História My mistery. - Capítulo 4


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swan Queen
Visualizações 146
Palavras 1.573
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Xadrez


Fanfic / Fanfiction My mistery. - Capítulo 4 - Xadrez

Estava quase conformada com a idéia de que já era a hora de levantar quando chegou uma mensagem em meu celular.

"Olá, Emma. Tenho uma boa notícia.
Satãn disse que não será necessário nossa presença na empresa hoje, ela está com alguns problemas pessoais, então 'nossos' serviços não serão necessários. Apenas pediu para que você passe lá, imprima os documentos que ela mandou em seu email e deixe sobre a mesa dela. Ok? Beijoss."

Era Ruby, por um instante fiquei aliviada, porém um pouco preocupada. O que será que houve com ela, ao ponto de não ir e de nem querer que fossemos?
Como não era bem da minha conta, deixei passar e fiquei pensando no tamanho do tédio que aquele dia seria. 
Não tinha nada e nem ninguém para bater papo ou fazer alguma coisa, apesar de gostar de ficar sozinha, não gostava de SER sozinha. Me incomodava um tantão, ta que eu tinha Bell, minha única amiga dali, mas não iria chamá-la porque já não éramos TÃO íntimas assim.

Dormi mais um pouco e quando acordei não estava mas disposta a ficar naquela cama ou melhor, naquele quarto. 
Coloquei um shorts, uma blusa soltinha e um óculos de sol, pois tava um calor tremendo lá fora e desci, fui até a pequena sala onde Granny ficava e bati duas vezes.

—Oi.— Falei entusiasmada e ela nem sequer sorriu ou retribuiu o cumprimento. 
—Esperava uma recepção melhor, cruzes.— Entrei e ela forjou um sorriso. 
—O que faz aqui? Cabulando o trabalho, pequena menina? Esperava isso quando tava na escola, não agora. —

O engraçado de Granny é que ela estava comigo desde pequena, digamos assim. Em todos os anos em que fiquei no orfanato, ela trabalhava lá e quando ajeitei minha vida e vim morar aqui, bom, ela arranjou um emprego aqui também. Então sim, ela sempre esteve comigo. Nunca demonstrou muito afeto, mas acredito que ela gostava de mim, pois sempre me chamava de 'pequena menina', sempre chamou.

—Não, nada disso.— Balancei a cabeça rindo e me sentei na outra cadeira em frente a ela. 
—Então o que foi? O namorado do trabalho te deu um fora e você inventou uma desculpa para faltar?— apertou os olhos como se desconfiasse de mim. 
—Claro que não, não tem namorado nenhum. — revirei os olhos. 
—Tem o que então? Namorada?— Me engasguei e tossi algumas vezes. 
—O quê? Como assim? não ué, é claro que não. Quero dizer, adoro mulheres sim, mas isso não quer dizer que eu esteja namorando uma no serviço. Nada haver, meus Deuses!— limpava a garganta a cada segundo e podia até sentir a minha pressão cair. 
—Ei, só estava brincando, pequena menina. Calma!— eu estava calma, que doideira. Puf. 
—O que está fazendo aqui?— ela colocou um jogo de xadrez em cima da mesa, presumindo que eu ficaria ali mais tempo e eu ficaria. 
—Nada, só ganhei uma folga hoje e vim te fazer companhia vovó.—
Arrumei as peças do jogo corretamente e começamos a jogar. 
—Posso te fazer uma pergunta?— questionei depois de um tempo em silêncio enquanto jogávamos. 
—Outra no caso, pode sim.— ela se concentrava no jogo. 
—Você já teve alguém que te fez tremer de tão nervosa, só por estar ao seu lado? Tipo, acabar com todo seu ar. — já eu, jogava um pouco distraída. 
—Aconteceu uma vez.—
—E como foi?— questionei curiosa.
—estava prestes a ser assaltada.— Ela gargalhou e eu revirei os olhos segurando a risada. 
—Pare de brincadeiras vovó, isso é sério.— empurrei sua mão, balançando a cabeça negativamente. 
—Isso me parece algum tipo de.. Como dizem, queda? Isso, queda por alguém. — Ela disse e em seguida comemorou com uma dança um pouco estranha, ela havia ganhado e eu apenas gargalhei.

O dia passou quase todo assim, jogamos, assistimos filmes juntas e eu contei muitas coisas para ela. 
Ela se fez de rabugenta em todas as coisas, mas acho que se divertiu. 
Estava escuro lá fora quando decidi subir para o quarto porque no outro dia eu iria ter que... PUTZ, REGINA!

Havia esquecido completamente dos documentos para imprimir! 
Bom, eu podia ir correndo e pedir na portaria para abrirem pra mim porque é onde eu trabalho, então eu imprimia, deixava lá e ninguém ia saber. Sim, de fato eu faria isso.

