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História My Mates - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction My Mates - Capítulo 1 - Capítulo 1

 Jonghyun mudou de posição no futon. A sua mente estava a despertar. Inspirou fundo antes de expirar e de se espreguiçar por baixo das cobertas. Conseguia ouvir o chirriar dos pássaros do lado de fora e a luz do sol começava a ficar forte. O dia tinha começado. Abriu finalmente os olhos e encarou a divisão onde dormia. Era uma casa bastante tradicional e isso era porque ele se tinha juntado a uma família antiga e tradicional. A divisão era decorada com painéis de árvores e vegetação que iam mudando com a passagem do tempo e da estação.

 

Sentou-se no seu futon e olhou ligeiramente entristecido. Jinki, o seu parceiro, não tinha regressado à noite. O futon dele, ao lado do seu, estava esticado e arrumado tal e qual como os serventes tinham deixado. Suspirou. Era assim à meses desde que Taemin se tinha juntado à casa. Jinki parecia que só tinha olhos e tempo para o novo ómega.

 

- Mamã Jong! - A porta do quarto foi aberta de repente, fazendo Jonghyun sobressaltar-se. Segundos depois um pequeno rapaz de cabelos negros e olhos largos saltou para cima do seu colo. Jonghyun riu ao mesmo tempo que segurava a criança entre os seus braços e se preparava para lhe fazer um ataque de cócegas. - Mamã Jong pára! Pará!

 

A criança ria-se alto. E Jonghyun sabia que não havia som mais bonito e melódico do que o som de uma gargalhada de criança, principalmente pela manhã, era como um raio de sol a aquecer o peito. Outra pessoa também tinha entrado no quarto atrás da criança e ajoelhara-se ao lado de Jonghyun com um sorriso calmo no rosto, vendo o seu filho a ser torturado com cócegas às mãos de Jonghyun.

 

- Mamã Jong! Por favor! - Pediu o pequeno já vermelho de gargalhas e algumas lágrimas nos olhos.

 

- Está bem, está bem. - Concordou finalmente Jonghyun soltando a criança que se colocou rapidamente em pé. - Mas eu quero um bom dia e um beijo. - Pediu apontando para a própria bochecha cheia de ar. A criança gargalhou atrevida, mas depois lançou os seus lábios para dar um beijo chocado contra a bochecha do adulto.

 

- Bom dia, Mamã Jong. - Desejou o pequeno cheio de energia.

 

- Lindo menino. Bom dia, JiHo. - Respondeu à criança. - E bom dia Kibumie. - Desejou para o outro adulto no quarto, ao mesmo tempo que fechava momentaneamente os olhos ao receber um beijo rápido de Kibum.

 

Kibum era um homem de linhas finas e bem desenhadas. Os seus olhos eram felinos e os seus lábios rosas e carnudos. A sua pele clara que facilmente ficava vermelha com o sol, contrastava com os seus cabelos negros. Já tinha mudado as suas roupas de dormir para as suas roupas diárias que eram mais coloridas, feitas em seda, pois eram mais suaves para a estação – a primavera estava quase no fim e tempo encontrava-se quente. Jonghyun era um dos seus companheiros e JiHo o primeiro filho da casa. Eles eram família.

 

- Vinha acordar-te. - Disse Kibum dando a razão da sua presença ali. - E avisar que o pequeno almoço vai ser servido daqui a pouco.

 

- Acordaste cedo. - Compreendeu Jonghyun.

 

- Quem é que consegue dormir com o bebé do Taemin a gritar a noite toda. - Respondeu Kibum ligeiramente irritado. - Tens sorte de estar aqui mais afastado.

 

- Tem passado assim tão mal? - Questionou Jonghyun verdadeiramente preocupado.

 

- Sim, tem sido complicado. Nunca vi um bebé a chorar tanto. Bem, mudando de assunto, já terminaste a tua toca para o ciclo deste ano? Está a chegar, não está? Eu sinto o cheiro…

 

E não era só isso que Kibum sentia. Ele também conseguia ver os olhos mais brilhantes de Jonghyun e as suas bochechas avermelhadas, que indicavam que a temperatura do seu corpo estava a aumentar.

 

- Não. Ainda não consegui encontrar jasmim. E eu quero muito fazer uma vela de jasmim. Eu adoro o cheiro. Queres ver? - Perguntou timidamente Jonghyun. Kibum simplesmente acenou com a cabeça e os dois adultos levantaram-se. Jonghyun foi até um dos painéis, que mostrava um árvore em fruto, deslizou o painel para o lado e procurou por uma lanterna para dar iluminação à divisão semi escura que estava no interior.

