História My Love Journal - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Personagens Originais, Sehun
Tags Chanhun, Clichê, Fem!kyungsoo, Romance, Viagem, Yaoi
Visualizações 108
Palavras 3.213
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi pessoal <3 essa fanfic estava para sair só da imaginação faz tempo e então me organizei um pouquinho e estou trazendo ela em dois capítulos, que já estão escritos e serão postados com uma pausa de sete dias (ou menos)
para quem acompanha HFAW, saiba que depois desse último atraso eu e a Márcia nos organizamos melhor e as atualizações voltarão a ser certinhas. espero que todos gostem <3
IMPORTANTE!!!!
INFORMAÇÃO 1: a fanfic se desenrolará inteira na Itália, mais precisamente na cidade do amor, Verona. Nas notas finais deixarei links mostrando um pouco da cidade e do lugar onde os meninos irão. caso tenham curiosidade, não deixe de conferir. no próximo capítulo haverão mais referências e eu colocarei os links dos lugares novamente.
INFORMAÇÃO 2: O diagramador é o profissional que faz o planejamento e organização dos elementos gráficos, sejam fotos, ilustrações ou textos que ficarão nas páginas dos jornais, revistas, websites e até livros. não existe um curso superior de diagramação, mas existem disciplinas oferecidas pelos cursos de Comunicação Social, Comunicação Visual e Desenho Industrial. (fonte: GetNinjas). O diretor de arte é o profissional que fica logo acima dos diagramadores, são eles quem dão a opinião final e fazem os últimos ajustes no trabalho dos diagramadores quando necessário.

Capítulo 1 - Dupla Dinâmica


– Eu ainda não acredito que você tá indo pro mesmo lugar que eu, SeHun! Mas que merda, por quê você não foi pra França, hein? Que saco! - Reclamou, os braços cruzados enquanto passava a encarar a janelinha ao seu lado de cenho franzido.

– Eu que te pergunto, Chanyeol! Por que você não foi pra França? – Indagou SeHun, agora desgrudando os olhos da sua janela para encarar o amigo – Idiota e previsível como é, foi o único lugar que esperei que você fosse! – Rebateu, o olhar queimando sobre o gigante falastrão.

– Ora moleque, você me respeite que eu tô sentindo daqui o cheiro de leite que sai da sua boca! Seu crianção, haha! – Debochou, retribuindo o olhar do mais novo com um sorriso petulante no rosto.

– Você fala do meu cheiro de leite, mas eu também sinto daqui o seu fedor de queijo vencido, seu punheteiro fedorento! Você ainda assiste hentais que eu sei, Chanyeol! Ainda não saiu do ensino médio é? – Sorriu de canto, seus olhos se espremendo na direção do amigo em desafio.

– SeHun, maldito! Eu só não te mato porque-...

– Senhores, se não se acalmarem eu vou ser obrigada a pedir para que se retirem do avião. - A aeromoça, em seu uniforme claro e sorriso educado, parou no corredor que dividia os lados em que estavam sentados Chanyeol e SeHun e encarou-os de forma séria. A dupla, mesmo separada por quatro outras pessoas que àquela altura já sofriam com a decadência daquela discussão, não paravam de se atacar nem ao menos por um segundo desde que ocuparam seus assentos – Nós nem mesmo decolamos e os outros passageiros já estão reclamando do barulho vindo daqui.

– Eles que troquem seus lugares comigo! Eu não aguento mais ficar sentindo o fedor desse idiota, é bom mesmo que me tirem daqui!

– SeHun, seu pirralho maldito, eu juro que penduro você pra fora dessa janela!

– Senhores… eu não vou repetir. Por favor, acalmem-se. Eu não quero tomar atitudes mais drásticas.

Ambos bufaram, cada um virando o rosto para o lado contrário que o outro estava.

– Que se dane, eu não queria mesmo perder meu tempo discutindo com esse moleque. Ele que se vire quando chegarmos em Verona e ele não conseguir trocar meia palavra com os nativos. Você treinou seu inglês nos últimos anos, little SeHun? – Chanyeol resmungou de um lado ouvindo o bufar do outro lado.

– Também não quero perder meu tempo com esse orelhudo. Espero que quem estiver ao lado dele aguente os surtos de menininha que ele vai ter daqui até a Europa a partir do instante que o avião decolar.


 

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– Hyung…

– Humm…

– Onde você pretende ir primeiro quando chegarmos?

