História My Mad Fat Life (Jimin, Yoongi, Namjoon Imagine) - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Jimin, Namjoon, Yoongi
Visualizações 27
Palavras 2.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpa a demorinha. Mas já estavam avisados.
Não desistam de mim.

Capítulo 6 - Capítulo Cinco


Fanfic / Fanfiction My Mad Fat Life (Jimin, Yoongi, Namjoon Imagine) - Capítulo 6 - Capítulo Cinco

Naquela mesma noite eu passei alguns longos minutos olhando para a foto do grupo que Danbi tinha tirado com seu celular e me enviado. Jimin estava sentado ao meu lado e com um sorriso maravilhoso no rosto. Eu queria poder dizer que nós formávamos um casal bonito, mas eu era enorme demais e ele era quase delicado, com os cabelos loiros caindo nos olhos e as bochechas gordinhas quase espremendo os olhos em um sorriso e eram as coisas mais adoráveis que eu já tinha visto. O grupo todo era lindo e eu só poderia desejar ser aceita por eles. Todos tinham sido bastante simpáticos, mas eu não sabia se poderia me considerar um novo membro.

Ainda olhando a foto decidi tentar a sorte. Amacei um papelzinho que estava pendurado no meu criado mudo que ficava próximo a cabeceira e me sustentei pelo cotovelo na cama.

– Se o papel cair na lixeira, Jimin definitivamente vai sair comigo. – Olhei para a foto uma última vez e arremessei o papelzinho para a lixeira que ficava na mesa oposta, próximo a minha escrivaninha. O papel caiu no chão. Dei um suspiro pesado e deitei a cabeça novamente no travesseiro. Mas eu era a única jogando aquele jogo, não fazia sentido eu aceitar uma única resposta do destino. Peguei um papel de bombom que estava dentro da gaveta do criado mudo e o amacei, jogando novamente em direção da lixeira, mas novamente o papel caiu no chão.

Eu não sei em que ponto adormeci, mas fui acordada da melhor forma possível. Ouvi um barulho de chuva e outro barulho em minha janela. Liguei o abajur que ficava na minha cabeceira e me sentei na cama, um pouco assustada. O susto durou pouco, tempo suficiente para ver Jimin entrando pela janela do meu quarto, completamente molhado pela água da chuva e me lançando um olhar sério e ansioso.

– Jimin? – Falei em um sussurro e ele voltou para fechar a janela. Meu quarto era no segundo andar, o que ele estava fazendo ali? – O que você está fazendo?

– Eu não conseguia dormir, passei todas essas horas pensando em você. – Sua voz era baixa e tinha uma intensidade que fez meu corpo inteiro se eletrizar. Eu tentei protestar, mas ele se aproximou ainda mais da minha cama e levou um dedo de sua mão até meus lábios. – Eu só te quero, (S/n).

E me beijou, um beijo tão selvagem que eu perdi o fôlego. Suas mãos estavam igualmente sedentas e enquanto me empurrava para a cama e se deitava sobre mim suas mãos passeavam pelo meu corpo. Seus lábios abandonaram os meus apenas para buscar meu pescoço e me dar beijos e mordidas enquanto abria a própria calça.

– Por favor. – Uma voz sôfrega falou e eu não entendi. Imaginei que fosse Jimin e pedi que ele repetisse, mas dois gritos de pessoas distintas alcançaram meus ouvidos, um homem gritando ‘sim’ e uma mulher gritando ‘por favor’. Me debati na cama, assustada e acordei. Pois é. Acordei. Eu estava sonhando com aquela merda toda, mas os gritos eram reais, e eu não posso sequer começar a explicar o quão alarmada eu fiquei ao descobrir que os gritos vinham do quarto ao lado, do quarto da minha mãe e de seu novo namorado.

– Eca! – Abafei a voz e controlei a vontade de vomitar. Aquilo só podia ser castigo. A cama batia contra a parede e os barulhos aumentaram, entre gemidos e outras frases que eu tentava abafar com o travesseiro em minha cara. Eu não podia acreditar que estava presenciando uma transa no volume máximo e nem sequer era uma em que eu estivesse envolvido. Puta. Merda.