 

Jonghyun e Kibum pertenciam à mesma família. À alcateia do chefe da vila a que pertenciam. A alcateia de Lee Jinki. Jonghyun era o parceiro de Jinki, eram portanto os cabeças de família. Um alpha e um beta, diferente do casual alpha e ómega, mas igualmente aceite. E eles tinham mais três companheiros: Kibum, que tinha como parceiro o Minho, ambos betas; e uma aquisição mais recente – Taemin, um ómega. E entre eles já tinham três crianças: JinHo, de cinco anos, um irrequieto beta, que era claramente fruto de Kibum e Minho, apesar de entre eles todos partilharem da melhor forma a parentalidade, a educação e o amor das crias e o todas terem o sobrenome Lee; Miah, de dois anos, uma bela menina, que era a beleza de Kibum, mas muita atrapalhada como Jinki; e mais recente o bebé de Taemin, Touei.

 

Taemin fora uma aquisição atabalhoada à família. Tinha verdadeiramente sido um pequeno erro de Jinki e Jonghyun e um deslize da sua obsessão por coisas bonitas. Durante um dos enormes festivais da vila, Jinki tinha ficado hipnotizado por um dos bailarinos da procissão que viera de uma das vilas amigas. Sentado ao lado de Jonghyun, Jinki sussurrara-lhe o seu interesse e Jonghyun procurou igualmente pela figura que o seu parceiro falara. Observando o bailarino, logo entendeu o que Jinki dizia, ficando ele mesmo fascinado. Taemin era e uma beleza sem par, os seus olhos era inocentes meias luas, as suas linhas fluidas como água e o seu sorriso tímido e encantador.

 

Assim, durante a festa, entre bebedeiras e danças, Jinki conseguiu a atenção de Taemin, trazendo-o para um lugar menos barulhento para falar com ele e para poder conhecê-lo melhor. Jinki não era o tipo de alpha que atacava para conseguir um companheiro por uma noite singela, até porque amava demais os seus companheiros e tinha-lhes respeito para ser um simples salta pocinhas. No entanto, não se aproximara de Taemin com a intenção de arranjar mais um companheiro. Aproximara-se acima de tudo por causa da curiosidade e daquele fascínio momentâneo. Para ele os seus companheiros tinham que ser mais do que aquilo que aparentavam, também tinham que ser intelectualmente interessantes.

 

Porém, enquanto falava com Taemin, descobrindo que por detrás daquela capa de beleza, havia uma personalidade vincada e feroz, o ciclo do ómega despertou de repente e a noite passou a ser um borrão. No dia seguinte, Jinki e Jonghyun acordaram com um Taemin exausto entre eles. Daquela noite resultou uma gravidez. Essa gravidez fez de Taemin mais um companheiro para a alcateia. E desde então que as coisas não era fáceis. Pois ao contrario de todos os outros, Taemin não estava com eles realmente por amor ou afinidade, eles não tinham tido tempo para namorar e criar laços. Além de que o mais novo companheiro da alcateia Lee parecia muito amargurado por estar naquela situação e isolava-se de todos, distanciado-os também. Aceitava apenas falar e estar com Jinki, sendo claramente agressivo quando um dos betas tentava aproximar-se dele. Ninguém sabia ao certo porquê.

 

A gravidez não tinha sido fácil para Taemin, ele sofrera com grandes enjoos e muitas dores e terminara com o bebé a nascer cerca de um mês antes do tempo previsto. Era um bebé pequeno e frágil. E era por causa disso que Jinki passava muito tempo longe do seu parceiro - Jonghyun. O beta, cabeça da alcateia, sabia que Jinki tinha que estar ao lado do ómega e do bebé. Tinha que os apoiar. Sendo o alpha era esse o seu dever. A sua responsabilidade. Jonghyun não era ciumento, no entanto, isso não impedia que se sentisse sozinho sem ter o afecto de Jinki.

 

- Está linda Jonghyun… - Começou Kibum olhando para divisão à qual davam o nome de toca.

