História My Little Cat Girl - Jimin (reescrevendo) - Capítulo 2


Escrita por: e yssschr_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Hetero, Híbrido, Jimin
Visualizações 889
Palavras 4.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Mi-Cha


Fanfic / Fanfiction My Little Cat Girl - Jimin (reescrevendo) - Capítulo 2 - Mi-Cha

Os primeiros raios de sol da manhã tocavam as pálpebras de Jimin que tentava dormir mais um pouco. O moreno sentia um cheiro bom invadir suas narinas, um cheiro que lembrava de sua mãe enquanto fazia seu café da manhã antes de ir à escola. A imagem de sua mãe passou pela sua cabeça e o fez sorrir. Ele sentia tanto sua falta.

Abriu seus olhos lentamente, fitando todos os móveis de seu quarto e ouvindo com cuidado os barulhos baixos de sua cozinha.

Em um pulo desesperado, Park deixou a cama, descendo as escadas com pressa até entrar na cozinha afobado. Seu peito subia e descia frenético, sua respiração estava ofegante, mal podia respirar.

— Mãe?! — Jimin gritou sem evitar as primeiras lágrimas que ameaçavam deslizar por seu belo rosto, e o grande e feliz sorriso que surgiu em seus lábios. 

— Bom dia, senhor.

A pequena menina estava em frente a pia lavando os pratos que sujou, com seu avental envolto de seu pequeno corpo. A mesma sorriu docemente ao ver seu "dono", que a olhava sem reação.

Jimin ficou por um tempo parado tentando processar direito o que acontecia enquanto olhava alheio a garota à sua frente. Jimin puxou seus próprios cabelos com os dedos para trás ao perceber o quão ridículo ele foi em pensar que sua mãe estaria ali, fazendo mais uma vez um café da manhã cheio de amor e carinho. Ele olhou brevemente a menina e depois sua mesa. Seus olhos se arregalaram. 

Sua mesa estava repleta de gostosuras, como: bolos, panquecas, tortas e pães. Aos seus olhos, aquilo era lindo demais.

O moreno ficaria com raiva da menina, já que a mesma havia mexido em sua cozinha quando havia dito para não mexer no que o pertencia, mas não tinha coragem de brigar com alguém que parecia ter se empenhado tanto para agradá-lo.

— Por que fez isso tudo? — sentou-se à mesa.

— Eu apenas queria te deixar feliz. — a menina sorriu levando suas mãos atrás de suas costas, se balançando de frente para trás.

Jimin olhou a menina e se levantou da mesa, recebendo um olhar confuso e curioso da felina. Ele queria muito comer a comida que era tão linda aos seus olhos, mas estava receoso, afinal, era uma refeição tentadora feita por uma pessoa que ele mal conhecia. Foi até a sala e olhou todos os cantos, vendo se algo havia sumido. A menina percebeu o que Jimin fazia e abaixou a cabeça envergonhada. 

Ela estava tentando ser o mais amigável possível e se sentiu ofendida, mas ela sabia que não era fácil confiar em alguém que conheceu a pouco tempo, e o entendeu.

— Senhor, eu juro que não peguei nada. Olhe, eu nem tenho bolsos. — puxou seu vestido em sua direção, monstrando-o.

A garota de cabelos brancos não queria transparecer e mostrar sua tristeza, mas Jimin percebeu e cessou sua busca. Ele voltou a cozinha sentando novamente, olhando as delicias à sua frente. Jimin realmente era medroso, tinha medo de tudo; tinha medo de que aquela comida fosse envenenada, tinha medo que aquela gatinha estava o enganando, mas, ao olhá-la, seu medo sumiu e não conseguia imaginar uma menina que parecia tão inocente e inegavelmente pequena fazer tal coisa. 

Pegou o talher ao seu lado e cortou a torta logo a levando até sua boca. Uma nostalgia correu por todo seu corpo. A torta tinha exatamente o mesmo gosto da torta que sua mãe fazia. Uma lágrima escorreu por seu rosto ao lembrar novamente de sua mãe. Aquela menina o estava fazendo recordar das melhores memórias de sua vida.

A felina olhava atentamente o moreno, que comia feliz, a fazendo ficar com um pequeno sorrisinho nos lábios. De uma forma, a felicidade dele era a dela também, e ela adoraria ver mais de Jimin.

— E você? Não vai comer? — Jimin a olhou com o garfo encostado em seus lábios carnudos.

