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História My Lunchbox Friends - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Aliadas


~~Milena~~ 

 

Depois de dois dias, e muita enrolação da parte da Sayuri, finalmente decidimos falar com a anã e a certinha, é bem mais fácil, pois se conseguirmos convencer uma delas a outra vai vir junto. No momento me encontro chegando na escola, e sinto alguém me cutucando, olho para trás e vejo Regina, imediatamente fico extremamente irritada, é a terceira vez que ela e as amigas me procuram a mando da Kelly. 

-Só para – digo interrompendo bem no momento que ela começaria a falar – eu já sei o que você vai falar, e eu não quero ficar com o seu grupinho. 

-Você vai acabar se arrependendo – diz com a cara fechada e sai andando rápido.  

-Garota estupida – sussurro um pouco alto. 

Escuto uma risada, quando olho vejo o mesmo garoto loiro que Sayuri falou, agora de perto consigo ver seus olhos azuis. Ele começa a se aproximar de mim. 

-O que a Kelly quer com você? - ele questiona – é bem raro ela ficar tão obcecada por alguém. 

-Se você conseguir descobrir o motivo me avisa, eu realmente não sei o porquê de ela estar no meu pé - começamos a caminhar na direção do portão. 

-Você é amiga da Sayuri? - pergunta e assinto – faz tempo que não falo com ela, ela era extremamente simpática, não entendo ela ter mudado do nada ou talvez entenda. 

-Melhor falar com ela, querido – passamos pelo portão. 

-Que seja, manda um abraço para ela – fala e sai andando  

Depois que ele sai, eu fico uns segundos refletindo sobre o que aconteceu e começo a olhar em volta em busca de Sayu, enfim consigo vê-la distraída perto da árvore, sigo em sua direção e pego em seus ombros. 

-Eu não aguento mais – falo assustando Sayuri - eu não entendo o porquê dá Kelly estar tão obcecada em me levar pro lado dela 

-QUE SUSTO – coloca a mão em seu peito e eu dou uma risada – todo dia você faz isso – me empurra de leve. 

-Pode ir se acostumando – dou outra risada. 

-Sobre a Kelly, o problema não é você ter negado ela – suspira – eu que cometi o erro de enfrentar ela, veja que ela nunca faz nada, sempre manda os súditos dela fazerem o trabalho. 

-Isso só reforça o que eu venho falando, ela só usa as pessoas, todo mundo a acha inalcançável – sento no banco – temos que fazer alguma coisa, ou pelo menos começar a fazer. 

-Você tem razão - senta do meu lado – no intervalo a gente fala com elas. 

Vamos em direção a nossa sala, e o sinal toca no momento em que chegamos. Com o passar das aulas, finalmente o intervalo chega. Logo levanto e vou em direção a saída, percebo que Sayuri não está do meu lado, olho para trás e a mesma se encontra brigando com Kelvin. Reviro os olhos e vou saindo, sinto alguém me empurrando e caio no chão e para piorar meus óculos caem também, escuto uma risada fina, a Regina. 

Que cena clichê, a menina denominada como malvada empurra a provável mocinha no chão, que inesperadamente acaba perdendo os óculos, agora alguém vai chegar e devolver seus óculos o que vai gerar uma espécie de romance. Espero um pouco, porque eu estou esperando? Pego meus óculos e levanto. 

-Vão se foder – falo e saiu andando em direção a árvore, limpo meus óculos e Sayuri chega. 

-O Kelvin é um babaca – fala enquanto anda em círculos pisando fundo – porque você está sentada? - dou de ombros e ela me puxa – temos que falar com elas. 

Saímos em direção ao refeitório, ao chegar lá, olho ao redor e vejo as duas sentadas em uma mesa meio distante, puxo ela e vamos em direção a elas. 

-São Rafaelly e Giovanne? - pergunto e assentem – precisamos conversar – me sento na mesa – me chamo Milena e essa vocês já devem conhece. 

-O que vocês querem? - pergunta a Rafaelly. 

-Queremos a ajuda de vocês - sayu responde – queremos começar a próxima revolução estudantil.  

-Tirar aqueles tiranos do poder – falo – e para isso precisamos de vocês.  

-Isso com toda certeza é uma péssima ideia – diz Giovanne levantando.  

-Você tem razão, é uma ideia horrível – falo a encarando - então vamos viver o resto de nossos anos escolares sendo escravos da rainha da malvadeza, ou a gente pode tentar seguir essa ideia horrível e, com sorte, conseguirmos o respeito que merecemos.  

-Vocês não estão cansadas de serem ameaçadas? - Sayu diz e se senta do outro lado – ou de serem maltratadas? Usadas? Não estão cansadas de sofrerem as consequências por outras pessoas? 

