1. Spirit Fanfics >
  2. My love is you! - TomTord >
  3. Cap 8

História My love is you! - TomTord - Capítulo 8


Escrita por: Vik_Nik

Notas do Autor


Yo yo yo mano.
A escrita tá ruim e o cap tá mais fraco que minha memória.
Tô passando por uns problemas e fodase, fica com essa merda ae mané

Capítulo 8 - Cap 8


Fanfic / Fanfiction My love is you! - TomTord - Capítulo 8 - Cap 8

O corpo de Elisa foi levado imediatamente para o necrotério e Tom estava lá, esperando que o médico legista lhe desse sinal para entrar. O pai de Elisa estava lá, é claro, viajou imediatamente de seu país natal para observar o corpo da filha de perto, não acreditando que a mulher havia cometido suicídio.

É claro que Thomas também não acreditava naquela história, o sangue espalhado no chão enganava as pessoas de mente mais simples, mas não ele. Elisa foi atacada, é claro, Vik era uma prova disso; o garoto mandava e tinha o corpo ralado, como se tivesse sido arrastado por um curto caminho.

- Você não fez Elisa feliz, é claro, eu sabia que esse casamento não daria certo. - um homem baixo e gordo saiu de trás da cortina que separava a sala de espera dos corpos gelados, era parecido com Elisa, apenas um pouco mais velho. - O que você fez com a minha filha, Thomas?

- Não fiz nada. - saiu dos próprios pensamentos para responder o estúpido homem que lhe provocava ali, sem vergonha alguma, sem respeito algum pela própria filha que jazia morta. - Elisa cometeu suicídio.

Tom não tinha nenhuma emoção na voz, era seco como uma folha no verão; ele também não olhava para o homem, que foi o maior culpado de tudo aquilo. Apesar de não parecer, Elisa era bastante infeliz com a relação que tinham, ela sabia que Thomas nunca iria corresponder aos seus desejos, sabia que ele estava ali apenas por ameaça. Finalmente, depois de alguns minutos em silêncio, o detetive andou na direção do velho para lhe olhar nos olhos; criando um confronto direto com o mesmo.

- Acha que matei sua filha por que não a amava? Se tivesse sido assim, eu teria feito a muito tempo logo no primeiro ano de casamento. A sua maldita forma de criação a deixou angustiada, você não lhe deu conselho algum sobre como seriam nos próximos anos; sabia que eu não à amava e literalmente me comprou mesmo assim... Elisa fez bem em morrer, assim ela não tem a chance de virar essa coisa ridícula que é você. - Tom cuspiu tudo que estava preso na garganta, olhando com raiva para o velho antes de entrar na outra sala sem dar tempo para resposta; que provavelmente seria uma ameaça. - O que temos aqui?

- Certo... - o legista ajeitou as luvas azuis para segurar o pulso da mulher, que estava completamente nua. - Há cortes aqui e aqui, suicídio por corte de pulso. Há também um hematoma aqui no peito, como pode ver tem uma fina coloração roxa no local, parece ter sido um chute ou um pisoteio; e aqui no rosto temos uma elevação, um inchaço para ser mais específico, talvez um soco.

- O peito e o rosto são provas de que não foi suicídio, ela foi atacada?

- Oh não, ela morreu pela queda, uma parada cardíaca. O shopping é muito alto, ela não morreu pelos cortes e muito menos pelo baque e sim pela queda... - ele respondeu, circulando com a ponta do dedo a área do coração - ...Mas eu não descarto a hipótese de que ela tenha sido atacada, o garoto que estava junto também sofreu ferimentos, não é?

- Eu estava pensando em um ataque psicótico, talvez Elisa o tenha atacado. - Tom murmurou, olhando para a etiqueta no pé da mulher - Ela estava estressada antes de sair de casa, Viktor apareceu machucado e dizia apenas o nome dela com bastante medo... Eu não sei.

O médico avaliou o corpo mais uma vez antes olhar para Tom, que suspirava sofrido. - Acho melhor ir descansar por hoje, seu cérebro não funciona se estiver muito cansado. Eu sei que ela era a sua mulher, detetive, mas não vai descobrir nada se começar a se sobrecarregar.

Tom olhou para Elisa uma última vez antes de sair rapidamente, havia ficado bastante incomodado com a fala do médico, tudo estava estranho e sua cabeça bastante confusa. O arrepio que sentiu quando viu um pequeno post-it amarelo grudado em um dos bancos da sala de espera foi terrível, como se seu corpo estivesse alertando que ali não era seguro; ele se aproximou devagar para puxar o papel, que tinha algo escrito com uma letra bastante bonita.

"Não entre em pânico, não agora. Eu sei que alguém parecido com você me odeia bastante, mas com você será diferente, Thomas; vou fazer de você o homem mais feliz do mundo.", era o que estava escrito, algo que fez todo o corpo de Tom arrepiado.

Ele olhou ao redor, transtornado. Aquilo era uma carta direta da pessoa que havia matado Elisa? Em sua cabeça era apenas uma hipótese mal pensada de tudo o que havia ocorrido, agora ali, naquele momento, naquele simples papel de escritório; estava uma prova de que havia mais alguém na hora da morte? Tom deu alguns passos para trás antes de amassar o pequeno papel e correr para o carro, partindo para casa com desconfiança.

--

Tom saiu as pressas do carro para praticamente arrombar a porta, encontrando na sala nada mais nada menos que seus amigos e filho jogando um jogo de tabuleiro. Ele ignorou quatro e andou pela casa, procurando algo, ou alguém; algo lhe dizia que a área estava perigosa.

- Alguém veio aqui? - perguntou assim que voltou para a sala, tirando os sapatos e o casaco - Ou algo aconteceu? Algo estranho?

