História My (mis) chance - Capítulo 1


Escrita por: e aalienqueen_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Bgstories, Bottom!yoongi, Hybridcat!jimin, Top!jimin, Yoonmin
Visualizações 975
Palavras 6.836
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Lemon, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[julia aqui] Pessoal, essa é a segunda história publicada no perfil do nosso projeto, Bangtan Stories, sendo escrita pela May. Deem muito amor para ela e para essa yoonmin incrível, hm?

Caso ainda não conheça o bgstories, verifique nossos jornais e fique por dentro! <3

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Fanfic / Fanfiction My (mis) chance - Capítulo 1 - Capítulo Único.

Às vezes, tudo o que precisamos é de “um tempo” de nós mesmos. No entanto, como isso seria possível?

Encarei os cacos do vidro da janela completamente espalhados pelo chão da minha sala. Tudo aconteceu tão rápido que eu sequer sei como consegui quebrar aquilo e o espelho que ficava sobre minha mesa ao mesmo tempo. Suspirei frustrado e me joguei em uma das cadeiras que ali haviam e fechei os olhos, logo ouvindo os passos leves de Sook se aproximando.

— Sr. Min, o que houve?! — nem precisei erguer o rosto para saber que ela encarava a bagunça com surpresa.

— Nada… — respirei fundo, sentindo um cansaço repentino me afundar um pouco mais na cadeira. — Eu só quebrei a janela e meu espelho sem querer, Sook…

— Nossa! Quebrar espelhos dão sete anos de azar, sr. Min.

— Não acredito nesse tipo de coisa… — abri os olhos e olhei para a mulher baixa e morena, que tinha cerca de cinquenta anos e trabalhava ali comigo na clínica. — É tudo besteira.

— Claro que não! Ai, ai… Eu limpo essa bagunça, pode ficar um tempinho na recepção.

Concordei somente com a cabeça sem um pingo de vontade de dizer algo. Fiz como ela me disse para fazer, saí da minha sala e fui até a recepção, onde os pacientes aguardavam sua vez. O ambiente era limpo e quase todo branco, exceto pelos móveis que tinham cor de areia; haviam dois sofás de três lugares posicionados um de frente para o outro, ambos encostados em paredes opostas; no centro, uma pequena mesa com algumas revistas e uma televisão — que ainda estava desligada — ficava fixada em um painel entre os móveis, sobre a porta de saída da clínica. Próximo ao corredor que dava acesso às demais salas, tinha um balcão com o computador e as fichas dos meus pacientes e seus respectivos donos.

Apesar da clínica já ter alguns meses de funcionamento ela normalmente vive vazia, talvez o movimento seja fraco por eu ser novo no bairro, poucas pessoas conhecem o local e também sou novo na área, formado há dois anos somente.

É um tanto quanto triste notar que o sonho da sua vida não está prosperando tanto quanto deveria. Principalmente quando você teve de enfrentar seus pais para poder realizá-lo.

Minha família nunca quis um veterinário entre os seus. Os Min são conhecidos por sua tradicionalidade, em suma quase todos são advogados, administradores ou homens de negócios. Meu irmão mais velho herdou a empresa de nosso pai aos vinte e um anos e, eu fui deserdado quando disse que abriria uma clínica para cuidar de animais. De certo ponto de vista, também sou um administrador, não?

Às vezes me pergunto o que me fez ser tão diferente dos meus pais, do meu irmão… Nossa diferença de idade é de apenas cinco anos, por isso fomos criados juntos, igualmente. Não podíamos brincar com outras crianças, tampouco com animais. Fazíamos aulas de etiqueta, instrumentos musicais, línguas, esportes… Mas sempre senti que tudo aquilo não era para mim. Nunca fui bom em nada do que me foi imposto e, conforme os anos foram passando, ficava cada vez mais difícil de suportar a pressão de ter que apoiar meu irmão na empresa e me tornar um advogado famoso ou até mesmo um juiz. Então, assim que completei o ensino médio, joguei tudo para o alto e arrisquei minha vida inteira para seguir o que queria: um veterinário!

Foi difícil conciliar trabalho com estudo, as milhares de contas para pagar, aluguel, comida… Mas, depois de 5 longos anos e uma pequena ajuda em sigilo do meu avô, consegui enfim realizar meu sonho. No entanto, as coisas não fluíam tão bem quanto imaginei.

Talvez, eu estivesse ainda pior se acreditasse em todas essas crenças que Sook vive dizendo existir. Imagina, sete anos de azar só por quebrar um espelho?

Suspirei e afastei todos os pensamentos negativos, enquanto me ajeitava sobre o sofá onde estava sentado. Praticamente me deitei sobre o móvel macio e relaxei o corpo, que imediatamente entendeu meu recado e se preparava para apagar.

Até ouvir o grito estridente de Sook.

— Waaa!

Levantei-me o mais rápido que deu e fui até a sala, me deparando com a mulher ajoelhada sobre minha cadeira, enquanto fitava o chão com certo desespero.

— O que houve? — perguntei sem entender o que acontecia.

Já não haviam mais cacos pelo chão, estava tão limpo que brilhava, mas ela me olhou brevemente antes de voltar a olhar para baixo como se procurasse por algo.

