História My maid - Capítulo 57


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Grimmjow Jaegerjaquez, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Masaki Kurosaki, Nelliel Tu Odelschwanck, Orihime Inoue, Personagens Originais, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Toushirou Hitsugaya, Ulquiorra Schiffer, Uryuu Ishida
Tags Bleach, Dainell, Grimmnell, Ichigo, Ichiruki, Ishihime, Konnohime, Naoruki, Rukia, Rukiichi
Visualizações 85
Palavras 1.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Segurem a bomba

Capítulo 57 - Remorso


Grimmjow nunca mais achou que veria Ichigo naquele estado, o garoto sempre sorridente ao lado de Rukia tinha perdido qualquer brilho. Era impossível não notar como ela fazia diferença na vida dele.

Neliel sempre fazia a comparação de que o ruivo era como o sol, brilhante, intenso e cheio de ternura enrustida. Mas atualmente ele parecia alguém cercado por chuva, como se a chamasse para lavar qualquer dor interna.

Mas a dor dele, era do coração. Uma ferida que talvez não fosse cicatrizada. Nem todos os corpos são iguais, muito menos as mentes. Pessoas precisam de tempo, motivação e que aí sim, talvez consiga superar.

Então a ferida que Ichigo carregava era qual? Difícil de falar! Rukia significava muito para ele, o carregou nas costas e tomou todas as dores para si. Ela era seu pilar, onde poderia depositar qualquer esperança.

Desse jeito ele desaprendeu de andar com as próprias pernas, dependendo sempre da mulher em que confiava. Dar um passo sozinho era a coisa mais difícil, por isso ele estava naquele estado.

Era deplorável ver o quanto uma pessoa se acabou após a morte de alguém querido. Mas Ichigo tinha passado do normal, ele estava abatido, parecia não comer há muitos dias e vivia ali com garrafas de cerveja.

Buscava um jeito de fechar a cicatriz que tanto doía, porque no fundo ele carregava outra dor: culpa. Quantas vezes não se pegou pensando “e se eu tivesse…”, mas infelizmente sempre tem contratempos e tudo depende do que está acontecendo na hora.

Quantas vezes não desejou voltar no tempo e mudar as coisas. Sim, você iria conseguir, mas quem te garante que o eu do passado seguiria aquilo? São incógnitas sem respostas.

O Kurosaki se culpava por não ter confiado em sua mulher, mesmo que os olhos dela fossem exclusivamente para ele. Então seu peito implorava por perdão, ele tinha o amor puro por Rukia, mas o ciúmes de perder aquilo ficou maior.

O sentimento de Ichigo era novo, ele conseguiu abrigo nos braços alheios e um carinho, porém ele se deixou cair no chão e quebrar. A euforia se transformou em ciúmes e dúvidas, quem nunca teve? Ele é humano.

Medo era a principal causa, quando aprendeu a ter algo tão valioso em suas mãos, foi tão maravilhoso. Ele se sentiu puro, amado e plenamente feliz.

Dividir cada momento com Rukia, cada data comemorativa, noites de amor e passeios, preenchia seu frágil coração, ela tinha virado o auxílio para que ele continuasse batendo.

E agora que cada memória da Kurosaki estava se esvaindo? Onde iria se apoiar? Ele confiou seu coração para uma única pessoa, jamais conseguiria fazer isso novamente. Nem teria coragem, ele era apenas da morena de olhos violáceos.

Sem força alguma, ele estava ali sentado, buscando coragem para tirar sua própria vida, mas ele temia não encontrar Rukia. Mesmo assim era a melhor alternativa para dar fim naquela vida sofrida.

Toda vez que tentava engolir mais um gole de bebida e droga junto, era buscando se matar lentamente. E toda vez Rukia aparecia em sua memória, segurando a mão e impedindo que ele fizesse tal coisa. Ela não o deixava fazer besteira de nenhum jeito. Era seu anjo da guarda.

As fotos jogadas pelo chão, assim como peças de roupas. Ele tentava lembrar do cheiro dela, do corpo e dos sorrisos, queria arrancar seu coração para não ficar com aquela saudade toda.

No olhar dela conseguia ver seu destino, era tudo que ele sempre quis. Ela o fez amar e ensinou a ser feliz. Nas horas mais difíceis estava lá, ajudando ele.

Ela estava ao lado quando ele mais se sentia fraco, mas Rukia o abraçava naquela noite fria e poderia descansar um pouco.

Seus sentimentos mudaram quando ele aprendeu a amar, mesmo que ainda tivesse alguma raiz podre. Ele não poderia a perder, aquilo era horrível.

Sempre achou que a história de amor deles teriam um final feliz. Como nos shoujos que ele já assistiu.

— Ichigo pensa positivo, você não pode ficar trancado nesse quarto, existe uma vida te esperando lá fora — Neliel gritou ao ver o estado do amigo.

Aquilo quebrava seu coração de uma forma horrível, se sentia a pior pessoa do mundo por não conseguir o ajudar.

— Você não sabe de nada. — ele olhou com desdém. — Nada me espera lá fora, a única pessoa que eu preciso é da Rukia.

— Não é assim que funciona. Ela não gostaria de ver que você está desse jeito! — rebateu.