 

Uma toca era uma divisão que qualquer beta e ómega tinham. Era um local intimo e aconchegante que eles decoravam e preenchiam com as coisas que queriam para poderem passar o ciclo de forma mais segura. Betas usavam muito pouco as suas tocas, pois tinham menos ciclos que os ómegas. No caso de Jonghyun ele tinha apenas um ou dois ciclos por ano, por isso, a sua toca não era muito usada. Então quando a tinha que usar ele acabava sempre por fazer uma decoração nova ao local. Desta vez tinha tornado a sua toca num lugar mais escuro, enchera o chão de almofadas e pendurara prateleiras de corda ao tecto para poder ter ali várias velas de cheiro (que ele mesmo fazia) e muitos livros.

 

- Mas? - Pela cara de Kibum ele tinha a certeza que existia ali algum “mas”.

 

- Mas falta a comida, seu idiota. Ou achas que vais sobreviver de livros e velas? - Apontou Kibum. Jonghyun olhou para o companheiro ligeiramente atordoado. Tinha-se esquecido de algo bastante primário. - Trata disso hoje. O teu ciclo deve começar hoje ou amanhã. Já falaste com o Jinki? Pelos vistos ele continua sem vir dormir contigo...

 

Kibum viu o futon cuidadosamente estendido no chão, no entanto, não por muito tempo pois nesse momento JiHo meteu-se para dentro do futon desfazendo o conjunto por completo rindo alto da brincadeira. Que perda de tempo, pensou estalando a língua. Jinki era um idiota facilmente manipulado por aquele ómega novo que não deixava ninguém aproximar-se e Jonghyun era outro idiota que não tinha coragem suficiente de ir arrancar o seu parceiro daquele ómega, pois era demasiado compreensivo com toda a situação. Eram dois idiotas, estavam bem um para o outro.

 

- Achas...achas que o Jinki vai gostar? - Perguntou Jonghyun com uma insegurança que não era muito comum na sua personalidade, ou pelo menos não era comum demonstrar.

 

- Bem, já está cheio de livros. Só falta mesmo a comida. - Respondeu Kibum de braços cruzados como se nada daquilo lhe importasse. - Estás com receio do quê, Jonghyun? Conheces o alpha melhor que todos nós. É óbvio que ele vai adorar, és tu que vais lá estar dentro.

 

- Ele também adora quando são vocês… - Murmurou Jonghyun.

 

- E achas que eu não sei disso?! - Retorquiu o outro beta com um sorriso de trejeito. - É óbvio que ele ama qualquer um de nós. Mas tu és o seu parceiro. Usa isso a teu favor. Ele já sabe que estás quase a entrar no ciclo?

 

- Não. Eu só o vi ontem de manhã quando veio lavar-se e trocar de roupa. Ele vinha muito cansado.

 

- Claro que vinha cansado. Aquele filho do diabo não deixa ninguém dormir. - Resmungou Kibum carregado de sarcasmo.

 

- Hey, não digas isso do bebé e do Taemin. Esta situação não foi escolhida por nenhum deles. A culpa é minha e do Jinki, estamos só a levar com as consequências das nossas acções. - Defendeu Jonghyun.

 

- Poupa-me a esse discurso. Já o conheço de côr. Que tipo de ómega vai dançar a um festival quando está na iminência de um ciclo? Eu acho que ele estava à espera…

 

- Não sejas assim. Sabes perfeitamente que um ciclo de um ómega funciona de maneira diferente dos nossos. Pode aparecer a qualquer altura - Continuou a defender Jonghyun, porém Kibum parecia realmente entediado com a sua conduta tão passiva.

 

- Sim, pode aparecer a qualquer altura. E ele sabendo isso, porque não andava com supressivos com ele? Se eu fosse um ómega e fosse dançar para um festival onde vão estar imensos alphas à minha volta, cheios de feromonas que podem despertar o meu ciclo, eu ia andar com supressivos. - Kibum estava ligeiramente exaltado. Aquele tema deixava-o assim, principalmente por causa do distanciamento que ninguém compreendia e que Taemin impunha. - Até ele me contar toda a história, eu vou sempre suspeitar. Eu acho que ele andava atrás de um alpha. Acho que ele achou que tinha arranjado um bom, o Jinki, mas quando percebeu que te tinha a ti e mais dois companheiros na equação, resolveu recuar, mas ai era tarde de mais. Pena que ele não queira falar connosco, assim andamos aqui em especulações e nunca vamos saber.

 

Jonghyun não lhe conseguia responder, pois também ele tinha aquelas duvidas, mas não se sentia bem colocar a palavra de Taemin em causa depois de ter passado uma noite enrolado com ele.