Depois de mais dois minutos daquela barulheira nojenta eu não aguentei mais. Me levantei e sai do meu quarto, descendo as escadas sem qualquer cuidado em fazer barulho, afinal, duvidava muito que alguém naquela casa perceberia outro barulho que não os que minha mãe emitia. Fui para a cozinha e encostei na pia, completamente desacreditada nas coisas que eu tinha que presenciar logo no meu primeiro dia de volta aquele hospício a céu aberto. Minutos depois o barulho parou, mas eu me senti incapaz de voltar para a cama até ter certeza de que aquela monstruosidade tinha acabado. Olhei para o relógio pendurado na parede da cozinha e a minha vontade de gritar de raiva foi alta. Era 04:30 da manhã. DA. MANHÃ. Como alguém poderia acordar a esse horário e transar no volume máximo daquela forma?

Minutos depois ouvi passos na escada e cruzei os braços esperando quem eu enfrentaria e fiquei feliz por ser minha mãe, pois ela seria capaz de ouvir e entender todos os xingamentos que eu estava preparando só para ela.

– Oi. – Ela falou me lançando um olhar rápido e indo até sua reserva de chás, pegando um pacote e indo em direção à pia para encher uma caneca de água. Ela estava totalmente indiferente. Ela não estava envergonhada, não estava evitando qualquer embate. Ela estava indiferente.

– Oi? – Eu me indignei quando ela me fez afastar da pia para encher sua caneca. – Oi? Você tem noção das horas?

– Quatro e meia. – Ela deu uma olhada de relance para o relógio e depois voltou para a sua caneca, fechando o registro de água e indo para o fogão ferver o líquido.

– Quatro e meia. – Eu repeti em um tom mais alto e exasperado. Ela me encarou sem entender. – E eu estou acordada.

– Quer uma estrelinha e uma salva de palmas? – Ela perguntou enquanto ligava o fogo.

– Eu quero poder ir dormir sabendo que eu não vou acordar no meio da madrugada ouvindo você e seu novo bibelô fodendo no volume máximo. – Falei completamente exaltada, porém não me mexi do lugar. Ainda estava de braços cruzados e vi quando ela me lançou um olhar atônito que logo se tornou zangado.

– O que você disse? – Sua voz se tornou a mesma voz ameaçadora de mais cedo.

– Eu estou dizendo que você poderia fazer sexo apenas para você e o seu namorado. Eu e o restante da cidade não precisamos participar disso. – Falei tentando controlar a minha raiva, mas ainda percebendo que falhava miseravelmente.

– Você fala muita asneira, sabia garota? E lave a sua boca quando falar com a sua mãe, ouviu? – Ela desligou a água. Eu sequer sabia se já tinha dado tempo para ferver, mas ela veio em minha direção.

– Você quer saber de uma coisa? – Eu dei uma pausa, parecendo perceber que eu estava prestes a cometer o maior erro da minha vida, logo abaixo de ter me cortado, mas mesmo assim respirei fundo e completei. – Não é atoa que eu sou uma completa louca quando eu tenho a mãe mais fodida de todas.

E o rosto dela se contorceu e ela parou onde estava, com os braços pendentes ao lado do corpo. Aquilo definitivamente foi a pior coisa que eu já havia falado para ela e para comprovar isso eu posso citar outras duas: quando eu, com ainda oito anos, enquanto nós duas estávamos em uma piscina pública e estávamos esperando nossa vez de sermos atendida e cercadas por um aglomerado de pessoas, incluindo pais e mães de vários de meus colegas de escola, perguntei porque a bunda dela era maior do que a das outras mães e quando no meu aniversário de dez anos ela me deu uma boneca que era totalmente diferente da que eu queria, explicando que não tinha tido dinheiro suficiente para comprar a original e eu simplesmente gritei, para toda a minha festa de aniversário, que se ela não tivesse sido tão insuportável meu pai provavelmente continuaria morando conosco e poderíamos viver uma boa vida, inclusive me comprar uma boneca de verdade.