— Algum… Algum bicho entrou pela janela, Sr. Min! Cuidado! Ele se escondeu em algum lugar…

Um suspiro cansado escapuliu por entre meus lábios ao ouvi-la. Era somente algum bichinho… Comecei então a procurá-lo, mesmo sem saber qual animal exatamente havia adentrado a sala, até ver uma cauda felpuda e negra feito o ônix, balançando levemente de um lado para o outro. A pelugem era belíssima e, pelo tamanho, pertencia a algum gato. Ele estava no vão entre minha mesa e a parede, na qual eu a deixava bem próxima.

— É só um gato, Sook… Pode descer. — ri baixinho ao ver a incredulidade estampada no rosto da mulher.

Ela então desceu e bufou, ajeitando as roupas brevemente antes de deixar a sala, enquanto balbuciava algo sobre ir buscar alguma ração para atraí-lo.

O pequeno animal estava de frente para a parede, somente sua cauda que ondulava para os lados podia ser vista. Aproximei-me devagar, a curiosidade guiando meus atos, até que vi os pelos se eriçarem, indicando que ele sabia da minha presença.

— Aqui, gatinho. — chamei, em uma tentativa falha para que ele saísse do vão.

A cauda ficou imóvel, mas logo voltou a se mover, quando Sook adentrou a sala chacoalhando uma tigela com um pouco de ração. Ela colocou a mesma no chão, próximo ao “esconderijo” dele e em menos de minutos ele veio, desconfiado, uma patinha em frente a outra bem devagar enquanto se aproximava da comida, com a cabeça abaixada. Incrível era a única palavra que me veio à mente quando o vi por inteiro. Sua pelagem era completamente preta e mesmo bagunçada e desgrenhada, parecia macia de alguma forma. O gato encarou a ração durante algum tempo antes de começar a comer efetivamente. Quando terminou, ergueu a cabeça e mirou meus olhos, quase perdi o fôlego. Seu olhar era selvagem, reluzente e muito belo! Suas íris cor de âmbar eram hipnotizantes, não desfiz o contato visual. Nem mesmo quando Sook pigarreou.

— Sr. Min… Gatos pretos trazem azar…

Céus, essa mulher e suas crenças!

O gato então, como se tivesse entendido o que ela disse, arqueou as costas e bufou antes de soltar um miado agudo em nossa direção. Quando pensei que fosse nos atacar, ele simplesmente saltou e saiu pela janela, cujo eu havia quebrado anteriormente.

É a primeira vez que vejo um gato em algum tempo e mesmo que certamente não seja a última, espero que eu possa vê-lo novamente.

[...]

— Boa noite sr. Min, até amanhã! — Sook se despediu antes de ir embora, enfim encerrando seu expediente.

Eu havia acabado de fechar a clínica e resolvi ficar mais um pouco para pesquisar a respeito do gato que mais cedo invadiu a minha sala. Por algum motivo não consegui pensar em outra coisa que não fossem aqueles olhos expressivos e cheios de desconfiança que capturaram minha atenção.

Descobri que o pequenino era de uma raça dócil e tranquila chamada Bombaim, completamente oposto à sua imagem atual e isso com certeza despertou ainda mais o meu interesse. Continuei a ler mais algumas informações, até ouvir um barulho vindo da minha sala. Fiquei em silêncio e segundos depois, outro barulho… Levantei-me e me aproximei, devagar, até ficar em frente a porta que estava fechada. Então, ouvi outro ruído seguido de um miado agudo e um pouco esganiçado.

Só podia ser o gato!

Abri a porta rapidamente e vi o animal caído no chão, respirando ofegante enquanto mirava em minha direção, mas sem parecer me ver efetivamente. Seus olhos estavam semiabertos e, percebendo seu sofrimento, me aproximei e o peguei nos braços, sentindo seu corpo mole já quase desfalecido.

Corri com o gato em meu colo até a sala em frente a minha, equipada para pequenas cirurgias, transfusões e entre outros. Coloquei o pequeno sobre a maca e comecei a vasculhar seu corpo em busca de algum machucado e de algo que possa tê-lo deixado daquela forma. Verifiquei seus reflexos e seu coração — que batia desenfreado dentro do peito —, percebendo então que quase não respirava. Era como se algo o impedisse. Mesmo com certa dificuldade, afastei seus lábios e vi que algo estava preso em sua garganta, impedindo a passagem de ar. Usei uma pinça para retirar o que percebi ser um pedaço de lixo e, quando o gato finalmente conseguiu respirar, não contive um suspiro de alívio.

Afastei-me dele para que pudesse respirar melhor e limpei o suor em minha testa. Era a primeira vez que isso me acontecia e, ao vê-lo se acalmando aos poucos enquanto se ajeitava sobre a maca, fez com que uma lufada de felicidade me atingisse. Eu havia acabado de salvar uma vida.

Percebi que estava sorrindo quando meus lábios desfizeram o ato, assim que os olhos cor de âmbar se fixaram em mim. O gato permaneceu imóvel, deitado, me fitando… me chamando?

Aproximei-me devagar até ficar perto o suficiente para tocá-lo; estiquei a destra com cuidado, observando bem as reações do bichano que até então continuava parado, apenas me fitando intensamente.

— Posso…? — perguntei, mesmo sabendo que ele não iria entender e muito menos responder.

Mas, mesmo assim, senti a necessidade de perguntar, ainda mais por ele ser um gato de rua e desconfiado. Mal percebi o quão perto estava, somente quando meus dedos enfim tocaram os pelos da cabeça dele, por entre as orelhas, que voltei à mim. Era bem quente e se tornava cada vez mais macio a medida em que eu movia meus dedos em um carinho lento e sutil.