 

- Promete-me que vais falar com ele?

 

- Com quem? O Taemin?

 

- Não, tonto. O Jinki. Tens de contar ao Jinki.

 

- Ah. Okay. - Prometeu Jonghyun sem muito entusiasmo.

 

- Okay. Vejo-te daqui a pouco. JiHo vamos embora, vamos tentar acordar o pai. - Chamou Kibum para que JiHo parasse de andar à luta com os futons do pai Jinki e do Mamã Jong. - Vamos tentar outra vez…

 

Jonghyun riu do “tentar outra vez”. Sabia que Kibum estava a falar de Minho e todos sabiam que Minho conseguia dormir um dia inteiro se o deixassem. JiHo veio rapidamente ter com Kibum e agarrou-se à mão do seu mamã.

 

- Até já Mamã Jong. - Despediu-se a cria.

 

Kibum deu-lhe um rápido beijo e um sorriso compreensivo para depois sair do quarto com o filho, deixando Jonghyun novamente sozinho entregue aos seus pensamentos. Por detrás de um outro painel, Jonghyun tinha o quarto de banho, fez a sua higiene pessoal e procurou uma muda de roupa nos grandes baús de madeira negra do quarto. Sentia-se sozinho e cada vez mais sensível. Esperava ao menos encontrar Jinki à mesa. Mas foi no exacto momento em que estava a atar o seu colete azul que Jinki entrou.

 

- Desculpa, assustei-te? - Questionou Jinki ao entrar no quarto, vendo a cara especada do seu parceiro. Jinki, o alpha da casa, a outra cabeça da família. Os seus ombros eram largos, não havia uma única roupa que não parecesse que ia rebentar com os seus movimentos. Os seus olhos eram finos, desapareciam quando se ria, e o seu sorriso era o sol na terra.

 

- Jinki, estás com um aspecto horrível. - Notou Jonghyun aproximando-se do parceiro, reparando nas olheiras profundas e no cabelo suado do alpha.

 

- É, eu sei… - Riu-se Jinki de forma cansada, afastando-se de Jonghyun, impedindo o mesmo de lhe tocar. Não era porque não queria o toque do seu parceiro, era porque não se sentia limpo suficiente para ser tocado por Jonghyun. - Cheiras tão bem e eu cheiro como um cão de estábulo. O bebé não deixa dormir muito. Ele precisa de ter sempre alguém ao lado para ele adormecer.

 

- Mas Jinki, tu precisas de dormir e o Taemin também. Porque não deixam um de nós tomar conta do bebé para que vocês possam dormir? - Questionou Jonghyun, enquanto via o parceiro a ir ao um dos baús retirar um roupa nova e limpa e depois a entrar no quarto de banho que ainda tinha a porta aberta e que continuou aberta. Jinki começou a despir-se.

 

- Não posso demorar muito. O Taemin ficou no pátio à espera. - Disse retirando o casaco de seda verde esmeralda e depois a camisola branca, deixando o seu corpo torneado à mostra.

 

Jonghyun engoliu em seco, ficando momentaneamente sem ar ao olhar para o seu parceiro. Queria muito aquele alpha, as saudades que tinha dele faziam o seu peito arder. Queria colocar as suas mãos sobre aquele corpo. Queria ser beijado por aqueles lábios e envolvido por aqueles braços.

 

- Eu até aceitava que vocês ficassem com o bebé. Mas Minho e Kibum já tomam conta do JiHo e da Miah a maior parte do tempo, não posso pedir que tomem conta de mais um bebé. E tu, bem… ainda não tens muita experiência. - Jinki piscou o olho para o parceiro em brincadeira, mas as suas palavras feriram Jonghyun, que o encarou sério.

 

- Se não tenho experiência, não é por não querer, é porque ainda não conseguimos. - Retorquiu Jonghyun. Aquela era uma das verdades que magoavam Jonghyun por dentro e que ele não conseguia admitir para ninguém. Kibum já tinha conseguido conceber duas vezes, Taemin tinha conseguido conceber apenas por uma vez e ele… ele sentia-se uma galinha estéril.

 

- Amor, eu estava apenas a brincar. - Assegurou-lhe Jinki ao mesmo tempo que entrava dentro da banheira onde a água quente das águas termais (que corriam por toda a fila) passava. Ele suspirou. - A verdade é que o Taemin não gosta de betas.

 

- Porquê? Por que é que ele não gosta de nós?

