História My Lovely Family - Capítulo 16


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Categorias Ben 10
Personagens Ben Tennyson, Encantriz, Gwen Tennyson, Kevin Levin, Max Tennyson, Personagens Originais, Verdona, Vilgax
Tags Ben, Bwen, Gwen
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Palavras 2.758
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A sugestão do alienígena usado na cena de luta foi feita pelo leitor G-Polar.
Se você tiver alguma sugestão de alien, pode deixar nos comentários.

Capítulo 16 - Acertando as contas


Fanfic / Fanfiction My Lovely Family - Capítulo 16 - Acertando as contas

- Se afaste de mim, Kevin! - Gwen ficou em posição de ataque, levitando com as mãos e olhos cercados por mana.

- Qual o problema, Gwen? Não está feliz em me ver? - Kevin perguntava em tom zombador.

- Não quero nada com o monstro que tentou abortar o meu filho. Fora daqui antes que eu acabe com você!

- Pódi deixá, Gwen, qui êu acábu cum ele! - Ben veio rápido, mas quase cambaleando.

- Ben, não! - ela gritou para o marido, que se transformou no Rath.

(Abertura do programa)

- Êu vô ti mandá a reáu, Kevin Levin! Ucê num vai robá a mulé du Rath! U Rath vai deixá ucê im pedacínhus! - Rath disse antes ir em direção a Kevin, quase caindo a cada passo.

- Hahahahahahahahahahaha.... É sério isso? Você vai lutar bêbado comigo? Hahahahahahahahaha... vai ser moleza! - Kevin disparava projéteis com seu braço de Petrosapien, mas não conseguia acertar Rath, pois o alien não andava em linha reta.

Foi quando Rath pulou em cima de Kevin e os dois começaram um ridículo combate corpo a corpo. Embora o vilão conseguisse dar socos mais fortes, ele não feria Rath porque os Apoplexianos têm a musculatura forte e rígida. O herói, por outro lado, não tinha forças para machucar Kevin. Tentava uns chutes parecidos com capoeira, mas tudo o que conseguia eram risadas de quem assistia a cena.

Gwen temia que se conjurasse um feitiço poderia machucar seu marido. Mas essa precaução não passou pela cabeça de seus filhos. Cassandra, Gwendolyn, Gabriella e Kenny correram imediatamente e começaram a jogar raios e esferinhas de mana em Kevin. Ele jogou Rath para longe e foi imediatamente atrás das crianças. Ao perceber a movimentação dele, Gwen assumiu sua forma Anodita e cresceu de maneira abrupta.

- Não vai encostar um dedo nos meus filhos! - ela o tirou do chão e o segurou em uma de suas mãos - Não sei como você nos achou, mas não vou permitir que machuque a minha família. Nem meus filhos, nem meu marido, nem ninguém! Você não passa de um monstro que acha que o mundo te deve tudo! Mas nós enfrentamos nossos problemas para evoluir, não para destruir os outros. NINGUÉM AQUI tem culpa pelos seus problemas, Kevin!

A energia que vinha da mão de Gwen queimava Kevin. Ele voltou à sua forma humana. Gwen o colocou de volta no chão e também voltou ao seu corpo humano, mas o segurou com um jato de mana.

- Você tem uma esposa e um filho! Se preocupe com eles e nos deixe em paz!

- Nunca! Você tem que ser minha! - respondeu ele.

- Como? Quando nós éramos namorados você me traiu. Tudo porque você é um egoísta que não sabe respeitar as escolhas dos outros.

- A sua escolha estava errada!

Gwen intensificou o jato para apertar Kevin.

- Quem pode me julgar é Deus! Você não!

Rath apareceu.

- Dêixa comigu, Gwen! Êu acábu cum êli!

Mas ela o impediu, criando uma barreira.

- Não, Ben! Você vai soltá-lo.

- Soutá-lu? Dêixa êu ti mandá a reáu, Gwen Tennyson! Ucê é a mulé du Rath, intão têm qui fazê u qui u Rath manda...

Ao ouvir isso, ela lhe lançou um pequeno jato de mana. Natalie abriu um grande sorriso. As crianças entenderam que tinham que atacar Rath e começaram a fazer o mesmo.

- Dêixa eu ti mandá a reáu, crianças! Ucêis tão tudo di castigo...

Os Encanadores chegaram com uma nave-camburão. Rook apareceu com um Revoniano ao lado e ambos prenderam Kevin em um casulo de contenção.

- Era isso que eu estava esperando - explicou Gwen.

