História My mistery. - Capítulo 21


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swan Queen
Visualizações 112
Palavras 1.512
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Does not make sense.


Fanfic / Fanfiction My mistery. - Capítulo 21 - Does not make sense.

No dia seguinte foi impossível arranjar uma roupa que não deixasse aparecer as marcas em todo meu corpo, então apenas a ignorei e fui ao trabalho. 
Regina não havia chegado ainda o que me constrangeu, pois aonde pisava meus pés, chamava um certa atenção para mim e eu precisava dela para me distrair, já estava trabalhando quando chegou acompanhada de uma mulher mais velha, uma coroa bonita e provavelmente rica assim como ela, seus cabelos castanhos, se mantinham em um coque magnifico, em seu corpo um conjunto de saia e casaco muito elegantes, suas jóias brilhavam tanto que era possível enxerga-lá a uma longa distância. 
Regina parou na divisória entre as nossas salas, piscou e me mandou um beijo antes de fechar a porta como se quisesse me impedir de escutar o que estariam falando, mas eu ignorei, não precisava saber pois deveria ser mais alguma dessas reuniões duradouras que ela tinha.

xPov.Reginax

–Só me diz, o que você veio fazer aqui afinal?– me referi a mais velha que estava de braços cruzados a minha frente.

Aquela era minha mãe, Cora mills, imagina um ser horrível e desprezível, então multiplique por mil e era ela, ao contrário de meu pai, Cora fingia que existia amor dela em relação a mim, o que era inútil pois eu sabia que não e de fato não era recíproco nem o 'amor' e nem a falsidade. Ela nunca vinha me visitar, a não ser que fosse de seu próprio interesse, então usava desculpas esfarrapadas do tipo ' Quero saber como anda a vida do meu anjo.', pelos Deuses!!! 
Emma jamais poderia conhecê-la, eu faria o possível para impedir isso.

–Quero saber como anda a vida do meu anjo.– forjou um sorriso olhando através do vidro para Emma que se concentrava no trabalho, como a pessoa esforçada que sempre foi. 
–Cruzes, aquela garota acabou de sair de uma guerra?– ela passou a mão sobre os braços como quem estava arrepiada e eu mordi os lábios segurando a risada, só eu sabia o sentido dessa 'guerra'.
–Minha vida está ótima, obrigada.– revirei os olhos e ajuntei as papeladas em cima de minha mesa bagunçada. 
–Estava morrendo de saudades do pequeno Henry, onde ele está? Com Robin?– Ela apanhou uma xícara de café da minha mesa de centro e se sentou, cruzando as pernas na saia apertada que ela ainda insistia em usar. 
–Não, está com Anna, a babá.– coloquei meus óculos e me esforçava para deixar claro o quanto estava a ignorando, na esperança de assim ela aceitar e ir embora. 
–E por que Regina? Com um marido tão bom quanto o seu, não deveria contratar uma babá, não seja ridícula.– soprava o café a cada gole em que dava. 
A olhei ofendida com o que havia dito, Cora sempre sabia de todas as coisas seria impossível não saber que eu e Robin já não estávamos mais juntos. Eu era a única filha, por tanto ela sempre exigia que comigo fosse tudo perfeitamente do seu jeito, mas não porque ela queria o meu melhor e sim porque queria o melhor da reputação dos 'Mills' ou em outras palavras, minha infelicidade. 
–Por favor, diga logo o que você deseja de mim dessa vez.– suspirei, me deitando na cadeira. 
–Ok, meu doce. Vou ser um pouco objetiva já que você insiste em falar que eu nunca venho lhe ver só porque te amo.– ela deixou a xícara de lado e se levantou caminhando em passos lentos até a minha mesa. 
–Já imaginou como seria feio para nossa família, uma adulta tão bela e elegante como você largar um marido tão bom quanto o seu?– abri a boca para falar mas ela me interrompeu. 
–Não minha querida, não discuta comigo, seriamos os mais mal falados e não é isso o que queremos, é?– apoiou ambas mãos em minha mesa a me encarar. 
–E o que você quer que eu faça? Finjo que o amo e continuo com ele para manter a 'Reputação' da nossa família? – falei rindo irônica. 
–Exatamente, mas você não vai apenas fingir que o ama, você vai se esforçar o máximo para amá-lo assim todos irão acreditar e você será a moça mais respeitada novamente.– ela sorriu encantada com a péssima idéia e eu apenas gargalhei. 
–Você só pode estar brincando comigo... Ou você vai fazer o que?– afrontei. 
–Ah, meu docinho.– ela levantou as mãos olhando suas próprias unhas como quem era superior.
–Eu vou tirar essa empresa de você e darei a um de seus inúteis irmãos, completamente anular seu nome e tudo o que você construiu, sem contar que irei despedir cada um desses seus amiguinhos que se dizem bons funcionários. – ela cruzou os braços e suspirou aliviada enquanto sorria. 
–Cora! Não seja tão cretina, foi um presente do meu pai para mim, você não tem esse direito. – Me levantei completamente furiosa ao me aproximar dela, se eu pudesse.. se eu pudesse... 
–Arrisque para ver Regina.– ela gargalhou e andou em direção a porta. 
–Volte arrependida e o ame minha filha, caso contrário, eu saberei.– ela levou a mão até a boca e jogou um beijo para mim pouco antes de sair.