 

- Não é só de vocês. - Garantiu Jinki mergulhando na água escaldada e sentindo a sujidade de uma noite mal dormia a sair-lhe da pele. - É de todos os betas em geral. Ele tem um trauma.

 

- Um trauma? - Surpreendeu-se Jonghyun com aquele novo facto. Um trauma com betas explicava a sua amargura com toda aquela situação e o seu distanciamento. Mas que tipo de trauma?

 

- Sim, um trauma. Mas eu não te posso contar. Prometi-lhe que não o faria. Mas eu também te prometo que estou a fazer tudo para que ele perceba que vocês são boas pessoas. - Jinki saiu do banho, pingando o chão por completo e fazendo Jonghyun suster a respiração mais uma vez ao ver o seu alpha todo nu à sua frente, pingado água por cada músculo do seu corpo. Jinki puxou de uma das toalhas penduradas na divisão, começou a limpar-se e a vestir-se sobre os olhares brilhantes de gula de Jonghyun. - Estás a gostar do que vês?

 

Jonghyun soltou um guincho tímido ao ser descoberto a degustar o seu próprio parceiro com os olhos. Depois, como um cachorro assustado, abriu a porta da sua toca e fechou-se lá dentro. Tinha naquele momento um grande problema entre as suas pernas. O ciclo estava realmente muito perto, pois ele já não estava a conseguir controlar as suas emoções nem as acções do seu corpo.

 

Surpreso, Jinki foi até à porta da toca.

 

- Jonghyun? - Chamou, depois de colocar um casaco de ceda azul, muito idêntico ao que Jonghyun vestira e de o atar à volta da sua cintura.

 

- Jinki precisamos de falar… - Respondeu Jonghyun do lado de dentro, mas de forma muito baixa.

 

- Não percebi. Amor, sai dai. Porque te foste meter ai dentro? Tu sabes que me podes comer com os olhos as vezes que tu quiseres. - Jinki estava novamente a usar o seu tom de brincadeira.

 

- Jinki-hyung! - A voz de Taemin soou do lado de fora do quarto, chamando de forma incerta.

 

- Hyung? - Questionou Jonghyun fortemente do lado de dentro da toca em surpresa. Desde quando é que Taemin se tinha tornado tão formal com Jinki?

 

- Sim, ele já me chama hyung. É uma vitória. - Brincou Jinki. Era realmente uma vitória, significava que Taemin estava mais próximo de Jinki agora. - Jonghyun falamos mais tarde, okay?

 

- Sim. - Respondeu Jonghyun de forma monossilábica. O seu corpo estava quente e a sua mente confusa. Desde quando é que Taemin e Jinki eram assim tão próximos? Mas então ao ouvir a porta do quarto fechar a sua mente saiu daquele momento letárgico e ele abriu a porta da toca. - Espera Jinki!

 

Mas Jinki já estava fora do quarto. Correu para a porta para tentar parar o parceiro, porém a imagem que tinha do lado de fora parou a sua fala. Não conseguiu chamar Jinki, foi como se a sua garganta se tivesse fechado. Jinki atravessava o pátio, provavelmente em direcção ao grande salão, um dos seus braços à volta dos ombros finos de Taemin, que agarrava no pequeno Touei nos seus braços e que se ria de qualquer coisa que Jinki lhe dia ao ouvido. Talvez uma das piadas idiotas que Jinki gostava de fazer.

 

Jonghyun recuou lentamente para dentro do quarto. Jinki não olhou uma única fez para trás. O beta foi novamente até sua toca e fechou-se lá dentro. O seu peito doía. E as palavras de Kibum vieram-lhe à cabeça. Será que Taemin tinha ido ao festival desprotegido à procura de um alpha? E Jinki? Jinki não tinha percebido que ele estava praticamente a entrar no ciclo? Por que é que Jinki não lhe tinha dado sequer um beijo?

 

Jonghyun deitou-se nas almofadas da sua toca e aninhou-se entre elas. Lágrimas cresciam nos seus olhos. Sentia-se realmente sozinho. Talvez devesse procurar Minho e Kibum, mas não queria preocupá-los ou ser um fardo para eles. Era verdade que eles já tinham que tomar conta de duas crianças.

 

Jinki nem sequer tinha visto a sua toca. Lágrimas grossas desceram pelas faces de Jonghyun na escuridão.

 

- Eu quero o Jinki. - Chorou.


Notas Finais


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