– Eu ainda não sei, SeHun... E de qualquer forma, por que te diria? – Desgrudou os olhos do livro que lia e encarou o amigo do outro lado, tirando seus óculos de leitura com o cenho franzido – Nós estamos numa disputa, uma dis-pu-ta. Eu não tenho que te ajudar em coisa alguma! – Aumentou a voz, fazendo o outro se ajeitar para olhá-lo do outro lado.

– Escute aqui, Chanyeol, não é porque estamos “disputando” que deixamos de ser uma equipe, tá bom? Eu sou seu amigo e você tem a obrigação de dividir comigo o que vai fazer! Onde foi parar a dupla dinâmica? Batman e Coringa, Tom e Jerry, Homem-Aranha e Rei do Crime?

– E desde quando esses seus exemplos são de duplas dinâmicas, SeHun? – O mais alto encarou o outro com curiosidade antes de suspirar, revirando os olhos. SeHun nem mesmo havia entendido sua gafe – Olhe só... Desse jeito nós vamos entregar o mesmo portfólio para a empresa, nada mais. Eu não preciso e nem vou te dizer o meu roteiro lindo e perfeito já completamente traçado, seu bobocão. E é bom você já começar a planejar o seu, SeHun. Nós temos boas horas de vôo ainda. Aproveite agora, porque eu não vou perder tempo quando chegarmos. Você vai comer poeira se não se planejar, eu estou te avisando. – Concluiu, fazendo o mais novo revirar os olhos e soltar seu corpo na poltrona.

Chanyeol poderia estar parecendo competitivo, mas no fundo o mais novo sabia que entre todas aquelas frases de desafio este lhe dissera incansavelmente para começar a se preparar logo para fazer um bom trabalho.

Apesar de ser ótimo no que fazia SeHun era um tanto irresponsável e descompromissado, sempre trazendo dores de cabeça ao mais velho que, desde quase sempre, se dava de corpo e alma ao próprio serviço enquanto puxava a orelha do menor sempre que podia.

Chanyeol era extremamente dedicado e centrado quando o assunto era o trabalho e, no fundo, SeHun achava com todas as forças que ele era o verdadeiro merecedor da vaga que disputavam. Não só por toda dedicação, paixão e assiduidade, mas Chanyeol era realmente um profissional admirável. Os anos de profissão o tornaram praticamente perfeito no que fazia, seus superiores não precisando quase nunca mexer em algo feito por si.

Apesar de muitas vezes também apresentar trabalhos impecáveis, SeHun era consciente que ainda tinha o que melhorar. Mesmo que conhecesse o mais velho desde a faculdade e daí em diante sempre tivesse seu exemplo a seguir, o mais novo tinha personalidade muito forte, isso sempre afetando em seus resultados. Não importava o quanto Chanyeol lhe dissesse para colocar suas preferências de lado para obter uma obra final que agradasse qualquer um, era do feitio de SeHun seguir seus próprios instintos e fazer tudo de acordo com suas vontades.

Era inegável: SeHun tinha certeza que não nascera para aquilo. Não queria que sua arte fosse regrada, limitada, oprimida. Na verdade, SeHun nem mesmo gostava de jornalismo ou artes visuais. No meio de todas as indecisões de fim de adolescência, entre escolher entre a felicidade e estabilidade, acabara não fazendo sua dança nem mesmo a administração de seu pai.

E olha onde caíra.

Estava ali, competindo com seu melhor amigo por um cargo que talvez lhe garantisse alguma liberdade profissional enquanto corria o risco de tirar do outro a oportunidade de fazer o que tanto sonhara.

Porém SeHun não tinha mais escolha.

Se desistisse daquilo, Chanyeol provavelmente o esgoelaria.

E o mais novo definitivamente não achava que o outro sobreviveria na cadeia.

Não que ele ligasse, claro.


 

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– Chanyeol, você tá verde. – O mais novo afirmou quando olhara o amigo do outro lado.

Qualquer um que olhasse o grandão espremido em sua poltrona poderia ver que este estava com os olhos firmemente fechados e a boca totalmente branca desde que o avião teve uma pequena turbulência.

– Está tudo bem, SeHun...

– Eu trouxe saquinhos de papel para você, hyung.

– Não precisa, logo isso pas-... – Teve sua frase interrompida por um chacoalhar mais forte, grunhindo logo em seguida.

– Hyung…

– Passe isso pra cá.

– Você quer que eu sente aí com você?

– Eu sou lá alguma criança?

– Chanyeol, você vai passar vergonha…

– Oras, me deixe, SeHun!