E aqui estava Min Yoongi, aos 25 anos de idade, acariciando um gato pela primeira vez.

Acabei sorrindo ao vê-lo fechar os olhos e relaxar em meu toque, sua respiração ressonando baixinho e tranquilo, provavelmente cansado.

— Você deveria ser mais cuidadoso com o que come, pequeno… — disse baixinho, diminuindo a frequência do carinho aos poucos. — Pode dormir por aqui esta noite, precisa de descanso.

Admirei a figura felina durante alguns minutos antes de me afastar, apagar as luzes e deixar o local. Fui até um dos sofás da recepção e me deitei ali mesmo, aconchegando-me para que o sono pudesse me levar ao mundo dos sonhos. No entanto, mesmo sonolento, sentia certa dificuldade em adormecer. Meu cérebro ainda trabalhava e lutava contra meu corpo cansado. Troquei de posição algumas vezes, mas parei quando ouvi alguns passos leves se aproximando. Até segurei minha respiração, permanecendo imóvel enquanto mantinha meus olhos bem fechados.

Então, para a minha maior surpresa, senti o peso do gato subindo pelo móvel, caminhando sobre meu corpo até se ajeitar em meu peito, já que eu estava deitado com a barriga para cima. Soltei o ar todo de uma vez e esperei que isso não o assustasse e, graças aos céus, não assustou. Movi meus braços e envolvi o bichano com as mãos lentamente, sentindo-o se aconchegar ali antes de ronronar bem baixinho.

Lembrei-me de que os gatos de raça Bombaim gostam de calor e, aparentemente, meu calor era suficientemente bom para deixá-lo à vontade ali.

[…]

E foi assim que ganhei a confiança do gato que passou a morar na clínica.

Naquela manhã, quando acordei, ele já não estava mais ali e em nenhum outro lugar. Mesmo depois de consertar a janela da minha sala, eu a deixava bem aberta, já que ainda havia a possibilidade dele aparecer. E alguns dias depois, ele veio. Desconfiado, cauteloso… Lembro que estava em uma consulta com um labrador e seu dono, quando o gato saltou no parapeito da janela em minha sala e ali ficou, observando tudo com muita atenção.

Aos poucos, sua presença se tornava algo rotineiro na clínica — mesmo Sook sempre dizendo que ele traria má sorte —, até que fez da minha sala seu lar.

Então, lentamente fui conquistando o bichano. Nós nos apegamos rápido um ao outro e em poucas semanas ele me procurava com frequência, vinha até minhas pernas, ronronava quando me deixava fazer carinho em suas orelhas… O gato realmente era muito dócil e amável, mas por vezes eu o pegava me observando como se conseguisse ver através de mim. Um pouco estranho, confesso, mas talvez fosse somente seu jeito de ser curioso e observador.

Hoje completa um mês que o gato está morando aqui na clínica e ainda não lhe dei um nome. Em minha sala mesmo eu havia colocado uma pequena cama e, nos fundos do estabelecimento, ficava a caixinha de areia que ele normalmente usava. Para comemorar a data especial, trouxe comigo uma coleira com meu sobrenome e telefone gravados, só para o caso de algum dia ele se perder pela rua — já que o mesmo gostava muito de sair.

Abri a porta da frente da clínica, ainda é bem cedo e Sook hoje está de folga para visitar sua família. Seremos só eu e o Pequeno Min, como passei a chamá-lo.

— Bom dia! — adentrei a recepção, estranhando não ver o gato que normalmente estava por ali quando eu abria a clínica. — Pequeno Min?

Vasculhei o local com os olhos, antes de começar a procurá-lo pelas salas; olhei uma por uma, constatando que ele não estava ali. Conferi minha janela fechada. Ele não podia ter saído… Ou será que podia?

Fui até o pequeno cômodo que havia nos fundos da clínica, um simples quarto com banheiro onde eu deixava um sofá antigo; a porta estava entreaberta, o gato provavelmente estaria ali.

Quando entrei no quarto, senti meu corpo inteiro travar.

Havia um garoto de cabelo bem preto dormindo tranquilamente sobre o móvel velho, de bruços; o rosto estava virado em direção a porta, sobre o braço do sofá que lhe amassava uma das bochechas volumosas. Nos lábios, um pequeno bico se fazia presente e o som de sua respiração tranquila ecoava por todos os cantos do quarto.

A surpresa mesmo foi notá-lo completamente nu!

Prendi o ar quando percebi que ele estava acordando e, depois de se espreguiçar, o mesmo saltou do sofá desajeitadamente, acabando por cair de bunda no chão e soltando um resmungo baixinho de dor. E foi então que eu reparei... Ele tinha orelhas de gato que se moviam brevemente, bem como uma cauda felpuda que estava estirada ao lado do mesmo.

— Quem é você? — perguntei em um fio de voz, atraindo a atenção dele para mim.

O vi coçar os olhos e enfim olhar em minha direção. Um pequeno sorriso moldou seus lábios e rapidamente ele se levantou e veio em minha direção, encostando o corpo no meu. Senti um calafrio me percorrer por inteiro ao notar a cor de âmbar de suas íris e me afastei por instinto, mas novamente o garoto se encostou em mim. Continuei tentando me afastar, até ficar preso entre o ser de cabelos negros que até então só sorria e uma parede.

— Vamos, me responda! O que você quer aqui? Como entrou? Quem… — olhei para baixo, sem querer, notando novamente sua nudez. Senti minhas bochechas esquentarem e então desviei o olhar.—  Quem é você?!