- Arrasou, amiga!!!! - parabenizou Rook - Divou!!!!

Ben voltou à sua forma humana.

- Ué? Agóra êu sei qui bibi mêmo! Têim dóiz Rook ali!

- Hahahahahaha, que nada Ben - respondeu Rook - Esse aqui é o meu boy magia: Renroh Sirhc.

- Muito prazer, gente! - ele se apresentou.

- Mona, a gente te apresenta melhor amanhã. Temos que levar esse troglodita aqui pro Nulificador! - disse Rook.

- Ah, verdade, amor! Vamos acabar logo com isso!

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Na manhã seguinte, Gwen lia uma história para as crianças enquanto Ben descia, morrendo de dor de cabeça. Ela não pôde deixar de notar seu estado.

- Ben? Tá tudo bem?

- Não... Aaaaai eu tô pior que da última vez...

- Quantas cintadas o papai merece? - perguntou Cassandra.

- Uma só, bem dada, na sua bunda é o suficiente - ele respondeu enquanto as crianças todas riam do estado dele.

- Crianças... - Gwen mandou que eles ficassem quietos - Papai tá doente, não pode fazer gracinha com isso.

Os filhos tentavam esconder o riso, mas acabavam deixando escapar uma risadinha. Gwen foi ajudar o marido.

- Ben, por que você não volta pra cama? Eu levo um remédio pra você.

- Não queria ficar o dia inteiro na cama, Gwen...

- Mas você não está em condições de enfrentar o dia agora. Com toda essa luz, a sua dor vai piorar.

- NINGUÉM MANDOU ENCHER A CARA ONTEM, NÃO É, PAPAI? - Cassandra gritou, seguida por um coro de risadas de seus irmãos.

- Gwen, essas crianças tão muito levadas! Isso é jeito de tratar o pai?

- Não, Ben. Eu sei que não. Vou falar com eles depois, mas agora eu quero que você vá pra cama.

- Está bem - ele deu um selinho na esposa - Você sempre sabe o que é bom pra mim.

Ben foi até o elevador para subir para o quarto quando ouviu novamente as crianças rindo dele, cada vez mais alto.

- Muito bem, crianças, agora chega! - repreendeu Gwen.

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Kevin era transferido para uma cela mais forte. Rook e Renroh o seguravam enquanto os Encanadores preparavam a acomodação. Tinham que garantir que não haveria fuga e que a cela era resistente a qualquer mutação de Kevin.

- Então você finalmente desencanou do Ben... - ele dizia maliciosamente para Rook.

- Eu não sou você que gosta de roubar o parceiro dos outros, ok? Eu prefiro ter o meu próprio bofe! - respondeu Rook.

- Ah, fala sério, bi... Eu sou beeeem mais linda do que o Ben, né? - disse Renroh.

- Claro, né, mona? Você é uma DI-VA!!!!

Assim que tudo ficou pronto, eles trancaram Kevin na cela.

- NÃO PENSEM QUE EU NÃO VOU VOLTAR! A GWEN VAI SER MINHA! SÓ MINHAAAAAAA!!!!! - gritava Kevin.

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Ben estava deitado na cama. Gwen entrou no quarto, trazendo um remédio.

- Pedi pro vovô levar as crianças pra passear. Assim posso ficar com você - ela lhe entregou o remédio e deitou na cama ao lado dele.

- Você é um anjo, Gwen! - Ben tomou o comprimido - O que eu fiz pra merecer uma esposa tão maravilhosa?

- E você ainda pergunta? - ela lhe deu um selinho - Vou ficar com você até melhorar.

- Obrigado, Gwen... Aaaaaai - Ben sentiu a cabeça doer mais forte.

- Temos que falar sobre isso. Já é a segunda vez que você bebe demais e fica de ressaca.

- Desculpe o que eu vou dizer, Gwen, mas eu bebi daquele jeito pra não dar com a garrafa na cabeça da sua mãe.

- Normalmente eu ficaria irritada, mas hoje eu tenho que concordar com você. Minha mãe tava merecendo.

- Onde já se viu uma coisa dessas? Levar um monte de macho pra filha casada escolher um... ela ia gostar se eu levasse um monte de gostosa pro seu pai escolher uma? Duvido... Aaaaaaai...

- É, eu não sei o que deu na cabeça dela.

- Eu dei uma chance, um voto de confiança, e o que ela faz? Inventa um desfile de macho pra minha mulher. Desculpa, Gwen, mas não sei se eu posso olhar na cara da sua mãe de novo. Nem dela nem da sua tia.