 

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– Você tá dormindo, SeHun? – O mais novo, mais desperto do que gostaria, sorriu em sua poltrona ao ouvir o cochicho do mais alto.

– Ainda não consegui pegar no sono, infelizmente.

– Você quer que eu fique acordado te fazendo companhia?

– Está tudo bem, uma hora conseguirei dormir. Apenas descanse. Em algumas horas nós chegaremos e é bom você estar com energias.

– Tem certeza?

– Boa noite, hyung.



 

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– Peguei um quarto só para nós dois. – O mais velho disse, caminhando na direção do outro que levantou uma sobrancelha ao lhe encarar – Nem me olha com essa cara, moleque, que os trocados que a empresa deu pra gente quase que não dá nem pra alimentar nós dois. Se quiser encher esse barrigão seu, é bom ficar calado.

– Sei bem, Chanyeol, que isso daí é só desculpa pra você espiar meu trabalho e depois fazer igual. – Foi obrigado a andar atrás do outro para poder ser ouvido, seguindo-o pelo hall do hotel enquanto este revirava os olhos e lhe ignorava ao máximo – E você não me ignora não, senão te sufoco de madrugada, hein.

– Se você não sufocou até hoje, depois de anos de oportunidade, não vai ser logo agora que vai arranjar coragem.

– Mas ué, Chanyeol, nós não estávamos numa disputa? Algumas pessoas ganham disputas fazendo coisas desse tipo. Talvez eu não tenha te matado porque nunca precisei. Isso não significa que eu não tenha coragem para tal, concorda?

– SeHun, apenas entre logo nesse elevador. Talvez seja a falta de sono que esteja te afetando e te fazendo falar tanta asneira.

– Não desvie do assunto, Chanyeol!



 

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O sol morno da manhã lhe tocava a pele enquanto o ventinho gelado entrando pela janela lhe fazia cosquinhas gostosas, seu consciente se iluminando aos poucos. Seus ossos reclamaram um pouquinho, mas devagar foi se esticando e espreguiçando sem sair da confortável posição.

Apesar da cabeça enfiada no travesseiro, tinha certeza que Chanyeol havia aberto a janela durante a noite e era por isso que acordara com os barulhos da rua, mesmo que esses fossem até distantes.

Rolando na cama macia pôs-se de barriga para cima e encarou a janela, vendo o céu azul brilhando em sua direção. Olhou para o lado, onde estava a cama de Chanyeol, vendo apenas uma enorme bola de cobertores totalmente imóvel.

Sorriu ligeiro, pegando o celular na cômoda entre as duas camas e conferindo a hora. Ainda eram pouco mais de oito da manhã e o dorminhoco amigo talvez acordaria só dali algumas horas. Fuso horário? Tiro e queda para derrubar o maior. SeHun se levantou, jogando a preguiça para o lado junto com as cobertas.

Sairia logo, antes que o outro acordasse e começasse a trabalhar.

Chanyeol contou tanta vantagem que morderia a própria língua quando visse que o mais novo começara antes de si.



 

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Apesar da correria SeHun acabou saindo mais tarde do que esperava.

Demorara mais do que gostaria ajeitando sua mochila com seus equipamentos necessários enquanto fazia o máximo de silêncio possível para não acordar o mais velho, isso lhe obrigando a sair do apartamento na correria e largar tudo zoneado para trás quando percebeu que seu tempo foi tomado até demais.

Pegando todos os panfletos e guias turísticos que via pelo hotel, foi comendo no restaurante do mesmo que leu tudo que conseguira e em alguns minutos já tinha em mãos todo seu roteiro de visitas.

A cidade tinha inúmeros lugares em que poderia conseguir boas fotos e referências, então acabou que as bolinhas em seu mapa - conseguido na recepção - quase esbarravam umas nas outras. Elas eram muitas, então haveria de correr contra o tempo.

E contra Chanyeol.




 

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A casa do amor.

O primeiro e mais importante local a se visitar em Verona se você está interessado em romance, Shakespeare, Romeu e Julieta, amor, melação, namorados e tudo mais que SeHun conseguia pensar ao ver tantos casais andando pelo pequeno pátio.

O clima estava bom e as pessoas se espalhavam de maneira até harmoniosa para ver cada detalhe do lugar.

Encarou a construção charmosa de cima abaixo, vendo a luz do sol refletir nos tijolinhos desgastados e na pequena sacada.

As janelas bem limpas lhe refletiam enquanto andava ao lado da parede do prédio, observando o interior com curiosidade ao pensar na iluminação amarelada que ajudaria em suas fotografias.