Ele então me prendeu contra a parede usando os braços apoiados nela, atrás do meu corpo.

— Minhas orelhas e cauda não lhe dizem nada? — eu podia sentir a respiração quente dele batendo contra minha bochecha. Seu corpo estava bem perto, nossa altura é praticamente a mesma. — Talvez meus olhos…? Você sempre gostou deles, pude notar.

Encarei-o completamente surpreso. As orelhas, a cauda, os olhos… Eram todos iguais ao meu Pequeno Min… Meu gatinho. Mas não seria possível, seria?

— Oh, enfim percebeu? — sorriu.

— Você é… Pequeno Min? — perguntei incerto, fitando o sorriso que moldava os lábios carnudos.

— Na verdade, meu nome é Jimin. — olhei em seus olhos e me perdi no brilho intenso de suas íris. — Eu descendo de uma raça antiga de gatos… Posso me transformar em humano quando meu dono começa a sentir amor por mim.

Minha cabeça girou ao ouvir aquilo. Procurei qualquer resquício de mentira no rosto dele, mas, de alguma forma eu sabia que ele não estava mentindo.

— Você é o primeiro humano com quem me transformo tão rápido… Realmente me ama, não? — disse, como se estivesse orgulhoso de si mesmo.

Eu estava sem reação, conseguia somente fitar o garoto em minha frente. Reparei em seus olhos ligeiramente fechados, por conta do sorriso que ainda moldava os lábios dele; reparei em como seus ombros são mais largos do que os meus, mas igualmente finos. Seu peito subia e descia tranquilamente e então uma cicatriz em seu abdômen chamou minha atenção.

— O que é isto? — perguntei sem pensar, apontando com os olhos para o local.

Jimin se afastou brevemente e fitou o próprio corpo, suspirando baixinho em seguida. Sua expressão mudou completamente, seu sorriso desapareceu e seus olhos escureceram quase completamente.

— Oh, isto… Bom, digamos que nem todos os donos gostaram de saber que seu gato podia se transformar em um deles. Ainda mais um gato completamente preto. — vi sua destra alcançar a cicatriz e cobri-la. — Na verdade, até hoje ninguém gostou…

Ergui o olhar e notei como ele me encarava com certa ansiedade, analisando minhas reações, talvez tentando ler minhas expressões.

— Logo depois de descobrirem, eu não conseguia me transformar novamente… Quando isso acontece, significa que meu dono deixou de me amar e passou a me temer… — os olhos se encheram de lágrimas e, como se aquilo desencadeasse meu instinto protetor, puxei-o em um abraço meio desajeitado.

O corpo dele estancou por um instante, mas assim que entendeu o que eu fazia, relaxou e se deixou ser envolto por mim. Permiti que ele chorasse em meu ombro, enquanto sentia suas mãos se agarrando em minhas roupas como se fossem me impedir de sair dali.

Depois de alguns minutos, nos afastamos e encarei o rosto inchado e vermelho por conta do choro. Acabei sorrindo minimamente. Ele era somente um gatinho que ansiava ser amado, como eu poderia deixar de amá-lo?

— Então, Jimin… Como isso funciona? — retirei o meu jaleco e passei a peça pelos ombros dele, afinal ele ainda estava completamente nu.

— Bom… Eu consigo me transformar a qualquer momento, tanto para minha forma original quanto para esta forma humana… Pelo menos enquanto você me amar.

— Certo…

Fitei o garoto, que agora sentava no sofá velho e brincava com a própria cauda. De fato, era uma surpresa enorme saber que meu gato podia se transformar em um humano… Mas, por algum motivo que desconheço não me sinto incomodado com isso. Talvez um pouco assustado. No entanto, é como se eu pudesse aproveitar mais da companhia dele agora. Podia saber seus gostos, seus pensamentos, céus, eu podia conversar com meu gato!

— Vamos ter que fazer algumas mudanças, Jimin. – ele me olhou com curiosidade e eu suspirei. — Preciso esvaziar o quarto de hóspedes do meu apartamento. É pequeno, mas dá para o gasto. Também preciso comprar algumas roupas, apesar de achar que as minhas lhe servem perfeitamente.

— Como assim? — perguntou confuso.

— Você irá morar comigo, oras. Não pode dormir aqui na clínica… Inclusive, eu gostaria que você ficasse em sua forma de gato quando estiver aqui. Se Sook souber o que você pode fazer, acho que ela vai enlouquecer. — acabei rindo baixinho ao imaginar a reação da mulher.

— Não vai me expulsar? Você ainda consegue me amar mesmo assim? — ele levantou e rapidamente se aproximou, praticamente pulando em mim.

— Ei, calma! — segurei-o meio sem jeito. Os olhos dele prenderam os meus e tudo o que eu pude fazer foi suspirar, antes de respondê-lo. — Eu não sou esse tipo de pessoa… Acho que tive sorte em encontrar você.

— Obrigado! De verdade, obrigado…!

Mais uma vez, a emoção dele me atingiu em cheio. Acabei sentindo algumas lágrimas virem aos olhos, mas fiz um certo esforço para contê-las. Algum tempo depois, Jimin voltou para sua forma de gato e passou o resto do dia pedindo por carinho, por vezes miava até eu pegá-lo no colo e acariciar por entre suas orelhas. De fato ele havia se tornado muito carinhoso, sua imagem era completamente diferente de quando o encontrei pela primeira vez.