— Eu já comi senhor.— ela abanou o ar com as mãos e voltou a fitar Jimin, que estava ficando envergonhado por ser observado enquanto comia. Ele acreditava que estava patético enfiando tanta coisa em sua boca.

— Por favor, pare de me olhar. 

A menina fez uma careta fofa franzindo o nariz e desviou seu olhar o outro que era tão lindo enquanto comia. 

Após terminar de comer, Jimin chamou a menina para a sala e sentou-se no sofá, logo pedindo que ela sentasse junto à ele.

— Comece. 

— Começar o que, senhor? — se fez de desentendida.

— Você sabe do que estou falando. Comece a falar tudo. Você prometeu.

A menina suspirou como se estivesse cansada e caminhou até sua caixa, onde tirou um envelope azul, a cor preferida de Jimin. A menina caminhou até o mesmo lhe entregando o envelope. Ela queria revelar logo o que estava escrito, mas temia despertar algo ruim em Jimin: a tristeza. Ela não queria vê-lo triste de jeito nenhum.

— O que é isso? — pegou o envelope da mão da garota e a olhou confuso. 

— Abra. 

Assim como foi dito, Jimin abriu o envelope, que continha uma carta também  da cor azul, e iniciou a leitura:

"Querido, aqui é a mamãe.

 Se está lendo, é porque eu não me encontro mais perto de ti e está se perguntando o que esta menininha linda faz aí. O nome dela é Mi-Cha, minha pequena híbrida. Eu peguei Mi-Cha quando você foi embora de casa para tentar uma nova vida. Você sabe que eu não te impedi e fiquei feliz por finalmente pensar em ser independente,  mas admito que fiquei triste e entrei em uma depressão profunda por não te ter perto de mim. Eu sei, mamãe é muito exagerada. Eu peguei Mi-Cha em frente à minha porta, faminta e suja. Vendo uma menina tão linda e frágil naquela situação meu coração  amoleceu. A peguei e cuidei,  nunca me arrependi. Jimin, ela é um anjinho sem asas e sua presença  me fazia lembrar de você, meu anjinho. 

Desculpa por lhe dar um pouco de trabalho, mas te peço por meio desta carta que cuide desse pequeno anjo,  porque sei que ela também cuidará de você. 

Peço perdão por partir sem dizer um adeus, mas saiba que a mamãe te ama muito e espera que tudo esteja correndo do jeito que você sempre quis. 

                                      Um beijo e adeus."

Jimin não aguentou mais. Lágrimas umedeceram suas bochechas e seu coração apertou. Era como se ele estivesse lendo novamente a carta de um parente distante  que afirmava que sua amada mãe havia falecido. Jimin sentiu aquela dor novamente e se julgava inútil por não ter ficado ao lado de sua mãe até seu último suspiro. 

Ele se culpava por toda a dor que sua mãe passou. A culpa foi dele por ela ter entrado em depressão e adoecido, ele se odiava por isso. Jimin olhou para a menina que estava com os olhos marejados. Ela estava sentindo a mesma dor, porque a senhora Park foi a única pessoa que se preocupou com ela e dedicou seu tempo a cuidar e a ensiná-la. 

Jimin enxugou suas lagrimas e sorriu  para a pequena, tentando expulsar aquele clima choroso. Naquele momento ele sentiu que deveria ficar com a menina, para realizar o último desejo de sua mãe já que desde que saiu de sua vida só soube fazê-la sofrer. Podia fazer ao menos aquilo, por ela

— Bom. Parece que você vai ter que ficar aqui. — se pôs de pé e caminhou até a caixa alheia. Jimin achava engraçado aquela menina parar em sua casa como uma encomenda e se enrolar em suas cobertas. Ela era tão inocente aos seus olhos, não enxergava maldade nas pessoas e aquilo era encantador para ele. 

— Mi-Cha. — Pela primeira vez Jimin a chamou pelo nome. 

Mi-Cha não tardou em respondê-lo, ficando de pé para escutar o que ele tinha a dizer. 

— Sim senhor. 

— Sabe, eu estou realmente curioso. Quanto tempo você demorou até chegar aqui? E por que... —  olhou para a caixa jogada na sala. — veio em uma caixa?

— Eu demorei um mês para chegar, e a caixa era porque estava chovendo. 

Jimin abriu levemente os olhos estreitos, espantado.

— O quê? Um mês? Por que?

— Eu vim andando. — a menor disse com seu doce sorriso, como se fosse algo normal.

— Andando? Eu não consigo acreditar. Eu preciso sentar. — Jimin jogou seu corpo para trás caindo no sofá. — Ok... — suspirou — Então, você trouxe algo a mais que essa caixa?