— Ela não gostaria mesmo, mas está morta! Entenda isso e pare de falar nela. Isso dói merda, foi por minha culpa, eu sou o assassino de quem mais amei. Eu fiz isso com ela! — gritou a última frase.

— Você não tem culpa, foi um acaso do destino. Poderia ter acontecido com qualquer um. — Cerrou o punho, contendo as lágrimas.

— Acaso? Destino? Não fale essas merdas na minha frente. Nós discutimos naquele dia e ela sofreu o acidente. Foi apenas minha culpa, aceitem essa merda logo, nada vai mudar a porra do meu sentimento. Se vocês me querem ver assim, olha aqui! Eu estou pior que a escória, minhas mãos transbordam o sangue de quem amei.

Grimmjow parou na frente da namorada e negou com a cabeça, ele nunca escutaria ninguém daquele jeito.

— Você não vai parar de dizer essas coisas, então só existe um jeito de sair daqui. — Se aproximou e desferiu um soco contra o rosto do amigo, bem próximo do maxilar. Após o segundo ele já tinha caído na cama, desmaiado.

— Grimm, ele vai ficar bem? — a esverdeada perguntou agoniada com a cena.

— Sim. Agora vai encher a banheira com água fria, por favor. E depois prepare um café bem forte e algo para ele comer, irei dar um banho nele. — Franziu o cenho.

Ela foi correndo até o banheiro, e deixou enchendo enquanto desceu para preparar algo. Esperava que o amigo ficasse melhor após essas coisas.

No quarto, Grimmjow o deixou apenas de cueca e pegou a toalha para não se molhar muito. Já que não queria virar um ensopado gelado.

Jogou o amigo na banheira, com o tempo ele acordou e ficou sem entender o que estava acontecendo ali. Só lembrava de estar deitado na cama e nada mais.

Porém sua cabeça doía e a visão estava embaçada. Parecia ter tomado uma surra feia e não saber quem era o agressor. Logo abaixou o olhar, lembrando de Rukia. Sua jóia preciosa não estava mais ali com ele. Não poderia ser um sonho ruim? Queria acordar daquilo e abraçar sua morena com todas as forças.

(...)

O homem de cabelos loiros andava rodando sua bengala enquanto tentava conversar com o gato preto, cujo se chamava Yoruichi.

Ele tinha as roupas surradas e parecia muito cansado, mesmo assim rodopiava alegre pela rua cheia de poças d'água.

— Ei, Yoruichi, não é legal nossa nova amiguinha? Ela é fofinha e quieta. — Cantarolou. — Moça bonita, porque fizeram aquilo com a pobre? Pessoas más não merecem viver!

A gata continuava a andar, sem dar atenção para seu dono. Ela era toda preta e tinha os olhos dourados.

Kisuke Urahara, um alemão que morava bem no subúrbio, desempregado e com uma carreira profissional morta. Antigamente era um excelente cientista, mas quando começou a fazer testes proibidos, foi dispensado da função e nunca mais arrumou nada na área.

Ele não queria mudar, sempre amou ser um cientista, mas estava banido de fazer o que amava, então só restou andar pelas ruas mendigando algum trocado.

Logo ele chegou em sua casinha, era dois cômodos, mas não ligava. Assim que entrou, deu de cara com sua nova amiga, que encarava a parede, com o olhar distante.

— Não fique assim, amiguinha. É normal ser abandonada e ninguém ligar, mas olha, aqui você terá muito amor, independente do que seja. — Ele sorriu gentilmente.

Tinha encontrado a garota na estrada, ela estava caída no acostamento e sangrando muito, então a trouxe para sua casa e cuidou das feridas, ela demorou algumas horas para acordar.

E quando o fez, não lembrava de nada que tinha acontecido. Mas durante todo esse tempo ela estava agarrada em um anel de ouro, mesmo inconsciente.

A pequena garota olhava para um ponto cego, seus olhos violáceos não tinha nenhum brilho, mas a gentileza daquele homem a fazia ficar mais contente.

— Não precisa ficar preocupado, eu estou bem. Pelo menos já sei que me chamo Ichigo. — Sorriu ternamente. — É um belo nome, não? Pode chamar de Ichi!

— É bom te ver assim, que tal comermos algo bem quentinho? Uma sopa é perfeito!

— Eu concordo!

(...)

Após Ichigo tomar banho, café e os remédios, ele estava sentado na sala, tinha abaixado o único quadro descoberto ali. Não conseguia ver aqueles momentos felizes e lembrar que o último foi tão triste.

— Está me dizendo que precisamos ir para a Alemanha? Eu não tenho coragem, prefiro ficar aqui sozinho. Não quero chorar mais.

— Tem certeza? Não quer ir uma vez no quarto da sua mulher? Ver o que ela fazia e escrevia? Guarde tudo como uma memória boa, nem tudo foi ruim. — Neliel segurou na mão dele.

— Me diz se teve algo de bom em ela se casar comigo, eu só a fiz sofrer. Não tenho esse direito.

— Você tem sim e nós vamos juntinhos, assim podemos conhecer um país diferente…

— Tudo bem… eu vou.



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