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História My love is you! - TomTord - Capítulo 6


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Notas do Autor


Dois Cap de uma vez pq ontem eu não postei, não vou pedir desculpa.
Então, tirem as suas próprias conclusões, comentem e dêem coraçãozinho pfv.

Capítulo 6 - Cap 6


Fanfic / Fanfiction My love is you! - TomTord - Capítulo 6 - Cap 6

O dia seguiu calmamente bem, apesar de Edd e Matt estarem brigando no banheiro, o dia seguiu realmente bem. Tord se sentou na beira da piscina com os pés na água, preso em pensamentos como sempre; ele estava sem camisa pois Matt havia dito que sua pele estava muito branca, que como não ia mais à batalhas em campo aberto debaixo de um sol escaldante para se bronzear; ele devia ir para a piscina para pelo menos não ter que ouvir a briga que Edd criou desnecessariamente.

Ele queria que Vik estivesse ali, era um garoto bastante interessante, a personalidade, ou várias personalidades do garoto, era bastante confusa; uma hora ele estava alegre e saltitante, na outra ele estava acoado pelos cantos murmurando e escrevendo coisas em seu caderno. Viktor era realmente um mistério para Tord, que gostava de imaginar o garoto em seu antigo exército, ele seria um grande soldado e um dia talvez - um grande líder.

O homem puxou o bloquinho que sempre carregava, começando a rabiscar a paisagem, que era a cerca azul do outro lado da piscina, até que a água se moveu violentamente; molhando o pequeno papel amarelo em suas mãos. Tord olhou para o causador de toda aquela bagunça, enxergando Tom debaixo d'água, resolvendo levantar para ir embora.

- Você não vai querer entrar, eles saíram do banheiro. - a voz de Tom se fez presente com pouco fôlego, havia acabado de emergir. Seu cabelo molhado e corpo incrivelmente forte fizeram com que Tord desviasse o olhar, envergonhado por tudo aquilo.

Tord o olhou com feição suplica, queria ir embora mesmo que fosse para ouvir os surtos desnecessários de Edd, não aguentava olhar para Tom sem pensar no que aconteceu no jogo; nos toques e nos beijos incrivelmente bons. Por um tempo ele estalou os dedos como se tentasse se acalmar e logo sentou ali novamente, escrevendo algo no bloquinho.

"Mulher?", era o que estava escrito. Tord havia desistido de escrever frases inteiras depois que percebeu que os outros entendiam apenas palavras chaves. Ele mordeu o lábio enquanto olhava para Tom, que olhava vidrado para a palavra que estava no papel quase molhado, parecia estar em meio a devaneio; então estalou os dedos na frente do rosto do outro.

- Ah, ela não está em casa... Foi encontrar algumas amigas no shopping depois de deixar Vik na escola, acho que... Acho que ela ficou animada com ele falando "mamãe" pela primeira vez. - sorriu sem muita emoção, segurando na borda da piscina para olhar as pernas do outro. Tord muitas vezes desconfiava que Tom não gostava realmente de Elisa, sempre via o mesmo dormir no sofá depois de jogar video-game por horas, nunca via o casal trocar um beijo sequer e quando acontece; o beijo é sem sal, sem emoção da parte de Tom. - Você está bem?

Tord saiu de seus devaneios para acenar com a cabeça, não estava totalmente bem, mas Tom não precisava saber disso. Ele olhou para o outro com desconfiança, queria perguntar o por que dele não amar a mulher com quem se casou; mas nem mesmo tinha a certeza de que ele não a amava; Tord também se perguntava o por que de ter começado a ter medo em suas decisões; meses, anos ou até mesmo dias atrás ele perguntaria na lata o por que disso e o por que daquilo, sem se importar com o sentimento dos outros ou o que eles pensariam. Talvez fosse resultado da sua tentativa de suicídio, escrevendo ele tinha mais tempo para pensar na reação das pessoas, não podia ser impulsivo.

- Ok... Você está com aquela cara estranha novamente, não está tudo bem.

Ele suspirou, escrevendo a pergunta inteira no papel apenas para se poupar de explicar o que estava de passando em sua cabeça para um homem que beijou online noites atrás. Tord pensou um pouco, se escrevesse do jeito errado, Tom poderia pensar que era algum tipo de interesse, não que Tord não tivesse interesse; ele só não precisava saber disso.

"Você gosta da sua mulher?" Ou "Você não parece muito ansioso quando vai beijar sua mulher", foram as frases riscadas no bloquinho. Tord estava realmente tentando, até que Tom se aproximou mais um pouco para ler o que estava escrito, rindo baixo, fazendo Tord entrar em confusão. Ele não havia gostado da pergunta?

- Certo, como eu explico isso? - murmurou para si mesmo, mergulhando antes de suspirar e deitar a cabeça na borda da piscina, olhando distraído para o gramado - me casei com Elisa por causa dos nossos pais, você sabe, gente rica tem dessas coisas. Nos conhecemos no trabalho, eram os grandes amigos até que o pessoal começou a falar coisas estranhas, como: São um casal muito lindo, eu gosto deles juntos ou já estão namorando sério? Eu realmente não gostava daquilo, Elisa não ligava, ela entrava nas brincadeiras como se não soubesse que aquilo me incomodava.

Tord ouvia tudo com atenção apesar de olhar distraidamente para a mão de Tom, que fazia desenhos com a água que escorria de seu corpo. Uma pequena chama de raiva se ascendeu em seu peito, ele não odiava Elisa mas também não gostava dela, era algo meio a meio.