— Eu sou tudo senhor. — ela tombou a cabeça para o lado com sua feição inocente. 

— Você veio apenas com esse vestido? — a menina assentiu arrancando um suspiro de Jimin. 

Ele não podia acreditar que a menina tinha apenas aquele vestido já todo gasto e surrado. O mais surpreendente era o fato de sua mãe não ter comprado nada para ela vestir. 

— Venha aqui. — a menina foi até o moreno, que segurou sua mão e a guiou até a porta de seu banheiro. — Espere aqui, vou pegar uma toalha pra você. — foi até seu quarto abrindo o guarda-roupa. Dali, pegou uma calça, a menor camisa que tinha e um moletom. Abriu a gaveta na parte de baixo pegando uma toalha. Foi até a menina novamente que se olhava no espelho do banheiro. Ela mexia suas orelhas freneticamente com uma feição triste, como se não gostasse do que visse. 

— Mi-Cha. — Chamou sua atenção. 

A menina se virou olhando as coisas que Jimin trazia para ela. 

— O que é isso? — apontou para as roupas em suas mãos. 

— É pra se vestir. Você  não pode ficar com esse vestido rasgado para sempre. — A menina olhou as roupas que ele lhe trouxe, depois seu vestido. Ela estava triste. — Qual o problema? 

— Esse é o meu vestido favorito.  Foi a senhora Park que me deu. — Jimin viu seus olhos que a pouco tempo atrás carregavam alegria, agora carregar lágrimas. 

Ele agora sabia o porquê dela só ter aquele vestido. Mi-Cha não queria vestir nada a mais que aquele, e ele não sabia o que falar para a mesma mudar de ideia. Jimin entendia que o vestido era importante,  mas, com ele ela parecia tão miserável. 

— Mas você só vai tirar por um tempo.  Me dê seu vestido que eu lavo, depois você  usa. Combinado? — parecia estar falando com uma criança. 

Mi-Cha olhou seu vestido novamente, vendo seu estado. Ela sabia que parecia miserável, e o pior de tudo: o vestido a lembrava da senhora Park que tanto a cuidou com carinho. 

— Não precisa lavar.  Eu o guardarei.  — Pegou as coisas que estavam nos braços do mais velho e adentrou o banheiro, iniciando seu banho. 

Jimin estava no sofá ansioso. Ele não queria admitir, mas queria muito ver Mi-Cha em suas roupas, que talvez fossem três vez maiores que a pequena. Assim que ela saiu do banheiro, Jimin arregalou os olhos e corou como uma pimenta. 

— P-Por que você não tá usando a calça que te dei?  

— Ela era muito grande, estava caindo o tempo todo, então a tirei. — falou simplória. 

Jimin olhou as pernas brancas e fartas da garota. Ele sentiu uma fisgada em seu membro e desviou o olhar da menina. Ele não podia acreditar que estava ficando excitado olhando apenas as pernas dela.  

Ele se sentia um pedófilo, por mais que ela não fosse tão pequena assim. 

— Coloque qualquer coisa, por favor. — pediu agora olhando para seus dedos que não paravam quietos. 

— Mas não tem nada, suas calças são  muito largas. 

— Deixe-me ver se consigo achar algo.  — se levantou apressado e subiu as escadas até  chegar em seu quarto, procurando por uma calça que não coubesse mais nele. Êxito. Achou a calça e deu para Mi-Cha que vestiu em sua frente. 

— Pronto senhor. Não precisa mais ficar vermelhinho. — a menina falou risonha. 

Jimin passou seus dedos pelo cabelo.  Era inegável sua vergonha. 

— Senhor, o que é isso? — apontou para dentre suas pernas.

Jimin, que apenas usava sua calça  moletom, seguiu o olhar alheio. Ao ver para onde a menina apontava com o dedo indicador, tapou com uma almofada e sentiu suas bochechas queimarem de vergonha por seu "amigo" não ter se controlado. Jimin se sentia tão ruim por estar excitado com aquela menina que acabou de conhecer e que parecia tanto uma criança. 

A menina deu um sorriso com a vergonha de Jimin. Ela não sabia o porquê dele ter ficado daquele jeito com uma única pergunta, mas adorou ver o rosto do maior ficar tão vermelhinho. 

[...]