Ela abriu a boca e depois a fechou, olhando para mim completamente desacreditada. Tornou a abrir a boca para falar algo, mas eu a cortei.

– Vai. Fale meu nome completo. Me mande calar a boca. É assim que você lida com as coisas referentes a mim. – Eu falei no mesmo tom transtornado, mas ela apenas continuou me encarando por um longo tempo. Pensei em sair da cozinha, mas ela fez isso antes de mim, deixando para trás a caneca com a água e o pacote de chá na mesa da cozinha. Eu era uma filha da puta. Literalmente.

Uma compulsão enorme me atingiu. Olhei para o lado e vi um dos armários que minha mãe costumava guardar os biscoitos que nunca faltavam em casa. Eu quis abrir aquilo e devorar tudo o que eu visse, mas meses de tratamento deveriam ter valido alguma coisa. Me recostei na mesa da cozinha e fechei os olhos, tentando controlar os batimentos acelerados e diminuir a raiva e o remorso que eu sentia. Pensei ser impossível, mas persisti na contagem que tinham me ensinado para que meu pânico e minha compulsão diminuíssem e pareceu funcionar. Depois de minutos.

Subi novamente para o quarto, tentando afastar o pensamento de que aquele tinha sido um único e primeiro dia de volta para o mundo real, mas eu tinha que me esforçar. Eu tinha que tentar, pelo menos agora eu poderia dizer que tinha um grupo legal com o qual eu poderia me enturmar, certo?

Errado? Já eram cinco horas da tarde e ninguém tinha sequer mandado nenhuma mensagem. Eu tinha ficado o dia inteiro atualizando minhas séries que, bom, em uma ala psiquiátrica não era permitido fazer. Mas mesmo assim desbloqueava a tela do meu celular, quase de minuto a minuto, para saber se Danbi me mandaria uma mensagem.

Minha mãe tinha saído cedo para trabalhar, então aquele confronto estava adiado por mais algum tempo. Na hora do almoço, contudo, quando saí do meu quarto com o objetivo de cozinhar algo para comer, fui recebida por um cheiro delicioso e quase me assustei completamente ao perceber que era Marcos, que estava acabando de cozinhar algo. Ele realmente não falava nada que eu pudesse entender, mas andou até mim e me puxou pelos braços, me levando até em frente ao fogão e me entregando um prato nas mãos. Ele tinha feito macarronada e eu estava faminta. Não foi muito confortável comer com ele me olhando e fazendo expressões afirmativas enquanto eu mastigava, mas minutos depois ele se cansou e se serviu também, sentando em minha frente na mesa da cozinha e pelos próximos minutos ficamos daquele jeito, sem conversar.

O fato era que eu não sabia o que aquele silêncio de Danbi significava. Ahra tinha me passado seu número, mas eu não tinha coragem de mandar uma mensagem perguntando o que ela estava fazendo, não sabia se tinha intimidade suficiente para aquilo. Esperei até às sete horas, exatamente como no dia anterior, mas continuei sem receber uma mensagem, então simplesmente decidi me arrumar e ir até o bar, o mesmo bar do dia anterior, e tentar a sorte.

Mas o que eu faria quando chegasse lá? Ia ficar tão óbvio que eu estava indo atrás deles, desesperada por companhia. Eles provavelmente iam me achar ridícula e solitária. Logo a menina que tinha acabado de fazer um intercâmbio para a França. Acreditem, aquela mentira estava sendo difícil contornar, todos queriam saber o que eu tinha achado, o que tinha experimentado e para que eu mostrasse fotos da viagem, mas eu continuava inventando desculpa sem cima de desculpa. Eles pareciam acreditar, mas mesmo assim era completamente desgastante.

Eram sete e meia quando eu entrei no bar, que tocava uma música estilo dance, e de cara me deparei com Namjoon, Yoongi, Ahra e Jimin sentados em uma mesa mais próximo da entrada. Todos bebiam e riam de algo. Reparei que Danbi não estava lá, talvez tenha sido por isso que ela não tenha me avisado, ela também não tinha sido convidada. Mas esse pensamento idiota logo se dissipou enquanto eu dava alguns passos em direção a mesa. Senti uma mão envolver meu braço e a voz de Danbi me atingiu.