Aquela empresa era tudo o que eu tinha, não de luxúria e não de ganância. Só que ele havia se esforçado tanto para erguer aquele lugar, para deixar em perfeito estado em minhas mãos e eu jurei que manteria daquela forma, do jeitinho que era ele. Trabalharia dia e noite se fosse preciso, só me esforçaria o suficiente para toda vez que pisasse o pé naquele lugar, lembrar dele, de como ele se esforçava e de como eu iria me esforçar também. Ela não podia tirar de mim, ela não tinha esse direito!

Meu coração latejava de ódio quando bati minhas mãos em cima da mesa e derrubei tudo o que tinha em cima dela incluído o computador, em uma falha cai sobre o chão e ali mesmo fiquei a chorar e chorava como criança, a dor não havia sido tão grande mas foi uma boa desculpa para chorar por tudo o que já havia acontecido.

–Meu amor, você está bem?– a voz doce e delicada que vinha de trás de mim era totalmente reconhecivel. 
–Sai daqui, agora!– gritei, rude e ela saiu no mesmo instante.

Eu não queria que fosse assim, não podia deixar que ela me visse daquela forma, eu amava Emma mais do que qualquer coisa no mundo, mas eu não podia deixar que ela me amasse mais. De fato é péssimo pensar assim mas aquele lugar era tudo para mim e eu não podia abrir mão facilmente, não depois de tanto esforço e se eu conheço bem Cora, ela faria o que jurou fazer.

Estava na hora de ir embora, a empresa estava toda vazia e eu era a ultima a sair de lá. 
–Eu te amo papai.– sussurrei ao olhar para o lugar todo escuro e fechei a ultima porta, entrando no meu carro em seguida. 
Passei em casa, fiz uma mala provisória para mim e Henry, abraçada com o menino sonolento eu voltei para o carro a caminho da minha antiga casa com Robin aonde ele ainda morava, guardei o carro na garagem como a única parte em que ainda tinha o controle e apertei a campainha, não demorou muito para a luz ascender e ele abrir a porta, seus olhos estavam indignados com a minha presença e ele ainda em silêncio nos abraçou apertado e eu sem me mexer aguentei o abraço, apertei meus olhos quando pude sentir uma lágrima escorrer em meus olhos.

–Você voltou para mim meu amor, que maravilha.– ele falou empolgado nos puxando para dentro de casa.

Robin demonstrava estar muito feliz com a nossa volta para casa e eu não me conformava com isso, eu não estava feliz como ele podia estar? 
Nos fez uma xícara de café e ajudou a subir com as malas, já estava tarde e decidimos dormir, iria dormir no quarto de Henry com ele em sua pequena cama de solteiro de super heróis, eu precisava aceitar a situação mas dormir com Robin já era muito para engolir em apenas um dia, ele aceitou esse fato e eu me deitei ao lado do meu filho, o abracei forte e depositei um beijo em sua testa fazendo o possível para impedir as lágrimas que insistiam em querer cair, quando ouvi o sussurro sonolento.

–O que estamos fazendo aqui momma? Não quero estar aqui.– aquilo havia terminado de destruir o que sobrou do meu coração. 
–Aqui é nossa casa Henry, temos que estar aqui.– apertava meus olhos cada vez mais forte. 
–A Emma vem para assistirmos filme de heróis? Você prometeu.– ele insistiu entre os bocejos. 
–Dorme meu amor, amanhã é um novo dia.– me aconcheguei com ele na cama e beijei sua bochecha pouco antes de notar que havia caído no sono novamente. 
Então foi ali em meio a tantas decepções para apenas um dia, no abraço do pequeno que me confortava aonde me permiti chorar com tudo que tinha direito.

Será que eu nunca poderei ser feliz?



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