Havia se passado duas semanas desde que a pequena começou  a morar com Jimin. Yoongi só ficou sabendo da menina quando  foi visitar seu amigo para agradecer por ter o tirado da rua quando estava bêbado. O loiro ficou encantado com a menina. Ele a achou muito fofa e não parava de acariciar as orelhas da menor que -  praticamente ronronava - sorria feliz pelo carinho. Jimin sentiu a raiva consumir seu corpo e afastou Yoongi de Mi-Cha e proibiu de tocá-la novamente. 

Mas claro que ele não obedeceu. 

Mi-Cha ainda não possuía nada seu.  Sempre vestia as roupas de Jimin e dormia no sofá. De manhã, a menina acordava no chão, e dizia que era mais confortável. Jimin queria comprar roupas novas para a garota e foi isso o que fez.  A levou para um shopping e pediu que escolhesse o que queria. De primeira, ela se sentia amedrotada por tantos pares de olhos em um único só lugar, e, movida ao medo, segurava na mão do moreno que mesmo supreso não desfez o contado. Logo lá estava ela, correndo de um lado para o outro, louca por ver tanta roupa,  uma mais linda do que a outra. 

— Eu quero esse! E esse e esse! — apontava para vestidos, camisas, calças,  saias, suéters, moletons e até sapatos, já que ela não podia andar descalça pela casa do jeito que estava antes. Jimin estava feliz vendo a felicidade da pequenina e não se arrependeu de ter gastado cada centavo com ela - apesar de seu salário do mês ter ido todo para o ralo. 

Ele estava começando a se acostumar com a de cabelos brancos ao seu lado. Agora, não tinha mais motivo para se sentir solitário. 

A menina sorria feliz com as roupas que Jimin havia comprado e tinha decidido fazer um jantar delicioso para agradecê-lo. 

— Está cansado, Jimin? — Olhou para o mesmo que tinha suas mãos sobre seus joelhos e olhava para o nada. 

— Não, apenas com sede.  — a menina sorriu e viu uma oportunidade de ajudar Jimin. 

— Quer algo para beber?  Eu posso pegar. 

O mais alto assentiu e deu uma nota para Mi-Cha comprar uma bebida para os dois. Mi saiu andando pelo shopping procurando algum lugar para comprar alguma bebiba, mas não conhecia nada ali e nunca havia comprado algo em toda sua vida. Seus olhos vagaram pelas várias vitrines e pessoas e sua curiosidade se fez presente ao ver algumas dessas pessoas segurando algo e lambendo como se fosse a coisa mais deliciosa do mundo.

 Sua vontade de lamber aquilo era enorme e ficava cada vez maior ao ver crianças se lambuzando e sorrindo. Seus pés se moviam timidamente na direção de uma mulher para perguntar se ela permitia apenas uma rápida lambidinha, mas parou ao ver uma curta fila onde as pessoas lhe entregavam dinheiro e depois tinham aquela "coisa" em mãos. A gatinha cessou seus passos e se dirigiu até a fila esperando sua vez chegar. 

Ela se sentia culpada por não comprar pelo menos uma água para Jimin, mas ela queria muito provar aquilo. Talvez sobrasse dinheiro e ela pudesse comprar algo de beber para ele depois. 

— Moça, qual o nome disso?  — apontou para a mão do homem que já ia embora. 

— Isso é sorvete, princesa. — a moça sorriu simpática, achando que se tratava de uma criança. 

— Isso é de comer? Né? 

A moça gargalhou e acenou a cabeça  positivamente. 

— Isso é bom? 

A moça assentiu novamente sem parar de rir. A inocência da menina era tanta que ela ria junto à moça. 

— Me dá um, por favor? 

— Qual sabor, pequena? 

Mi-Cha olhou atrás da balconista e escolheu a olho qual parecia mais apetitoso. 

— O marrom. 

— Chocolate? 

Um "aaaaa" prolongado foi solto pelos lábios cheinhos de Mi-Cha que assentiu em seguida, dando pequenos pulinhos para ver a massa do sorvete girando várias vezes fazendo uma forma particularmente bonitinha. 

A balconista lhe entregou a casquinha de sorvete com um sorriso sincero no rosto. Era maravilhosa a capacidade da menor de fazer qualquer pessoa sorrir. Mi-Cha lhe entregou a nota que Jimin havia lhe dado e logo recebeu mais algumas notas e moedas. Rumou até um banco de madeira ainda perto do lugar e sentou-se ao lado de uma mãe com uma pequena e fofa criança nos braços. 

