão enorme. Me aproximei e parei ao lado dele. Ele apenas me olhou de canto, ainda com os braços cruzados.

- Você deve ser o Menma, não é?- perguntei, e ele não respondeu nada. Olhei para a tela e vi o corredor do meu dormitório. Parecia que eu estava vendo meu próprio corpo andando por aí. Ele desceu as escadas da minha casa, mas parou quando ouvi vozes conhecidas.

- Isso não faz o menor sentido. – era Sasuke. – Que o tio Minato sempre banca aquele de lá todo mundo sabe... Mas a diretora mesmo não disse que nunca iria aceitar aquele mané?

- Ele não é bom em nada. – era Shikamaru. O “Naruto” estava parado no topo das escadas. – É um milagre ele ter chegado até o ensino médio...

- Não acho que ele passe disso. – era Gaara. – Alguém aí duvida que daqui à dez anos ele vai estar no primário?- ele disse, e todos eles começaram à rir.

- Ou num centro de tratamento de síndrome de down. – gargalhou Kiba. – Não manda bem em nada além de cuspir merda...

- Galera, pega leve. – Neji disse. – Todo mundo sabe que o Naruto é um idiota... Mas falar dele pelas costas...

- Não estamos falando nada que a gente não diz na cara. – era Sasuke. – Fora que ele não liga. Conheço ele desde o primário e ele é ótimo em se auto-deprimir. Ele é um fracassado e ele mesmo sabe disso.

- É. Um fracassado inútil que não faz nada além de encher o saco. Alguém aí duvida que ele vai pedir nossa ajuda quando as provas chegarem?- era Kiba outra vez, e os outros começaram à rir.

- Pera aí... Também não precisam exagerar. – Gaara interveio.

- Ele não presta atenção nas aulas e mesmo se prestasse, nunca aprenderia algo.- disse Shikamaru.

- Naruto é burro. – concluiu Kiba, entre risos.

- Vou sair daqui. – Neji disse. – Não quero que Naruto ouça isso, e se ouvir, acho melhor eu nem estar envolvido.

- Ele tá dormindo. – disse Shikamaru.

- Não acho que ele vá...-  Gaara dizia quando “Naruto” desceu as escadas e todos o encararam. Ele não disse nada, apenas seguiu rumo à porta, e saiu andando pelo corredor.

- Naruto, pera aí!- era Gaara.

- Deixa ele. – era Kiba.

- Vocês são idiotas. – ouvi Neji, quando senti um nó no meu estômago e um clarão se fez de repente, e quando se dissipou, eu estava de joelhos, com a respiração entrecortada, sequer conseguindo respirar direito, no meio do gramado.

Olhei pra trás e vi os prédios dos dormitórios e vi os rapazes andando na minha direção. Tentei me levantar outra vez, mas senti uma dor aguda no braço e como se algo esmagasse meu coração. Cuspi todo o ar de uma vez, enquanto minha cabeça latejava. Minha visão estava turva, e a dor no peito piorava. Segurei a blusa com força, tentando respirar com calma.

- Naruto, você está bem?- era Sasuke. Ele se abaixou do meu lado.

- Fica... Longe... – falei, arfando, enquanto tentava me colocar de pé.

- Naruto... – Shikamaru se aproximou.

- Não... – sacudi a cabeça. – Eu tô ótimo... Vocês... Não são meus amigos... Não vou mais... Ajudar vocês... – senti uma nova pontada no peito e tudo começou à escurecer de repente.

Senti meu corpo cair na grama, e vozes distorcidas ao meu redor antes de tudo sumir de repente.


- Naruto... – ouvi uma voz idêntica à minha.

- Seus amigos não valem nada. – ouvi uma voz mais baixa e mais rouca.

Me forcei à abrir os olhos e vi à minha frente duas versões de mim. Um, com duas mechas do cabelo mais longa, com um olhar mais sério e intelectual. O outro, exatamente como eu, só que com as roupas laranjas. Ele parecia irritado.

- Não gosto das versões dos meus amigos no seu mundo. – disse “Naruto”.

- Eu também não. – falei, olhando ao redor. Tudo estava escuro e a única iluminação localizava-se ao redor de nós três. Olhei para o de cabelos longos. – Você é o Menma... Desculpa se agi... Fora do seu normal. No seu corpo... Sabe...

- Não se preocupe. – ele disse. – Pelo o que parece, nós três partilhamos o mesmo corpo, e trocamos de mundos, certo?

- Algo assim... – murmurei.