[…]

Os dias foram se passando tranquilamente. Apesar da mudança repentina na rotina, as coisas começaram a melhorar, tanto em casa quanto na clínica. Agora eu já possuía mais pacientes, o movimento estava maior e por mais que Sook insistisse que a melhoria veio somente depois do “gato preto do azar” ir embora da clínica, eu sabia que era o contrário.

Jimin tornava meus dias cada vez melhores. Apesar de querer estar comigo quase o tempo todo, o convenci de que o melhor era permanecer em casa durante o dia, já que mais animais iam até a clínica agora e uma vez um cão quase o mordeu. Ele é incrivelmente inteligente, animado e muito, muito dengoso, sempre encontra uma forma de me tocar ou de me fazer tocá-lo.

Aos poucos fui ensinando-o a cozinhar e em alguns dias ele já conseguia fazer algumas receitas sozinhos. Era bom chegar em casa depois do trabalho e sentir o cheirinho bom de comida pronta. Bem como receber o “bem-vindo de volta” alegre dele.

No entanto, de alguns dias para cá, Jimin parece estar triste. Ele tem ficado quieto, distante, me olha como se tivesse algo para me dizer, mas permanece longe. Já tentei algumas coisas para me aproximar, mas nada surte efeito e por isso hoje estou trazendo um pedaço bem grande de salmão, sua comida favorita, para ver se pelo menos isso o anima um pouco.

— Jimin, cheguei! — disse ao abrir a porta. Mas, ao contrário do que eu esperava, o apartamento estava completamente vazio e escuro. — Jimin?

Adentrei a sala e acendi as luzes depois de trancar a entrada. Retirei meus sapatos e os deixei no hall, caminhando devagar pelo cômodo silencioso, até ouvir um som parecido com um gemido. Meu corpo se moveu sozinho ao imaginar Jimin doente e com isso praticamente corri até seu quarto e escancarei a porta com tudo… Me arrependi logo em seguida, quando notei o garoto em pé e completamente nu ao lado da cama, com uma das mãos segurando o próprio membro enquanto a outra mantinha uma peça de roupa — que reconheci ser minha — colada em seu rosto.

— Yoongi… — chamou meu nome arrastado em um gemido sôfrego, enquanto movia a mão pelo próprio membro com certo vigor.

Ele ainda não tinha percebido minha presença, já que a camisa cobria seu rosto quase por inteiro. Meu coração disparou dentro do peito quando a ficha enfim caiu… Jimin estava se masturbando enquanto cheirava minha roupa!

O pior era que meu corpo começava a reagir… Eu não era cego. O garoto em minha frente tem um corpo muito belo, definido e seu jeito carinhoso que por vezes se tornava manhoso me atraía muito; seu rosto com ar infantil e másculo ao mesmo tempo me hipnotizava e eu tive de me segurar tantas vezes para não beijar os lábios carnudos e convidativos que, a cada dia que se passava, a vontade somente aumentava… A mão pequena circulava o membro roliço e melado, enquanto deslizava por toda sua extensão com vontade, em busca de alívio.

Era a primeira vez que eu o via completamente nu por mais de alguns minutos, por isso arfei involuntariamente e creio que atraí a atenção dele, já que suas orelhas pareceram captar meu som e, logo em seguida, ele abaixou a camisa com certo desespero para cobrir sua nudez. Os olhos arregalados em surpresa miraram os meus e Jimin parou bruscamente os movimentos da mão, ainda bem ofegante… Seu rosto estava completamente vermelho e ligeiramente suado, o lábio inferior estava preso pelos dentes e o prazer estampado em sua pele pareceu me atingir e percorrer todo o meu corpo, em um calafrio intenso. Notei que os quadris dele ainda se remexiam inquietos e esfregavam-se brevemente contra a peça de roupa, cujo segurava com ambas as mãos agora.

— Jimin… O que você está… — comecei meio incerto, mas fui interrompido por um gemido alto e  arrastado que escapuliu dos lábios alheios, enquanto ele se contorcia contra a minha camisa.

Pela expressão prazerosa de puro deleite, pude constatar que Jimin havia acabado de gozar.

— Y-Yoongi… Quando você chegou? — sua voz tremeu, assim como o restante do corpo suado.

— O que está acontecendo? Você se afasta de mim… Vive pelos cantos me evitando… E então se masturba com a minha camisa? — acabei soltando sem raciocinar muito, minha mente ainda estava cheia com a imagem do rosto dele enquanto gozava em minha roupa.

Meu corpo estava quente e eu sentia algumas fisgadas em meu membro — que já pretendia despertar com toda aquela cena. Eu estive resistindo durante um tempo… Não tem como resistir mais.

— N-Não é nada…! Por favor, não me odeie! — suplicou, enquanto apertava minha roupa contra sua nudez que provavelmente ainda o incomodava. — É só que… Tem essa coisa do cio… E eu acabei me apaixonando por você, Yoongi. Não me odeie…

Respirei fundo, enquanto assimilava as palavras que ele praticamente despejou em mim. Minhas bochechas esquentaram por causa da palavra “apaixonado” e meu peito internamente se aqueceu ao saber que meus sentimentos eram correspondidos, mesmo que Jimin ainda não soubesse deles.

— Você quer me tocar?

Minha pergunta o pegou de surpresa. O garoto arfou e concordou com a cabeça em seguida, lentamente, mas ainda hesitante. Então, resolvi ignorar minha consciência — que berrava praticamente aos prantos, dizendo que aquilo era loucura — e me aproximei, até ficar tão perto que sua respiração quente conseguia alcançar meus lábios.