Fez uma breve careta ao sentir o gelado do doce na língua, mas sem negar que o gosto era muito agradável. Deu uma mordida no topo pontudo do sorvete e quase jogou para fora ao tocar seus dentes, mas manteve a boca fechada e se obrigou a engolir. Soltou um ar refrescante e satisfeito ao gostar mais ainda do sabor. Não estava mais gelado como antes, dava para colocar na boca agora sem fazer careta. O gosto estava ficando cada vez melhor, talvez o tal sorvete estivesse sendo seu novo doce favorito. Era tão gostoso que dava vontade de comer mais quatro. Naquele momento ela havia esquecido totalmente a bebida de Jimin, ela só queria que ele também comesse aquela delicia junto à ela. 

Um som de um estalo úmido lhe chamou atenção. O bebê estava com a cabeça pousada no ombro da mãe observando e babando em cima do sorvete. Mi-Cha olhou seu sorvete e logo para o bebê, que não tirava os olhos nem por um único segundo. A Fofura do pequeno serzinho contribuiu para ela quisesse lhe oferecer apenas uma mordidinha do doce gelado.

Ela estava com muita vontade de provar e não queria que o bebê sentisse o mesmo. Levou a casquinha para perto do bebê que sorriu animado mostrando sua gengiva rosinha exibindo dois pequeninos dentes que já ameaçavam rasgar a carninha. O gélido doce do sorvete tocou a gengiva do bebê que estremeceu de corpo inteiro logo soltando uma gargalhada gostosa no ar. Mi-Cha sorriu fofamente ao ver aquela cena, mas aquilo não estava sendo uma boa idéia, o bebê nem dentes tinha para comer aquele sorvete. Ela acariciou a cabeça do bebê e saiu do banquinho sob o olhar sorridente do menor. 

Ela ficou em pé de costas para que ele não pudesse enxergar ela já terminar o seu sorvete, pois não queria que ele ainda ficasse com vontade. Terminou em um suspiro satisfeito como se tivesse acabado de se empanturrar de comida. Jimin precisava comer aquilo também, ele precisava sentir o mesmo sabor que ela sentiu, então esquecendo da bebida ela se dirigiu ao balcão vazio e chamou a moça de lá, pedindo um outro sorvete também marrom, ou melhor, de chocolate. 

Após pegar e pagar pelo sorvete a felina andou pelo shopping carregando com cuidado e observando se não derretia, e se acontecesse certificava de passar a língua para limpar. 

Ao ver Jimin a menina acelerou os passos, mas, por puro descuido seu, esbarrou em um rapaz maculando uma pequena parte do terno fino que trajava. 

— Sua... — pausou ao ver quem tinha lhe sujado. — Olha só quem eu encontrei  novamente. — A menina levantou seu olhar e congelou de medo, estática. 

Aquele à sua frente era a última pessoa que ela queria encontrar no mundo todo. Mi sem pensar duas vezes se levantou na tentativa de correr até Jimin mas seu braço  foi segurado pelo homem, que a puxou brusco. O homem tirou sua touca revelando orelhas no topo de sua cabeça, entre os fios lisos. 

— Eu senti sua falta, onde esteve? Te procurei como um louco. 

— Não te interessa. Me solta! — a menina esbravejou ao sentir seu braço ser apertado com força. 

— Você acha mesmo que eu vou te soltar? Eu vou te levar para o lugar que você  pertence. — o homem falou convicto com um sorriso no canto dos lábios por finalmente sentir o gostinho do reencontro. 

Todos olhavam para a cena e não  interferiam. Era como se ela fosse invisível  aos olhos das pessoas. Mi estava com tanto medo, que as palavras de socorro simplesmente fugiam de si, ela não queria voltar ao lugar que lutou tanto para fugir.

Mi-Cha pediu mentalmente para que alguém a ajudasse e a ajuda veio mais rápido do que ela esperava. 

Um soco e o homem foi ao chão.  Sua mão foi puxada por uma outra forte e quente, que a guiou para fora do edifício. O dono daquela mão lhe puxou para trás de um carro preto e se agachou, logo mandando com o indicador que ela se agachasse também. 

— Jimin... — a menina já chorava de alívio, passando a manga do moletom pelos olhos e exugando suas lágrimas. — Eu derrubei o seu sorvete. — soluçou. 

— Não importa. Você tá bem? — pegou o rosto frágil da menina entre suas mãos e limpou sua bochecha com o polegar, em um carinho terno e preocupado.

A menina assentiu e se jogou nos braços fortes do outro, que a confortaram. 