-A gente está - falo firme – somos sempre punidos injustamente por causa dos privilégios da filha do diretor – falo batendo na mesa - todo mundo acha que eles três são inalcançáveis, mas eles não são e juntas vamos mostrar para todos. 

-A gente nem se conhece – fala Rafaelly desconfiada – como podemos confiar em você. 

-Mas vocês me conhecem – Sayu se pronuncia – acham mesmo que se ela não fosse de confiança eu estaria aqui? - suspira – a gente se conhece desde criança e sempre fomos escravos deles, não é por esse motivo que viramos excluídas? Perdemos tantas coisas e pessoas por motivos fúteis, por guerrinhas que somos obrigadas a escolher um lado, a Anne, Kelly e Miguel não se importam com as pessoas, só querem poder e mais poder. 

As duas se olham e assentem juntas, elas parecem abaladas com a fala de Sayuri, deve ser por terem vivido esses momentos descritos. Giovanne, antes afastada, se aproxima calmamente até mim. 

-Aceitamos – fala com um sorriso no rosto – por onde começamos? 

-Chamem pessoas de confiança que estão na mesma situação, quanto mais pessoas melhor – dou um sorriso e pego meu celular – vou passar meu número e envio meu endereço, sábado de manhã vamos fazer nossa primeira reunião. 

-Passamos o horário depois – sorri – e mais uma coisa, só chamem pessoas de total confiança - fala seria. 

Escutamos o sinal, e vamos juntas até o final do corredor, me despeço delas e volto para trás, pois havia me esquecido de beber água. Chego no bebedouro, bebo um pouco de água e saio em direção da sala, quando vejo uma menina loira me encarando, ela vem andando em minha direção. 

-Olá, me chamo Emília – sorri timidamente – a Kelly mandou um recado. 

-Que recado? - falo grossa. 

-Ela te deu até segunda para pensar sobre entrar no grupo, ela mandou tomar cuidado com sua amiga, porque ela não é de confiança, já se perguntou o porquê de todos não falarem com ela? Você acha mesmo que foi ela que quis se afastar de todos? – fala e sai andando apressadamente. 

Fico parada um pouco confusa, e saio andando em direção da minha sala, ela tá tentando fazer minha cabeça contra a Sayuri? 

É impossível que seja só pelo motivo que a Sayu falou, com certeza tem algo por trás e eu vou descobrir, custe o que custar. Entro na sala e vou para o meu lugar e fico refletindo. 

 

 

Com o chegar da última aula, recebemos o recado que teremos aula vaga, pego meu material e vou em direção a porta e fico esperando minha amiga, vejo que a mesma esta pela decima vez nesse dia ela está discutindo com o Tiago. Vejo ela guardando suas coisas e pegando sua mochila e para ajudar o Tiago pega a mochila dela e deixa no alto, ela tenta chutar ele, mas o mesmo consegue desviar, a única coisa que consigo fazer é revirar os olhos. 

 Ele vem na minha direção, olhando para trás e rindo, quando é parado por Rafael e Maria. 

-Tiago devolve a bolsa dela – diz Maria seriamente, Tiago nega e Rafael puxa a bolsa da mão dele e devolve para a Sayu. 

-Obrigada – fala Sayuri para os dois e vem em minha direção - nem pra’ você ajudar. 

-Eu não gosto de me meter nos conflitos dos outros – digo dando de ombros e indo em direção a um banco – tem muita gente aqui. 

-Deve estar tendo reunião de professores – fala e senta no banco. 

Olho para trás e vejo o projeto de gente e a amiga dela vindo em nossa direção, provavelmente estão de aula vaga também. 

-Oi meninas – diz rafa toda animada – a gente pode ficar com vocês?  

-Claro, fica à vontade – fala Sayu. 

-GENTE DO CÉU - grito atraindo vários olhares em minha direção - eu esqueci de devolver o livro da biblioteca, vou lá agora. 

-TODO ESSE DRAMA PRA’ ISSO? - me pergunta com raiva e assinto saindo depressa em direção a biblioteca.  

Chego lá e a tia da biblioteca da baixa no livro para mim, aproveito que já estou lá e procuro algum livro para poder me entreter. A biblioteca era bem grande, olhando de certo ângulo parecia um labirinto, dentre as estantes existiam algumas mesas pequenas e em alguns lugares tinham pequenas poltronas, vou na seção mistério e pego um livro de capa rosa que me chama atenção. 

Saio em direção ao fundo da biblioteca e acho um lugar meio “escondido”, ficava bem longe da entrada e tinha estantes enormes em volta, com só uma abertura de passagem que leva a duas pequenas poltronas viradas uma para outra. Me sento em uma delas e abro o livro, depois de algumas pagina sinto meus olhos pesarem e minha visão escurece. 


Notas Finais


<3


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