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História My love is you! - TomTord - Capítulo 5


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Notas do Autor


Postando isso às 12:35, cof cof
DÁ CORAÇÃO NESSA MERDA EU ESCREVO PRA TER ATENCAK PORRAAAAKKKK

Capítulo 5 - Cap 5


Fanfic / Fanfiction My love is you! - TomTord - Capítulo 5 - Cap 5

Você já se pegou imaginando coisas estranhas em uma hora aleatória? Com certeza sim, dentre elas viriam o futuro, o passado, coisas filosóficas e é claro; os escrotos e vergonhosos fetiches. Com isso, Tord havia aceitado a algum tempo que tinha muitos fetiches estranhos, principalmente com Thomas, desde a sua adolescência o melhor amigo participara de sua imaginação fértil; seja para masturbação ou por acaso em um minuto de tédio.

Ele gostava de ser amarrado, pendurado por cordas vermelhas que lhe apertavam cada parte de seu corpo, gostava de sentir dor nas partes mais sensíveis do corpo, principalmente em suas coxas grossas, que ficavam vermelhas com o mínimo toque; Tord gostava de objetos cortantes passeando pelo seu corpo, explorando a sua pele como uma abelha que explora uma flor atrás de pólen.

Ali naquele chão de pedras encaixadas, em uma sala virtual mas também bem real, estava o antigo Líder Vermelho totalmente entregue nos braços de Tom, que não ousava reclamar do bom sentimento que crescia e crescia em seu peito. Tord havia sentado no colo de Tom em algum momento, não sabia ao certo o que estava fazendo pois nunca havia passado para algo mais complexo além dos beijos com as prostitutas do exército; ele nunca se sentiu bem em ver uma vagina engolindo o seu pênis, nunca se sentiu um vencedor ao pegar nos fartos seios siliconados das mulheres, como os os outros homens que se gabavam de terem deixado marcas por ali.

Ele parou de tentar realmente quando começou a chorar no meio do sexo com uma mulher que, graças ao universo, era simpática e acolhedora. Tord entrou em pânico quando não conseguiu ficar ereto como os outros homens, em completo desespero começou a chorar quando percebeu que não conseguiria se satisfazer com uma mulher; e muito menos satisfazer a própria moça.

Ele lembrava com todos os detalhes a mulher, que logo se apresentou como Lana, se cobrindo para lhe abraçar com amor, como se entendesse realmente o que se passava ali. Tord a agarrou com pânico, o pânico da solidão e do medo de ser alvo de piada entre os homens de seu próprio exército; pois querendo ou não eles eram os homens e mulheres mais cruéis de todo o planeta.

- Líder, eu vou lhe contar um segredo... - Lana dizia com sua suave voz, acariciando as costas nuas de Tord para que o mesmo ficasse calmo - ...Eu também não gosto do que faço, digo, não gosto de me entregar aos homens pois curto muito mias as mulheres de seu exército.

- Eu tenho algum problema, Lana, não é possível... Eu gosto de mulheres, eu preciso gostar se não...

- Se não o que, Tord? - perguntou, ainda com a voz calma, rindo baixo com os soluços de Tord em seu ouvido - Você está em negação, assim como todos os que são diferentes, eles existem em todos os lugares e principalmente em seu exército. Você é o líder, pode mudar a forma de pensar dessas pessoas com apenas uma ordem; aceitação ou morte, você escolhe.

Lana parecia ser bastante inteligente, essa foi a mulher que fez Tord ponderar sobre o seu estado mental e físico, que o fez ponderar sobre para qual lado o seu pau gostava de apontar. Graças a prostituta, Tord saiu da negação para, enfim, a aceitação; Ele era gay, muito gay, o homem mais gay de todo o mundo, era o líder gay de um enorme exército preconceituoso, com muitos outros líderes preconceituosos.

- Eu gosto de um cara... - ele murmurou mais para si mesmo do que para Lana, que se afastou com um sorriso doce. Seus cabelos loiros foram passados para trás da orelha e Tord jurou que viu seus olhos ficarem vermelhos por alguns segundos - Eu gosto muito dele.

Ela levou as mãos nos ombros de Tord enquanto ria, mal pareciam dois desconhecidos, nus em uma cama de um quarto mais afastado da base. - Admiro a sua coragem, líder, quero que, quando encontrar esse homem, esse cara dos seus pensamentos, você faça ele sentar em seu colo em meio aos beijos que você vai ficar me devendo.

Bem, Lana estava errada em um ponto, julgando pela postura de liderança que Tord tinha e pelo olhar predador que gostava de lançar aos meninos da base, todos poderiam dizer que ele seria o ativo da relação; é claro que até mesmo o próprio Tord pensou que seria ele o que ficaria por cima.

Não era desse jeito que estava acontecendo, voltando para o presente, Tord estava sim por cima de Tom, mas não do jeito que imaginava. No reflexo, ele movia o quadril de acordo com os apertos que Thomas lhe dava nas coxas, as partes mais sensíveis de todo o seu corpo; até mesmo dentro de um jogo.