Fui direto ao meu carro e segui em direção a empresa. Assim que cheguei, conversei com o segurança e por sorte ele me deixou entrar, segui para o elevador já apertando o botão do ultimo andar que foi onde eu desci, caminhei em passos rápidos até a sala de reuniões e estava tudo escuto por lá. Coloquei para imprimir e quando feito apanhei os papéis, me guiando para a sala de Regina.  Assim que coloquei meu pé em sua sala, ouvi uma voz doce e rouca pronunciar meu nome.

—Emma swan.— Levei um susto indecifrável, quando a luz acendeu e Regina estava sentada em sua cadeira.

Estava totalmente largada na mesma, sua blusa social estava aberta e até dava para ver um tanto de seus seios expostos através do sutiã de renda preto, a blusa estava para fora da saia que era completamente colada em seu corpo e seus sapatos estavam largados pelo chão. Os cabelos estavam bagunçado e ela ainda sim continuava linda, tinha também muitas garrafas de bebidas espalhadas por sua mesa, algumas vazias, outras pela metade e poucas cheias. Apesar de haver alguns restos de cigarros sobre a mesa, ainda era possível sentir o cheiro maravilhoso de seu perfume, fiquei paralisada analisando-a quando ouvi novamente.

—Emma swan.— estava com uma voz exausta. 
—sim?— limpei a garganta, nervosa. 
—Eu te vi chegar pelas câmeras, me desculpe pelo susto.— ela sorriu, como se tentasse esconder sua situação. 
—Está tudo bem, eu só vim entregar isso mesmo e já estou indo.—
Deixei os papéis em cima de sua mesa, me virei para sair e quando estava prestes a deixar aquela sala..
—O que aconteceu com você?— perguntei impulsivamente. Droga!

Ela se levantou e parou em frente a sua mesa encostando-se na mesma, cruzou os braços e ficou a me encarar assim que virei para encontrar seus olhos. Ficou em silêncio por alguns segundos e eu estava queimando por dentro, a presença de Regina sempre me causava um transtorno, mesmo se ela não falasse nada ou principalmente. Só que eu realmente queria saber, ela parecia estar machucada e aquilo por algum motivo me matava.

—Ele ganhou a causa, eu falei que não mudaria quem sou e que esperava que ele aceitasse isso. Poderei ver meu filho apenas de final de semana, em datas comemorativas e eu só esperava mais do que isso. Mas a única coisa que ele pensava era que se ele não poderia me ter, eu não poderia ter Henry. — Ela baixou a cabeça e falou quase em um sussurro.

Eu queria ajudá-la, tomar ela em meus braços e cuidar dela. Eu queria sim!

—Sabe Emma, eu tenho dinheiro. Sempre tive. E quando eu finalmente uso ele com um verdadeiro motivo que foi pagar um advogado, ele fracassa. 
Para que todo esse dinheiro se no fim do dia eu vou estar.. Sozinha?—

O silêncio permaneceu naquela sala, e com as pernas bambas eu caminhei até Regina. Me aproximei bastante dela e apanhei sua destra, segurando. Levantei seu rosto com o indicador e a fiz me olhar nos olhos.

—Você não está mais sozinha Regina.— eu realmente havia falado isso? Não deixava de ser verdade.

Ela permaneceu seus olhos fixos no meu quando se desencostou da mesa dando um passo em minha direção. Era possível sentir sua respiração quente contra meu rosto, que estava quase alcançando um tom de rosa. 
Colocou uma mecha dos meus cabelos atrás da orelha e selou seus lábios nos meus. 
Pressionei a palma de minha mão em suas costas, impedindo Regina de sair e correspondendo o beijo por um instante. Seus lábios deslizavam sobre os meus como se dançassem, o verdadeiro pecado. 
Pecado errado, eu não podia. 
Era inevitável, os lábios de Regina sempre me convidavam, mas errado. 
Soltei minha mão de suas costas e dei um passo para trás. 
—Você não pode.. Quero dizer, só está triste.— eu disse ao ver seus olhos confusos com a separação.
— Linda e inteligente, parece até que veio de outro mundo. você é incrível Emma swan.— sorri, e ela segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos, e ficou em silêncio olhando-as juntas por um tempo. 
Um beijo foi o suficiente para seus lábios serem completamente viciantes para mim. Subi meus olhos ao encontro dos seus e novamente por impulso dei um selinho em seus lábios.
—Eu vou ir.— sorri e ela sorriu de volta segurando minha mão forte como se tentasse me impedir, mas mesmo assim eu soltei. Dei um beijo forte em sua testa para que ela se sentisse um pouco bem, apesar de tudo oque havia acontecido e ela sorriu o que já foi o bastante para me confortar. Então eu sai deixando Regina para trás, andando nos passos mais rápidos que podia, até o elevador e do elevador para meu carro, diretamente para casa. 
Espero não ter feito uma péssima escolha, pois apesar de querer escolher ficar com os beijos viciantes e quentes de Regina, eu sabia que ela estava triste e que talvez tenha feito isso por esse motivo, se por algum acaso eu estiver mesmo tendo uma 'queda' por essa mulher, poderia me machucar feio e já chega de sentimentos machucados não é mesmo?



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