- Enquanto você estava no dele, eu...- “Naruto” começou. – Eu estive no seu. Parece que podemos ficar cada um em um mundo. Só não sei como assumi seu corpo...

- Eu...

- Simples: você mencionou o mundo dele... – Menma disse, cruzando os braços. Parecia arrogante e sabichão demais pro meu gosto... – E acordou no corpo dele. Podemos trocar de realidades.

- Isso... Parece realmente confuso. – murmurei. – Menma, realmente acredita que algo assim é possível?

- No mundo em que cresci, acredito que muitas coisas são possíveis. – wow... Ele diz coisas filosóficas... Ou difíceis e que me parecem filosóficas... – Não precisamos ficar presos aqui. Cada um pode retornar para seu mundo.

- Sério?- sorri em contentamento.

- Porém não gosto de saber que existe um eu de um outro mundo cujo o qual até mesmo Sasuke desdenha. – ele disse com um olhar hostil. Parecia realmente irritado.

- Eu também não! Seus amigos são idiotas. – disse o outro Naruto. – Por isso, decidi que você irá se tornar melhor que eles.

- Eh?- os olhei confuso. Os dois pareciam concordar quanto à isso.

Eu... Acho que fazê-los pagar com a própria língua não fará mal à ninguém...

- Certo! Está decidido! Eu serei o melhor daquela escola e todos irão me ver ser melhor! Sem sombras de dúvidas! Eu vou...

Tudo escureceu de repente.



Tornei à abrir os olhos. Minha cabeça pesava, meus olhos pareciam estar colados e era um sacrifício me manter com eles abertos.

Decidi ignorar os posters de boybands colados nas paredes rosa do meu quarto e virar pro outro lado e dormir. Mas a visão de uma bunda com uma fio dental roxa me fez perder completamente o sono. Me sentei na hora, encarando aquela figura de costas pra mim, se ajeitando em um uniforme idêntico à da minha escola.

Pernas longas, corpo violão, cabelos curtos, pretos, na altura dos ombros, pele clara, só de saia xadrez e sutiã roxo... A gata que se vestia à minha frente se virou e me fitou.

- Naruko, vai se atrasar. – ela disse. Os olhos cor de ônix e o olhar pouco amigável... Sasuke tem uma irmã e eu não sabia?

Ergui a mão pra coçar a cabeça, mas ela bateu em algo macio no caminho. Meus olhos desceram automaticamente, apenas pra eu me deparar com duas melancias à minha frente. Não eram melancias, mas eram tão grandes e... Toquei com as duas mãos, estranhando a sensação.

Peitos.

Eu tenho... Peitos?

Me pus de pé, e olhei pra baixo. Pés pequenos, pele rosada, coxas grossas. Enfiei a mão dentro do short e apalpei. Nada. Onde... Onde foi parar?

- Naruko, você está bem?- a garota gostosa se aproximou, me olhando com receio.

- S-sumiu... – murmurei, mas tapei a boca com a outra mão, estranhando minha voz fina e fofa. - O-o que...

- Vem. – ela segurou minha mão, me puxando pra uma porta, mas parei assim que me vi no espelho da porta do armário.

Cabelos longos, da cor de ouro, olhos grandes, azuis como o céu, bochechas coradas naturalmente, rosto pequeno, corpo violão. Tudo isso enfiado numa blusa masculina que eu reconheceria os traços de longe. É a blusa que Hinata sempre usa, só que muito maior. O suficiente pra ficar na metade das minhas coxas.

- Vem, Naru. – disse a garota.

- Sasuke... – a encarei, perplexo.

Eu... Estou não em outro mundo... Mas em... Outra realidade...

- Saske. – disse ela, me corrigindo. – Vem amiga... Hoje o Hanato e os rapazes vão fazer parte do nosso grupo de estudos, lembra?- ela sorriu.

- Hanato?- perguntei.

- É!- ela sorriu, me arrastando até uma das portas e a abrindo. – Seu namorado. – ela me enfiou no banheiro. – Depois te ajudo com seu cabelo. Toma banho rápido ou vamos nos atrasar. – ela fechou a porta, me deixando sozinho.

Okay... Eu... Eu virei uma garota...

Okay.

Eu estou dormindo no mesmo quarto que a versão garota gostosa do Sasuke fica seminua na minha frente...

Okay.

Eu namoro um cara que tem um nome escroto...

Okay...

Eu quero voltar pro meu mundo...


Notas Finais


E então? Dois mundos de uma sovez, amigos da onça e até peitos Kkk
Naruto vai acabar enlouquecendo. Quem duvida?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...