— Pequem aquele bastardo que me socou e aquela gata, agora! — os dois ouviram a voz firme do rapaz ecoar por todos os lados. 

— Corre! — Jimin a puxou pela mão  novamente e correram até o carro que o pertencia, onde pisou fundo confirmando o tempo todo se alguém suspeito os seguia. Um suspiro de alívio foi solto por Mi-Cha que se encostou no estofado do banco sentindo seu corpo inteiro tremer. 

O moreno não negava estar preocupado e confuso, mas vendo a situação da pequena e frágil garota, ele apenas deixou que ela pensasse um pouco e sentisse que o perigo havia finalmente passado. 

Ao finalmenre chegar em casa, ele suspirou aliviado e sentou-se no sofá colocando as compras de Mi-Cha em cima da mesa. 

A felina estava em pé à sua frente mexendo em seus finos e delicados dedos,  enquanto tentava segurar o choro, silenciosa.

— Mi-Cha, me conte agora quem era aquele homem.

A menina congelou e não conseguia pronunciar nenhuma palavra ao lembrar daquele ser maldito que a causou tanto sofrimento. 

— Mi-Cha, eu preciso saber quem ele é. — tentou permanecer calmo para não assustar a menina mas ela não respondia. — Mi-Cha! — Jimin chamou sua atenção. 

— Ele se chama Jeongguk... Ele foi a pessoa que me prendeu e me machucou. Eu fugi e encontrei a senhora Park.  — a menina falaria mais, mas não conseguiu aguentar e chorou em sua frente. 

Jimin se desesperou.  Ele não sabia o que fazer para que ela parasse de chorar,  mas fez algo que a calou rapidamente: a envolveu em seus braços, colocando sua cabeça em seu peito num abraço quente e aconchegante, iniciando um balanço calmo. 

A menina ficou sem palavras. Ela nunca foi abraçada por Jimin. Seus braços eram quentes, sua pele macia e era possível ouvir as batidas frenéticas de seu coração, que foi se acalmando aos poucos. Mi-Cha nunca havia se sentido tão confortável em toda a sua vida. 

— Não chore mais, eu estou aqui agora e não vou deixar ele te pegar, hm? — A menina sorriu e abraçou Jimin mais forte contra seu pequeno corpo — Depois você me conta o resto. — levou seus dedos até o rosto da menor, limpando suas lágrimas. 

— Não... Eu vou contar. 

E assentiu e a guio até o sofá, se sentando ao seu lado.

— Eu fui abandonada assim que nasci, mas consegui me cuidar até um certo tempo. Um dia tudo mudou. Quando eu estava procurando algum lugar para dormir, encontrei Jeongguk que prometeu cuidar de mim. Eu era tratada como sua filha. Depois de alguns anos, ele me levou para um lugar sujo,  escuro e assustador. Lá, ele me prendeu. Não entendia o porquê dele ter feito aquilo e a todo tempo me perguntava o que havia feito de errado. Ele disse que me venderia e que me machucaria caso eu me comportasse mal ou o comprador me devolvesse. Todos os que me compraram me devolveram por eu não os obedecer e todas essas vezes ele me castigava violentamente — parou para respirar um pouco e limpar as lágrimas que insistiam em cair. — Quando o vi no shopping achei que ele me levaria de volta para aquele inferno, mas... mas você me salvou. — a menina sorriu fechado para o maior com os olhos marejados. Jimin não aguentou e a abraçou  novamente, se permitindo sentir o cheiro alheio, doce e viciante. 

— Eu vou te proteger, Mi-Cha. — Foi a última palavra dita por Jimin antes de tudo ficar escuro. A menina dormiu em seus braços. — Eu juro que ele não vai encostar um dedo em você. — disse acariciando as madeixas brancas a garota que dormia serenamente em seu peito. Ele não iria permitir machucar novamente Mi-Cha,  alguém tão frágil e gentil. Ele queria envolve-la em seus braços e não permitir que ninguém a tocasse. 



Notas Finais


Espero que o capítulo esteja do gosto de vocês ^-^
Sinto muito se deixei algum erro passar dispercebido, espero que não tenha atrapalhado a sua leitura :)
Esse capitulo era para ser postado segunda mas eu nao me aguentei e postei hoje (•H•)
Se gostou por favor comente e favorite, isso me incentiva a continuar.
Eu vi que no primeiro capítulo já chegou a vinte favoritos. Eu fiquei tão feliz, obrigada! <3
Peço desculpas se eu fui indiferente com as personagens, porque sinto que fui heheh
Bjs e até •3•


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