- Eu não entendo o motivo de tanto ódio.

- Eu sempre pensei que fosse o preconceito dela com gente pobre, mas aí lembrei que ela também não veio de uma família tão rica assim.

- Pois é, também não entendo porque ela é tão metida...

- Peraí? Você admite?

- Claro! Eu amo a minha mãe, mas eu sei que ela não é perfeita.

- É o que dizem... pra cada coisa boa tem uma ruim. Casei com a mulher que eu amo, mas ganhei uma jararaca como sogra.

- Ben, vai dar tudo certo. Ainda não sei como vamos resolver esse problema, mas vamos dar um jeito. Confie em mim - ela deu um beijo nos lábios do marido - Ah, você foi tão corajoso ontem!

- Acha que eu ia deixar o Kevin roubar a minha mulher? - perguntou Ben com um sorriso no rosto - Claro que não!

- Eu tenho uma surpresa pra você.

- Não vai me dizer que tá grávida de novo... - ele disse em tom de brincadeira.

- Hahaha, não... se bem que eu não engravido sozinha. Hahaha, não, Ben, é outra coisa - ela começou a beijá-lo.

- Tô gostando disso...

(Se você gosta de cena imprópria para menores de 18 anos, pense em uma agora)

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Em Bellwood, Frank conversava seriamente com Natalie.

- Natalie, você tem noção do que aprontou ontem?

- Não fiz nada de mais.

- Você fez sim, admita! Trazer homens aqui pra desfilarem pra Gwen, que está muito bem casada, é o cúmulo, Natalie.

- Ninguém tava desfilando, Franklin... você não entende nada.

- Entendo sim...

- Não, não entende não - ela disse, interrompendo-o.

- Natalie, pare com essa mania de interromper os outros. Eu não sei de onde você tirou que isso é normal, isso é muito feio...

- Nunca vi ninguém reclamando de ser interrompido - ela fazia novamente - Você se ofende muito fácil!

Frank preferiu relevar o comentário ignorante da esposa, pois sabia que não ia convencê-la desse jeito.

- Natalie, isso ficou muito feio. A Gwen estava visivelmente constrangida, as crianças também não entenderam porque que tinha tanto homem na casa e o pior de tudo, você criou um clima muito feio.

- Que clima feio eu criei?

- Você acha que a Gwen e o Ben vão te perdoar por isso?

- A Gwen vai me perdoar porque ela é minha filha. Agora o Ben, eu não me importo com ele.

- Devia se importar...

- Não! - Natalie o interrompeu - Ele não é sangue meu. Não sou obrigada a gostar dele.

- Mas têm obrigação de respeitar o casamento da sua filha. Querendo ou não, não estamos mais na época em que os pais escolhiam os casamentos dos filhos. A Gwen escolheu casar com o Ben e ele é o pai dos seus netos. Trata bem a sua filha... você não tem motivos pra tanto ódio.

- Motivos ou tenho de sobra. Não vou aceitar um bêbado como genro, Frank, não vou!

- E outra coisa: a sua irmã também não tem nada que ficar se metendo na vida da Gwen.

- Ela não tá se metendo, tá só dando a opinião dela.

- A Gwen não pediu a opinião dela. Ela é tia, ela não decide pela Gwen.

Frank e Natalie passaram um tempo discutindo até que ela resolveu encerrar a conversa porque não queria ouvir mais nada. Natalie jamais admitia que estava errada em tentar se meter no casamento da filha quando não havia motivos.

- Oh, Senhor! - orou Frank - Por favor, ajude a minha filha. Ela sabe o quanto que a mãe dela é difícil, mas não precisa que a mãe interfira no casamento. Ainda mais com um bom marido como o Ben.

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Max estava com a Lata Velha estacionada em um parque enorme, com bastante espaço aberto. Talitha e Karina dormiam em cadeirinhas, enquanto seus irmãos estavam em pé, formando uma linha à frente do bisavô.

- Muito bem, crianças! Eu sei que os pais de vocês não querem vê-los lutando. Mas pelo que vimos ontem, vocês precisam aprender a se defender dos ataques dos inimigos. Por isso, eu montei essa estrutura para vocês treinarem suas defesas, igual ao que eu fiz com o pai de vocês quando ele tinha 10 anos.

- Talitha e Karina não vão lutar? - perguntou Gabriella.

- Elas ainda são muito pequenas. Mas quando tiverem idade suficiente, vão ser treinadas também.

- Eu já sou grande, bisavô? - perguntou Kenny.