Ouvia o burburinho em várias línguas, observa os grupos e casais, as poucas crianças, vendo aglomerações de pessoas em certos lugares que anotava mentalmente para voltar quando estivesse mais vazio. Tirou algumas poucas fotos, curioso demais para conhecer o interior da casa para conseguir se concentrar em tirar outras mais bonitas.

Contornou pelas pessoas em seu caminho, caminhando aos poucos para o interior organizado.

Ali as pessoas estavam mais espalhadas, deixando-lhe com ainda mais liberdade para registrar os detalhes mais bonitos para si. Tirara boas fotos de dentro para fora, das pessoas do outro lado através da janela, da janela para o céu, da janela para a sacada, da estátua de Julieta, de vários pares de mãos dadas.

Estava tudo absolutamente lindo até adentrar mais o interior da construção e ver refletidas em suas lentes maravilhosas um grande e torto par de orelhas. Orelhas conhecidas e que não deviam estar ali, apontando para todos os lados enquanto Chanyeol se punha em posições mirabolantes para tirar fotos de lugares que SeHun nem mesmo havia passado.

Como ele chegou ali?

– Como raios você chegou aqui?!

Os pares de orelhas voltaram-se para si enquanto a carranquinha que Chanyeol fazia ao se concentrar virava um debochado sorrisinho de canto.

– Ora, não achou mesmo que te deixaria passar na minha frente, não é?

– Só quero saber qual a maldita magia você usou para se teletransportar para cá e ainda estar várias fotos a frente de mim.

– Ah SeHun, nem meus pais caíam no truque dos travesseiros debaixo do cobertor. Pensei que você fosse mais esperto, rapaz.

– Você usou minha sonseira matinal pós noite de insônia para me enganar! Isso é golpe baixo, seu orelhudo.

– Mas você quem iria me matar ontem mesmo. “Algumas pessoas ganham disputas fazendo coisas desse tipo”, não foi isso que me disse? Só estou fazendo “coisas desse tipo” também.

– Eu jamais diria isso!

– SeHun, maldito, agora eu quem vou lhe degolar!




 

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– Eu não aguento mais ficar aqui, hyung.

– Nem eu, SeHun. Olha minha cara de romântico. – O menor automaticamente encarou o mais velho pelo reflexo do vidro, encontrando-o com os cabelos desgrenhados e o óculos de grau meio caídos pelo nariz enquanto encaravam as roupas estranhas - figurativamente de Romeu e Julieta - dentro daquela cúpula que fitavam à bons minutos.

A questão é que ambos não viam mais nada de interessante para fotografar ali sendo que o que ambos conseguiram beirava o quase nada.

Nada de profundo, nada de tocante, nada de nada.

– Hyung, me paga um almoço gostoso, uh?

– Você com fome SeHun, que milagre. – Ironizou, recebendo um virar de olhos vistos através do reflexo antes do menor se virar e parar ali mesmo onde estava – Talvez a gente deva mesmo ir comer algo, descansar um pouco. Depois a gente se separa de novo e continua nossas fotos. O que acha? – Virou-se sobre calcanhares, seguindo o olhar de SeHun quando não obteve sua resposta – O que f-...

Ele sim era Romeu.

O sol vindo de fora batia em suas roupas claras enquanto andava em linha reta após passar pela entrada, os óculos escuros sendo tirados aos poucos para que olhasse melhor o interior ao estagnar no centro de tudo.

Um pequeno bloco em suas mãos ganhou alguns rabiscos enquanto seu cabelo castanho escorria pelo rosto quando o abaixou, seu sorriso angelical ao encarar aquela folha de papel dizendo que o que escrevia ali talvez tivesse um grande valor para si.

Seus olhos deram mais algumas rodopiadas, um pequeno sorriso satisfeito jamais abandonando os lábios finos e rosados ao inspecionar todo o local.

Seus olhinhos puxados - como dos outros dois coreanos naquele mesmo lugar - indicava que viera de tão longe quanto ambos para usufruir de algo em especial ali, tanto Chanyeol quanto SeHun loucos para descobrir o que era.

– Chanyeol, nem vem, eu vi ele primeiro. – O mais novo diz assim que percebe o olhar do outro na mesma direção que o seu.

– Eu também vi Kim Minseok primeiro, lá no seu terceiro período da faculdade, quase cinco anos atrás, mas adivinhe quem ficou com ele no dia que a turma de mecânica se formou?