Todos o olharam confusão, negando com a cabeça. Tord balançou a mão em círculos contínuos, querendo que Tom explicasse o motivo de tanto escândalo.

- Nada, não aconteceu nada eu só... Fui afastado por um tempo do... caso e preciso passar mais tempo com vocês. - ele respondeu, suspirando cansado antes de se sentar no sofá, olhando para o tabuleiro que tinha pequenos papéis de post-it espalhados - Alguém saiu de casa hoje?

- Não. - Edd respondeu, jogando os dados para andar um número de casas - Ninguém saiu, ninguém entrou, não aconteceu nada estranho e o almoço é bolo de carne... Vai tomar um banho por favor.

- É um pouco impossível uma pessoa entrar aqui e sair viva, somos as pessoas mais perigosas do mundo. - Matt comentou, movendo o pino que era o seu personagem no jogo - E Viktor iria fazer a pessoa morrer de tanta chateação, ele não fala a boca.

- Não tenho culpa se você se sente ofendido com a minha inteligência, seu niandertal, sabe o que é isso? Provavelmente não. - o garoto murmurou concentrado, jogando os dados com cuidado para não fazer tanto escândalo - Está tudo bem, pai, você precisa descansar... Nada de pânico.

Tom olhou para o filho, sentindo o corpo todo tremer enquanto seus olhos lacrimejaram, estava bocejando? Não havia percebido. Ele se levantou em silêncio, passando a mão pelo do garoto antes de sumir no corredor a passos pesados.

--

Sentir a dor de um tornozelo torcido era um pouco incômodo, não podia andar direito, não podia ficar de pé por muito tempo. Viktor sabia que aquilo havia acontecido para que outras coisas dessem certo, havia sido informado de que tudo acontecia em seu próprio tempo; que desde que nasceu aquilo estava escrito e que sempre iria acontecer.

Ele não entendeu direito o que lhe explicaram, disseram que aquele era o primeiro loop de todo o universo, que com aquele acontecimento outras coisas maiores viriam acontecer. Talvez  tivesse haver com a teoria de múltiplos universos ou até mesmo algo sobre o tempo; o homem que havia visto do outro lado do estacionamento era alguém bastante familiar.

Viktor piscou pela primeira vez em uma hora, ficou preso em pensamentos e teorias apenas olhando para o teto. Ele se levantou assim que sentiu vontade de andar, era estranho, mas seu corpo precisava se mover a cada hora para que pudesse se concentrar novamente. O garoto saiu pelo corredor, pisando no chão frio para piorar a dor em seu tornozelo; queria perambular pelas ruas, mas não podia, seu pai trancou todas as portas e janelas por precaução de algo que nem sabia se era realmente necessário.

Ele andou até certo ponto, a porta de Tord, que estava apenas encostada, revelava o homem sentado ao lado da cama; abraçando fortemente os joelhos enquanto chorava. Viktor não conseguia ouvir, mas conseguia ver que aquele era um choro aterrorizado, desesperado e solitário, queria entrar e abraçar o outro, mas teve uma ideia melhor; uma nova experiência passou pela sua cabeça. O garoto andou até o quarto do pai, que estava rezando de joelhos ao lado da cama, nunca entendeu muito bem o que ele dizia e/ou para quem rezava, era como se deus fosse fazer algo apenas por passar alguns minutos fazendo nada; muitas vezes dormindo no meio da reza.

- Pai. - chamou sem muita enrolação, tendo total atenção de Tom quase que imediatamente - Tord está chorando...

- O que?

- Tord está chorando, é melhor você ir ajudá-lo. - disse mais uma vez, apontando para a porta como se aquilo fosse uma ordem. Vik viu Tom rir e negar com a cabeça, ficando pronto para deitar - Pai... Tord está sofrendo...

Vik observou com bastante atenção quando Tom parou de amaciar o travessão, sorrindo quando o homem suspirou e se levantou, saindo do quarto apressado. O garoto soreiu mais ainda quando gravou o rosto de preocupação do pai, havia obtido resultados em apenas poucos minutos de experiência, era o recorde.

- Elisa, Elisa, minha doce mamãe. - disse, deitando no lado da cama em que Elisa costumava dormir, tocando o local com certo desgosto - Espero que a visão do inferno seja a mais privilegiada... Você verá que o meu pai não gostava nem um pouco de você, sua vadia desgraçada.

--

Tom entrou no quarto de Tord assim que deu duas batidas na porta, estava escuro e demorou para perceber o outro sentado no chão, abraçando os próprios joelhos ao lado da cama. Ele não disse nada, apenas se abaixou e acariciou os cabelos e rosto do outro, comprimindo os lábios com pena da visão que tinha.

Tord era bonito, muito mais chorando, seu rosto ficava vermelho igualmente o nariz, que ficava a toda hora. Tom sorriu mínimo enquanto negava com a cabeça, logo segurando a mão de Tord para o pegar até a cama; deitando ali junto dele. - Por que está chorando?

Tord encolheu os ombros enquanto passava a ponta do dedo pela camisa de Tom, distraído dos olhos azuis que o outro tinha; apesar de ser moreno.

Tom suspirou, tomando coragem para fazer o que deveria ter feito A muito tempo, passando o braço ao redor da cintura do outro para o puxar para perto, beijando sua testa. - Não gosto de quando você chora... É bonitinho mas também é triste.

A resposta de Tord foi um abraço apertado, que foi imediatamente retribuído. Talvez estivesse precisando abraçar alguém que não fosse Edd e Matt, os dois precisavam, era algo que não faziam a muito tempo; estavam matando a vontade naquele momento de pura tristeza.


Notas Finais


Talvez eu suma por sei lá quantos dias, a coisa tá seria.
🤡👍


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...