- Você só tem 3 anos, mas como já sabe fazer mágica é bom que treine também - respondeu Max - Mas, claro, no nível de alguém de 3 anos.

Cassandra foi a primeira a treinar, depois Gwendolyn, depois Gabriella, e por fim, Kenny. Cada criança tinha sua própria área, com estruturas próprias para o treinamento adequado para sua idade. Eles treinavam destruir projéteis com mana, se desviar de ataques e criar proteções. Passaram a tarde inteira treinando, até que Max os chamou as 18 horas para voltarem para casa.

- Vocês foram muito bem, crianças! Parabéns! Vão ser ótimos heróis no futuro! - dizia Max enquanto dirigia.

Os quatro comemoravam.

- E como foi o papai nesse treino? - perguntou Gwendolyn.

- Ah, ele não foi muito bem não. Seu pai era muito imaturo, mesmo com 10 anos.

- Devia estar bêbado também - Cassandra disse, fazendo seus irmãos rirem.

- Cassie! - repreendeu Max - Isso não é coisa que se diz sobre o seu pai.

- Ah, mas eu só tô brincando...

- Uma coisa é brincar, outra coisa é desrespeitar. O pai de vocês está passando por um momento muito difícil e não é bonito vocês ficarem rindo dele. Isso é coisa de vilões como a Encantriz, não de crianças boazinhas como vocês.

Os quatro baixaram a cabeça. Cassandra nunca tinha percebido que seus comentários chateavam o pai. Em sua inocência, ela estava apenas brincando, tal como já vira Ben fazendo várias vezes. Ela enfim entendia que existem coisas que as crianças não devem dizer.

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No quartel general, Ben conversava com Cooper pelo celular.

- Então, cara, me desculpa por tudo que eu te disse ontem. Eu sei que você não quer roubar a Gwen de mim. E eu também fui desrespeitoso com a Emily. Me desculpa por isso também.

- Relaxa, Ben. Tá tudo bem. Eu vi que você tava bêbado. E nem vou questionar o motivo. Se eu soubesse que a dona Natalie tinha me convidado pra participar de um programa de troca de marido eu nem viria.

- Pois é, nem me fale... Ahhhh, e outra... sobre aquilo que eu falei do seu presente, me desculpa mesmo, cara, eu não queria ofender.

- Nããão... relaxa, cara. Não tem problema. Pode ficar tranquilo que eu não guardo mágoa.

Quando a conversa acabou, as crianças chegaram e vieram correndo abraçar os pais.

- O bisavô nos ensinou a nos defender dos vilões - contou Gwendolyn.

- Ah, é mesmo? E vocês conseguiram? - perguntou Gwen.

- Siiiiim! O bisavô disse que a gente foi muito bem!

- Eu sei que vocês não querem colocá-los pra lutar, mas depois que tivemos o ataque do Kevin, pensei que fosse bom ensinar o básico pra eles - explicou Max.

- Tudo bem, vovô! O senhor fez certo!

Cassandra foi em direção ao pai.

- Papai... me desculpa. Eu não queria te deixar triste.

- Ahhh, Cassie! - Ben a pegou no colo - Você é igualzinha a mim quando eu tinha a sua idade - ele a abraçou - É claro que eu te desculpo!

- Eu te amo, papai!

- Também te amo, filha! - ele beijou a testa dela - Nunca duvide disso.

As outras crianças fizeram o mesmo. Prometeram que jamais tirariam sarro do pai de novo. Ben lhes prometeu que ia tentar não dar motivos para eles fazerem isso.

_________________________

 

Passados cinco meses, a pena de Lucy foi cumprida. Ela recebeu um bilhete na saída, pedindo para ela se encontrar com alguém em Bellwood. A Lenopana foi até uma casa que não ficava muito longe da dos pais de Gwen. Ao chegar lá, foi atendida por duas mulheres encapuzadas. Uma estava sentada em uma cadeira e outra estava em pé.

- Por que precisa de mim? - perguntou Lucy.

- Você quer o mesmo que eu: acabar com aquele maldito casamento dos Tennyson. Você vai me contar todos os detalhes do passado do Ben - a mulher que estava em pé tirou o capuz. Era Natalie.


Notas Finais


1) Embora a foto tenha sido a do Omniverse (pois o Rook só aparece nessa série), eu imagino a história com o design da primeira série do Ben 10.
2) A cena do treinamento das crianças foi inspirada no episódio 5 da 1ª temporada de Ben 10 ("Caçado").


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