— Vá em frente.

Seus olhos brilharam em pura luxúria quando eu permiti que me tocasse. Logo a camisa que ele segurava foi ao chão e suas mãos — que ainda pareciam hesitar — tocaram meus ombros. Fechei os olhos e deixei que Jimin as movesse livremente em meus braços, arrastando-as devagar e contornando o formato deles, antes de descê-las pelas laterais do meu corpo. O toque era suave, como se ele estivesse descobrindo e me tocando pela primeira vez… E de fato estava.

Então, senti suas mãos abrindo os botões da camisa social que eu usava antes de retirá-la quase às pressas.

— Yoongi… — abri os olhos ao ouvir meu nome ser pronunciado de forma tão erótica que meu membro reagiu e pulsou, já completamente desperto dentro da calça.

O âmbar dos olhos de Jimin estava escuro, brilhava perigosamente em minha direção e toda sua postura havia mudado: os ombros estavam rígidos, o queixo erguido impunha sua presença, bem como as mãos que agora seguravam minha cintura com certa posse. Ele parecia querer me domar…

— Eu quero isso tanto quanto você, Jimin… — disse baixinho, finalmente tocando o corpo dele ao encostar nossos peitos um contra o outro.

O sorrisinho que moldou os lábios alheios foi breve, pois logo em seguida sua boca estava sobre a minha. Seu beijo era intenso, necessitado e muito bom, a língua aveludada acariciava a minha, enquanto nossos lábios massageavam uns aos outros e, em meio ao toque, meu corpo inteiro reagia. Meu coração batia tão forte que doía dentro do peito. Estaria mentindo se dissesse que jamais imaginei beijá-lo… Mas a verdade é que não pensei que fosse tão extasiante.

As mãos alheias passaram a percorrer todo o meu tronco, tateavam e apalpavam a minha pele, fazendo com que os locais por onde passavam pegassem fogo. Jimin estava me fazendo perder a compostura com toda aquela provocação… Seu quadril bateu contra o meu em busca de maior contato e, quando nossas ereções friccionaram, mesmo através das roupas que eu ainda vestia, senti como se estivesse sendo tomado, como se meu corpo não me pertencesse mais… Eu era todo prazer.

A falta de ar se fez presente e, relutantemente, o híbrido afastou nossos lábios, mas somente o suficiente para que pudéssemos respirar. Gemi contra a boca inchada e úmida dele quando passou a esfregar nossos corpos com maior afinco, sempre buscando minha ereção com a sua, enquanto se movia eroticamente.

— Espere um pouco, Jimin… Eu vou buscar uma camisinha. — afastei-o com certo pesar, fazendo com que ele sentasse sobre a cama antes de sair do quarto e ir em direção ao meu.

Corri até meu guarda-roupas e peguei a primeira camisinha que encontrei, sob uma pilha de roupas que acabei bagunçando. Voltei até o local onde o híbrido estava e a visão que tive foi o suficiente para fazer meu membro babar dentro da calça, sem que eu ao menos o tocasse. Jimin estava deitado sobre a cama com as costas no colchão; sua cauda macia envolvia seu membro tão rígido que parecia prestes a explodir, enquanto o masturbava bem lentamente. A expressão prazerosa estampada em sua face era maravilhosa… Eu poderia gozar só de observá-lo um pouco mais… O lábio preso entre os dentes, as arfadas que ele soltava propositalmente e as mãos trêmulas e inquietas que apertavam o lençol com força, como se quisessem continuar o serviço no próprio falo que, até então, a cauda fazia.

— Hyung… — o tom carregado em luxúria soou como uma música em meus ouvidos. Acabei sorrindo, já que era a primeira vez que ele me chamava daquela forma. — Preciso de você, hyung.

Resolvi provocá-lo um pouquinho.

Retirei minha calça e cueca bem lentamente. Ele me fitava com tamanha atenção que mal piscava. Quando fiquei completamente nu, um gemidinho escapuliu por entre os lábios do híbrido, enquanto sua cauda o apertava um pouco mais, talvez involuntariamente. Acariciei meu próprio membro durante um tempo, antes de enfim me aproximar da cama, ficando a poucos centímetros do rosto dele.

— Também preciso de você, gatinho. — sussurrei e deixei o pacotinho com a camisinha sobre a cômoda ao meu lado.

Jimin logo entendeu o que eu queria e tratou de me ajudar. Grunhi quando seus lábios  envolveram o membro em seguida, engolindo-me quase por inteiro. A língua áspera e quente roçou a glande e o choque que me percorreu o corpo foi tão forte que minhas pernas quase cederam.

Estar na boca do híbrido era insanamente bom… Tão bom, que quando ele começou a se mover e me chupar de fato, precisei me segurar na cômoda. Ele então parou o que fazia durante alguns segundos e isso me fez perceber que eu havia fechado os olhos, pois quando os abri, vi que o mesmo estava mais uma vez sentado sobre a cama e entre minhas pernas.

Antes mesmo que eu pudesse questionar o que faria, Jimin voltou a me abocanhar, dessa vez com mais gula… Tudo o que consegui fazer foi gemer em desespero quando minha glande tocou-lhe a garganta.

— Céus…!

Dessa vez, fiz certo esforço para manter os olhos bem abertos; observava o rosto dele atentamente, seu olhar intenso, estava adorando ver o híbrido me chupando com tudo de si. Meu corpo vibrava e eu continuava a me segurar na cômoda ao meu lado, minhas pernas tremiam tanto que não demorariam a ceder.