– (S/n)! – Ela falou em um tom surpreso e lançando um olhar para a mesa, olhar esse que voltou rapidamente para mim. – O que você está fazendo aqui?

– Eu só estava de passagem. – Eu não iria dar o gostinho dela achar que eu estava desesperada por companhia. – Vim beber alguma coisa.

– Achei que não bebesse. – Ela falou no mesmo instante, mas emendou rapidamente. – Quer dizer... Na outra noite você não bebeu nada.

– Posso ter começado. – Lhe lancei um olhar de soslaio, dando um passo em direção a mesa em que os outros estavam. Ela me acompanhou.

– Você sabe... Eu ia te ligar para dizer que víamos, mas aconteceu tudo tão depressa que eu... Acabei esquecendo. – Ela falava isso tudo dando de ombros, um trejeito que ela tinha quando estava visivelmente tentando parecer legal. Eu peguei essa fase em nossa amizade de quando ela tentava se enturmar com as pessoas legais da escola e ela a forma que ela sempre achava de parecer não se importar muito com o que estava falando.

Ela se sentou na mesa ao lado de Yoongi, que conversava animadamente com Jimin, Eu ainda tinha que me acostumar com a ideia de que o homem-gelo Yoongi conseguia falar e conversar animadamente com alguém. Seus olhares para mim eram tão indiferentes que me deixavam desconfortável as vezes. Jimin me cumprimentou me estendendo a mão novamente e, novamente, eu quis lambe-la. Ahra bateu palmas animada e também me cumprimentou, sem esperar resposta, pois já estava implorando para que Danbi contasse a novidade para todos da mesa.

– Tudo bem, tudo bem. – Danbi falou revirando os olhos, mas sorrindo, ela se levantou e estendeu a mão para a mesa. – Como forma de comemoração do aniversário de nossa querida Ahra. – Ahra bateu mais algumas palmas e Namjoon murmurou para ela se controlar. – Vou dar uma festa na minha casa no sábado.

– Agora sim pode bater palma, Ahra, porque merece. – Namjoon falou rindo e abraçando a garota pelos ombros. Ahra corou no mesmo instante e eu não precisava de mais nenhuma hora perto dos dois para perceber que a doce menina estava caidinha por Namjoon e o estúpido não percebia nada.

– E ainda não acabou. – Danbi falou sorrindo. Controlei minha vontade de revirar os olhos, pois não aguentava tanta cerimônia. Nesse momento o garçom trouxe três garrafas de cerveja para a mesa e no exato momento em que abaixava a bandeja para que Jimin pegasse uma, Danbi soltou. – Será uma festa na piscina.

Meu chão se abriu e minha respiração parou. Festa na piscina? Festa na porra de uma piscina? Onde a gente tem que, na melhor das hipóteses, usar um maiô e, na pior das hipóteses, um biquíni? Eu não acreditava. Enquanto Yoongi, Namjoon, Jimin e Ahra deram gritos animados, eu senti o suor começar a escorrer pela minha testa. Antes que Jimin pegasse uma garrafa eu já tinha pegado na frente dele e já tinha o seu gargalo em minha boca, bebendo quase todo o conteúdo em um único gole. Percebi que a mesa se silenciou, mas eu estava com os olhos fechados e tentando recuperar alguma sanidade enquanto deixava o líquido gelado descer por minha garganta quase rasgando.

– Vai com calma, gordinha. – A voz risonha de Namjoon falou. Eu terminei de beber a garrafa provavelmente em menos de trinta segundos, e quando abaixei a garrafa e abri os olhos percebi que Yoongi colocava um cigarro na boca e me olhava estranho, mas Namjoon chamou minha atenção. – É assim que eu gosto! Já no ritmo da festa. – Ele estendeu a própria garrafa em uma espécie de brinde e a virou nos lábios.

Eu estava perdida. Uma festa na piscina? Com o meu corpo? 


Notas Finais


E ai, estão gostando do enredo? Estão se envolvendo com a personagem? O que estão achando?


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