– Chanyeol, isso faz muito tempo. Você deveria superar e pensar no próximo. Como sou mais novo, seu próximo sou eu.

– Fale com meu robô, SeHun~ – Cantarola, já caminhando na direção do príncipe encantado que roubara toda a atenção dos dois amigos.

– Droga, droga, droga.

Apesar do adianto de Chanyeol, os amigos chegaram juntos no homem angelical que os olhou com curiosidade ao vê-los ao seu lado, sorrindo largo para si.

Ele olhou para os lados, se certificando que era ele mesmo o foco da atenção da dupla, já estranhando a aproximação repentina.

– Uh… Algum problema, rapazes? – Sua voz estava cheia de estranheza ao sair baixa e tímida, seus olhos pulando de Chanyeol para SeHun enquanto esperava uma resposta.

– Oh, não, absolutamente! Não há nada errado. – O maior abanou as mãos em negativa junto com a cabeça, negando fervorosamente.

– Não mesmo, nos perdoe se te constrangimos. – SeHun concordou, balançando a cabeça também.

– Ah, sim… Que susto. – Suspirou, fechando os olhos e sorrindo ao encarar os outros dois novamente – É que têm pontos turísticos aqui em Verona que não podemos fazer certas coisas, então temi ter feito algo errado.

– Não, não, relaxe. – O mais novo sorriu, tranquilizando-o – Nós apenas notamos que você também é coreano e achamos uma estranha coincidência encontrar alguém de lá logo tão longe.

– Entendo. – Fitou as câmeras fotográficas penduradas no pescoço dos dois e a caneta pousada atrás da orelha de Chanyeol – Vocês vieram á trabalho, então?

– Sim. Estamos aqui em busca de uma resposta. E você, veio á trabalho também? – O orelhudo questionou, vendo o outro levantar o bloquinho que trazia consigo.

– Não exatamente. Vim fazer algumas pesquisas, mas não é algo profissional. – Olhou em volta, encantado com o lugar, cada detalhe da decoração; as cores amenas, a madeira antiga bem envernizada, a iluminação amarelada e romântica – Mesmo que talvez isso também possa me ajudar no trabalho.

– E você está em Verona já faz muitos dias?

– SeHun, que tal irmos andando?

– Chanyeol, eu pretendo entrevistar nosso amigo aqui, você pode me deixar em paz?

– Você tem trabalho a fazer, sabia?

– Agora deu de dar uma de minha mãe além de ficar com ciuminho, é?

– Não brinca com minha paciência, SeHun, pelos céus. Eu sei que você vai acabar constrangendo o… Qual seu nome mesmo?

– Baekhyun.

– Constrangendo o Baekhyun com suas perguntas.

– Mas não foi você que veio pra cá enchê-lo primeiro? Lembrando que ainda usou contra mim uma ficada de cinco anos atrás para me deixar pra trás.

– Quer saber, SeHun, faça as suas perguntas pra ele que eu procuro outra pessoa para entrevistar.

– Eu não tenho problema em dar entrevista para os dois. – O menor de todos interrompeu a discussão enquanto segurava-se para não rir.

– Eu não quero dividir meu espaço com esse orelhudo rabugento.

– Também não quero ficar olhando pra cara desse crianção.

– Então vai embora.

– Vou mesmo. E vou ficar de novo à sua frente. Ha ha! – Debochou, dando as costas para SeHun antes que este pudesse lhe responder devidamente.

– Vocês são sempre assim? – O mais baixo perguntou assim que Chanyeol desapareceu pelo portão da Casa do Amor, chamando a atenção de SeHun para si.

– Sim, inevitavelmente. – Suspirou – E por estarmos competindo, Chanyeol fica mais impossível ainda.

– Vocês estão disputando por algo muito importante?

– Sim… – Encarou a câmera e mordeu o lábio – Para nós dois.

– Então vá também. Me dê seu telefone e nós marcamos um momento menos inoportuno para a entrevista.

– Eu não quero tomar seu tempo mais ainda.

– Não tem o que atrapalhar, eu já consegui tudo que queria. Se me entrevistar hoje mesmo, amanhã eu já estou voando de volta para Incheon.

– Podemos jantar, então.

– Sem problemas. – Sorriu, estendendo sua caneta e o bloquinho numa folha em branco para o maior.

SeHun anotou seu número ali rapidamente, agradecendo Baekhyun pelo que estava fazendo por si várias vezes.

O menor lhe sorriu, dizendo para correr.

E SeHun correu.


Notas Finais




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