Então, senti algo tocar a parte interna de uma das minhas coxas. Identifiquei a cauda pela textura macia conforme contornava minha perna e a apertava com certa força — força esta que jamais imaginei que ele tinha justo naquela parte do corpo. Notei a expressão dele mudar e se tornar determinada, mas não pude ter qualquer reação quando mãos agarraram minhas nádegas e as afastaram uma da outra.

— O… O quê…? — tentei questionar o que ele fazia, mas logo entendi o que Jimin pretendia quando sua cauda se desenrolou de minha perna e a ponta tocou minha entrada.

Praticamente gritei quando a pontinha macia circulou o local demoradamente, exercendo certa pressão como se quisesse adentrá-lo, mas ele não o fazia. Estava somente me provocando, talvez testando minha reação. A sensação era estranha, de fato, mas a boca cálida e úmida compensava tudo me deixando em puro êxtase.

Jimin me puxou com certa brusquidão e quase caindo eu subi na cama, ajoelhado, enquanto ele se ajeitava sobre o colchão e me levava consigo. O híbrido acabou deitado comigo por cima, quase sentado em seu peito, com sua língua ainda brincando com minha glande inchada e babada… Eu queria gozar… Mas creio que ele ainda não deixaria isso acontecer.

Meu corpo foi movido novamente e, quando dei por mim, estava sentado sobre o rosto do Park; seu nariz esfregava por entre meus testículos e sua língua não demorou a alcançar minha entrada. Ele lambia aquele local com vontade, as mãos firmemente segurando minhas coxas e me mantendo preso ali. Eu me sentia excitado, o tesão era quase palpável no ar e por mais que não tivesse pensado sobre quem seria o ativo ou passivo, não me importava de fato com a posição.

A verdade é que sentir a língua dele afundando em mim bem devagar e se movendo como se me estocasse, do jeitinho que ele havia acabado de fazer, era absurdamente gostoso e foi mais do que o suficiente para me fazer gozar.

— J-Jimin...! — cobri a glande com uma das mãos para conter o gozo, sem muito sucesso.

O híbrido retirou sua língua e manuseou meu corpo mais uma vez, agora fazendo com que eu sentasse em suas pernas. Ele ia erguendo o tronco à medida em que me ajeitava e agora estávamos um de frente para o outro, ambos bem ofegantes. Eu por ter acabado de gozar e Jimin por estar extremamente desejoso.

— Vejo que o hyung gostou… — sua voz soava maliciosa, ele segurava minha mão suja e a aproximava dos lábios devagar. — Fico feliz, fico muito feliz. — tremi quando a língua que antes me lambia por entre as nádegas tocou a palma da minha mão, limpando todo e qualquer gozo que ali havia.

Em seguida, os lábios carnudos alcançaram os meus e os capturaram em um beijo intenso, mas breve, pois logo ele distribuía mordidinhas e selares por todo o meu pescoço. Então, senti como ele tentava encaixar a extensão extremamente rígida por entre minhas nádegas e como suspirava quando ela roçava em minha entrada…

Eu já estava completamente entregue. Não tinha mais o que se fazer, a não ser prosseguir com tudo aquilo e retribuir todo o prazer que ele havia me proporcionado.

Desci do colo alheio, mesmo ainda sentindo minhas pernas ligeiramente trêmulas. Senti o olhar curioso e confuso de Jimin queimar minha pele, enquanto eu pegava o pacotinho sobre a cômoda e me ajoelhava no chão em seguida, o rosto bem próximo do membro dele.

Minhas bochechas arderam e, sem tentar pensar muito no que eu faria, lambi timidamente a glande babada do híbrido, que estremeceu sob meu toque. Lambi toda a extensão dele antes de abocanhá-lo desajeitadamente, já que era a primeira vez que eu fazia tal coisa.

— Hyung… É gostoso… — disse manhoso ao pender a cabeça para trás e fechar os olhos.

Senti uma fisgada em meu próprio membro quando ele moveu o quadril e investiu contra minha boca. Arfei involuntariamente e permiti que conduzisse o ritmo e, para o meu bem, ele o manteve bem lento.

— Me deixa entrar em você, hyung…

Afastei-me e fitei os olhinhos que me lançavam um misto de vontade e inocência. Como se fosse possível…

— Daqui a pouquinho, gatinho. — abri o pacote da camisinha e cobri todo o membro de Jimin com ela em seguida.

Voltei a me posicionar sobre o colo dele, me assustando um pouco quando pressão da invasão ameaçou a doer.

— Confie em mim, hyung… — os braços do híbrido me cercaram com gentileza e seus lábios mais uma vez cobriram os meus.

Jimin me beijava com paixão dessa vez; eu conseguia sentir perfeitamente o amor que nutria por mim, e isso deixou meu coração louco dentro do peito… Então, aos poucos, ele trazia meu corpo para baixo, me invadindo conforme eu ia sentando em seu colo devagar.

Gritei contra os lábios dele quando a dor tomou meu corpo e lutei para não derramar as lágrimas, que rapidamente se juntaram nos cantos dos meus olhos.

— Shhh… Vai passar logo… — sua voz soava calma e macia, ele se manteve distribuindo beijos em meu rosto, inclusive pude sentir a cauda acariciando minhas costas com ternura.

