História My Lovely Photographer - EM HIATUS - Capítulo 26


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Categorias Gustavo Stockler (Nomegusta), Kéfera Buchmann
Personagens Gustavo Stockler, Kéfera Buchmann
Tags Fanfic, Gustavo, Kéfera, Kesta, Youtubers
Visualizações 143
Palavras 1.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Voz Interior


Fanfic / Fanfiction My Lovely Photographer - EM HIATUS - Capítulo 26 - Voz Interior

KÉFERA’S POINT OF VIEW


Marisa: Pra começar, você não devia nem ter chegado perto desse idiota outra vez.


Minha amiga dizia com voz manipuladora enquanto se sentava no sofá retrátil pequeno da sala de estar, ficando de frente para mim numa posição perfeita para me olhar nos olhos.


Ké: Poxa, Marisa, ele não é como você pensa que é. Você não o conhece.

Marisa: Kéfera, você me contou cada detalhe da personalidade daquele homem. Eu lembro. Você disse que ele era um idiota, babaca, moleque, manipulador, escroto, tosco, chorume, estrupício, ignorante, vagabundo, mentiroso...


Eu realmente havia usado todos esses adjetivos para descrevê-lo. Mas foi na hora da raiva, quando fui influenciada a achar todos os pontos negativos que eu enxergava naquele momento e usar para desabafar todo o ódio que eu estava sentindo. Não foi culpa minha. Ele tinha me deixado sem dar explicações, esteve comigo em um momento e no outro não via mais sua sombra. Eu errei, todavia as coisas estão diferentes e hoje cito os melhores elogios que posso. Eu tento.


Ké: Para! - a interrompi quase gritando - Por favor… ele não é como eu disse que é. Eu estava com raiva… não sabia o outro lado da história.

Marisa: Que lado? O lado que só desejava te comer? Porque foi isso que ele fez e está fazendo de novo!

Ké: Ele tem problemas…


Falei lembrando da noite em que Gustavo me contou tudo. Sobre o vício que tinha desde que foi embora e a saudade que sentia de mim. Sorri levemente ao lembrar da cena dele dizendo que me amou durante todo esse tempo, mas logo voltei ao mundo real onde os gritos da Marisa estavam ganhando força.


Marisa: Você tem problemas, o Felipe tem, eu tenho. Todos nós temos problemas! E não é por isso que jogamos nossas frustrações em pobres coitados.

Ké: Está me chamando de pobre coitada?


Na mesma hora me levantei, exaltada, comecei a andar de um lado para o outro enquanto as lágrimas escorriam sem cessar dos meus olhos.


Ké: Porra, Marisa, o que eu te fiz? - falei enxugando um pouco as lágrimas - Eu sei que está tentando me proteger, mas eu não quero viver numa gaiola. Eu sei que pode doer, só que eu sou um passarinho que precisa voar. É sobre a minha vida que estamos falando, então eu que tomo as decisões. Minhas intenções sempre foram as melhores. Caramba, quantas vezes você brigou com o Felipe e eu estive ao seu lado apoiando o amor de vocês? É tão difícil assim enxergar que finalmente estou me sentindo bem depois de tantos meses?

Marisa: Eu só estou te avisando. Quando ele quebrar seu coração outra vez, nem venha para perto de mim de novo.


Ela disse como se estivesse declamando um poema, com a voz serena como se estivesse cantando o hino nacional antes de uma partida de futebol. Sem papa alguma na língua, sem medo de machucar, sem dó, sem compaixão.

A última coisa que ela disse antes de eu sair de seu apartamento com as minhas malas foi “A porta da minha casa está aberta se você estiver sozinha.”. E eu fui embora. Esperando ela me chamar de novo e pedir desculpas por tudo que disse. Eu sabia que não viria, mesmo assim esperei. E ela não veio.



Algumas semanas depois



São Paulo, Brasil



KÉFERA’S POINT OF VIEW


Acho que nunca poderemos nos despreocupar sobre estarmos pisando firme com os dois pés no chão, porque sempre existirá um alguém esperando o momento certo para te empurrar de leve e te derrubar no chão junto à tudo que sente. Também temos que ficar atentos enquanto estamos firmes, claro, pois quem acaba com nossos planos nem sempre está distante. Essa pessoa pode estar escondida dentro de você. Sabem aquela voz que te manda desistir, que diz que você não é capaz, que faz de tudo para você se render às desilusões? É dela que estou falando.

Nas últimas semanas eu tenho ouvido muito essa voz interior. Ela vem ganhando altura e força a cada dia que se passa. Fica mais fácil de ouvir o que ela tem a me dizer. Antes, eu não acreditava muito nela, tudo parecia ser fantasia da minha cabeça. Algo criado para eu me distrair e esquecer as coisas que acontecem. Mas, ultimamente, tudo está diferente. Eu ouço coisas que fazem sentido, a culpa não é minha se isso funciona assim.

O que eu posso fazer se todos os meus sentimentos se parecem com a culpa?

Preferi não dizer nada para ninguém e agir como se tudo estivesse normal. Aquela voz está dentro de mim, então ninguém precisa saber o que está acontecendo comigo. Nem para a Marisa eu contei, nós estamos conversando, só não é como antes. A única exceção disso tudo é o Gustavo, claro. Alguns dias depois de nós chegarmos do Rio eu decidi falar com ele sobre tudo que me atormentava.



FLASHBACK


Gu: Você tá dizendo que isso tudo é culpa minha, é isso?

Ké: Não, amor, não é isso.

Gu: Então o que é, Kéfera?

Ké: Eu só quero que você fique comigo.

Gu: Eu já disse que eu preciso arrumar minha vida antes de entrar na sua.

Ké: Você sabe que nunca saiu dela. E eu não estou pedindo que namore comigo, só preciso que me ajude a me livrar dessa tristeza.

Gu: Sinto muito, mas eu não consigo. Eu sempre te disse que não seria o suficiente.

Ké: Eu não preciso  que faça nada, só quero você aqui na minha casa.

Gu: Me desculpa, eu não posso.


FLASHBACK


Desde aquele dia nós não nos falamos mais. Eu estou fingindo todos os meus sorrisos desde então. O Gustavo pareceu não se importar comigo. O que ele disse parece acolhedor, mas a maneira que expressou aquelas palavras, o tom da sua voz… ele estava alcoolizado outra vez, eu acho.

Só que hoje eu quero que as coisas sejam diferentes. Minha voz interior me disse para esquecer o Gustavo, então terei um reencontro com uma pessoa que me distraiu num dia ruim. Eu vou vê-lo de novo.




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