- Com todo o rumor o pai dela chegou no trabalho me pedindo para que se casasse com ela... - ele riu triste, observando o anel que Tord usava - Eu sempre soube que ele fazia tudo o que ela mandava ou dava tudo o que ela pedia, só não sabia que chegava a esse ponto. Talvez ela tenha pedido do pai para que ele me desse de presente, por que... Ele tentou me comprar e quando não conseguiu, comprou os meus pais; que me forçaram a me casar.

Tord recolheu a mão, fingindo passar a mesma pelo pescoço. Estava nervoso, não sabia se o sentimento de ódio pela Elisa nasceu do sentimento de amizade ou do sentimento mais forte que tinha por Tom. Ele queria ir até o shopping apenas para envolver o pescoço fino daquela mulher para quebra-lo no meio, como um ganso sendo abatido. "Você não pode pedir o divórcio?", escreveu rápido e trêmulo, realmente nervoso com toda aquela situação.

- Não posso, eles são poderosos, a família comanda uma máfia japonesa muito perigosa... Eu estou preso nesse casamento para sempre. - Tom respondeu sem se preocupar, ficando surpreso com a reação do outro. Tord se levantou rapidamente, negando com a cabeça enquanto sons estranhos saiam de sua garganta. Ele estava tentando falar, era estranho e triste, deixava Tom com um sentimento de culpa. - Tord, Tord para, para de forçar.

Tord rapidamente se abaixou para olhar uma única folha da grama, estava entrando em pânico e sabia disso, a Folha era uma forma de fazer seu cérebro se concentrar em outra coisa além do assim em que o deixou em pânico. A folhinha tinha alguns pelinhos estranho, igual todas do gramado, aquilo não era o suficiente, precisava ter algo mais agradável; Ele não soube quando Tom havia saído da água, não soube quando ele se aproximou, só percebeu a situação quando já voltava realidade, observando Tom fazer exercícios de respiração a sua frente.

- Você tem isso desde pequeno. - ele disse assim que Tord começou a respirar mais calmo, se afastando lentamente. Era verdade, ele tinha ataques de pânico por ser muito ansioso, talvez por ser hiperativo também; a dúvida era a seguinte: Tord não tinha ataques desde os dezesseis anos, quando teve que se mudar para longe de Tom, o ataque que teve nesse momento foi o resultado da preocupação pelo amigo? Realmente não queria vê-lo preso a uma pessoa que não amava...

Ironicamente toda aquela situação se encaixava em si mesmo. Tord queria pensar em como livrar Tom daquilo para que o amigo fosse livre, mas não conseguia, sua mente o direciona a para uma ideia de realidade distorcida; onde Tom se casaria consigo ou, pelo menos, namoraria.

Ele se sentia traído pela própria mente.

--

Era noite novamente e Vik estava em seu quarto, olhando para o teto escuro. O cérebro, depois de ficar alguns segundos recebendo a informação de que havia apenas escuridão, começava a criar coisas para  os olhos; a mente humana é realmente fascinante e Vik gostava muito de pensar sobre isso. A escola o liberou cedo depois de um possível cano estourado no banheiro feminino, é claro que o garoto havia passado por ali; ele não iria deixar de observar a mente mais perturbada que residia em sua casa, Tord era, de fato, a pessoa mais mais observada por Vik.

O garoto se sentou na cama com a mão sobre um dos olhos, resolvendo andar pelo quarto quarto atrás de algo. Logo ele achou um tapa olho, no qual usava para brincar de pirata com o pai, precisava reviver os momentos apesar de ter dezesseis anos... Era uma desculpa realmente boa, ele apenas estava fazendo uma experiência.

Depois de colocar o objeto sobre o olho, Vik olhou para a porta do quarto, na qual a luz do corredor entrava por baixo. "Pobre Elisa...", ele pensou. A mulher tinha medo do escuro, então Tom deixava a luz do corredor acesa caso ela quisesse beber água a noite; talvez o minúsculo cérebro da mulher fornecesse imagens horríveis na escuridão. Logo a porta foi aberta por um pirata cientista, que estreitou o olho por conta da sensibilidade a luz, que seguiu andando para observar os outros quartos.

Como sempre, Tom e Elisa dormiam de costas um para o outro, as vezes a mulher o abraçava por trás, não sendo correspondida nenhuma vez. Vik revirou o olho, cansado de ver apenas aquilo, queria mais emoção; até que lembrou da briga que estava tendo entre Edd e Matt, resolvendo ir o mais rápido possível para o quarto de hóspedes.

Edd e Matt deveriam dormir em camas diferentes, haviam duas camas no quarto, mas apenas uma delas era a ocupada. O ruivo, que era o maior deles por um centímetro, agarrava Edd com a perna enquanto escondia o rosto em seu peito; que era coberto por um moletom verde. A cena era até bonita para Vik, que se quebrou de rir enquanto ouvia a briga dos dois trancados no banheiro.O garoto riu sem perceber, fazendo Edd se mexer incomodado.

- Certo... - sussurrou como se falasse com alguém, puxando o bloco de post-it neon para escrever algo.

“Se você ama alguém, deixe-o ir. Se ele não retornar, cace-o e o mate”, foi o que escreveu antes de colar o pequeno papelzinho no abajur ao lado da cama dos dois homens agarrados, saindo do quarto a passos de gato, sumindo como se nunca tivesse estado ali.


Notas Finais


“Se você ama alguém, deixe-o ir. Se ele não retornar, cace-o e o mate” – Leonard Lake


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