Em questão de minutos, eu estava completamente relaxado. Abracei Jimin com força e encaixei meu rosto em seu pescoço, onde o mordi com certa força… Então, a dor que senti no começo foi substituída por um calor que vinha de baixo para cima, que tomava meu corpo e minha mente e tudo o que eu conseguia pensar era em me aliviar novamente.

— Jimin… — murmurei baixinho e rebolei sutilmente para que ele soubesse que o desconforto havia passado.

As mãos alcançaram minhas nádegas logo em seguida, e facilmente o híbrido ergueu meu corpo antes de baixá-lo novamente, devagar. A sensação de sentir o membro dele deslizar como se saísse lentamente para depois afundar era muito prazerosa.

Acabei gemendo quando Jimin repetiu o movimento e logo ele já estava me estocando em um ritmo um pouco mais rápido, não só manuseando meu corpo, como também movendo o próprio.

— Hyung… Hyung… — repetia meu nome algumas vezes e eu sentia como se ele estivesse perdendo o pouco controle que ainda tinha.

— Isso é tão bom, gatinho… — murmurei sem pensar, acabando por perceber o que eu havia dito quando o híbrido parou de se mover.

Senti as mãos dele me apertando com mais força e quando busquei o olhar dele, notei que estava diferente, parecia ser outra pessoa. — Jimin?

De repente, o híbrido se levantou e me obrigou a enlaçar sua cintura com as pernas; ele caminhou alguns passos até a parede mais próxima e me prensou contra a mesma, sem desconectar nossos corpos. Ia chamá-lo, mas seu nome ficou preso em minha garganta quando ele investiu em mim com tamanha força que tudo o que consegui fazer foi gritar.

Segurei-me em Jimin como pude logo quando as estocadas fortes e rápidas começaram; seu corpo se movia contra o meu com vigor, ele gemia meu nome vez e outra e apertava minhas nádegas com tamanha força que seus dedos provavelmente já estavam marcados em minha pele. O êxtase que estava espalhado pelo ar era inebriante e eu não queria voltar a mim tão cedo.

Nossos gemidos e os corpos se esfregando conforme ele investia os quadris contra minhas nádegas eram altos e soavam como músicas aos meus ouvidos. Minha mente estava cheia com o híbrido e todas as sensações prazerosas e alucinantes que me faziam derreter em seus braços.

— Eu amo você, hyung… Amo muito…

Senti meu coração se aquecer ao ouvi-lo e antes mesmo que eu pudesse responder, seus lábios cobriram os meus em outro beijo guloso. Nossas bocas se moviam uma contra a outra e nossas línguas se encontraram quase de imediato. Eu podia beijá-lo durante horas, mas o híbrido continuava a se mover cada vez mais forte e mais rápido… Quando pensei que ele estava quase atingindo seu limite, senti sua extensão alcançar um lugar tão sensível que o gemido que veio direto da minha garganta praticamente me obrigou a virar o rosto.

Como se conhecesse meu corpo melhor do que eu, Jimin passou a acertar aquele ponto seguidas vezes e isso me fez ceder de vez ao êxtase. Eu somente gemia e me contorcia toda vez que ele alcançava o tal lugar; chamava seu nome, arranhava seus ombros e implorava por mais e mais de tudo aquilo…

Então, meu segundo orgasmo veio mais forte do que o primeiro. Eu gozei enquanto o híbrido me estocava e pude sentir meu interior contrair e apertá-lo tanto que jurei ouvir um miado escapulindo por entre os lábios dele, antes do mesmo se mover com todas as suas últimas forças até me acompanhar em todo aquele prazer.

Antes que seu corpo cedesse, Jimin nos desconectou e nos levou até a cama, me deitando logo ao seu lado. Ficamos um de frente para o outro, igualmente ofegantes e suados.

— Posso… Perguntar algo, hyung? — ele se aproximou e abraçou minha cintura com um dos braços, encostando o nariz gelado no meu. Assenti com a cabeça. — Você me ama?

Pisquei algumas vezes até entender onde ele queria chegar com aquela pergunta. Era óbvio que eu o amava, afinal, ele ainda conseguia se transformar, certo?

Acabei percebendo que eu nunca disse de fato que o amava…

— Hum. Deixa eu pensar… — sorri e fingi pensar em algo enquanto os olhinhos me fitavam cheios de expectativas. — É claro que sim!

— Então diz! — ele pediu sorrindo, ligeiramente inquieto.

Beijei-lhe os lábios suavemente e fitei os olhos cor de âmbar que eu tanto gostava.

— Eu amo você. — ditei, antes de lhe roubar outro selinho. — Você é a própria sorte camuflada em azar.

Acabei rindo sozinho ao dizer aquilo, pois era verdade. Por mais que Sook insistisse que gatos pretos trouxessem azar, o gato que estava em minha frente havia me trazido não só sorte como prosperidade e, claro, muito amor.

— Não entendi, hyung. — ele franziu o cenho, confuso.

— Não precisa entender, gatinho… Não precisa entender.


Notas Finais


[may aqui] Espero que tenham gostado. <3 Agradeço pela betagem maravilhosa e pela capa.

▻ Plot, desenvolvimento, escrita e sinopse: @aalienqueen_
▻ Capa da história: @Choi_Crystal_
▻ Betagem do capítulo e da sinopse: @wonzinha

Outras histórias yoonmin que você poderá conferir no projeto:
VIDA SOBRE TELA → https://www.spiritfanfiction.com/historia/vida-sobre-tela-11240710
ÓRBITA → https://www.spiritfanfiction.com/historia/orbita-11255804


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...