- Tom, espera, espera! - parou o beijo de repente, segurando os ombros do outro com certa força Tord desviou o olhar, mordendo o lábio - Não... Não sei se devemos fazer isso.

- Você quer fazer isso? - Tom perguntou de volta, a calmaria dele deixava Tord bastante nervoso.

- Quero, só que... Você tem uma esposa, Thomas. E um filho... - continuou, franzindo as sobrancelhas assim que olhou para baixo, o jogo era estupidamente realista, aquilo era uma ereção. - Eu não quero estragar a relação de vocês e está na cara que se fizermos isso... Digo, não vai estragar só a sua relação com sua esposa mas a nossa amizade também vai.

- Tord...

- E você esta bem comprometido para fazer isso comigo, eu não quero apenas no jogo, quero algo mais como... como, eu não sei! Eu só quero mais! - gritou nervoso. Tord olhou para Tom, que o olhava surpreso, sem reação. - Desculpe, você não vai mais ouvir isso...

Ele afastou as mãos dos ombros de Tom tão devagar que sua mente processou como se tivesse passado uma eternidade. Antes de se levantar ele deu um último beijo no amigo, não o olhando nenhuma vez nos olhos desde que perdeu o controle das palavras; Tord saiu do jogo, deixando um Tom sem reação, nada além dos suspiros entre arrependimentos.

Tord levantou do sofá com dor de cabeça, olhando Tom para ver se ele vinha atrás de si na vida real, mas nada aconteceu, ele continuou ali deitado e de olhos fechados. Com um enorme peso nas costas e nas pálpebras, Tord subiu para o seu quarto com tristeza, tentando não chorar.

--

Mais tarde no mesmo dia, exatamente as nove horas da manhã, Viktor desceu as escadas com alegria junto de um caderno enfeitado com bastante glitter. Ele se sentou na mesa com um sorrisos e suspiros, olhando para os outros com agitação por um tempo, até que revirou os olhos e bateu as mãos na mesa.

- Ninguém vai perguntar o por que de eu estar tão animado? Credo. - disse com raiva, escondendo o caderno brilhoso debaixo da mesa assim que Tord se sentou ao seu lado. - O que você tem?

Tord fingiu bater na própria cabeça com uma colher, de cabeça baixa ele procurou algo para escrever o que estava sentindo mas só achou guardanapos e descansos de prato.

- Certo, vou tentar não gritar muito... - o garoto murmurou, passando um bloco de post-it para Tord logo depois. - É para você, ande com ele.

Vik se ajeitou na cadeira para esperar as panquecas que sua mãe fazia, bem, mãe não; ele não gostava dela, apenas à aturava por seu pai, que parecia ama-lá. Ele observou o local, observou a feição dos outros e suas ações; Edd tinha a cara fechada para Matt, que estava de costas rindo enquanto ajudava a preparar o café.

O clima estava pesado e apesar ser apenas um garoto, Vik já sabia diferenciar admiração de revolta, assim como também sabia diferenciar amizade de mais que amizade. Edd e Matt pareciam ter algo a mais, não eram apenas amigos, a relação sexual que Vik sabia que tinha dava para ser cortada com uma faca quando os dois trocavam olhares e sorrisos; o problema era que eles não admitiam gostar um do outro e o garoto também sabia disso.

- Papai, você pode me passar o suco, por favor? - ele sorriu, um pouco venenoso por assim dizer, enquanto apoiava o rosto nas mãos, observando o Tom procurar a jarra de suco; que estava entre Matt e Elisa no balcão. Ao ver Tom separando os dois risonhos para pegar a jarra de suco, Vik olhou diretamente para Edd, que o olhou confuso. - Aqui seu suco... Tio Edd.

- Certo... Obrigado. - Edd respondeu com desconfiança, colocando suco para si mesmo e também para Tord, que arriscava uma folha azul do post-it.

Ignorando o pai que não saia do celular, ignorando a risada irritante de Elisa e a cara feia de Edd, aquela parecia ser uma manhã maravilhosa, que fez Viktor sorrir com satisfação. Certo, com pouca satisfação, ele queria fazer mais experiências sociais antes de ter que ir para a aula.

O magro e pálido braço saiu de seu local de descanso para esbarrar em um copo de vidro cheio de suco que estava a sua direita, fazendo com que o objeto se quebrasse em mil pedaços ao chão. O olhar surpreso e envergonhado de Vik enganava a qualquer um, até mesmo Tord, que levantou a cabeça por alguns segundos apenas para ver se alguém havia se machucado. O garoto resmungou - Me desculpe, mamãe, você pode limpar para mim, não estou calcado e o vidro pode me machucar...

Todos pararam o que estavam fazendo para olhar o garoto, principalmente Tom e Elisa, que tinham sorrisos felizes. A mulher se aproximou e lhe tocou a cabeça, bagunçando ainda mais os cabelos bagunçados de Vik, que revirou os olhos por algum instante.

- Você me chamou de Mamãe, isso é ótimo. - ela sorriu bastante feliz, logo se abaixando para limpar os cacos de vidro.

Viktor riu baixo, olhando para a mulher ajoelhada aos seus pés com malícia e zombaria, agora satisfeito para poder tomar o seu café em paz.



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